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Posts da categoria "amor"

falo de mulher

por   /  19/03/2013  /  8:41

Ivana Arruda Leite é uma das minhas escritoras preferidas, como vocês sabem (quem não viu a entrevista que fiz com ela, por favor veja! Aqui, ó > http://donttouchmymoleskine.com/cafofo-sessions-4-ivana-arruda-leite/).

Um dia estávamos jantando e conversando. Quando falei que só tinha lido os romances dela, ela virou pra mim e disse: “Então você não me conhece!”.

No dia seguinte, ela deixou quatro livros na portaria do meu prédio. E a cada um que leio, a surpresa é maior.

“Falo de Mulher”, seu livro de estréia, lançado em 2002, é de uma urgência absurda para quem todo mundo que gosta de linhas apaixonadas, exageradas e precisas sobre relações amorosas.

Procurem o livro já! Tenho certeza que vocês vão amar!

Na imagem acima, o conto que abre o livro. Deu pra sentir como é sensacional, né? ♥

expressas dtmm

por   /  13/03/2013  /  13:38

– Foto linda de Leonardo Cisneiros, acompanhada por um texto triste: “Foto clichê hoje à tarde, curtindo o banzo daquela reunião ridícula, na qual nem um teatro de diálogo sem tentou fazer, sentado na beira do rio, admirando essa cidade tão linda e tão filha da puta. O Recife que a gente ama, mas não nos corresponde.”

– Elke Maravilha encarna Marylin Monroe nesta foto maravilhosa de David Zinggs. Cassiano Elek Machado, em seu blog Elekistão, apresenta o colossal talento do americano na arte do retrato. “Isso em mim provoca imensa dor, mas tudo indica que Tom Jobim também desafina. A história está até numa enciclopédia: num bar de Ipanema, o compositor advertiu um americano branquela que cogitava mudar para o país: ‘David, o Brasil não é para principiantes’. Zingg, o David em questão, poderia ser quase qualquer coisa, menos principiante. Ex-piloto de bombardeios B-17 na Segunda Guerra Mundial, ex-plantador de bananas em Honduras, amigo de John Fitzgerald Kennedy, Ph.D em dry martinis bem secos e em hambúrgueres suculentos, o jovem astro do jornalismo americano David Drew Zingg estava pronto para tudo. Ipanema estalou os dedos, e ele veio correndo atender seu chamado. Zingg não foi mais o mesmo, mas nosso país tampouco.”

– A incrível Maria Popova encontrou ilustrações antigas do corpo humano no livro The Sexual Study of the Male and Female Human Body in Color Pictures e fez GIFs a partir deles. Demais!

– A internet esvaziou as bibliotecas, e a Miami Ad School veio com uma solução (que ainda é um projeto). A Underground Library se vale do fato de que nos metrôs a conexão não funciona e incentiva o uso de um bem público. Você aponta para a estante de livros e recebe trecos de um best-seller no seu smartphone. Depois que sai do metrô, recebe um aviso de que pode continuar lendo o livro de graça, basta retirá-lo na New York Public Library. Muito legal, né?

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vivendo com menos. bem menos

por   /  13/03/2013  /  9:15

Graham Hill vive em um apartamento de menos de 40 metros quadrados, dorme numa cama que sai da parede, tem seis camisetas e 10 tigelas que usa para servir saladas e pratos principais. Não tem CDs ou DVDs e dos livros que já havia acumulado, sobraram 10%.

Depois de anos consumindo tudo o que queria (e muito do que nunca quis), viu que tinha duas casas gigantes e cheias de coisas, de eletrônicos a gadgets, passando por carros, e percebeu que as coisas que ele consumia o haviam consumido.

No artigo Living With Less. A Lot Less, o criador do Life Edited conta como descobriu que esses excessos não o preenchiam. Foi quando se apaixonou por Olga que a relação dele com as coisas materiais se desfez. Eles foram pra Barcelona, quando o visto dela expirou, viveram em um apartamento pequeno, na base do amor. Com algumas roupas, produtos de higiene pessoal e um par de laptops, pegaram a estradam e viveram em Bangkok, Buenos Aires e Toronto, fazendo várias paradas no meio do caminho. Ele continuou trabalhando e criou empressas como o Tree Hugger.

Minha vida era cheia de amor e aventura e de trabalho com o qual eu me importava. Senti-me livre e eu não senti falta do carro, dos gadgets, da casa, em vez disso, senti que tinha parado um trabalho sem fim. A relação com Olga eventualmente terminou, mas a minha vida nunca mais pareceu a mesma. Eu vivo com menos e viajo mais leve. Tenho mais tempo e dinheiro. Além do meu hábito de viajar – que eu tento manter sob controle, minimizando viagens, combinando outras e comprando créditos de carbono – sinto-me melhor porque minha pegada de carbono é significativamente menor do que na minha vida anterior supersized. Intuitivamente, sabemos que as melhores coisas da vida não são coisas, e que relações, experiências e trabalho significativo são as bases de uma vida feliz.

Leiam o texto completo > http://nyti.ms/WlYAPj

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Em 2011, fiz uma matéria pra Galileu sobre o assunto! > http://donttouchmymoleskine.com/viver-com-menos/

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20.000 pessoas

por   /  12/03/2013  /  10:48

Queridos, vocês me dão alegria todos os dias. Fazer esse blog é, sem dúvida, uma das melhores coisas da minha vida. Foi por ele que conheci as fotos, as artes, os textos, as músicas de um monte de gente. Foi por ele que conheci um monte de gente!

Nem sempre consigo responder com rapidez todos os emails de vocês, mas leio tudo e fico extremamente feliz cada vez que alguém conta alguma história com o Don’t Touch, diz que começou a escrever por causa do Fratura, que mandava posts do blog para aquele paquera que um dia se tornou marido.

E aí essa semana, pra minha grande alegria, a fanpage do Don’t Touch no Facebook chega ao impressionante número de 20.000 pessoas!

O nome disso é felicidade! Muito, muito obrigada! ♥ ♥ ♥ ♥ ♥

fratura exposta, por déborah de brito

por   /  11/03/2013  /  8:03

As cores, por Déborah de Brito

Vermelho, azul, amarelo, laranja, rosa, roxo e verde. Essas eram as cores que você pintava os meus olhos para te enxergar. Nada de cores frias ou tons que se assemelham a despedidas e à frase que todos temem “precisamos da um tempo”, e sim cores de alegria e de “amo você” e “sinto sua falta”.

Todas aqueles dias de sol, de cor laranja quase se avermelhando, que passamos juntos se foram na velocidade de um soluço de choro, baixinho, desesperado, quase adormecendo e deixando cada gota de lembrança no travesseiro. É incrível como o sentimento de gostar de alguém faz com os dias passem depressa, o emprego pareça aturável, as filas de banco, divertidas, dias de chuva serem perfeitos e problemas financeiros parecerem bobagem, afinal, você tem todas as cores de que você precisa para derramar em cima desses problemas, e é aí que a cor lilás aparece e grita de uma forma doce: ”Sou seu. Você é minha.”

Mas e o que fazer quando te roubam essas cores?

Aquelas cores que ficavam estampadas no meu rosto todos os dias em que você acordava, olhava para o lado e eu não me sentia culpada de me atrasar para o trabalho mais uma manhã, só para ficar cinco minutinhos observando a sua fonte de cores dormir.

Quando os tons de despedidas chegam, as pessoas chegam a relutar diante do sentimento e do discurso sufocante: “Não! Não me conformo. Mas como isso foi acontecer comigo, com a gente? Justo com a gente, hein? Como você pode desistir/preferir a minha ausência a continuar caminhando nos caminhos que trilhamos de alegria, companherismo, mãos dadas, corpos quase que entrando um no outro, noites acordando para te preparar um chá para o seu estômago que sempre anda mal (você precisa ir no médico, cara.), compras e arrependimentos de gastar dinheiro assim que a notinha sai da maquininha, risadas, dancinhas improvisadas dentro do carro com qualquer música que a rádio nos desse. Ah! Como você pode querer isso?”

E é aí que começamos a recolher as tintas, pincéis, molduras, aventais e aquarelas.

Eu só queria te dizer que eu gostaria muito que você voltasse a pintar os meus olhos e deixasse eu pintar os teus.

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A foto é de Shelby Tanner.

fratura exposta, por flavinha marques

por   /  08/03/2013  /  8:13

O amor padece de, pelo menos, dois grandes sobressaltos, por Flavinha Marques

Eram oito horas da noite quando eu pisei no seu pé e levei um tiro no peito. E descobri que o amor padece de, pelo menos, dois grandes sobressaltos: aquele em que se encanta e aquele em que se desfaz. A flor que se desprende. O retrato antigo. O pincel na água depois da aquarela. Todos vêm nos lembrar que a beleza é finita, mas a gente só recorda num atropelo do destino. Num dia em que Deus parece beber ao volante. Sendo que é você quem gira e se estraçalha lá na frente. Coração com fratura exposta e nada da ambulância chegar. Fazer o quê? Ir pingando até a emergência mais próxima. Tome isso, tome aquilo. Chora mais não, já passou. Passou nada. Um cuspe na cara teria doído menos. Mas não haverá revanche. Respeitável público, pode retirar, no guichê mais próximo, o seu dinheiro de volta. Aqui só o bem se apresenta. E que fique claro que o bem não é escolha relegada aos idiotas. O bem é uma arma silenciosa, que não ataca; defende os fortes de caráter. Os que sabem que alma não é coisa que se venda. Vai, atira. Atira! Eu só observo. Eu sou o prisioneiro diante do seu seu algoz. E o que vejo é que se o meu amor transborda em uma carta escrita à mão, o que você é cabe em um bilhete, enquanto o seu mal se espraia aos quatro ventos, sem medida. E, de alguma forma, volta pra você. O seu mal, que me castiga, sem delito, é o mesmo que há de lhe servir de lição. O mal que eu não lhe desejo, mas que eu espero que lhe ensine a ser alguém de verdade, que um amor não é troféu e que não, você não é tão esperto assim. Agora, dá licença, que eu preciso recolher o que sobrou de mim. Dá licença, que esse jogo eu levo, porque a aposta sempre foi mais minha do que sua. Por favor, dá licença, que eu vou ali e não volto. Vou beber com Deus, pra comemorar que sim, você já passou.

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A foto é de Kate Pulley.

mulheres incríveis

por   /  08/03/2013  /  1:23

No Dia de Mulher, a Contente participa do bate-papo Gente Incrível, a partir das 12h30, no Vale do Anhagabaú.

Nas palavras das organizadoras do Mulheres Incríveis, será “um encontro sobre o amor que cria coisas incríveis”. Nossa cara! A ideia é inspirar, questionar e co-criar, a partir de depoimentos e histórias de vida.

Estão todos convidados (homens e mulheres, ok?)! Esperamos vocês!

Hoje, 8 de março | 12h30 | Vale do Anhangabaú (av. São João, 108)

Mais em > https://www.facebook.com/mulheresincriveis

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