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No brilho do Carnaval

por   /  04/02/2016  /  14:03

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Não sei vocês, mas eu só penso em Carnaval! Convidei a Vânia Goy, amiga querida, musa do make, editora de beleza da Cosmopolitan e do Belezinha, pra compartilhar com a gente algumas maquiagens incríveis para a folia.

Pra começar:

. David Bowie

The one and only, David Bowie e seus looks já eram lenda antes mesmo da sua morte, em janeiro deste ano. Claro, adoro Ziggy Stardust e o raio clássico cruzando o seu rosto, e também coleciono imagens de editoriais de moda e desfiles que homenagearam outros makes marcantes do cantor. Entre eles: o clique de Brian Adams para a Vogue alemã e Kate Moss na capa da Vogue Paris, ambas de 2012; e o desfile irresistível de verão 2013 de Jean Paul Gaultier — dá vontade de usar sombra azul na hora!

. Kate Moss

Essa é do time que sabe se divertir até o sol raiar. E eu amo o look que ela preparou para comemorar 34 anos, em 2008: vestido cheio de estrelas, cabelo cacheado bem 70′s, e uma estrela dourada meio em um dos olhos!

. Galliano para a Dior

Pense em sombra colorida, batom, glitter, postiços, strass e paetê. Pois era isso que tinha na mala da (gênia) Pat MacGrath, uma das maiores maquiadoras do mundo. Ela fazia verdadeiros bordados no rosto das modelos que desfilavam as coleções de John Galliano, quando o estilista estava no comando da Dior.

. Falando em Pat MacGrath

Nem só de colaborações malucas com John Galliano ela vive. Adoro os makes recentes feitos para as passarelas da Louis Vuitton (acho uma coisa meio Hans Donner!) e Martin Margiela (surrealista!). De estrelas, cabelo cacheado bem 70s e uma estrela dourada meio em um dos olhos!

. Frida Gustavson na Vogue UK

Esse editorial de beleza é uma das minhas referências frequentes quando quero fazer algo dramático e leve, feminino. Não dá para resisitir às estrelas brilhantes! As fotos de Lachlan Baile foram publicadas na Vogue inglesa em 2010.

. Malgosia Bela na Self Service

As fotos do Mario Sorrenti são uma loucura completa. Mas eu não canso de ver o rosto da modelo Malgosia Bela co-ber-to de glitter prateado.

—Para fazer em casa—

Gloss transparente e cola de cílios postiços são o segredo para manter as partículas de brilho no lugar. Técnicas testadas e aprovadas em dezenas de horas de carnaval, sol e suor.

. Rockstars da Daquared2

Lápis preto, gloss transparente e glitter da papelaria dão conta do recado. Vale usar produtos à prova d’água para não ficar completamente borrada.

. Gatinhas da Chanel

Para quem gosta de ficar sempre na estica e tem habilidade no trato com o delineador: passe a cola de cílios postiços com um pincel fino, como se você fosse fazer o seu delineador preto favorito, e deposite glitter por cima com a ajuda de um pincel chato. Sucesso absoluto, nunca sai do lugar.

. Minimalistas de Giambattista Valli

Coisa linda essa marcação sobre a pálpebra que vi no último desfile do estilista Giambattista Valli. O segredo é fazer o desenho com a ajuda de um lápis colorido, cobrir com cola de cílios e glitter — para iniciados.

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#galeriadonttouch: Adelaide Ivánova

por   /  07/12/2015  /  17:00

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Quais são as fotos preferidas dos fotógrafos? Adelaide Ivánova responde para a #galeriadonttouch!

Adelaide Ivánova é uma escritora, poeta, jornalista e fotógrafa brasileira, nascida no Recife, Pernambuco, em 1982. Lançou os livros “autotomy (…)” (São Paulo: Pingado-Prés, 2014), “Polaróides” (Recife: Cesárea, 2014) e em fevereiro lança “O bom animal” (Lisboa: Douda Correria, no prelo). Tem trabalhos fotográficos publicados por diversas revistas internacionais, como i-D (UK), Colors (Itália), The Huffington Post (EUA), Der Greif (Alemanha), Vogue Brasil e Vogue RG (Brasil), Ojo de Pez (Espanha) e Vision (China), entre outras. Faz parte das coleções do DKW Museum (Alemanha) e do Museu de Belas Artes da Bretanha (França). Vive e trabalha entre Colônia e Berlim, na Alemanha.

Escolher uma foto de um/a autor/a, dentre todas as suas outras, esvazia a própria foto de sentido. Por outro lado, pensar que uma foto só funciona no contexto de uma série também reduz o que essa foto pode comunicar. Que dilema. Fiquei nessa encruzilhada entre escolher fotos preferidas e escolher fotos de projetos que marcaram minha formação fotográfica (e, com o perdão da pieguice, minha formação humana), mas elas tinham que “sobreviver” sozinhas e isso não é fácil. Então fiquei com a segunda opção, por não me sentir confortável com a primeira. Essa lista não é a pequena lista dos melhores trabalhos do mundo, é apenas um lembrete dos trabalhos mais importantes na minha formação. Claro, todo recorte traz também limitações e aponta exatamente para as falhas de quem fez a seleção. E a minha falha nesse caso é: ela é composta quase que exclusivamente de mulheres norte-americanas brancas – e exclui artistas que mais tarde se tornaram referências fundamentais para mim, como Thabiso Segkala (África do Sul, 1981-2014), Rena Effendi (Azerbaijão, 1977), Zanele Muholi (África do Sul, 1972), Ute Mahler (Alemanha, 1949), Barbara Wagner (Brasil, 1980), Roger Ballen (EUA/África do Sul, 1950) e Inge Morath (Áustria, 1923).

Pra começar, com a foto acima:

Alessandra Sanguinetti (EUA, 1968). Alessandra me devolveu o prazer de fazer fotos bonitas. Não dá pra fazer isso sempre, com todo tema, mas às vezes é importante poder ser leve. Os temas dela não são sempre conflituosos, mas nem por isso pouco complexos. E ela usa lindamente o formato 6×6. Essa foto é da série “The adventures of Guille and Belinda”.

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Chauncey Hare (EUA, 1934), do livro “Protest photographs”. O livro já começa com o seguinte aviso, em letras garrafais: “DEDICADO PARA TODOS OS TRABALHADORES – Essas fotografias foram feitas por Chauncey Hare para protestar e alertar contra a crescente dominação da classe trabalhadora, por parte das multinacionais e seus donos e administradores, membros da elite”. Outro exemplo de projeto fotográfico que contém alto nível de engajamento pessoal. Por conta do contato com os fotografados, Chauncey acabou abandonando a fotografia (antes, tinha abandonado um cargo de alto engenheiro na indústria automobilística para virar fotógrafo), doou todo seu acervo para a Universidade da Califórnia para se dedicar à militância e virar terapeuta de trabalhadores. O que eu mais gosto dessa foto é o teor Diane-Arbus dela, de mostrar algo spooky dentro da normalidade, algo que você não sabe exatamente porque, mas incomoda.

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Cindy Sherman (EUA, 1954). O que me atrai no trabalho de Cindy é a coerência e exatidão da pesquisa dela, ao longo de todos esses anos, em relação à representação do feminino; por isso escolhi essa foto, que é da série Untitled Film Stills.

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Gerda Taro (Alemanha, 1910-1937). Fotógrafa de guerra que morreu durante a Guerra Civil Espanhola, aos 26 anos. Ela tinha um nível de engajamento pessoal com a luta anti-fascista que ia além do seu trabalho de fotógrafa. O Partido Comunista francês bancou seu funeral, com grandes honrarias. Eu gosto da elegância e da ousadia dela, de encenar fotografias num contexto super conservador, que é o da fotografia documental e de guerra. Só tenho uma coisa a dizer: que foto!

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Mimi Chakarova (Bulgária, não sei quando ela nasceu, arrisco anos 70) – “The price of sex” é uma documentação sobre tráfico de mulheres na Moldávia. O que me marcou e ainda me comove, toda vez que re-olho essa série, é a profundidade e empatia com a qual Mimi abordou o tema – quase como militância (o projeto virou depois um documentário), sem perder de vista nem as pessoas que ela entrevistou/fotografou, nem a si própria enquanto autora. Eu gosto particularmente de que todas as fotos são tortas, desfocadas, mal enquadradas , granuladas, escuras ou super expostas – tudo “errado”, tudo que meus professores de fotografia teriam um treco ao ver. Mas é um trabalho e uma história que você não esquece nunca mais. Escolhi a foto mais “errada” de todas.

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Nan Goldin (EUA, 1953). “The ballad of sexual dependency” fez 40 anos esse ano e continua fresco, imbatível, insuperável. Se sexo não for política, e não for suficiente para uma pesquisa da vida inteira, eu já não sei mais de nada. Ninguém fez isso nem foi tão fundo como Nan Goldin, e é uma perda de tempo tentar fazer projetos sobre o assunto da mesma maneira como ela fez. Escolhi essa foto, que é a capa do livro homônimo, porque sim.

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Robert Mapplethorpe (EUA, 1946-1989). Outro artista importante pela exatidão da sua pesquisa em relação à gênero, representação de gênero e sexualidade. Esse é um dos seus auto-retratos.

Já passaram pela #galeriadonttouch:

Toni Pires

Cassiana der Haroutiounian

Filipe Redondo

Daigo Oliva

Ilana Lichtenstein

Ninguém é de ninguém, de Rogério Reis

por   /  07/12/2015  /  9:00

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Verão chegando, e eu não canso de olhar para o meu exemplar de “Ninguém é de ninguém”, do fotógrafo Rogério Reis.

Publicado pela editora Olhavê, de Alexandre Belém e Georgia Quintas, com projeto gráfico de Yana Parente, o livro é uma celebração da praia como espaço mais democrático que existe. Espaço para todos os corpos, todas as cores. Um desbunde!

Mais sobre o livro:

Ninguém é de ninguém reúne pela primeira vez em livro o mais recente trabalho de Rogério Reis, um dos fotógrafos brasileiros mais destacados no país e exterior. Com beleza e ironia as fotografias captadas nas praias do Rio de Janeiro querem fazer refletir sobre a dualidade público e privado. Ao utilizar tarjas sobres os rostos de seus personagens, flagrados da forma mais espontânea, Rogério Reis lança um olhar crítico sobre a criação da propriedade de imagem no espaço público em contraponto ao caráter documental da fotografia. Nesse jogo de crítica, humor e imagem, Rogério apresenta, junto às cerca de 40 fotografias reunidas, a “Cartilha para tirar fotos espontâneas na praia”, em que está presente a oportuna frase do artista urbano inglês Banksy: “É sempre mais fácil conseguir perdão do que permissão”.

Para comprar > loja.olhave.com.br

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#galeriadonttouch: Toni Pires

por   /  02/12/2015  /  9:00

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Quais são as fotos preferidas dos fotógrafos? Toni Pires responde para a #galeriadonttouch!

Toni é fotojornalista e atuou nos principais veículos no Brasil. Foi editor de fotografia na Folha de S.Paulo e atualmente vive em Beijing fotografando para o Los Angeles Times e desenvolvendo projeto autoral no interior da China. Ele diz:

As fotografias que mais gosto embaralharam minha mente. Vem e vão e as troco no pensamento de acordo com o meu café da manhã. O humor e o desejo fazem as memórias revirarem e o gostar se transformar. E, assim, me inspiro em fotógrafos que despertam em mim uma onda de emoções, são invasores de minh’alma, os vejo como olhos mágicos que explodem em luz, transgressão e forma. Aqui, transito com nomes da história e jovens profissionais que me fazem acreditar que existem pessoas especiais, capazes de captar o mais íntimo dos sentimentos… Neste caleidoscópio de oito olhares me entrego ao infinito sonhar de imagens.

Sobre a foto que abre o post: Chien-Chi Chang um taiwanês que faz parte do quadro dos mestres da Magnum Photos e retrata entre outras partes do mundo, a Ásia, com um olhar despido de clichês e atrevido para os padrões da região.

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Minha inspiração maior, Dan Weiner, um fotojornalista americano que soube retratar pessoas, lugares e situações com elegante parcimônia e maestria.

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Elena Sariñena, a espanhola de delicadeza máxima para retratar o universo feminino com elegância e sensualidade, sem escorregar em clichês.

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Jacksparrow Apinchai foi o responsável por me levar aos campos de arroz do sudeste Chinês, depois que vi seu trabalho sobre as terraças de arroz na Ásia.

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Como minha escola é o fotojornalismo, James Nachtwey me perturba a mente com seus personagens e suas histórias.

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A alemã Eva Creel me encanta com seu olhar submerso nas águas e me inspira sempre que a água aparece em minhas retinas.

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Na era do selfie, ninguém menos que a fotógrafa disfarçada de babá, Vivian Dorothy Maier, me inspira e se apresenta como a mais crítica no momento “auto-selfie narciso” que vivemos.

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O clássico e metódico construtor de imagens, Christian Coigny, me ensina sempre que o domínio da técnica é fundamental, mesmo que seja para desconstrui-la.

Já passaram pela #galeriadonttouch:

Cassiana der Haroutiounian

Filipe Redondo

Daigo Oliva

Ilana Lichtenstein

Calendário Pirelli 2016

por   /  30/11/2015  /  17:00

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A cantora Patti Smith, a tenista Serena Williams e a atriz Amy Schumer são algumas das estrelas do Calendário Pirelli 2016. Elas foram fotografadas por Annie Leibovitz. Girl power é isso aí!

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Abaixo, os vídeos dos bastidores:

A fotografia sentimental de Juliana Rocha

por   /  30/10/2015  /  11:00

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Juliana Rocha trocou Fortaleza pelo Rio de Janeiro para fazer jornalismo. Ainda na faculdade, se deu conta de que palavras não seriam suficientes para contar tudo o que ela queria. Encantou-se pela fotografia. Quando decidiu fazer fotos de sua Copacabana Sentimental para o Instagram, viu o número de seguidores ultrapassar os 20.000. A série também virou livro.

Agora, ela investiga o nu e todas as suas possibilidades. Quando junta o novo tema ao antigo, cria cenas idílicas, que nos fazem imaginar histórias para seus personagens. Sua vontade é envolver gente na mágica desse negócio que é fotografar. “É como se as fotos estivessem prontas, boiando em alguma outra dimensão, esperando que alguém apareça no momento exato pra trazê-las pro nosso mundo visível. Parece papo de maluco, mas às vezes eu sinto um magnetismo numa cena e eu fotografo como se tudo tivesse muito orquestrado… Nada pode ser mais apaixonante do que isso, sentir essa dança do universo”, diz ela em entrevista ao Don’t Touch.

Na entrevista abaixo, ela conta como começou a se expressar pela fotografia, como é seu processo criativo e muito mais.

Para acompanhar o trabalho dela > www.instagram.com/rochajuliana

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Eu entendo a fotografia como um buraco negro, rs. Pra mim, a mágica na fotografia é esse poder de se descolar do espaço e do tempo, é como criar uma nova realidade, um novo universo. Aí eu acho que vou me afundando nessa vontade de mostrar/descolar esses universos escondidos, de contar histórias misteriosas, de falar sobre a existência, sobre o medo, sobre as coisas que a gente não fala. Tem uma coisa de introspecção e delicadeza, de feminino e força, não sei. Provavelmente quem vê as fotos tem um olhar muito diferente.

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Eu adoro sair com a câmera por ai e poder fotografar o que me aparecer pela frente, se eu quiser. Mas às vezes algumas ideias pipocam na minha cabecinha e eu começo a pensar esteticamente em projetos e depois vou entendendo o que aquelas ideias significam e o que eu tô querendo dizer com aquilo. Parece um processo meio trocado, mas minha imaginação tem existência própria e ela supera todas as minhas intenções teóricas. Então sei lá, eu sigo obedecendo.

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Acho que eu me apaixonei pela ideia de poder dizer alguma coisa através de um clique. Não parece – eu acho –, mas eu sou muito tímida com minhas investidas artísticas, então acho que eu embuti na fotografia uma vontade reprimida de ser escritora. Aí eu sinto que tô sempre querendo contar uma história quando eu penso numa foto, mas eu realmente não me importo que a história seja clara, quanto mais misteriosa e inacabada, melhor.

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E tem uma mágica nesse negócio de fotografar, vai envolvendo a gente. É como se as fotos estivessem prontas, boiando em alguma outra dimensão, esperando que alguém apareça no momento exato pra trazê-las pro nosso mundo visível. Parece papo de maluco, mas às vezes eu sinto um magnetismo numa cena e eu fotografo como se tudo tivesse muito orquestrado… Nada pode ser mais apaixonante do que isso, sentir essa dança do universo.

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Sou de Fortaleza e foi lá que eu vivi até os 18. Mudei pro Rio pra fazer faculdade, cursei jornalismo na UFRJ. Mas no meio disso eu entendi que escrever sobre a realidade não daria conta dos meus anseios criativos, ai comecei a fotografar… No meio disso eu conheci o RIOetc,  no Carnaval de 2010 e é onde eu trabalho desde então. Hoje sou sócia e editora. E foi lá que eu aprendi quase tudo, como ser cara de pau pra pedir foto, transformar uma cena corriqueira da cidade em algo singular, pensar em enquadramentos e associar a cidade com as pessoas na velocidade da luz.

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Mas o RIOetc também não deu conta de meus anseios criativos, e aí eu comecei a fotografar a praia onde eu corria, com o objetivo de fazer uma série engraçadinha no Insta. Assim nasceu o Copacabana Sentimental, que virou um livro no fim do ano passado. Mas nasceu também uma vontade de extrair poesia dos momentos ‘perdidos’ dos nossos dias, dos momentos em que nós mergulhamos no ambiente e formamos um quadro maior, extrapolando nossos corpos… Sabe? Nasceu uma vontade de sempre estar contando uma história, ou de pelo menos estar sugerindo uma história. Hoje eu sinto que se eu parar de fazer isso, eu vou parar de amar o que eu faço. Nesse ano eu comecei a fotografar em filme e já consegui fazer uma pequena exposição com alguns estudos de nu. Foi no Complex Esquina 111 e eu chamei de ‘Beira’. Eu tô completamente apaixonada pelo mistério e pelo processo de voltar pro analógico e pretendo ser fiel.

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Eu adoraria que minhas fotos tivessem o poder acender qualquer chaminha nas pessoas, fazê-las mergulhar um pouco em si próprias, sentir alguma coisa, evocar alguma memória… Tenho medo de entrar na categoria ‘do que é bonito’, prefiro que o significado supere a estética, ou melhor, que a estética engrandeça o significado. Quando eu tava fografando a praia de Copacabana, essa era uma missão bem difícil, e as pessoas entendiam como foto de paisagem, mas nunca foi isso. Hoje, que eu fotografo coisas estranhas e uns nus estranhos, ficou mais claro, hahaha!

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Vejam todos os posts da série:

Paulo Fehlauer e a fotografia guiada por sensações + #retratosanônimostakeover por @fehlauer

A noite sem filtros de Luara Calvi Anic + #retratosanônimostakeover por @luaracalvianic

Corpo em desclocamento na fotografia de Patricia Araújo + #retratosanônimostakeover por @patiaraujo

A busca pela pureza na fotografia de Bruna Valença + #retratosanônimostakeover por @brunavalenca

O mundo dos sonhos de Cassiana Der Haroutiounian

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#galeriadonttouch: Cassiana Der Haroutiounian

por   /  28/10/2015  /  18:30

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#galeriadonttouch: Cassiana Der Haroutiounian

“Fotografia pra mim sempre foi poder entrar em diferentes camadas de realidade e de mim mesma. Fotos que eu vejo, fotos que me atravessam. Adoro ver tudo, de todos os cantos e de todos os estilos. Mas preciso sentir as imagens pra querer guardá-las e deixar naquela caixinha de coisas boas e de inspirações. Penso em um sentimento, lembro de uma foto. Penso em um projeto, acesso a gavetinha das imagens e saem mais ideias. Sou movida por elas. O tempo todo, em tudo. Essas escolhidas são das queridinhas por tudo isso e teria todas, todinhas nas paredes da minha casa”, diz ela.

Mais sobre ela > O mundo dos sonhos de Cassiana Der Haroutiounian

No Catarse, sua campanha para rodar um filme > Corpo-espelho

A primeira foto é de JH Engstrom.

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Henri Cartier-Bresson

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Duane Michals

malick sidibé

Malick Sidibé

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Nan Goldin

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Anders Petersen

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Hervé Guibert

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Elina Brotherus

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Aida Chehrehgosha

ren hang 3

Ren Hang

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Robert Mapplethorpe

Sasha Kurmaz

Sasha Kurmaz

wolfgang tillmans -fstop oct1st essay - hug

Wolfgang Tillmans

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