Favoritos

Posts da categoria "escreve escreve"

melhores e piores da tecnologia

por   /  26/12/2007  /  14:20


0 pior e o melhor de 2007 – especialistas apontam os produtos de sucesso e as decepções no mundo da tecnologia

confira a votação

júri condena restrições e bloqueios

ruídos: tocador zune é apontado como pior quatro vezes

iphone e console wii são eleitos os melhores do ano

pague quanto quiser: radiohead quebra paradigmas com novo disco

para sites dos eua, vista decepciona

mario e xbox 360 foram os destaques nos games

veja quem foram os participantes

e mais:

blogueiras estrelam calendário 2008 na playboy

weblog, 10, se consolida e ultrapassa o diário pessoal

folk this town

por   /  14/12/2007  /  16:15

Domingo é dia de estréia da Folk This Town, festinha pra quem, como eu, quer ouvir boa música _de preferência, sentado. Gonzo é um dos envolvidos no projeto. Aproveitei pra fazer uma entrevistazinha com ele. Vejam aí e apareçam no domingo, vai ser foda!

– Como surgiu a idéia pro Folk This Town?
– Um dia eu recebi um e-mail falando de uma festa temática, acho que era sobre anos 90. Pô, o revival dos anos 80 nem esfriou e a galera já está se jogando na década de 90? Aí eu fiquei pensando como tem festa pra tudo em São Paulo, que eu poderia pegar uma semana qualquer e achar uma festa que fosse exatamente do jeito que eu queria ir. O que não é verdade, “pô, São Paulo, a maior cidade da América do Sul (uia!), não tem uma festa folk”. Aí eu coloquei no meu MSN e no Gchat, uma mensagem escrita “simbora montar uma balada de folk em são paulo?” – e choveram amigos topando a idéia.

– Qual é a proposta da náitchi?
– O nome “folk” é uma idéia genérica de um tipo de som mais calmo, que pode ser tanto Woody Guthrie quanto Cat Power, Smog ou Big Star – algo que não cabe em nenhum tipo de pista de dança, mas ainda assim é orgânico. Por isso que o projeto acontece no Santa Augusta Bar, um lugar com uma estrutura muito bacana, com mesinhas e cadeiras. A Folk This Town não é uma festa pro requebro, pro molejo ou pra bater cabelo – a não ser que Nick Drake te empolgue a esse ponto…

– Quais são os critérios para a escolha de quem vai tocar?
Acho que o primeiro ponto é: sem bateria. A não ser que o instrumentista seja muito habilidoso e saiba levar as coisas na manha, bateria costuma deixar tudo mais barulhento. Mas, a partir disso, rola muita coisa: pode ser cover de Johnny Cash, releitura caipira de indie rock e nomes consagrados como Blue Afternoon (curtiu, Gui?). Acho que os dois artistas que fazem a estréia da festa são um bom exemplo: o Edson, com seu som minimalista de um lado, e a Lulina, com uma proposta diferente da banda “oficial” dela, fazendo um álbum na íntegra.

– Que público vocês querem atingir?
Ah, a gente não quer atingir ninguém, vai que machuca… (Tá, não resisiti a oportunidade de fazer um piada TOTALMENTE sem graça). Nós queremos atingir um público que já existe, mas que não tem esse espaço – todas as pessoas que gostam de voz, violão, melodias delicadas, sons tranquilos e orgânicos. Eu adoro pista, adoro música pra dançar, adoro show pesado e barulhento, mas também curto ficar ouvindo um bom dedilhado – a idéia é que eu não sou o único, que existe mais gente procurando isso, e que a partir de agora esse espaço vai existir, num domingo, depois do almoço na casa da mãe, com todo o sossego do mundo.

Folk This Town
Santa Augusta Bar
Rua Augusta, 976
Dia 16/12 (domingo)
A partir das 18h
Entrada: R$ 7,00 com nome na lista
Bônus Folk: consumindo R$ 12,00 ou mais, a entrada fica isenta.
Lista: folkthistown@gmail.com
Shows de Edson (http://www.myspace.com/edsonblossoms) e Lulina e convidados (http://tramavirtual.uol.com.br/lulina)

notebooks

por   /  12/12/2007  /  18:01

laptop de natal

confira dicas para escolher seu notebook

nova série do sony vaio tem monitor em alta definição

controle remoto transforma macbook em eletrodoméstico

com bom custo/benefício, positivo peca em gráficos

teclado do lançamento da philips atrapalha navegação

placa de tv e controle remoto são diferenciais do pr2000

wi-fi e bluetooth permitem conexão sem fios à internet

pouca memória prejudica performance do compaq c730

com uso correto, bateria dura mais

cuidados ajudam a aumentar segurança

conexões

por   /  12/12/2007  /  16:17

quando comecei a ouvir mais esse tipo de música que eu ouço hoje, gui e mateus me mostraram sean lennon. ontem, no ônibus, voltando pra minha casa que agora é tão longe deles, me lembrei como achava legal saber que o filho de jonh e yoko namorava a menina do cibo matto. engraçado é que depois o ipod escolheu “evolution”, de chan, e depois alguma do smog que eu esqueci o nome. smog, banda do bill callahan, ex da chan e talvez atual da joanna newson, que eu nem tenho no meu ipod porque acho bem chata. depois, elvis costello começou a cantar “alison”. ele, um mestre que meu pai deve conhecer como “o marido de diana krall“. se ela fizesse um tributo ao marido, aí sim eu curtiria, mesmo sem heineken no parque num domingo de manhã em que eu preferi dormir.

privacidade na internet

por   /  14/11/2007  /  18:47

uma questão de privacidade: na surdina, empresas colhem dados sobre a vida dos internautas; conheça os riscos da exposição on-line e saiba os cuidados a tomar

exposição na rede é natural, diz marimoon

jovens compartilham on-line sua vida particular

exposição on-line traz riscos ao usuário

são paulo: chips em carros serão obrigatórios

perfil serve para publicidade no facebook

empresas monitoram até pelo celular

bom senso é principal dica de prevenção

navegador torpark protege privacidade

* a foto é do rafael hupsel

default

por   /  13/11/2007  /  3:52

e na montanha-russa que era aquela vida, ela já nem sabia mais o que era passar dias seguidos em paz. já tinha se acostumado a felicidades tão profundas quanto a mais desesperada angústia. era o padrão. mesmo que soubesse que aquilo ali envelhecia não só as linhas de expressão do rosto como a cabeça e coração, pensava: tenho que parar.

mas parecia que ela tinha sido atingida pela maldição do “passaporte da alegria”, aquele que na época do colégio custava 12 reais e dava direito a diversão infinita _mesmo que nenhum infinito durasse mais do que cinco horas de repetidos rodopios, viradas de cabeça pra baixo e subidas e descidas frenéticas em brinquedos que são acintes à gravidade.

ela esperava ansiosa por aquele friozinho na barriga. quando chegava no topo da montanha, ah, que paraíso. no looping, ops, até que tá legal, mas chega logo na linha reta, porra! ok, voltamos… sobe de novo, ah, o céu, tão perto, que lindo.. mais um looping infernal, ai, ai ai. isso sim é capaz de desestruturar qualquer mínima sanidade.

dormindo, sonhou que caía. sentia aqueles movimentos insanos que enchiam seu peito de felicidade, para, segundos depois, deixarem um vazio enorme. prometeu que ia para com aquilo. mas como criança que sabe o êxtase que é passar um dia inteiro em um parque de diversões, cogitou que talvez quisesse mais… sabia que o repeteco ia ir e vir e vir e ir até que ela sentisse: tô velha, cansada, me amarra em cima de uma cama que eu não posso mais com essa brincadeira que é o amor.

* foto do flickr de patrice beaudouin 

fail and live

por   /  31/10/2007  /  6:16

ela tinha uns 17 anos e nem sabia o que era amor. mas já tinha ouvido demais sobre ele. em músicas, principalmente. ah, aquele amor que tudo supera, que tudo alcança, por ser únicoverdadeiroautênticoesuficiente. mais queria sentir do que efetivamente tinha borboletas no estômago. e quando, depois de poucos meses veio a rejeição, ela viu que era hora de tirar aqueles discos de nick drake da prateleira, arriscar uns lexotans e chorar nuvens de lágrimas sobre os olhos de ninguém, como uma boa adolescente.

voltando de um passeio, ouviu gal cantar “sua estupideeeez não lhe deixa ver que eu te amooooo”. queria entender aquilo. as amigas até ajudavam, dizendo pra ela lutar por aquele relacionamento, porque o amor valia a pena. ela tentou. queria sentir aquelas tantas coisas que havia aprendido pelas canções. mas aquela música, apesar de tão sincera, não lhe dizia nada.

foi preciso que um ano se passasse e outro e mais outro e mais alguns se completassem para que a estupidez ligada ao amor fizesse sentido. e, finalmente, a música lhe falou tudo o que tinha tentado dizer naquele tempo passado. angustiada, ela só pensava em pegar o telefone e dizer o mais convicto “volta, meu bem”. mas o lirismo necessário estava perdido entre desilusões, decepções e tentativas fracassadas. o que lhe restava agora era o vazio. e aquela bendita música no repeat.

amor  ·  design  ·  escreve escreve

entrevista: le rock démodé

por   /  10/10/2007  /  17:35

 

le rock démode é quase o les sucettes, banda paulistana que eu conheci na bizarre. em 2002, eu era turista em são paulo e passei uma tarde na loja que hoje não existe mais. entre um cd e outro, aquela capa com uma menina chupando pirulito me chamou a atenção. era o les sucettes, banda que tinha como inspiração o psicodelismo dos anos 60 e referências que iam de serge gainsbourg a ronnie von. três lindas músicas (piano song, oubliez cette chanson e outra que num lembro o nome agora) foram suficientes pra eu me apaixonar. até estava na cidade quando eles fizeram o derradeiro show no crowne plaza, mas acabei numa festa de fashionista…

uma vez encontrei maurício fleury (voz, violão, órgão e piano elétrico) e perguntei porque eles não voltavam com a banda. ele falou que tinham rolado uns desentendimentos, que agora cada um tinha seus projetos. mas eis que, semana passada, ronaldo me fala que eles vão voltar. com novo nome e nova proposta, maurício, gustavo cunha (violino e voz), mauro cunha (baixo), ricardo melo (voz, violão, guitarra, piano elétrico e órgão), pedro falcão (bateria e voz) e rita retz (voz, escaleta e percussão) se reuniram para formar o le rock démodé, que se apresenta hoje no auditório da faculdade santa marcelina. por e-mail, maurício e ricardo responderam a algumas perguntas.

1. como foi que vocês decidiram voltar com o les sucettes?

ricardo – na verdade não é uma volta do les sucettes. a banda acabou definitivamente em 2003. por coincidência voltamos a tocar juntos, as mesmas pessoas daquela formação, mais outros dois integrantes. e agora somos o le rock démodé.

maurício – não houve a decisão de voltar com o les sucettes, e sim uma vontade de colaboração entre nós. eu e o ricardo tínhamos várias músicas escritas e nos damos muito bem musicalmente, estávamos vendo de fazer umas coisas juntos, eu também já estava fazendo umas trilhas sonoras com o gustavo, então ligamos para o mauro e voltamos a tocar, mas a banda só se concretizou com a presença iluminada do pedro (bateria) e da rita (voz e escaleta), mas tudo aconteceu naturalmente, não teve nenhuma “volta” planejada, até porque não encaramos como volta, e sim como outro trabalho, os tempos são outros, assim como as músicas.

2. qual a diferença da banda que vai fazer show de hoje para aquela de uns anos atrás?

maurício: a diferença mais básica é a presença de um baterista, acho que encontramos o melhor, o pedro toca muito e é um grande amigo, e também de uma vocalista, a rita é muito boa e bem nova, vocês ainda vão ouvir falar muito dela! fora isso, diria que o repertório também é composto de músicas novas, em português. acho que hoje também temos muito mais experiência de vida e de música, ou seja, só melhorou.

ricardo – acho que melhoramos um bocado, felizmente. e contar com mais dois integrantes
na banda faz uma grande diferença.

3. o repertório do show é todo de músicas próprias ou entram releituras?

maurício – desde que a gente começou a tocar, sempre nos divertimos tocando um monte de coisas que a gente gosta, então nada mais natural que apresentar várias covers de coisas que a gente gosta… vamos mostrar algumas no show, mas tem muito mais ainda esperando pra entrar no repertório.

ricardo – a maioria do repertório é de autoria própria, inclusive com uma releitura do les sucettes. e vai ter versão dos kinks e do tindersticks também.

4. como surgiu o les sucettes?

maurício: o les sucettes começou quando nos conhecemos e começamos a tocar, sempre voltados pra coisas legais dos anos 60 principalmente, mas mais pra gente se divertir… o ricardo já escrevia canções fazia tempo e então começamos a trabalhá-las, gravamos um epzinho totalmente independente, onde nos revezávamos em todos os instrumentos. a partir daí começamos a fazer shows só os dois, depois entrou o mauro e, por fim, o gustavo.

ricardo – acho que surgiu no final de 2000, começamos a ensaiar eu, o maurício e o ronaldo popaska. tocávamos umas versões de byrds, velvet underground. daí ficamos só eu e o maurício um tempo. depois entraram o mauro, do sala especial, e o gustavo.

5. qual foi a trajetória de vocês? onde tocaram, o que gravaram…

ricardo – gravamos um primeiro ep em 2001, fizemos uns shows no sesc consolação, no crowne plaza. do último show no crowne plaza resultou mais um ep ao vivo.

maurício – foram poucos e bons shows.

6. por que a banda ficou parada por um tempo?

ricardo – a Banda acabou mesmo, em 2003, então naõ ficamos parados. é claro que nesse meio tempo cada integrante continuou fazendo música, eu fiz o the velvet voices  e o electronic decadanse, o maurício tem o multiplex e toca em vários outros projetos. no ano passado voltamos a tocar juntos quando fizemos uns shows com a karine alexandrino. o gustavo continuou tocando em orquestras e ele e o maurício fizeram umas trilhas de desfile em parceria e assim por diante.
 

7.  por que vocês fizeram a opção de priorizar as letras em português?

maurício – sempre escrevi músicas instrumentais ou em português, em inglês devo ter uma ou duas só… e gosto bastante da música brasileira, principalmente dos anos 60 e 70: marcos valle, tom jobim, ronnie von, roberto e erasmo, com certeza são grandes influências pra mim.

ricardo – bom, pra mim foi um caminho natural, uma vez que sempre fizemos letras em português. e como estou morando aqui no brasil, acho importante fazer musica bacana na nossa língua. inclusive no show vai ter uma versão em português de uma música que era em francês na época do les sucettes.