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Posts da categoria "amor"

Trilha: Wilco e afinidades eletivas, por Diego Matos

por   /  06/10/2016  /  19:19

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Sábado e domingo tem Wilco em São Paulo! E o Diego Matos, amigo querido, fez uma playlist.

“Sobre Wilco, sua importância, suas influências e suas origens. Para não ficar longo demais, fiz uma lista de 13 músicas deles, intercaladas com 12 de outros artistas, além de um brasileiro intruso”, ele nos conta.

E eu pergunto: por que tu ama Wilco? “Eu amo Wilco porque agrega todas as coisas bacanas da boa música popular. Das canções de amor aos riffs de guitarra, ao flerte com o erudito e o jazz. Sempre com um tom nostálgico, às vezes melancólico, às vezes irônico. E espelha muito bem uma das cidades mais legais do mundo: Chicago.”

Vamos ouvir e fazer esse esquenta? ♡

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“1978”, de Gabriela Oliveira

por   /  04/10/2016  /  13:13

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Quando saiu do interior de São Paulo para morar na capital, Gabriela Oliveira foi para um pensionato católico. Tinha 17 anos. Munida de uma câmera herdada do irmão e de alguns rolos de filme, começou a fotografar o cotidiano de jovens como ela que compartilhavam um espaço enquanto começavam a viver uma poderosa etapa da vida.

Os registros dos anos 1970 foram revisitados em quatro décadas depois e, este ano, deram origem ao fotolivro “1978”, editado pela Olhavê, de Alexandre Belém e Georgia Quintas.

Conversei brevemente com a fotógrafa, cujo trabalho me encantou pela aura de mistério, pelas tantas histórias que uma única imagem consegue nos fazer imaginar.

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Desde a infância me interessei por artes visuais e comecei esse trajeto através da pintura. Em 1977, vim para São Paulo cursar o colegial no IADE (Instituto de Artes e Decoração), onde uma das matérias era fotografia, com o fotógrafo Antônio Saggese. O ensaio fotográfico “1978” foi a semente de tudo que tracei em seguida, inclusive a faculdade de artes plásticas na FAAP.

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Sempre fui interessada em reter e deter o tempo, registrando o que se passava ao meu redor, um apelo da memória: fixar a imagem que magicamente se revelava sob a luz vermelha. Essas fotos que fiz aos 17 anos foram meu primeiro contato com a fotografia. Captadas de forma intuitiva, ainda hoje possuem uma carga emocional, base de todo o meu trabalho.

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No processo de edição o que prevaleceu foi o viés poético que Georgia Quintas propôs com a escolha das imagens, além de presentear o trabalho com um lindo poema. Foi um processo muito rico, com confiança total e sobra de competência da Editora Olhavê.

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O objetivo de toda essa soma é simples. Que as pessoas possam apreciar a narrativa proposta, que cada leitor possa acrescentar as próprias histórias e memórias… Sentimentos que expandem todas as possibilidades do olhar.

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Amores Anônimos, o livro!

por   /  27/09/2016  /  15:15

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Eu sou apaixonada pelo @amoresanonimos. Todo dia entro na hashtag e me impressiono. Com o tanto de amor que existe no mundo, com a capacidade de cada fotógrafo de capturar cenas que dizem tanto, com essa coisa de voltar o celular mais pro outro do que pra selfie. Um dia, vendo essa foto do @gnunes, pensei: esse projeto devia virar um livro. As fotos são cada vez mais bonitas, mais gente devia ter a chance que se encantar também.

A gente ama a internet, mas tudo por aqui é tão rápido, né? De repente veio uma vontade de ir pro offline, fazer uma publicação, pensar em algo mais perene. A Luiza Voll gostou da ideia, a Yana Parente também. Com Yana, tiramos um sonho antigo do armário: o de abrir um selo, uma nanoeditora. O ‘Amores Anônimos’ é Contente e Capote Books.

É também uma montanha russa, uma gincana de desafios, erros, acertos e aquela coisa de aprender um monte. E ainda traz aquela ansiedade de festa de aniversário de criança, quando a gente acha que ninguém vai aparecer. Por isso, peço: venham celebrar com a gente! Amanhã, quinta-feira, na Livraria da Vila. Esse livro só vai fazer sentido quando chegar nas mãos de vocês 💕

Ah, antes de terminar, preciso contar: o livro tem prefácio do Gregorio Duvivier (!!!), texto da Aurea Vieira, produção da Juliana Morganti e da Clarissa Amorim e impressão da Ipsis Gráfica. Timão!

#amoresolivro #amoresanônimos

Lançamento: nesta quinta (29/09), das 19h às 22h, na Livraria da Vila (rua Fradique Coutinho, 915, Vila Madalena, São Paulo).

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Deixa Ela em Paz

por   /  07/09/2016  /  10:10

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O Deixa Ela Em Paz (@deixaelaempaz) é um projeto de intervenção urbana e ativismo digital. Criado por Joana Pires e Manuela Galindo, tem como objetivo discutir o empoderamento de mulheres, enquanto se fortalece, também, como um espaço de formação. Para isso, colocou no ar uma campanha de crowdfunding. A gente pode contribuir com qualquer valor, basta acessar www.benfeitoria.com/deixaelaempaz.

Conversei com Joana sobre o projeto. “Fico pensando aqui em como responder tuas perguntas enquanto o meu juízo tá quase completamente dominado pelos últimos dias no Brasil e tudo o que isso significa e ainda vai significar para a gente, sabe? O Deixa Ela Em Paz é também uma parte desse processo, uma das outras partes, a parte de uma resistência feminina em meio a um mar bravio e duro, que afoga a gente caldo atrás de caldo no ressurgimento de uma onda conservadora na nossa história. E a gente sabe como não é fácil ficar submersa em meio a isso tudo, tentando encher o pulmão de ar. Mas como mar não tem cabelo (adoro essa expressão), o respiro vem das boias que a gente mesmo vai tentando ‘artesanar’. O Deixa Ela Em Paz como intervenção urbana surge assim, da necessidade de falar com mulheres sobre as realidades que dividimos no dia a dia, da minuciosa realidade de violência que todas vivemos e que pode ser vista no relacionamento silenciosamente abusivo, na discriminação salarial, na tentativa de silenciamento da nossa voz no ambiente de trabalho, na violência urbana, na agressão dentro de casa.”

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“Quando eu e Manuela começamos, buscamos falar com essas mulheres de forma simples e direta, como falávamos uma para a outra, criando espaço para reflexões que pudessem vir a se potencializar mesmo depois que as mulheres deixassem de ter contato direto com o nosso discurso. O primeiro passo era intervir uma pela outra, no espaço da cidade, demandar a paz da outra, num ato de solidariedade, empatia e força mútua. Saímos, primeiro no Rio de Janeiro, onde fizemos a primeira colagem e depois no Recife, com um grupo maior de amigas. Mas a impressão é de que o projeto começou com muito mais gente, porque foi da repercussão e da resposta que a gente recebeu que ele veio a se tornar uma ação continuada e um coletivo”, diz Joana,

“De lá pra cá, o aprendizado tem sido constante, principalmente no sentido de enxergar outras pessoas nas nossas ações. A partir do projeto tenho acesso a outras mulheres, às dimensões complexas do que outras mulheres vivem e que eu não vivo, e o que vivemos em comum. O que surgiu como uma intervenção urbana se tornou ativismo digital e se tornou espaço de formação, através do qual buscamos ajudar no empoderamento de outras mulheres, ao mesmo tempo em que aprofundamos nossas próprias lutas. Nosso grande desejo é poder nos dedicar exclusivamente a isso, ao projeto, a esses temas que nos tocam e tocam as vidas de tantas outras. Fazer mais e falar com cada vez mais pessoas. E fazer isso através da arte é a complementação de tudo. As mulheres estão cada vez mais articuladas, mais firmes na disputa pelos direitos que elas têm e precisam exercer. Esse momento que muitos identificam como uma nova onda do feminismo é a evidência disso. Precisamos abrir espaço para o nosso discurso, para a nossa representatividade e nossa articulação em rede tem sido um instrumento para alcançar essas demandas.”

Acompanhem > facebook.com/deixaelaempaz

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“Ponte dourada sobre rio noturno”, de Ilana Lichtenstein

por   /  02/09/2016  /  15:15

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Guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por

admirá-la, isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado.

Guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer vigília por

ela, isto é, velar por ela, isto é, estar acordado por ela,

isto é, estar por ela ou ser por ela.

Trecho de “Guardar”, de Antônio Cícero

Fotografar é guardar. É tentar estancar um momento, uma memória – para depois se debruçar sobre eles na tentativa de ressignificá-los, achar sentidos até então ocultos. É buscar, investigar, analisar. Quase sempre na tentativa de uma vida inteira que é entender a nossa própria narrativa e a de quem é fundamental para nós. Em “Ponte dourada sobre rio noturno”, a fotógrafa Ilana Lichtenstein faz uma costura entre o passado e o presente para criar um elo entre sua mãe e o Japão.

O fotolivro começou a tomar forma quando sua mãe teve um diagnóstico de uma doença sem cura, e a fotógrafa quis levá-la para o outro lado do mundo. “O Japão para mim sempre foi uma pulsão de vida, uma fonte de beleza profunda.” Visitou o país pela primeira vez em 2010. Em 2013, quando morou lá, a artista recebeu uma carta da mãe. “Ela dizia que quando eu tinha morado na França, em 2008, havia surgido entre nós uma paixão à distância. A gente não tinha uma relação muito próxima antes, não era muito harmônica. Mas quando fui morar longe pela primeira vez, a gente se aproximou muito. Na nova ida para o Japão eu confiava nisso. Tinha o sonho que ela conhecesse. Nesse estado de torpor, de letargia, achava que seria ótimo ela ver o outro lado do mundo.”

Não conseguiram ir juntas. Ilana viajou, voltou em dezembro de 2013. Em março do ano seguinte, a mãe foi internada em uma UTI por 81 dias, de onde não saiu – o que deu origem a outro livro, feito pelo seu pai, um diário poético e dolorido desse período. “Ela está, de fato, agora, de um outro lado do mundo que não alcanço. Mas esse trabalho dá de alguma forma materialidade a esse sonho.”

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Ilana passou dois anos trabalhando nas imagens que compõem o fotolivro. “Tempo lento, tempo certo”, diz. Além de suas fotos, feitas entre 2013 e 2015 em Tóquio, Kyoto e Itō, ela também recorre às imagens que seu avô, Joel Goldbaum, registrou nos anos 1960 e 1970. A ligação entre os materiais se dá ora pelas imagens em preto e branco, ora pelas bordas na maioria delas e, principalmente, nas imagens dos asiáticos que se juntam aos traços orientais do rosto da mãe, que passou a vida sendo confundida com japonesa, quando sua origem remete à Polônia. As imagens nos conduzem por uma viagem que remete a sonho, nostalgia e contemplação.Têm um pouco de melancolia e muito de beleza e poesia.

Na trama familiar, o design foi feito por sua irmã, Tamara Lichtenstein, que também costurou cada um dos 300 exemplares. O formato remete a um calendário e tem até linhas pontilhadas que permitem destacar as imagens. “Ouvi de uma senhora que a palavra defunto tem a ver com o significado de difundir. Essas fotografias serem soltas tem tudo a ver.” Pensar na passagem do tempo é inevitável.

No processo, Ilana se deparou não só com luto, mas também com mistério. “Tem coisas que não podem, não querem e não vão ser fotografadas.”, diz Ilana. “Levei minha câmera pra Tóquio, ela quebrou. Comprei outra, o filme rodava, depois soltava e entrava de volta na câmera, o que é estranhíssimo. Tenho várias imagens feitas pra esse livro em que aconteceu isso. Eu chorava, anotava essas imagens no caderno para de alguma forma não perdê-las.” O título do fotolivro, aliás, vem de uma dessas imagens que ela não conseguiu fotografar, sendo também uma metáfora sobre a morte.

O livro será lançado neste sábado, 03/09, data de aniversário da mãe de Ilana, na Doc Galeria (rua Aspicuelta, 145, Vila Madalena), das 12h às 18h.

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“Ponte dourada sobre rio noturno”, de Ilana Lichtenstein

Ipsis

60 pág.

14 x 21 cm

Quanto: R$ 80

www.ilanalichtenstein.com

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Trilha: Madonna & friends

por   /  26/08/2016  /  18:18

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A cantora Blubell encarna Madonna neste fim de semana, em um show do projeto Versão na Praça, que acontece no Espaço Cultural Porto Seguro. “Bordeline” vira uma balada jazz, “Material girl”, um swing, e “Ray of light” se mistura com “Chovendo na roseira”, de Tom Jobim. O show acontece neste sábado, às 13h. No domingo, é a vez de Miranda Kassin – Aurorainterpretar sucessos da Amy Winehouse. Adorei!

Pra entrar no clima, a Blubell fez uma playlist pro Don’t Touch: Madonna & friends, com George Michael, Eurythmics, Police, Cindy Lauper, Talking Heads e muito mais. Trilha perfeita pra uma sexta-feira, ouçam!

Onde: praça entre o Espaço Cultural Porto Seguro (alameda Barão de Piracicaba, 610, Campos Elíseos) e o restaurante Gemma.

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A artista está entregue

por   /  19/05/2016  /  10:10

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Marina Abramovic acredita. Ou faz a gente acreditar no que ela acredita. Ao viajar pelo Brasil para investigar rituais ligados à espiritualidade, a artista mistura arte e fé em uma trama envolvente, seja pela diversidade dos rituais de que participa, seja por nos fazer refletir sobre os limites entre performance e misticismo. “Espaço além – Marina Abramovic e o Brasil”, filme de Marco Del Fiol, estreia hoje em cinemas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador e Curitiba.

A ideia para o filme surgiu da vontade da artista sérvia, que em novembro completa 70 anos, de conhecer lugares e pessoas de poder. E nada melhor do que fazer isso no Brasil, onde ela veio pela primeira vez em 1989, e que deu origem ao trabalho “Objetos transitórios para uso humano”.

O filme mostra a viagem que a artista fez em 2012 pelos rincões do Brasil. Ela percorreu seis estados e mais de 6.000 quilômetros. Foi até Abadiânia, em Goiás, para conhecer o médium João de Deus, famoso por fazer operações espirituais, algumas delas até com intervenções físicas – nas cenas desse encontro, fica difícil continuar olhando para tela enquanto se vê um olho sendo raspado com uma faca de cozinha, ou uma barriga sendo aberta. Na Chapada Diamantina, tomou ayahuasca em um ritual xamânico. Na primeira dose, não sentiu nada. Ao ver que as outras pessoas que tinham tomado a mesma quantidade estavam se rastejando, pediu mais. E teve uma das piores experiências de sua vida. (Mas isso não a impediu de tomar ayahuasca em outra ocasião e gostar do processo.)

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Em uma comunidade no Paraná, tomou banho de ervas, purificou-se com cristais, teve o corpo coberto de lama. A certa altura, os xamãs pedem que ela tente quebrar um ovo, que representa os problemas, as angústias e os entraves de sua vida. E é aqui onde acontece um dos momentos mais fortes do filme. A artista está presente – e vulnerável. Ela se doa na tentativa de expurgar as dores pelo fim de um relacionamento. É uma figura forte, que desperta atração e curiosidade. E mais ainda, sabe criar empatia, nos colocando na pele dela, na vontade de buscar força fora da racionalidade para lidar com o que não conseguimos mais carregar. (Isso sem falar no senso de humor que aparece, por exemplo, quando ela sai do roteiro “estou aqui para encontrar a luz” e reclama do gosto de um alho que come cru em nome da saúde)

Marina tem uma vida inteira de entrega à performance. Entre as mais emblemáticas, estão a travessia que ela e o então parceiro Ulay fizeram na Muralha da China, a partir de direções opostas, até se encontrarem para terminar a relação (The Great Wall: Lovers at the Brink). Outra em que Ulay segura um arco e aponta uma flecha para ela, elevando a tensão a um grau absurdo (The Other: Rest Energy). E também a mais famosa, em que ela encara durante mais de 700 horas todas as pessoas que sentam à sua frente no MoMa – Museu de Arte Moderna de Nova York (The Artist Is Present). Foi aí, aliás, que Marina virou pop e viu os questionamentos à força do seu trabalho se alastrarem – o quanto de marketing existe em cada incursão?

A partir do momento em que a artista se coloca nua e entregue na tela, consegue gerar identificação. Também nos faz pensar na coerência de uma vida toda dedicada a olhar para dentro, ao mesmo tempo em que reforça o protagonismo da sua narrativa. Enquanto experimenta diversas formas de lidar com energia nas performances e nos rituais, convida generosamente todos nós a embarcamos na viagem. E nos estimula a manter uma vitalidade de sempre nos investigarmos. Fé ou arte? Fé e arte? Vale qualquer resposta que mexa com a gente.

Mais em > www.thespaceinbetweenfilm.com

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#portfoliodonttouch: Os retratos de rua de Pedro Ferrarezzi

por   /  16/05/2016  /  20:20

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Fotografar gente desconhecida no meio da rua é uma coisa que eu adoro fazer – o @amoresanonimos e o @retratosanonimos são a prova disso. Encontrar quem domina esse tipo de fotografia, como o Pedro Ferrarezzi, faz o feed valer a pena, sabe como é?

Chamei esse fotógrafo de 26 anos pra mostrar algumas fotos e contar do seu processo. Espero que gostem!

Ah, o Pedro toma conta do @retratosanonimos durante esta semana. Acompanhem > www.instagram.com/retratosanonimos

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A maior parte das minhas fotos possui o elemento humano. Gosto de observar o comportamento das pessoas, a forma como elas se movem, como elas preenchem os espaços, o jeito como atravessam as sombras. Às vezes penso o que as pessoas para quem eu aponto a câmera ficam imaginando… Só sinto que elas estão perfeitamente encaixadas naquele determinado momento, com aquela luz e com aquele fundo. Queria ter o poder de fazer telepatia e mandar boas vibrações para o fotografado, não quero que ele pense que eu queria tirar sarro dele ou qualquer outra coisa parecida.

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Tenho outros trabalhos como fotógrafo, então não consigo me dedicar inteiramente a fotografia de rua. Acho que depende do mood do dia, tem dia que eu acordo querendo ser o Martin Parr e no outro o Cartier-Bresson (risos). O processo é sair na rua e fotografar bastante.

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Este ano faz 10 anos que comecei a me interessar pela fotografia (êêê!). Lembro que foi quando me inscrevi num curso de fotografia analógica em Campinas. Depois cursei durante três anos o curso de bacharel de fotografia no Senac. Hoje tenho um estúdio em Campinas com um trabalho totalmente diferente do de rua: www.mdemuto.com

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Quando eu vi eu já tava inserido na fotografia e sabia que era aquilo que eu queria/teria que fazer pra sobreviver, desde a primeira vez que tive contato com uma câmera. O que eu fiz até hoje? Ah, vi muuuuuita foto. (risos)

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Espero que as pessoas tenham prazer em olhar as imagens que faço, que não se ofendam e talvez se inspirem a fazer alguma coisa, sair por aí, conhecer alguém novo.

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Vejam todos os posts da série:

Renata Ursaia em busca do desencaixe + #retratosanônimostakeover por @renataursaia

A fotografia sentimental de Juliana Rocha + #retratosanônimostakeover por @rochajuliana

Paulo Fehlauer e a fotografia guiada por sensações + #retratosanônimostakeover por @fehlauer

A noite sem filtros de Luara Calvi Anic + #retratosanônimostakeover por @luaracalvianic

Corpo em desclocamento na fotografia de Patricia Araújo + #retratosanônimostakeover por @patiaraujo

A busca pela pureza na fotografia de Bruna Valença + #retratosanônimostakeover por @brunavalenca

O mundo dos sonhos de Cassiana Der Haroutiounian