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Posts da categoria "ações"

no dia dos namorados, romance

por   /  08/06/2011  /  10:00

Depois do traição é traição, mais um post temático, sendo que, agora, romance é romance!

Dia dos Namorados tá chegando, você num sabe o que dar de presente, quer surpreender a pessoa amada, sair da rotina… O negócio é fazer alguma coisa especial, né?

Então dá uma olhada no hotsite que O Boticário criou para a data, com várias dicas! > http://bit.ly/lciBIz

E também tem uma página de Facebook com um quiz > http://on.fb.me/ikr27L

E, aqui, um vídeo bem bonitinho:

Este post é um publieditorial.

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prevendo o futuro da tecnologia

por   /  31/05/2011  /  0:08

O querido e talentoso Michell Zappa fez um mapa sobre o futuro da tecnologia.

Ele explica: “The map started out as a outline of technologies, grouped by areas of similarity. When I realized that I wanted to convey more dimensions of data (such as relation, likely importance and how far in the future they’re due), I figured a visualization was the best approach. It hopefully proves how individual technologies are part of bigger trends, as well as makes the different scenarios easier to comprehend. Furthermore, I wanted the map to provoke thought in those who read it and stimulate engaging debates about the nature of technology”.

Mais em > Building a Smarter Planet

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bar squat: os esclarecimentos

por   /  23/05/2011  /  12:55

A internet é uma coisa linda. Disso eu já sabia, mas não podia imaginar que, cerca de oito horas após a publicação do post Bar Squat: não vá, teríamos recebido tantas mensagens de tanta gente comovida com a situação. Obrigada a cada um que deixou comentário aqui, que postou no Twitter e no Facebook, que enviou o texto por e-mail… Dá um conforto saber que ninguém precisa passar por uma situação igual a essa para sentir o que a gente sentiu. Obrigada mesmo.

Na leva de comentários, recebi um da Andrea Nathan, uma das sócias do Squat. Reproduzo suas palavras aqui:

Meu nome é Andrea e sou uma das sócias do Squat. Eu mesma estou acima do peso, e sou do tipo que pára o carro no acostamento para não deixar os espertinhos furarem fila na estrada. Fico muito triste pela situação descrita pela autora, e gostaria de me desculpar publicamente. A casa não pode adivinhar que tipo de pessoa entra pela porta, nem que atitudes tomarão lá. Mas concordo que deveríamos ter mais agilidade em resolver a situação, coisa que cobrei de meu gerente. Agora, culpar a casa porque o segurança (maldita coincidência) luta kung fu com a menina mal-educada, também não acho justo.

Agradecemos a Andrea e ao Squat pelo pedido de desculpas. Mas esclarecemos que, em nenhum momento, falamos da relação do segurança com a garota, mas sim do fato de ele ter feito pouco caso da situação.

Mas o que mais nos surpreendeu foi receber um email da garota que causou todo o problema. Ela me escreveu pedindo “as mais profundas e arrependidas e envergonhadas desculpas” que já pediu a alguém. Reproduzo dois trechos abaixo:

Eu não deveria ter ofendido ninguém. Não deveria ter me envolvido em uma briga que não era minha. Não deveria ter usado as palavras que usei. Não deveria ter feito nada daquilo. Não sou uma pessoa de brigas. Nâo sou uma pessoa agressiva. Não tenho moral para chamar ninguém no mundo de gorda. Primeiro, porque não considero isso um problema ou uma ofensa. Segundo, porque tenho espelho na minha casa.

Daniela, de verdade, não sou quem você, com razão, acha que eu sou. Sou uma boa pessoa. Peço perdão para você e para sua amiga. Estou arrasada. Não sei porque fiz isso, fiquei for a de mim, mas é um erro que vou carregar comigo para sempre. E tenho milhões de defeitos, mas entre eles não está não assumir meus erros.

Existem mil maneiras de encerrar as lembranças de uma noite tão desagradável. Poderia dizer aqui o nome e o sobrenome da garota (coisa que algumas pessoas pediram, para que ela acabasse sofrendo um outro tipo de agressão), poderíamos abrir um processo, poderíamos dar depoimento a um jornal que nos procurou…

Conversando com a pessoa que mais importa nessa história, que foi quem ouviu o “gorda, gorda, gorda” no pé do ouvido, sabe o que a gente  percebeu? Que ler todas essas manifestações de indignação, de desprezo, de raiva provavelmente vão fazer com que a garota nunca mais tenha atitude semelhante. E isso já é um bom começo.

Para encerrar, minha amiga pediu para mostrar essa resposta, dada pela monja Pema Chodron:

bar squat: não vá

por   /  20/05/2011  /  12:55

Ontem, depois de um jantar lindo, eu e uma amiga fomos ao Bar Squat encontrar outros amigos. A música estava ótima, o mojito estava doce demais, o clima era de alegria. Quando fomos pagar a conta, um absurdo aconteceu. Duas filas se formavam, de um lado pessoas que respeitavam a ordem de chegada das outras, de outro, pessoas que queriam economizar cinco minutos de vida e tentavam pagar antes. Uma garota falou que ia pegar a outra fila, uma das minhas amigas falou para ela ser educada e respeitar a seqüência. Foi o que bastou pra desencadear uma cena grotesca: uma outra garota começou a xingar uma das minhas amigas de gorda _e não tinha sido a que tinha falado sobre a fila, vai entender.

Ouvimos frases assim: “Só podia ser gorda mesmo”; “É isso que dá ser gorda, isso é coisa de gente gorda”; “Gordo é apressado porque quer ir embora logo, deve ser porque quer ir pra lanchonete”; “Crescer pra cima da loirinha magrinha, todo mundo cresce. Mas pra morena que luta kung fu, ninguém vem”.

Depois de alguns minutos de provocação, minha amiga amiga não aguentou, se virou pra ela e disse: “Eu estou esperando você parar de falar. Você não vai parar de falar isso? Qual é o seu problema?”, no que a garota respondeu: “Por que, a carapuça serviu?”. Ela parecia querer atingir não só minha amiga, mas todas nós. Ficava resmungando, querendo chegar junto. Chegou a se virar pra gente e dizer: “Quanto vocês ganham?”. A gente riu, porque não era possível que aquilo estivesse acontecendo.

O que a gente viu ali foi uma cena horrível. A menina continuou falando atrocidades, o clima pesou, eu pedi pra moça do caixa chamar a segurança. Ela não queria chamar ninguém, até que eu falei que, enquanto ela não chamasse, eu não deixaria a fila andar. No terceiro pedido, ela chamou o tal segurança. Quando ele chegou, surpresa: era amigo da menina obcecada pelos gordos. E ela aproveitou a situação, claro, dizendo: “Ah, foram chamar o segurança? Não tem problema não, ele é meu amigo do kung fu”. Ele se comportou como tal, não fez nada para apartar a briga. Mais um absurdo.

Saímos do Bar Squat chocadas, para nunca mais voltar. Não houve segurança, caixa, gerente, ninguém que acabasse com uma cena horrorosa de preconceito, de falta de respeito. Foi um fim de noite bem triste, que não devia acontecer com ninguém na vida.

peça: antes de partir

por   /  16/05/2011  /  9:53

Beleza são coisas acesas por dentro, cantou Jorge Mautner nos meus ouvidos, e eu nunca mais esqueci. Foi dele que me lembrei no meio da peça “Antes de partir”, por ver tão de perto exemplos de paixão e entrega.

Da peça eu sabia quase nada, mas lembrava que era baseada nos textos dos próprios atores, a pedido da diretora Léa Dant. E em cada frase, em cada gesto eles colocaram tanta verdade que foi inevitável fazer uma daquelas viagens introspectivas.

Nas cenas, interpretadas por atores impecáveis como Ernesto Filho, Alejandra Sampaio, Patrícia Gordo e Ismael Caneppele, memória, afeto, resgate, lembrança e muitas conexões, as que a gente perde, as que a gente reestabelece e as que a gente reaprende no meio do caminho.

Vão lá > http://www.institutocapobianco.org.br/

Terças e quintas, às 21h
Rua Álvaro de Carvalho, 97
Tel.: 11 3237-1187
R$ 10
12 anos

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cientista maravilha

por   /  05/05/2011  /  15:06

Suzana Herculano é uma Mulher Maravilha da vida real! Ela é neurocientista, sabe tocar violão, piano, violoncelo, flauta, é mãe de dois filhos, comanda o Laboratório de Neuroanatomia Comparada na UFRJ, viaja pelo mundo pra pesquisar o cérebro humano.

A entrevista dela para a revista TPM é muito, muito boa!

Leiam > Mulher Cabeça – A neurocientista Suzana Herculano explica o que acontece na nossa cabeça enquanto vivemos

Abaixo, um trecho:

Você está escrevendo um livro sobre paixões. Ele é baseado em descobertas recentes da ciência?
É. Ele fala de amor, mas também da paixão pelo trabalho, pelo futebol, pela música. E sobre como isso é fundamental na vida de cada um.

O que é a paixão sob o ponto de vista da ciência?
A paixão é quando o seu cérebro decide que a pessoa mais extraordinária é aquela. O resultado é que você associa muito prazer a ela e tira energia do nada para fazer o que for preciso para ficar perto. A paixão é o estado de motivação extremamente exacerbado. O grande barato é que isso faz você encontrar energia para organizar sua vida em redor daquilo. Sem paixão nada funciona.

Como isso se dá no cérebro?
É o sistema de recompensa: a gente só levanta do sofá se vislumbrar alguma coisa boa como resultado. Sem essa antecipação você não mexe um dedo. É esse sistema que permite que a gente se apaixone pelas coisas e ache que aquilo vai ser bom. Para mim, essa é uma das grandes lições da neurociência moderna.

Quanto tempo dura a paixão?
Não tem um prazo de validade. Ela dura enquanto o cérebro continuar associando prazeres incríveis àquela pessoa. Sabendo disso, tem um monte de coisas que podemos fazer pra manter a chama acesa, como sexo, viagens, novidades de todo tipo, carinho, assistir a aulas interessantes juntos. Tudo isso funciona.

E a ideia de que é preciso sofrer para conquistar algo de bom?
Discordo. O esforço, sim, tem um papel importante. O cérebro detecta quando você fez alguma coisa digna de prêmio. E o prêmio é a sensação de prazer. Mas o que move o esforço é justamente a antecipação do prazer. Então, o reconhecimento que vem do outro, o elogio, é muito importante. Agora, se a pessoa não consegue enxergar nada de positivo em fazer algo, muitas vezes aceita o sofrimento, mas não se mexe. É o que acontece na depressão profunda.

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