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inhotim, um lugar que você precisa conhecer

por   /  26/09/2012  /  10:35

Bem-vindos a Inhotim

Inhotim é um deslumbre, um daqueles lugares que a gente vai e quase não acredita que existe de verdade. Simplesmente porque tudo por lá é grandioso, hiperbólico. As obras existem num cenário que mistura arquitetura, paisagismo e natureza deslumbrantes, que transformam a maneira como a gente vê, contempla, sente e se emociona com trabalhos de arte contemporânea.

No começo do mês, fui convidada* para conhecer os novos pavilhões do instituto. Fiz uma viagem rápida, de um dia e meio, e revi algumas obras pelas quais eu tinha me apaixonado da primeira vez que fui lá, há uns três anos, e me encantei com as novas.

Lygia Pape, Cristina Iglesias, Tunga e Carlos Garaicoa são os artistas que ganharam novos pavilhões no maior instituto de arte contemporânea do Brasil _e um dos maiores do mundo. Artistas como León Ferrari e Mateo Lopez passam a dividir a Galeria Mata com outros nomes.

Eles se juntam a artistas como Adriana Varejão, Matthew Barney, Chris Burden, Janet Cardiff e Dave Aitken no lugar criado por Bernardo Paz em 2002 e aberto ao público em 2006 _e cujo acervo é avaliado em R$ 400 milhões.

Localizado na cidade de Brumadinho, a 6o km de Belo Horizonte, Inhotim ocupa 225 hectares (sendo 110 visitáveis, ou o equivalente a mais de 100 campos de futebol). No ano passado, recebeu mais de 245 mil visitantes, e a expectativa para esse ano é bater os 400 mil.

Os números são mesmo impressionantes: Inhotim tem cerca de 130 artistas de 32 nacionalidades em seu acervo, totalizando 600 obras em acervo e 80 em exposição.

Nos planos futuros, há ao menos duas galerias em andamento: uma para Olafur Eliasson e outra para Anish Kapoor.

Se eu fosse você, aproveitava o próximo fim de semana, um feriado ou as férias e corria pra lá pra ver de perto tudo isso!

Vamos conhecer os novos pavilhões?  =)

Lygia Pape

Por fora, o concreto parece retorcido. Você entra no pavilhão e se depara com a escuridão quase total. Uma luzinha na altura do pé tenta desfazer a sensação de cegueira momentânea. Alguns passos e lá está a “Ttéia número 1”, obra de Lygia Pape (1927-2004) finalizada em 2002.

Com seus fios dourados, a obra estimula uma experiência sensorial muito forte _não só pela beleza do trabalho, de sua geometria, mas porque a perspectiva fica difusa, você vê algumas linhas de perto, mesmo que não esteja tão perto assim.

O trabalho tem aquela simplicidade das coisas grandiosas de verdade. Consiste em fios dourados, meio elásticos, meio metálicos, batidos no chão com pregos, e luz.

O pavilhão, feito pelo escritório Rizoma, buscou fazer dois quadrados, um em cima do outro, mas deslocados. E é assim que a gente fica quando vê a obra de Lygia Pape de perto, sem saber direito onde estamos.

“O prédio que envolve a obra possui uma certa distorção em sua estrutura, o que permite ao visitante, uma vez frente ao trabalho, perder a capacidade de orientação diante da obra”, disse Jochen Volz, curador e diretor artístico de Inhotim.

Cristina Iglesias

Imagine andar pelo meio de uma mata e dar de cara com uma clareira onde foi erguida um construção toda espelhada? “Vegetation Room”, de Cristina Iglesias, provoca surpresa e convida a gente a explorar seus labirtintos.

O trabalho da artista espanhola se insere na natureza e quer ser um pouco dela também. O quadrado espelhado, feito de aço inoxidável polido, guarda em seu interior paredes cobertas com relevos de padrões vegetais _e que convidam a gente a passar a mão, a sentir a textura que parece tão real.

O quarto tem quatro entradas _três são labirintos, que não levam a lugar nenhum. Você tem que errar algumas vezes até chegar na entrada “certa”, onde existe uma abertura no chão por onde passa uma fonte. No meio daquilo que é um corpo estranho na natureza, existe uma fonte de água que jorra em velocidade variável e acaba deixando tudo integrado.

“A artista criou um espaço que se aproxima de uma estrutura arquitetônica, mas que também é escultura e lida diretamente com a representação de elementos da natureza”, disse o diretor adjunto de programas artítiscos e culturais, Rodrigo Moura.

Tunga

Tunga tem o maior pavilhão de Inhotim, com cerca de 2.600 metros quadrados, que abriga oito grandes instalações e esculturas. Entre as obras do artista pernambucano radicado no Rio, estão “Lézart”, de 1989, e “Palíndromo Incesto” (1990-1992), além do filme-instalação “Ão”, de 1980.

“Quando esse prédio foi projetado, quando Bernardo Paz me convidou para colocar juntos momentos diversos do meu trabalho, eu pensei que era pertinente trazer outras obras, algumas efêmeras, como performances, outras menores, que tivessem signifcado não só por si, mas que criassem conectividade com o que tem aqui”, disse o artista.

E falou mais sobre o espaço: “É a concretização de uma conjunção de  ideias, como num sonho, que são oriundas de tempos, momentos, reflexões diversos, mas constituem uma totalidade. Essa totalidade quem dá é a subjetividade, que se manifesta na arte de modo a construir através de uma expressão de um sujeito aquilo que tem em todo mundo. O que se tem aqui é uma experiência comum de uma imagem que nos pertence e passa a nos pertencer”.

Galeria Mata

Para este ano, a Galeria Mata recebe obras de Edward Krasinski (Polônia), João José Costa (Brasil), Juan Araujo (Venezuela), Léon Ferrari (Argentina), Luisa Lambri (Itália) e Mateo López (Colômbia).

Todo ano, Inhotim realiza mostras temporárias de sua coleção em quatro galerias. O objetivo, segundo o instituto, “é oferecer novos recortes e interpretações sobre o acervo, sejam novas aquisições ou obras já apresentadas, em leituras que priorizam o diálogo entre gerações, linguagens e nacionalidades”.

Gostei muito do trabalho “El Palacio de Papel”, de Mateo López. E dos desenhos do León Ferrari. São heliogravuras, obras gráficas realizadas no fim dos anos 1970, quando ele passou pelo Brasil. Os desenhos têm muito de arquitetura _parecem plantas. Mas no lugar de detalhes de uma casa, o artista representa situações humanas repetidas à exaustão.

Carlos Garaicoa

A obra de Carlos Garaicoa foi a que menos me entusiasmou. O artista cubano mostra em Inhotim a instalação “Now Let’s Play to Disappear 2” (2002), que é uma mesa ocupada por miniaturas de edifícios famosos, como o Empire State, transformados em velas que são acesas todos os dias.

A ideia foi uma reação aos acontecimentos do 11 de setembro, em Nova York. “À medida que o fogo vai consumindo, a obra vai desaparecendo. O trabalho lida com o aspecto efêmero da escultura. É uma escultura que se consome no espaço”, explicou o curador Rodrigo Moura.

* Obrigada pelo convite, Agência Lema!

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inhotim | lygia pape

por   /  26/09/2012  /  10:25

Pavilhão de Lygia Pape, em Inhotim.

Obra “Ttéia número 1”, que é linda demais!

Vejam o vídeo > http://www.youtube.com/watch?v=2rGYukikoeY&feature=share&list=UL2rGYukikoeY

As fotos são de Daniela Paoliello.

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inhotim | cristina iglesias

por   /  26/09/2012  /  10:20

“Vegetation Room”, de Cristina Iglesias.

Faça um tour pela obra no vídeo abaixo:

As fotos são de Daniela Paoliello.

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inhotim | pelo instagram

por   /  26/09/2012  /  10:15

Durante a viagem para Inhotim (vejam o post completo aqui), publiquei muitas fotos no Instagram, usando a hashtag #donttouch_inhotim.

Quem tiver um perfil por lá basta procurar a hashtag (ou o meu perfil, @daniarrais) pra ver tudo!

O dia estava LINDO!

“Ttéia número 1”, de Lygia Pape

“Vegetation Room”, de Cristina Iglesias

Eungie Joo, a nova curadora de Inhotim, no pavilhão do Tunga

Detalhe no pavilhão do Tunga

Trabalho de Mateo Lopez

Bonequinhos de León Ferrari

O maravilhoso pavilhão de Adriana  Varejão

Detalhe do pavilhão

Azulejo de Adriana Varejão

A grandiosidade de Matthew Barney

“True Rouge”, de Tunga

Menina feliz. Foto que fiz pra outra série, chamada #retratosanônimos

Menino lindo, também para o #retratosanônimos

Um coração involuntário

Fim de uma tarde maravilhosa!

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fratura exposta, por mariana faria

por   /  13/09/2012  /  10:46

Eu amaria, tu amarias, ele amaria, por Mariana Faria

– Agora. Responde rápido. Aquela do filme. Verde ou vermelha?
– Agora? A pílula verde…

Não  teria descoberto nada, lido nada, visto nada… Assim quando eu ouvisse dele: “Isso, eu, você… Não é qualquer um que tem…” Eu concordaria, e continuaria o abraço.

Não interessa se me dizem “mas uma hora ia acabar…”

É. Ia…

Ia não é ‘foi’, ia é ‘talvez’.

Porque ‘acabar’ a gente fala para uma terceira pessoa. É verbo no infinitivo.

Mas se eu não tivesse visto. Se a pílula fosse a outra. O verbo também seria. Ia ‘acabar acabando’, e ‘acabar-acabando’ é gerúndio arrastado. O verbo se prolonga e com ele quem sabe a história se esticava que nem horizonte do Manoel de Barros. Assim eu ia mais um pouco…  

Pra mim, eu repito agora ‘acabou’. É pretérito perfeito. Cai como uma bigorna em cima de tudo. Com o fim do verbo, o fim da história e a necessidade fundamental de esquecer para sobreviver.

Porque depois do ‘acabou-acabado’ tive que empurrar a verdade goela abaixo: tinham tantas entre eu e você que por isso não me cabia mais. E no desespero diante da tela li uma a uma. Espectadora de histórias que também eram minhas, mas que eu não estava em cena. Protagonista rebaixada a coadjuvante. Silêncio tácito. Não deram deixa pra minha fala.

Sem ler nada, ver nada, saber de nada, eu acreditava no presente. Esquecia do futuro.  Não tinha mais verbo no passado.

Hoje  sei que o passado não existiu, eu não conjugo verbo pra amanhã e no gerúndio só existe o doendo. Doendo pra caralho.

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A foto é de Katie Silvester

#autoajudadodia por pedrinho fonseca

por   /  12/09/2012  /  10:17

O Pedrinho Fonseca é um amigo querido que adora escrever. E ele emocionou a gente com um texto sobre o Autoajuda do dia, o novo projeto da Contente!

Leiam > http://www.linhastortas.com.br/2012/09/autoajudadodia/

[Este é um post não-ficcional.]

Sabe que lá no Instagram, que é um rede interessante de compartilhamento de fotos – mais ainda de pontos de vista, para quem usa com certo amor, duas meninas (mulheres, incríveis, lindas e tal, masmeninas no sentido de serem muito sabidas para a pouca idade que têm) inventaram um negócio chamado #autoajudadodia. Escreve-se com o jogo da velha ali na frente, explico aos que não estão familiarizados, por tratar-se de uma hashtag. O uso do ícone à frente serve para várias coisas, mas a um cara como eu, serve principalmente para aglomerar tudo aquilo que for usado na rede (seja o Instagram ou até redes sociais mortas, como Twitter). E assim, para caras ruins de organizar gavetas como eu, para localizar bem mais fácil as fotos correlacionadas. Ou relacionadas ao que as meninas (seus nomes são Luiza e Daniela) criaram.

No Instagram, elas já criaram algumas coisas muito inteligentes e úteis. Criaram o Instamission (pode usar a hashtag se quiser, tia Marilane), que toda sexta lança uma missão diferente para quem segue o perfil. Uma graça de ideia, que movimenta o nosso pequeno universo de amigos e desconhecidos com quem a gente sente uma certa afinidade.

Pois bem. Criaram, as duas, a #autoajudadodia. Quem quer participar, basta postar uma foto no Instagram (publicar uma imagem, simplesmente escrever um texto com um design bacaninha, como preferir) e usar a hashtag certinha. Vai lá para a gavetinha onde posso encontrar as imagens, textos e delícias das pessoas que, assim como eu, resolveram entrar na brincadeira. Eis o ponto. Não é uma brincadeira para mim. E hoje, levei a sério ao extremo. Postei uma imagem com uma sequência de palavras que vão sendo riscadas até que cheguemos na última (e única importante):

RECLAME

CLAME

AME

Não pensei muito ao fazer, mas pensei muito depois que postei. Eu sempre penso melhor depois. Olhei ao redor. Reli algumas textos. Entristeci ao passar os olhos rapidamente num deles – circulou recentemente – que falava que “tudo bem escrever errado na internet”. Mas passou logo, porque vi a foto que a própria Daniela (a amiga da Luiza) publicou no blog dela – também recentemente – com uma camisa linda falando do assunto, sendo que ao contrário. Tratava do amor à gramática. Good grammar is sexy, acho. Vi mais uns textos, umas imagens, só aí dei-me conta do quão importante era, para mim mesmo, aquela imagem postada hoje pela manhã no meu próprio perfil do Instagram, usando a hashtag #autoajudadodia, criada pela Luiza e sua amiga.

O mundo já é cruel demais, basta dar amor aos nossos filhos. Uma vez ouvi isso. Era sobre a relação entre meu filho e eu. Um recado claro. João (é o nome do meu filho) precisa do seu amor, Pedro. Cuide disso. Do resto, cuidamos todos juntos. Dia após dia.

Ao olhar novamente para a minha imagem, vi que ela era mesmo a minha imagem. O que tenho sido, o que tenho lutado para ser, melhor dizer assim que soa menos arrogante. Tenho lutado para ser mais eu e menos o entorno. Moro numa cidade grande demais, onde as proporções são condizentes com o seu tamanho. As barreiras, tristezas, dificuldades em São Paulo são opostas extremas a uma generosidade, a várias alegrias e a facilidades da vida cotidiana enormes. Enormes. Minha gratidão por esse lugar é condizente com essas tais proporções.

Minha #autoajudadodia fez jus ao nome. Não tenho do que reclamar. Não tenho o que clamar. E o meu amor pela minha família e por quem realmente importa permanecem intactos. Como ontem. Como amanhã. Minha #autoajudadodia pode ser lida por mim mesmo a qualquer momento, olhem que privilégio.

A Luiza e Daniela, também, uma certa gratidão, batida com pitadas de admiração e alegria. Felicidade é, também, tê-las por perto.

P.S.: Gostaria muito de compartilhar esse texto no Facebook. Mas acho que seria o lugar errado. Melhor num blog pessoal, onde a pessoa que escreveu – no caso, eu – se compromete com a veracidade e legitimidade das informações aqui postadas.

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fratura exposta, por veronica fantoni

por   /  12/09/2012  /  9:50

The End, por Veronica Fantoni

É uma tarde de preguiça. Um dia daqueles atípicos em que você fica totalmente livre em casa. Você ganhou uma folga no trabalho ou pegou uma gripe violenta e, com o tempo feio que faz lá fora, a sua tarde se resume a você e às quatro paredes do seu quarto.

Você  deita na cama com o laptop na barriga, fica ouvindo o barulho da chuva e, de vez em quando, olha pra TV ligada e quase esquecida.  Entre uma zapeada nos canais e uma caneca de café, você se pega assistindo à Sessão da Tarde. O filme já começou e você provavelmente já perdeu o primeiro bloco. Mas tudo bem, você sempre quis ver aquele filme _ele não foi nenhum sucesso de bilheteria, não foi pra Cannes, mas você curte aquela atriz, ela tem pernas bonitas, é engraçada e tem ótimas tiradas. E você se toca que nunca assiste à Sessão da Tarde porque você é um homem ocupado, seu tempo é curto e, se não fosse a chuva ou a gripe, certamente você estaria na rua fazendo outra coisa.

A história é boba, mas te prende a atenção, te envolve, te arranca uns sorrisos. É, você gosta do que vê. Até que o filme acaba e você pensa “até que foi legal, mas é só mais uma comédia romântica”. E comédias românticas são feitas pra isso, para as tardes livres de solidão. E verdade seja dita: daqui a meia hora, você já esqueceu do que viu.

Sejamos francos, você nunca  iria ao cinema pra assistir a um filme desse tipo, não convidaria um amigo para vê-lo, não tiraria o carro da garagem pra isso. É desses filmes que te valem duas horas de entretenimento sem compromisso. E eu me sinto assim, a sua Sessão da Tarde, a sua companhia sem muita expectativa ou grande emoção. Como um desses filmes que não valem o ingresso e, de tempos em tempos, tem reprise garantida. Aí você me assiste de novo, me sorri de novo e me esquece de novo.
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A foto é de Bimbi Gardel