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Posts da categoria "especial don't touch"

mixtape #41: schneider carpeggiani

por   /  25/09/2010  /  14:25

Schneider Carpeggiani fez uma mixtape pra todo mundo dançar _sozinho ou juntinho. Nada melhor do que isso para um fim de semana, né? Ele ainda conta uma historinha:

Eram umas 5h da manha quando escutei aquela voz ditatorial “eu acho que é hora de você ir embora”. Mas não era. Logo que entrei no carro que me levaria para bem longe da festa, olhei para o lado, pensei direito e gritei “pare agora, que quero continuar dançando”. E voltei. E dancei. Nem havia tanto álcool assim envolvido (pelo que me lembre), nenhuma substância química ou ninguém para (re)encontrar. Apenas fazia sentido continuar ali. Sempre acreditei que a pista de dança fosse um fim em si mesma e não apenas um meio ou moeda de troca emocional – apesar da maioria das  canções que a gente costuma escutar sob a luz estrobo (olha só a ironia!) falar sobre encontrar alguém e sair correndo. Mas nem sempre a gente quer voltar para a casa ou ser salvo. Tem horas que o melhor é continuar ali, fingindo que a noite não precisa terminar ou que certas coisas não precisam começar. Ah, antes de você começar a escutar, um rápido vide bula: essa seleção funciona melhor quando você está se preparando para sair ou na dúvida do “vou, não vou?”, do “faço, não faço”. Vá. Faça. E depois me conte.

Para ouvir a mixtape #41, cliquem aqui

A foto é de LHP

Lista de músicas:

1 – Hot Mess – Chromeo
2 – Tic Toc – Permanent Vacation
3 – Malcolm McLaren – Deep in Vogue
4 – Long way to go (Hoovatron remix) – Cassie
5 – Words – F.R. David
6 – Get a little – Patrick Cowley
7 – Protection – Donna Summer
8 – Shake your Body – Jacksons Five
9 – Hit by Love – Ce Ce Peniston
10 – Self Control – Laura Branigan
11 – Dare me – Pointer Sisters
12 – Just Be Good To Me – SOS Band
13 – Reckless with your Love – Azari and III
14 – Never, never gonna give you up – Barry White
15 – Feeling for you – Cassius
16 – Heartstrings – Kylie Minogue
17 – Music Sounds Better with You – Stardust

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mixtape #40: raquel ferraz

por   /  24/09/2010  /  8:17

Raquel Ferraz fez uma mixtape inspiradíssima para o começo da primavera! Tem Gal Costa, Tim Maia, Temptations, Edward Sharpe and the Magnetic Zeros, Doris Day, Metrô, Sylvie Vartan e muito mais!

Para ouvir a mixtape #40, cliquem aqui (sim! essa vocês conseguem baixar; as que estão hospedadas no Grooveshark, não)

A foto é de Leigh Ellexson

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fratura exposta, por clarissa amorim

por   /  23/09/2010  /  8:38

De novo, por Clarissa Amorim

Amou tanto, tanto que doeu tanto, tanto e ainda mais. Optou então pelo caminho que parecia mais fácil. Nunca mais. Decidiu não merecer sofrer e expurgou a dor até deixar de sentir. Até esquecer. Até não saber mais como sentir quase nada. Volta e meia se deparava com as inconvenientes lembranças do sentimento enterrado. Às vezes vacilava, mas sempre conseguia colocar uma nova pá de cal.

Depois que o tempo (sempre o tempo) foi diluindo qualquer boa lembrança do amor falecido, sobrou medo e uma razão descabida, exagerada para tudo quanto fosse emoção. Mas foi como se nada de importante acontecesse (e é sempre desse modo), como um choque, se deparou novamente com a aflição e deleite de viver como quem está sempre pronto pra fazer sorrir. Lembrou como é bom se doar de graça, dormir pouco mesmo tendo que acordar cedo, ceder sem sentir dor, mudar de opinião, admirar imperfeições, sorrir a tôa, dormir suspirando, lembrar do outro pelo cheiro e fazer planos. Sim, fazer planos. Não há nada mais delicioso do que fazer planos pra dois.

Outro golpe. Uma rasteira sem aviso prévio. Outra vez aquele buraco profundo que surge no chão, engole e leva para o vazio. Doeu. Dói. Não dava para enterrar dessa vez. Não dava pra comprar um sapato, mudar de cidade, mudar o cabelo, pintar as paredes, mudar de profissão. Precisou assumir a dor, deixá-la transparecer no olhar, nos gestos, na boca do estômago. Como gente grande, que não mostra, mas também não esconde as cicatrizes.

Sem certezas, com as pernas ainda fracas e ainda algumas mil lágrimas atrás dos olhos, desistiu de desistir. Deseja então, profundamente, tentar fazer alguém feliz sem hesitar. Nem que seja só enquanto durar. Nem que seja até doer outra vez. E dói.

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A foto é de Pete Halupka

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Fratura Exposta é uma seção colaborativa do Don’t Touch. Então, se você quer escrever sobre as coisas do coração, manda um e-mail pra mim! > dani@donttouchmymoleskine.com

fratura exposta, por thiago soares

por   /  12/09/2010  /  14:37

Me queira bem, por Thiago Soares

Há quem diga que bêbados são sábios ou incovenientes. Incovenientes são mesmo, é fato. Sábios, só até quando o álcool permite. Algumas horas depois daquele gole, a gente parece que sabe de tudo, tem a verdade absoluta. Eu estava um pouco assim hoje. Eu estou um pouco assim.

Cada gole, uma lembrança boa de você, uma vontade imensa de cuidar de mim, de ser melhor para mim, para os outros. Vontade de continuar a sentir encantamento, dádiva de algo que não se repete. Uma pessoa, outra pessoa: Deus em algum lugar.

Alguns drinques, uma noite sem grandes expectativas. Acontecimentos banais.

Espero que você não esteja detestando tudo isso: é boa a sensação de não sentir vergonha de nada que eu seja capaz de sentir.

Acabo de ver coisas, ouvir coisas. No filme, há um princípio da coincidência regendo tudo. Um princípio que explica as precariedades da vida. Não sei se há coincidências, acredito que há sol até nas noites.

A vida segue, o belo é que nós não somos descartáveis. Há alguém muito perto do outro, que olha, que observa. Faz sorrir. E há alguém que está, mesmo sem ser, como se não precisasse, imperceptível.

Tenho um jeito meio desajeitado de dizer as coisas, meio prolixo, meio cheio de curvas, um jeito tão sem precisão que me faz ter vergonha de fazê-lo. Não: decidi não sentir vergonha de nada que eu seja capaz de sentir.

E essa madrugada? Eu, sinceramente, acho que o tempo vai fazer eu me esquecer de você e você se esquecer de mim. Por isso, escrevi isso. Para deixar registrado.

Eu me sinto melhor com tua presença. Aí. Aqui. Acima das nossas cabeças.

Fique feliz, fique bem feliz, fique claro. Queira ser feliz. Te envio as melhores vibrações.

Mesmo que a gente se perca, não importa. Que tenha se transformado em passado antes de virar futuro. Mas, que seja bom o que vier: para mim, para você.

Te escrevo isso por absoluta necessidade de sinceridade. Hoje tem noite e amanhã tem sol.

– Me queira bem.

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A foto é de Sabino Aguad

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Fratura Exposta é uma seção colaborativa do Don’t Touch. Então, se você quer escrever sobre as coisas do coração, manda um e-mail pra mim! > dani@donttouchmymoleskine.com

cafofo sessions #4: ivana arruda leite

por   /  06/09/2010  /  0:13

Ivana Arruda Leite é uma das pessoas mais lindas que já conheci na vida. Primeiro, encontrei um tanto dela no “Alameda Santos”, que eu devorei em uma noite de sábado. Depois, em “Hotel Novo Mundo”, que eu não queria acabar por nada, mas precisei fazê-lo tão rapidamente quanto o primeiro, porque a literatura de Ivana é urgente. Ela fala de amor, de vida real, de tudo que a gente procura e poucas vezes acha com tanta verdade e tanta intensidade.

Em junho, eu e Leal entrevistamos Ivana, e Romero e Léo, da Dulaya, gravaram mais uma edição do Cafofo Sessions. Fazia friiiiio, a gente tomava uma cervejinha enquanto conversava sobre literatura, influências, internet, amor, um monte de coisa. Foi uma tarde de sábado que começou no Bar do Biu, na companhia da querida Bebel, filha de Ivana, seguiu para nosso prédio em Pinheiros, que já guarda tanta história, continou na forma de uma conversa maravilhosa e depois ficou na cabeça por dias, porque tanta coisa dita ali faz tanto sentido, diz tanto sobre ela, sobre a gente, sobre todo mundo que vive de verdade a vida…

E então é isso. Aqui estamos nós com mais uma edição do Cafofo Sessions, que ganhou a edição mais linda dos últimos tempos! A gente espera que vocês gostem tanto de ver o Cafofo quanto a gente gostou de fazê-lo!  =)

Erramos uma letrinha: o agradecimento é para Rodrigo Levino