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trilha

por   /  02/04/2008  /  16:03

 

Fourteen years ago I was contacted to see if I would be interested in writing a song for a new ABC television show that was in production in Los Angeles but hadn’t yet begun airing. I was just coming off my most commercially successful album ever (Become What You Are) and my name was kind of out there – even L.A. TV people knew who I was.(!) The show was called “My So-Called Life” and it was centered around a smart, moody teenaged character named Angela, played by an unknown 15-year-old actress named Claire Danes whom everyone involved with the show was saying was amazingly talented and was gonna be a big star. They sent me a videotape of the handful of episodes of the show that had been filmed so far so I could get a feel for what it was all about, and then decide if I wanted to get involved and contribute a song.

I loved the show, thought it was really cool. It wasn’t the typical teen series drama. It was darker, more nuanced, its characters more realistic and complex; not oversimplified caricatures that were either bad or good, hero or villain, and nothing in between. And I identified with the Angela character. She reminded me of myself at her age.

So I went to Los Angeles (or maybe I was there already – my memory is hazy) to meet with people from the show, to talk about exactly what they wanted from me. What they needed was a song for their Christmas episode. It would be sung by the character of a homeless teen whom Angela encounters – a girl who turns out in the end of the episode to be an angel – the ghost of a homeless girl who had died. They gave me a copy of the script to read.

The song would need to be mournful but also kind of uplifting, somehow; to express the angel character’s tragic circumstances and ultimate end, but also the spirit of Christmas – rebirth, hope, love, compassion and all that jazz. The TV people mentioned Joni Mitchell’s “River,” in which Joni borrows part of the melody of “Jingle Bells” and puts it over minor chords to very poignant, moving effect. They wanted me to use this song as a guide – an idea from which to start. Did I think I could give them something like that? Something that was mine – my own distinctive voice – but composed using their guidelines.

I was game. I thought it would be a fun exercise. To be given a task with a blueprint was, for me, exciting and challenging, and also a bit of a relief. Having rules or limitations can be very liberating just as having total freedom to do whatever you want, however you want, can be sort of paralyzing. It’s hard to know where to start, sometimes, when absolutely everything is available to you. Too many choices can make it hard to make decisions.

juliana hatfield fala sobre “my so called life” em seu blog

etc  ·  música

drella

por   /  26/12/2007  /  15:02

uow! sabe o songs for drella, disco que lou reed e john cale fizeram pra homenagear andy warhol depois que o “dracula + cinderella” morreu? virou vídeo também! beleza que foi na época do lançamento, em 1990, mas só agora eu tô vendo, graças a matias! o disco é foda, um grande tributo ao cara que bancou o velvet. e, porra, sem o velvet a vida de muita gente num seria a mesma, né?

vejam aí a melhor música do disco, “nobody but you”:

i really care a lot although i look like i do not
since i was shot there’s nobody but you
i know i look blase, party andy’s what the papers say
at dinner i’m the one who pays – for a nobody like you
nobody but you, a nobody like you
since i got shot there’s nobody but you

arte  ·  etc  ·  música

porque te vas

por   /  18/12/2007  /  21:37

cría cuervos é um dos filmes da minha vida. e esta cena é uma das mais bonitas da história do cinema. e a música? perfeita.

hoy en mi ventana brilla el sol
y el corazón se pone triste
contemplando la ciudad
porque te vas

como cada noche desperté
pensando en ti
y en mi reloj todas las horas vi pensar
porque te vas

toda las promessas de mi amor
se irán contigo
me olvidarás, me olvidarás
junto a la estación lloraré,
igual que un niño

porque te vas, porque te vas,
porque te vas, porque te vas

bajo la penumbra de un farol
se dormirán
todas las cosas que quedaron por decir
se dormirán
junto a las manillas de un reloj despejarán
todas las horas que quedaron por vivir
esperarán

etc  ·  música

classe

por   /  12/12/2007  /  16:29

1 – Meu filme é um far-west sobre o III Mundo. Isto é, fusão e mixagem de vários gêneros. Fiz um filme-soma; um far-west mas também musical, documentário, policial, comédia (ou chanchada?) e ficção científica. Do documentário, a sinceridade (Rossellini); do policial, a violência (Fuller); da comédia, o ritmo anárquico (Sennett, Keaton); do western, a simplificação brutal dos conflitos (Mann).

2 – O Bandido da Luz Vermelha persegue, ele, a polícia enquanto os tiras fazem reflexões metafísicas, meditando sobre a solidão e a incomunicabilidade. Quando um personagem não pode fazer nada, ele avacalha.

3 – Orson Welles me ensinou a não separar a política do crime.

4 – Jean-Luc Godard me ensinou a filmar tudo pela metade do preço.

5 – Em Glauber Rocha conheci o cinema de guerrilha feito à base de planos gerais.

6 – Fuller foi quem me mostrou como desmontar o cinema tradicional através da montagem.

7 – Cineasta do excesso e do crime, José Mojica Marins me apontou a poesia furiosa dos atores do Brás, das cortinas e ruínas cafajestes e dos seus diálogos aparentemente banais. Mojica e o cinema japonês me ensinaram a saber ser livre e – ao mesmo tempo – acadêmico.

8 – O solitário Murnau me ensinou a amar o plano fixo acima de todos os travellings.

9 – É preciso descobrir o segredo do cinema de Luís poeta e agitador Buñuel, anjo exterminador.

10 – Nunca se esquecendo de Hitchcock, Eisenstein e Nicholas Ray.

11 – Porque o que eu queira mesmo era fazer um filme mágico e cafajeste cujos personagens fossem sublimes e boçais, onde a estupidez – acima de tudo – revelasse as leis secretas da alma e do corpo subdesenvolvido. Quis fazer um painel sobre a sociedade delirante, ameaçada por um criminoso solitário. Quis dar esse salto porque entendi que tinha que filmar o possível e o impossível num país subdesenvolvido. Meus personagens são, todos eles, inutilmente boçais – aliás como 80% do cinema brasileiro; desde a estupidez trágica do Corisco à bobagem de Boca de Ouro, passando por Zé do Caixão e pelos párias de Barravento.

12 – Estou filmando a vida do Bandido da Luz Vermelha como poderia estar contando os milagres de São João Batista, a juventude de Marx ou as aventuras de Chateaubriand. É um bom pretexto para refletir sobre o Brasil da década de 60. Nesse painel, a política e o crime identificam personagens do alto e do baixo mundo.

13 – Tive de fazer cinema fora da lei aqui em São Paulo porque quis dar um esforço total em direção ao filme brasileiro liberador, revolucionário também nas panorâmicas, na câmara fixa e nos cortes secos. O ponto de partida de nossos filmes deve ser a instabilidade do cinema – como também da nossa sociedade, da nossa estética, dos nossos amores e do nosso sono. Por isso, a câmara é indecisa; o som fugidio; os personagens medrosos. Nesse País tudo é possível e por isso o filme pode explodir a qualquer momento.

Manifesto de Rogério Sganzerla

etc

in my humble opinion

por   /  11/10/2007  /  22:42

“so when rayanne graff told me my hair was holding me back, i had to listen. ‘cause she wasn’t just talking about my hair. she was talking about my life.” – angela chase

my so-called life é um dos melhores seriados de todos os tempos. angela chase, interpretada por uma claire danes em começo de carreira, conquista o coração de qualquer espectador com suas angústias, seu talento para ver beleza em coisas pequenas (como a dobra da camiseta do menino por quem está apaixonada) e suas considerações sobre uma fase tão hiperbólica que é a adolescência. 

apaixonada por jordan catalano, um garoto rebelde, nem aí, daqueles que fazem a gente ficar de queixo caído, angela tentar entender seus processos de mudança, em plenos anos 90. embalados por bufallo tom, ramones, lemonheads e julianna hatfield, angela e jordan (vivido por jared leto, numa época em que ele era delicioso e não ficava pagando de rockstar tardio) interpretam fragmentos de adolescente que a gente já foi um dia.

agora, a grande notícia: my so-called life sai em dvd, na gringa, no próximo dia 30 de outubro, pela shout!factory. seis dvds, 19 episódios, um livro comemorativo e todos aqueles extras que fazem 70 doletas se transformarem em satisfação garantida. quero a minha caixinha agora!

amor  ·  etc

de família

por   /  09/10/2007  /  22:44

você quer uma meia feita no capricho pela vovó, mas a sua mora longe ou já não consegue mais fazer esse tipo de coisa? as net grannys resolvem seu problema. elas são 15 avós que tricotam e vendem meias on-line. você escolhe as cores e as estampas ou deixa a decisão nas mãos delas. em duas semanas, recebe o pedido em casa. uma fofura, né? 

etc