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Posts da categoria "amor"

na garupa

por   /  16/11/2010  /  21:11

Que alegria passear pela cidade de bicicleta!

“The upshot of photographer Bridget Fleming’s effort to document the 200-plus streets of Manhattan located below 14th street, Downtown From Behind showcases an eclectic cast of individuals ranging from local architects and designers to stylists, decorators, musicians, artists, hoteliers, chefs—anyone who has an impact on their specific downtown neighborhood, be it through their profession or just by living in the area, Fleming notes. Despite her subjects’ faces not being visible, Fleming’s particular brand of photography is revelatory in an entirely different way—the surrounding streetscapes not only convey a sense of where they are, but their belongings also tend to indicate where they’re headed. The approach further reinforces the connection between subject and destination, such as the shot of designer Frank Alexander balancing a massive bouquet of flowers over his shoulder, or chef Andrew Carmellini of Locanda Verde captured with a whole baby pig strapped across his back as he pedals his way to his soon-to-open restaurant, The Dutch. The compositions are particular and make a lasting impression without falling back on devices of typical figurative work”, escreve o Cool Hunting

Downtown from behind > http://downtownfrombehind.tumblr.com/

amor  ·  etc  ·  fotografia

lendo a internet

por   /  16/11/2010  /  21:03

Stella’s hideaway, na Vogue > Stella McCartney admits that her quest for a country estate was essentially “a desperate mission to find land so that I could ride my horse. I wasn’t really interested in the building.” Some way through this mission, Stella met publisher Alasdhair Willis (who has since gone on to forge a career in furniture and product design, and now focuses on helming his own creative consultancy). Their affair may have been in its first bloom, but it was clearly serious as, in one of those “defining relationship moments,” they packed a picnic and went country-house hunting together. En route to a charming Wiltshire farmstead that was their intended destination, they bought a copy of Country Life, the weekly bible of British country matters and rural real estate. On its first page was a redbrick Georgian cube in a far less fashionable part of the countryside but set foursquare in a wide valley encircled by low hills. “So we just ended up there,” remembers Stella. “And it was very naughty. We went through the gate and sat in the field.” The irate retired major who owned the property came out and demanded that they leave.

– Do Le Love

Map of non-monogamy (via Update or Die)

– Do Esperando virar touca

A casa de boneca da Frida Kahlo, por Elsa Mora

Lula e Alencar: bastidores de uma foto comovente, por Mauricio Stycer

– You’re not alone, uma campanha da BBC que encoraja os idosos a navegarem na internet > http://www.bbc.co.uk/connect/ (via Tiago Dória)

etc

rita wainer desacelerou

por   /  16/11/2010  /  20:37

Entrevistei a Rita Wainer pro Oba Oba >  http://www.obaoba.com.br/brasil/magazine/entrevista-com-rita-wainer

Rita Wainer desacelerou. Deixou de seguir calendários de semanas de moda, de acompanhar tudo o que acontece em Londres, Nova York, Milão, Rio de Janeiro, São Paulo. Parou de produzir em escala industrial para atender à demanda de um mercado e de um público consumidor que estão sempre em busca frenética pelo novo.

No auge da correria, a estilista paulistana de 33 anos percebeu que seu modo de criar e de produzir não fazia mais sentido. E resolveu mudar tudo.

Criou o projeto Born Again, que tem como filosofia “a reivenção de roupas em um mundo já saturado delas e escasso de novidades”. E como a estilista faz isso? A partir de peças doadas por conhecidos e desconhecidos (de uma calça jeans a uma toalha de mesa), que são reconstruídas e se transformam em uma coleção única, vendida na Loja do Bispo, em São Paulo.

Para ver as primeiras peças da coleção, clique aqui

E descubra como foi o processo de mudança da estilista na entrevista a seguir:

Como foi que surgiu a idéia para o projeto Born Again? Quando você sentiu o estalo pra fazer uma coisa diferente?
Acho que quando eu estava no auge da correria, com a produção a mil, desfilando, pagando conta, engolindo o tempo e tendo que desenhar por quilo, só pensava na memoria da roupa e para onde ia tudo aquilo, achava que o futuro estava no passado. Achava que aquilo não fazia sentido e comecei a pesquisar alternativas.

Como é depender da colaboração de outras pessoas para criar?

É louco. Depender da colaboração de estranhos é um baita exercício de humildade. Eu aceito tudo que queiram me dar e tenho que me fazer entender quando eu peço. É um trabalho colaborativo e, ao mesmo tempo, dependente.

Como tem sido a resposta das pessoas? Você têm recebido muitas peças?

Sim, das mais diversas, eu queria que as pessoas me doassem coisas com valor afetivo, que se desprendessem de roupas que não tinham coragem de jogar fora. Algumas vezes eu sinto isso, outras vezes me sinto um grande entulhão, outras pensam que eu ia gostar, tipo “ah, essa você vai gostar da estampa”, mas não para ninguém imaginar o meu gosto, e isso é engraçado, cada um tem uma reação diferente. Tem também aquelas que me mandam as coisas, depois ligam pra saber o que eu fiz com as peças delas, tem as que mandam cartas contando suas vidas (várias), tem as que querem que eu “customize” e devolva.

Você fala que gosta de cruzar histórias, de brincar de Deus. Como é isso?
Eu não sou religiosa, não tenho crença alguma que não a vida e o amor dos amigos. Talvez por isso eu use o nome de Deus tão levianamente. Brincar de Deus é fingir que você pode mudar o roteiro das coisas, e essa é minha fantasia predileta, desde sempre.

Seu processo de criação e execução também mudou?
Mudou muito. Naturalmente. Eu não pensei em me apegar a essa história toda, mas, quando eu vi, estava acreditando mesmo que podia ser diferente. E pode. O Born Again foi só uma ferramenta para o que eu estou fazendo da minha moda agora. É um trabalho aberto e eu não sei aonde vai parar nem quando, o melhor foi já ter mudado minha forma de pensar a moda, e é como eu estou fazendo com a minha coleção nova.

Você leva esse movimento slow fashion para outras áreas da sua vida, como a comida?
Eu tento levar a vida mais slow. Pensar mais, aproveitar mais, dar mais risada de mim mesma. Acreditar que o processo é importante pra caramba e o “como se faz” também. Me alimento bizarramente, mas isso já é um outro filme.

Conta um pouco como você se descobriu estilista?
Acho que foi com o desenho que sempre fez parte da minha vida, acho que foi observando tudo, foi uma forma de me expressar, uma plataforma que se fez interessante naquele momento. E hoje é o que me faz feliz.

Você trabalhou na Ellus, criou a Theodora. O que você tirou de bom dessas experiências? E o que elas te fizeram enxergar em relação a mudanças sobre como você quer conduzir a sua profissão?
Foi uma maravilhosa e rica experiência de verdade. Aprendi a chegar no meu limite antes dos 30 anos. Achava que poderia engolir o mundo ou carregar o peso que fosse nas minhas costas. Não sentia mais nada. Sou mais feliz hoje. Clara, objetivamente mais consciente.

Muita gente enaltece o fast fashion, por ampliar o acesso a roupas legais, de estilistas bacanas. Em paralelo a isso, as peças mais elaboradas são especiais, mas apresentam um custo ainda mais alto. Como você pensa em equilibrar isso?
Eu não pretendo equilibrar nada, de verdade. Eu descobri que fazer a minha parte já é o suficiente, é o possível. Eu vivo do que eu acredito, isso é legal.

E o que você pretende fazer para que suas peças sejam acessíveis?

Quanto ao preço, minhas peças novas custam caro sim, e me são caras (no sentido do carinho que eu tenho com elas). Às vezes são vários dias para fazer um vestido. Inclua nele meus últimos treze anos de trabalho. Não é barato. Eu sinceramente acredito que com esse meu trabalho novo estou conversando com um público que tem informação, de moda, de vida. Essa roupa já não é mais para te cobrir, faz parte de um pedaço do meu universo. É como um desenho que você veste, ou não. Eu acho que quem quiser pode comprar, é uma
questão de prioridade. Quem achar que é caro “para uma roupa”, favor se encaminhar a Zara. Depois de anos de estrada eu entendi porque as coisas custam caro e respeito o trabalho dos artistas que eu admiro.

Numa resposta a uma leitora, você questiona por que a moda tem que ser sempre associada à futilidade. Como escapar disso? Deixar de falar de esmalte todo dia é um caminho?
Nãoooo!!! A vida é feita de besteiras, risadas, humor, não se deve levar a sério o cotidiano. Falar de esmalte faz parte. Fofocas, novela, tudo. Eu pelo menos sou assim. Mas o meu trabalho eu levo a sério. Acho possível sim ter consistência na moda. Acho que é possivel assinar o seu trabalho com seu estilo, e não com seu nome na etiqueta. Tem muita gente que você vê o trabalho e já sabe quem fez, isso faz parte de um processo sério e longo. Admiro quem se faz único pelo seu estilo de trabalho, eu acho que é isso que faz a pessoa ter sucesso e conteúdo. Tudo que é bom demora para chegar no ponto. Talvez não chegue nunca. Respeito o processo, e não acredito em queimar etapas.

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TEDxAmazônia

por   /  15/11/2010  /  22:01

Eu sempre achei que querer mudar o mundo era uma idéia muito pretensiosa. Até que fui à Amazônia e conheci mais de 50 histórias de pessoas que me mostraram o contrário. Mudar o mundo é totalmente possível. O seu mundo, o mundo de uns jovens que moram numa cidadezinha no litoral do Ceará, o mundo de um artista que perdeu os movimentos do corpo, o mundo de quem busca não apenas os direitos garantidos pela Constituição mas também a felicidade… Basta ter vontade, deixar o fogo de palha sumir e apostar em atitudes, idéias e projetos capazes de mudar vidas.

O TEDxAmazônia aconteceu no fim de semana dos dias 6 e 7 de novembro, no Jungle Palace, um hotel flutuante que não flutuava por conta da seca que atinge o rio Negro. Em dois dias de palestras, gente do mundo todo contou suas experiências. Não era difícil chorar em vários relatos… Foi fácil sair de lá com a cabeça fervilhando de novas idéias e com o coração cheio de vontade de mudar o mundo…

Contextualizando: o TED é um evento anual que acontece nos Estados Unidos e reúne pensadores de todas as áreas que falam durante 15 minutos sobre seus projetos. A conferência teve início nos anos 1980 e era focada em design, tecnologia e entretenimento. Em 2002, o curador Chris Anderson mudou a estrutura, e o mote do TED passou a ser “idéias que valem a pena ser espalhadas”.  No site, vocês conseguem ver palestras maravilhosas, com anônimos e famosos, como Al Gore > http://www.ted.com/

Com as palestras disponibilizadas na internet, o TED ganhou proporção global, e os organizadores começaram a receber pedidos para que o evento fosse feito fora dos EUA. E aí, explicou Lara Stein, do escritório do TED em Nova York, o TED passou a permitir que grupos independentes organizassem seus eventos, seguindo os princípios da conferência. Assim, surgiu o TEDxAmazônia, cujos vídeos em breve vocês poderão ver em > http://tedxamazonia.com.br/

E lá vamos nós! Ah, a foto aí de cima eu tirei quando chegamos ao rio Negro  =)

Alexandre Sequeira, fotógrafo

“Falar de fotografia é falar de como a gente vê a vida.”

Em um vilarejo a 150 quilômetros de Manaus, o fotógrafo Alexandre Sequeira construiu sua teia de afetos. Mais interessado nas pessoas do que na fotografia, Alexandre foi se aproximando dos moradores daquela cidade às margens do rio Içana. Um dia, uma senhorinha pediu que ele fizesse um retrato dela, para um documento. O fotógrafo prontamente atendeu o pedido. Quando se viu na foto, a senhora saiu mostrando a imagem para mais moradores, que começaram a fazer outros pedidos. Alexandre fazia as fotos, as colocava num varal e pedia que cada um reconhecesse a sua e a levasse pra casa, sem custo, já que uma bolsa de pesquisa bancava a produção. Muitos nunca tinham se visto no papel. Vivendo o dia a dia dessa comunidade, entrando na casa de um e de outro, um dia o fotógrafo viu o reflexo de uma moradora sobre um lençol que fazia as vezes de cortina. Pediu a ela aquela cortina, e ela não entendeu porque ele ia querer um objeto de tão pouco valor. Com um computador, ele ampliou os retratos dos moradores e os imprimiu nesses lençóis, cortinas e outros panos. E os expôs na cidade. Uma senhora disse: “Nunca imaginei que minha cortina fosse tão parecida comigo.” Juntos, eles se descobriram, contaram histórias, celebraram a imagem e a memória. Alexandre contou tudo isso com uma emoção de encher os olhos. Os dele e os nossos.

Bernardo Toro, filósofo e educador

Diz o livrinho do TEDx: Bernardo Toro é um filósofo e educador que acredita que não há democracia sem educação de qualidade. Ele se dedica a repensar a educação do século 21 e propõe que educar significa formar crianças com a capacidade de compreender o contexto que as cerca. Apaixonado pelo que faz, Toro falou sobre a importância do cuidado. “Saber cuidar é o novo paradigma ético da civilização.” E esse cuidado se dá em três esferas: precisamos cuidar de nós mesmos (do corpo, do espírito e do intelecto, aprendendo a controlar os sentimentos aflitivos), dos outros e do planeta. “A inteligência consiste em saber pedir ajuda”.

Chris Carlsson, ativista urbano

Fui tomar água e só consegui ouvir a palestra do Chris Carlsson, fundador do grupo Critical Mass, um movimento anárquico de ciclistas que invadem as ruas da cidade pedalando sem destino certo. Ele propõe que a gente substitua o Do It Yourself pelo Do It Together. Tudo por um mundo melhor.

Deise Nishimura, bióloga

“Viver não é aprender a esperar as tempestades passarem, mas aprender a dançar na chuva.”

Deise estava vivendo o sonho de sua vida: morava numa casa flutuante no meio da Amazônia, cuidava de botos, tinha aprendido a pescar, a dirigir barco, a ouvir todos os sons da natureza. Até que foi puxada pelo rio por um jacaré, que a levou para o fundo do rio! Lutou contra ele bravamente, apertou seus olhos com as mãos e conseguiu voltar à superfície. Quando se deu conta, não tinha mais uma das pernas. Deise conseguiu pedir ajuda, foi levada para Manaus, depois para São Paulo, onde passou por vários questionamentos do tipo “por que comigo, o que eu fiz pra merecer isso?”. Mas a menina de olhos puxados e sorriso gigante se deu conta de que lamentar num adiantava nada: aprendeu a andar de novo com uma perna mecânica, a encarar os olhares tortos, a rir com as crianças que dizem que ela tem perna de robô. “Ainda estou aprendendo a fazer as coisas, realmente me adaptando à nova realidade. Às vezes não é fácil, mas eu não quero que sintam pena de mim. Quero ser um exemplo de superação”, disse. E Deise percebeu que seu sonho continua o mesmo: viver na Amazônia. “Os meses que eu passei na Amazônia foram os melhores da minha vida.” A essa altura, Deise já deve estar instalada novamente no meio da natureza, vivendo sua paixão.

Demos Helsinki, coletivo filosófico

“A felicidade não é um estado de espírito, mas um processo.”

O povo tem que ter acesso a saúde, educação, moradia, emprego e todas essas coisas que tornam uma sociedade decente. Mas quando se vive no primeiro mundo, em que direitos são direitos e são garantidos, pode-se ir além. E é isso que o coletivo Demos Helsinki, formado por filósofos, sociólogos, jornalistas, propõe: uma política da felicidade, que tem cinco pilares – 1) tempo livre de verdade; 2) lugares com significado; 3) cooperação; 4) estilos de vida saudáveis; 5) famílias abertas.

Vocês conseguem ver o manifesto completo em Politics of Happiness > http://demos.fi/

Edgard Gouveia Jr., arquiteto e urbanista

Mudar o mundo pode ser rápido, divertido e nem exige que você coloque a mão no bolso. A partir dessa filosofia, Edgard Gouveia Jr. cria projetos para mudar a vida de pessoas. Sabe quando a gente vê no jornal e na TV aquela enchente que deixou um monte de desabrigados? A gente se comove, pensa em ajudar, mas em pouco tempo vem uma outra notícia ruim e a gente esquece. Edgard não esquece. Quando viu como as enchentes que atingiram Santa Catarina tinham deixado estragos não apenas concretos, mas emocionais, Edgard criou um jogo para que a populção recuperasse áreas públicas, bem materiais e, principalmente, a alegria de viver. Assim surgiu o Oásis Santa Catarina, que vocês podem ver mais aqui > http://oasismundi.ning.com/ Ele diz que, brincando, todo mundo é empreendedor, quer mostrar o melhor de si e não quer parar de jogar. Então, na hora de propor uma colaboração, a gente tem que apelar pro lado divertido da coisa. Afinal, a gente liga trabalho a sacrifício. “E não é elegante chamar amigo pra sofrer… Mas pra brincar…”, sugere.

Leinad Carbogim, socióloga

“Eu só peço a Deus que a dor não me seja indiferente, que a more não me encontre um dia solitário sem ter feito o que eu queria.” (Mercedes Sosa)

Os jovens de Icapuí, no litoral do Ceará, não queriam sair dali pra conquistar o mundo na cidade grande. Mas também não viam perspectiva de crescer, de ter uma profissão. Foi aí que a socióloga Leinad viu a oportunidade de construir uma teia de sustentabilidade no município, criando oportunidades de estudo, de emprego e de negócios pra aquele povo. Hoje, Icapuí descobriu suas possibilidades, diz Leinad, e elas vão do turismo à gastronomia. E sabe o que a deixa mais feliz? Perceber que todo mundo ali vive com um sorriso no rosto.

Paul Bennett, diretor criativo

“The less I say, the more I learn.”

Bennett é um dos sócios da Ideo, “uma das 25 empresas mais inovadoras do mundo”. E o que ele e seu time fazem pra consquistar essa alcunha? Ouvem, observam, falam e fazem. Desenvolvem projetos olhando de verdade o que os clientes querem. Exemplo tirado do caderninho do TED: “Um hospital contratou a Ideo para fazer uma pesquisa sobre a experiência de seus pacientes. Em vez de gráficos e apresentações em Power Point, Bennett produziu um vídeo de seis minutos mostrando o teto do quarto de um paciente. O vídeo inspirou uma série de mudanças no hospital _incluindo a redecoração do teto dos apartamentos.” Para Bennett, a gente precisa olhar nas profundezas, ir além do óbvio e acreditar no poder da colaboração.

Sergio Laus, surfista

A pororoca não é o encontro das águas do rio com as águas do mar, e sim uma grande onda de maré, que tem uma força destruidora e é o Lobo Mau das populações ribeirinhas. Quem explica é Sergio Laus, o maior especialista em surfe de pororoca do mundo. É dele o recorde mundial de permanência em ondas: surfou mais de 11 quilômetros, durante 36 minutos, no rio Araguari. Além de mudar a cara do surfe, Sergio ajuda a transformar esse esporte de aventura em atração turística, mudando a vida da população que mora perto do rio. E nada melhor do que ver o surfista em ação, né?

Zach Lieberman, programador

“Há problemas que empresas e governos não vão resolver, mas que indivíduos trabalhando juntos vão.”

Tem gente que faz projetos pra mudar o mundo. E tem gente que faz projetos pra mudar a vida de uma pessoa só. Zach criou o projeto Eye Writer em homenagem ao artista plástico Tempt21, que perdeu todos os motivmentos do corpo depois de sofrer uma esclerose lateral amiotrófica. O programador criou um software que reconhece os movimentos dos olhos de Tempt, que voltou a desenhar. Com ajuda de uma outra galera, ele construiu um robô que pega essas imagens e as projeta na parede. De imóvel na cama, o artista voltou a fazer a coisa que mais ama na vida. Zach falou que gosta de fazer projetos que tenham magia. Ele gosta do “open mouth phenomenon”, que consiste basicamente em criar projetos que deixem as pessoas boquiabertas. Ele fala que isso é meio caminho andado para chegar ao coração de alguém. Alguma dúvida que ele conseguiu?

Vejam o Eye Writer em ação > http://www.eyewriter.org/

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Créditos das fotos: Bernardo Toro é do Monkey Business; Chris Carlsson, Deise Nishimura, Demos Helsinki, Edgard Gouveia Jr., Leinad Carbogim e Sergio Laus são do Bruno Fernandes; Zach Lieberman é do Update or Die

amor  ·  etc  ·  fotografia  ·  internet

sem loção em são paulo

por   /  04/11/2010  /  8:30

Sabe qual é a melhor coisa de São Paulo no momento? As festas de Recife estão vindo pra cá! A Sem Loção é uma das melhores que acontece por lá e já vai para sua terceira edição na capital paulistana. Lala K, Original DJ Copy e Rebel K garantem música boa até de manhã, misturando rock, disco, funk, eletrônica e muito mais! Desta vez, eles dividem a discotecagem com o DJ Chernobyl.

A festa acontece no sábado, a partir das 23h, num galpão no Bixiga.

Para acompanhar os preparativos, dêem um like na página do Face! > Sem Loção SP

FFFesta Sem Loção São Paulo
Data: 6 de novembro
Horário: 23h
Endereço: rua 13 de maio, 409, Bixiga
Preço: R$ 20 de entrada (pagamento da entrada só em dinheiro; pagamento de bebidas em dinheiro, Redeshop e Visa Electron)

etc  ·  música

caracteres com espaço

por   /  02/11/2010  /  21:28

Eu AMO o blog da Helô, o Caracteres com Espaço. Todo post é maravilhoso, chega fico sem saber o que escolher, mas vamos a uma pequena seleção antes de vocês irem lá ler tudo:

Depois do Mamihlapinatapei, o cafuné >

Eu tenho preguiça do papo “palavras intraduzíveis” (tipo as tantas variações de branco na língua dos esquimós ou a história de saudade existir só em português). Daí hoje topei com uma lista que parte desse tema que, tendo ou não tradução, reúne umas palavras bem legais. Aqui vão as de que mais gostei.

Se quiser ver tudo, vai aqui (em inglês).

Mamihlapinatapei (do idioma yagan)
É o nome do olhar, silencioso mas cheio de significado, entre duas pessoas que estão loucas para começar algo mas, ao menos tempo, relutantes em dar o primeiro passo.

Do milho à pipoca > A primeira vez que eu desejei estar dentro de uma pipoqueira, eu não tinha ideia de que a vida seria feita de desejar estar em lugares impossíveis (depois disso eu já desejei estar no fundo do mar, entre as nuvens, em poros alheios, enfim). Mas o primeiro lugar impossível que eu desejei estar foi a pipoqueira.

Desde a pré-adolescência >

Eu estava na piscina com duas amigas quando chegou a prima de uma delas. Ela tem 11 anos. Sentou na borda da piscina e perguntou se tínhamos namorados. Cada uma falou de seu estado civil. Então ela olhou pra mim e perguntou:

– O que eu tenho que fazer para o menino de que eu gosto gostar de mim?

Ficamos as três em silêncio por um tempo, até que a prima dela respondeu:

– Nada. Ou ele gosta de você ou não gosta.

A menina contou que o menino gosta de outra menina, de que todos os meninos da classe gostam. Mas que ele fica olhando pra ela. Eu perguntei como ela sabia que o menino gostava da tal menina. E ela disse que um amigo dele tinha falado. Mas que ela sabia que ele olhava pra ela.

Obviamente insatisfeita com a nossa resposta, ela vazou dali.

E nós três, todas com mais de o dobro da idade dela, ficamos ali pensando, cada uma com seu biquíni, que não há tanta diferença assim entre os dramas da menina de 11 anos e os nossos.

amor  ·  arte  ·  etc

kate

por   /  24/10/2010  /  17:31

Kate Moss fotografada por Mary McCartney, filha do Paul e da Linda, irmã da Stella

This beautiful photo of Kate Moss was taken by Mary McCartney, Paul and Linda McCartney’s daughter. A professional photographer since 1994, McCartney just released a new book called From Where I Stand, revealing some behind-the-scenes photos of the glamorous world she grew up in.

Via My Modern Met

etc  ·  fotografia

lendo a internet (nas eleições)

por   /  21/10/2010  /  19:54

– Infográfico feito pelo Bruno O. Barros, o Ilustre Bob > http://ilustrebob.com.br/

Para você, leitor indeciso, por Ricardo Lins Horta > Tópico 1: Não é verdade que houve “aparelhamento da máquina administrativa” na Era Lula; Tópico 2: Não é verdade que “houve mais corrupção no governo Lula”; pelo contrário, os últimos 8 anos foram marcados por um combate inédito a esse mal; Tópico 3: Não é verdade que “a economia foi bem no governo Lula só porque este não mudou a política econômica de FHC”; Tópico 4: Não é verdade que o governo Lula “enfraqueceu as instituições democráticas”; pelo contrário, hoje elas são muito mais vibrantes e sólidas; Tópico 5: A campanha de José Serra é baseada nas fanáticas campanhas da direita norte-americana, daí o perigo de referendá-la com seu voto.

Para você, que não votou na Dilma, por Leonardo de Souza> Você não votou na Dilma no primeiro turno. Também não pretende votar nela no segundo turno. Não apenas você não vai votar nela, como você tem alertado sobre os perigos de se votar na candidata petista. Você tem suas razões para achar que o voto em Dilma não é o melhor para o Brasil. Eu não penso como você. Entendo que o melhor voto para o Brasil é o voto em Dilma Roussef, e não em José Serra. A principal razão que, no meu ponto de vista, justifica o voto em Dilma não é uma única razão. Na verdade, são 53 milhões de razões: entre 2003 e 2008, foram 21 milhões de brasileiros que deixaram a miséria e outros 32 milhões que ascenderam à classe média. Os números dos que chegaram à classe média correspondem mais ou menos ao total de torcedores do Flamengo, e os que saíram da pobreza correspondem aproximadamente à torcida do Corinthians. É isso mesmo: o número de brasileiros que melhoraram de vida na Era Lula é um pouco menor que a soma das torcidas do Flamengo e do Corinthians. A pobreza extrema no país foi reduzida à metade nos anos Lula. Esse salto não se deveu apenas ao bom momento econômico. Isso é fruto de medidas específicas do Governo Federal, tais como o Bolsa Família e o Bolsa Escola.

A bala de prata do bem, por Leonardo Cisneiros (meu irmão e filósofo) > O ato de ontem no Rio, dos artistas e intelectuais a favor da Dilma, foi o que a campanha da Dilma precisava para mostrar que dá para ganhar eleição inspirando o eleitorado e não o aterrorizando. Chico Buarque, que tinha falado pouco até agora, abriu a boca de improviso somente para acertar na mosca: “[o governo Lula foi] um governo que não corteja os poderosos de sempre, não despreza os sem-terra, os professores, garis. Um governo que fala de igual para igual com todos, que não fala fino com Washington, nem fala grosso com a Bolívia e o Paraguai“. O discurso do Leonardo Boff poderia ocupar um programa eleitoral inteiro e a eleição estaria praticamente ganha.

Ou avançamos ou ajoelhamos, por Naire Valadares> Sinceramente voltar ao sistema de privatizações, concentração de capital ou à teoria do crescimento para repartir o bolo depois, me parece estupidez. Portanto, creio que votar em Dilma se tornou uma questão de brasilidade porque neste momento histórico do colapso do capitalismo mundial ou avançamos ou ajoelhamos. Claro que há problemas sérios que precisam ser solucionados. Por isso, voto Dilma para consolidar o que foi alcançado pelo povo brasileiro. Não se trata de uma luta entre competências ou personalidades mas de uma batalha entre projetos que envolvem o conjunto deste povo que já tomou consciência da sua força ao eleger com acerto aquele que provou ser capaz  ao tirar grande parte da nossa gente, até então descrente na sua capacidade produtiva, da miséria absoluta. E cá estamos nós, mais uma vez.

E agora vamos para a parte lúdica das eleições:

O melhor do #boladepapelfacts, na Carta Capital

– Acerte bolinhas de papel no Serra > http://megaswf.com/serve/61506/

– Melô do Serra: Mas só não quero que me faça de bolinha de papel (via @jpcuenca)

etc

the internet has stolen so much precious time

por   /  21/10/2010  /  9:11

A New Yorker explicou perfeitamente o problema que o excesso de e-mails faz nas nossas vidas!

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E-mail auto-response, por Martin Marks

Dear Friend, Family Member, Loved One, and/or Business Associate:

Thank you for your e-mail, which, if it is under three (3) sentences long, I have read. Owing to the large volume of e-mails I’m receiving at this time, please note that it will sometimes take up to fourteen (14) calendar days, though sometimes longer (and sometimes much longer), to respond to your e-mail; in the interim, please rest assured that I am attempting to address, resolve, or think about the matter you have described, unless, of course, I’m avoiding the matter entirely. Some possible reasons for this include:

Thinking about the matter gives me a headache.

—Thinking about the matter takes longer than forty-five (45) seconds.

—Thinking about the matter is simple enough, and takes less than forty-five (45) seconds, but, when combined with all the other e-mails in my in-box, it creates a synergy of matterdom, exacerbating the headaches mentioned at the beginning of this list.

Please note that if your e-mail is more than three (3) sentences in length I have read the first three (3) sentences, skimmed the opening paragraph, and sort of eyeballed the rest of it. Please do not expect a response to your e-mail anytime soon, if at all, for I am not a mind reader, and therefore cannot guess the nature of anything beyond the first three (3) sentences. For those of you who continue to insist on sending e-mails longer than three (3) sentences, here is a Wikipedia entry on haiku. Reformat your e-mails accordingly, as in this example:

I am busy now;
The Internet has stolen
So much precious time.

Under certain circumstances, you may feel as though you cannot express the matter at hand in less than three (3) sentences. Below, please find some possible reasons for this, and their solutions:

—If your e-mail attempts to provide a detailed update on what you’ve been doing since high school, or to “fill me in” on a time period longer than five (5) calendar years, then please call the number provided at the bottom of the e-mail.

—If your e-mail refers to nuanced emotional matters relating to but not limited to a current, prior, potential, or perceived romantic involvement, then please call the number provided at the bottom of the e-mail.

—If your e-mail has been cc’d to three (3) or more people, and includes complicated yet unresolved logistical information regarding the location, time, or general coördination of an upcoming social gathering involving five (5) or more people, then please wait until two (2) hours after the last respondent has answered and then please call the number provided at the bottom of the e-mail. (Be prepared to detail the conclusions reached by the e-mail chain.)

On rare occasions, I will respond almost immediately to your e-mail with a one-to-two-word response. Here is a guide to those responses:

LOL: I am laughing out loud, owing to the absurdity, humor, or sheer stupidity of the matter about which you are writing.

Haha!: See LOL.

Thank you!: Thank you.

THANK YOU!!!!!: Thank you!

Yes!: I approve of, give my consent to, or agree with that which you have written.

Yes!!!!!: I wholeheartedly approve of, give my consent to, or agree with that which you have written.

No: I in no way approve of, give my consent to, or agree with that which you have written.

No!: I am upset and/or disheartened by that which you have written.

Boo!: I am palpably disappointed and/or trying to frighten you.

PPPSSEOT(3)SIL: Please, please, please stop sending e-mails over three (3) sentences in length.

Should you receive a speedy one-to-two-word response, please do not read anything into it. More often than not, such a response doesn’t even correspond to the content of your e-mail. Please note that this auto-response should not be perceived as granting you permission to send any future e-mails, of any length, for any reason.

In closing, I would like to say that the Internet has become a veritable buzzing, stinging hornet’s nest of pings and pongs and klings and klangs, so please do not e-mail, text-message, instant-message, direct-message, Facebook-message (if you’re still on MySpace or Friendster, that’s just plain creepy), Facebook-chat, iChat, tweet, retweet (don’t even mention Twitter mentions), StumbleUpon, LinkIn with, zoom into, Google Buzz, Plaxify, Jigsaw, Digg, Skype, Spoke, poke, flick, or tag me. Don’t boxball, squareball, jingl, jangl, mingl, mangl, FairShare, Foursquare, twosquare, do-si-do, or swing your laptop round and round. I just want to be left alone.

Thanking you for your anticipated coöperation and understanding in this matter,

[Name]

[Fake Telephone Number] ♦

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A foto é de Rikkya Okker

etc  ·  fotografia