Favoritos

Posts da categoria "entrevistas"

A noite sem filtros de Luara Calvi Anic

por   /  03/08/2015  /  19:00

1

Antes do Instagram, existia o Flickr. Uma comunidade de apaixonados por fotografia, com dinâmica e estética próprias. Lugar perfeito para você se perder clicando de foto em foto e descobrindo mundos tão diferentes do seu. Em uma madrugada no Gtalk com o Claudio Silvano, o Flickr serviu de inspiração para mostrarmos pra mais gente porque aquele apanhado de “foto errada” nos parecia tão interessante. Surgia então o Oh Oh, zine filho único de pais separados, cujas fotos me pareciam tão lindas em 2010 quanto hoje > donttouchmymoleskine.com/oh-oh-zine.

Ver as fotos da Luara Calvi Anic me lembrou dessa época em que eu não largava o Flickr por nada. Ao mostrar sua casa, seus amigos e, principalmente, a noite paulistana com música boa de verdade – tocada pelos DJs da Selvagem (aqui tem uma mixtape deles feita especialmente pro Don’t Touch!), ela cria um mundo de desbunde e de ressaca, de tédio e fantasia.

Luara tem 32 anos, é jornalista, trabalha na revista Claudia, onde edita cultura e comportamento, e já passou por Trip, Tpm e Lola. Também toca a editora independente picnic anic. Na entrevista a seguir, ela conta sobre sua fotografia, 100% analógica.

Mais em > www.instagram.com/luaracalvianic + www.flickr.com/photos/luaracalvianic + www.facebook.com/picnicanicdog

9

A primeira coisa que elas têm em comum é o fato de serem feitas com filme, o que traz uma tonalidade particular. Uso filme não por nostalgia, mas porque tenho a mesma câmera desde os 18 anos e gosto do quanto eu conheço seu funcionamento. Já tentei fotografar com digital, e certamente vou fazer isso de novo, mas essa possibilidade de clicar a mesma imagem 350 vezes, ou mais, me dá traz um certo desinteresse de editar e organizar aquele HD lotado. Com o filme tiro duas fotos da mesma imagem para garantir, quando chego nas 36 poses mando revelar, fico ansiosa com o resultado, e é uma sensação ótima quando vejo o que saiu.

16

13

As fotos também têm em comum o fato de trazerem uma parte do meu cotidiano. Tem minha amiga Fernanda, sobre quem estou escrevendo um livro, deitada na cama, a festa Selvagem, que fotografo desde o começo (2011), meus amigos, tem algumas viagens, a minha casa.

12

8

7

Conforme vou fotografando percebo que as fotos se agrupam de alguma forma. Aí vou criando categorias particulares na minha cabeça. Deve vir do jornalismo essa mania de agrupar as coisas para dar algum sentido à elas. Depois, transformo esses grupos em fotolivros que publico pela picnic anic, minha mini editora de mim mesma. Por exemplo, um deles tem apenas fotos da Selvagem, um outro chama Blue Velvet, que são fotos com uma tonalidade azulada. Agora estou preparando um com fotos que fiz na Croácia, de onde vieram parte dos meus antepassados.

5

3

Eu comecei a fotografar quando comprei essa minha câmera. Na época, 2002, eu trabalhava na loja de artes da Livraria Cultura. Dava bastante tempo de olhar os livros, conversar com os clientes. Lá, eu tive contato com a maioria dos fotógrafos que gosto até hoje. Demorou para eu pegar a técnica, saiam aquelas fotos completamente desfocadas que no começo eu até achava legal mas depois começou a me incomodar a falta de domínio, não as fotos sem foco. Dessas eu continuei gostando. As coisas ficaram mais claras quando eu grudei em amigos fotógrafos para aprender um pouco de técnica.

1183100841_10207412735536697_579831287_o13 - 000102690010baixa 14 - 9953908505_de17636505_o

Como sou também jornalista, e diariamente preciso ter clareza para comunicar, com as fotos é o oposto: não pretendo comunicar nada específico. O que faço não é fotojornalismo. Então acho divertido quando quem vê fica intrigado. Por exemplo, essa foto do braço em uma cama é um homem ou uma mulher? Essa pessoa está no hospital? Sei lá, no jornalismo eu pesquiso, pergunto, tento entender e explicar da maneira mais clara possível. Na fotografia, não preciso explicar nada.

1 - 000011 2 - 000013

Corpo em deslocamento na fotografia de Patrícia Araújo

por   /  27/07/2015  /  19:00

01

Patrícia Araújo busca desvendar o universo da intimidade. A fotógrafa cearense, radicada em São Paulo desde 2009, dedica-se a pesquisas em arte contemporânea e “investiga as relações do corpo diante de situações de borda (situações de fronteira) em contextos de viagens e deslocamentos”.

A série Patagônia, destaque deste post, mostra bem isso ao inserir pedaços de um corpo, ou de vários, em meio a cenas em que a natureza surge pronta para ser contemplada. Quais histórias emergem desse encontro?

Em entrevista para o Don’t Touch, a fotógrafa fala sobre a sua trajetória e o seu encantamento pela fotografia.

Mais em > patriciaaraujo.net + situacaodeborda.tumblr.com + edicoesaderiva.org

02

Há algum tempo a fotografia vem tomando outro rumo no meu trabalho. Me dedico a pesquisas em arte contemporânea e cada vez mais venho trabalhando com outros suportes: vídeo, desenho, cartaz, performance, texto. A fotografia caminha lado a lado à essa produção como companheira do dia adia, registrando meu mundo afetivo, quase como um diário. Geralmente depois de alguns processos intensos de produção para algum trabalho eu também paro para olhar as fotos que foram feitas naquele período. Edito, entendo a história que desejo contar e transformo esses registros em pequenas publicações que costumo chamar de livros-diário.

03

04

05

Comecei a fotografar “de cara” na redação de um jornal em Fortaleza. Passei 3 anos lá atuando como fotojornalista. Transitava da editoria de polícia a cultura e essa experiência foi muito importante para o meu amadurecimento como pessoa dentro desse mundo louco. Mudei para São Paulo em 2009 e aqui passei 2 anos na Folha de S. Paulo (na revista da Folha). Foi quando comecei a me dedicar quase 100% a retratos – que amo fazer!

06

07 08

No mesmo período entrei no mestrado em artes visuais na ECA e resolvi me dedicar mais a pesquisa que estava fazendo. Hoje desenvolvo projetos em arte contemporânea em que investigo as relações do corpo diante de situações de borda (situações de fronteira) em contextos de viagens e deslocamentos. Desde 2010 me afastei um pouco do fotojornalismo “hard”, mas continuei e continuo atuando como freelancer na área de fotografia e vídeo. Hoje toco a Aterro Filmes, uma produtora de vídeo e foto, em parceria com o videomaker Raphael Villar. Também lancei este ano em parceria com o artista Haroldo Saboia a Edições à Deriva, uma editora de publicações independente.

09 10 11

[Sobre a série Patagônia] Esse trabalho é um conjunto de fotografias trocadas por dois amantes apaixonados. Como cartas, eles trocavam fotografias em viagens e se fotografavam quando juntos. O livro é de autoria mista com fotografias minhas e outras apropriadas. Conta a história de um lugar que nunca existiu, do encontro de dois corpos em segredo e sussurros.

12 13 14

[Sobre o que espera de resposta para suas fotos] Respostas, reações – sejam elas de que natureza for. A ausência de reação, a impossibilidade de troca ou embate é que me frustra. 



15

amor  ·  entrevistas  ·  escreve escreve  ·  especial don't touch  ·  fotografia  ·  retratos anônimos

#retratosanônimostakeover por Bruna Valença

por   /  21/07/2015  /  19:00

Bruna Valença Takeover

Tem novidade no @retratosanonimos: #retratosanônimostakeover! Durante uma semana, um fotógrafo vai tomar conta do perfil, fotografando e postando cenas que encontrar por aí! A primeira convidada é a @brunavalenc, que mostra suas fotos e conta sua história no post A busca pela pureza na fotografia de Bruna Valença.

Vai lá acompanhar? ♡

www.instagram.com/retratosanonimos

Uma seleção de lindos #retratosanônimos

por   /  19/12/2013  /  14:14

Não canso de me surpreender com as fotos maravilhosas que vocês mandam todos os dias para o Retratos Anônimos! ♥

Neste post, destaco algumas, com seus respectivos autores: @juliocesarfotografia, @teteschmidt, @smanzolli, @brunalimars, @dickarruda, @diorelak, @edudavila, @gusroth, @marihass, @irangiusti e @ltgalvao.

Muito obrigada, queridos!

Mais em > http://instagram.com/retratosanonimos

 

nova york está com o brasil

por   /  18/06/2013  /  10:49

17 de junho, um dia para nunca esquecer! ♥

Acompanhei pela internet os protestos no Brasil e fiquei emocionada o dia inteiro! Que força, que energia, que esperança, que vontade de mudar o mundo! E sabe o que é melhor? O mundo já tá mudando!

No começo da noite, fui pra Union Square, em Nova York, onde os brasileiros que moram aqui se reuniram para reverberar tudo o que tá acontecendo no Brasil. Foi lindo de ver!

Fiz algumas fotos, que vocês vêem ao longo deste post.

amor  ·  ativismo  ·  escreve escreve  ·  especial don't touch  ·  fotografia  ·  nova york  ·  retratos anônimos  ·  são paulo

meu recife

por   /  09/01/2013  /  15:05

Tenho passado umas semanas no Recife e tenho aproveitado tanto! ♥

No último domingo, participei de um passeio de bicicleta/protesto do grupo Direitos Urbanos, a convite do meu querido irmão, Leonardo Cisneiros. Foi importante para discutir mais uma vez a verticalização da cidade e a ocupação do espaço público.

E o programa ainda me deu uma visão nova da cidade. Claro que já tinha andado de bicicleta pelo Recife, mas não das Graças até o Marco Zero, depois até o Cais de Santa Rita. Nem tinha atravessado o rio de barquinho com a bicicleta e ido comer na Casa de Banhos.

Gostei tanto de ver a cidade de outro ângulo! Tive um pouco de medo dos ônibus, das curvas, mas foi impressionante como na volta pra casa a sensação já era quase toda de aproveitar o vento no rosto e a vista do rio, das pontes, das árvores.

Ser turista na cidade em que a gente nasceu e cresceu é uma delícia. Tira a gente da rotina e renova o olhar (alguns trechos do passeio vocês vêem nas imagens deste post).

Recomendo muito. É uma daquelas boas ideias pra gente colocar em prática durante todo o ano novo!

amor  ·  ativismo  ·  especial don't touch  ·  fotografia  ·  retratos anônimos

retratos anônimos

por   /  22/10/2012  /  10:42

Quem aí usa Instagram?

Criei um novo perfil pra reunir fotos de desconhecidos: @retratosanonimos.

Adoro fazer fotos de gente que vejo por aí, comecei a usar a hashtag #retratosanônimos e, um tempinho depois, descobri que mais gente estava fazendo o mesmo.

Fiquei feliz e pensei: vou criar um perfil pra postar essas fotos e incentivar mais gente a registrar desconhecidos!

Sigam: @retratosanonimos