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Posts da categoria "#bibliotecadonttouch"

#bibliotecadonttouch: Julia Arraes

por   /  09/01/2018  /  10:10

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Julia Arraes não é minha prima, mas reza a lenda que os Arraes e os Arrais fazem parte da mesma família. Então nada melhor do que celebrar possibilidades quando a gente encontra alguém legal demais, né? Ela é uma jornalista super talentosa que  trocou Recife por São Paulo e São Paulo pelo Rio. Gosta de se cercar de amigos, do amor, dos livros e de muitas festas divertidas em casa (me divirto com seus stories! hehe).

Ela é a convidada de hoje no #bibliotecadonttouch.

Vamos conhecer alguns de seus livros preferidos?

O paraiso sao os outros Valter

“O paraíso são os outros”, de Valter Hugo Mãe.

Rainer Maria Rilke Cartas do poeta sobre a vida.

“Cartas do poeta sobre a vida”, de Rainer Maria Rilke. “Esse daqui tá sempre na bolsa e é quase terapia. um título não muito popular. são trechos de cartas que Rilke mandou ao longo da vida. ele fala, como ninguém, sobre trabalho, solidão, infância e, claro, sobre o amor.”

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Clarice Lispector.

#bibliotecadonttouch: Amanda Luz

por   /  23/11/2017  /  9:09

+ Miss Behave, da Malebo Sephodi (ativista sul-africana) 1

A conversa sobre livros com a Amanda Luz começou quando fiz um post perguntando se alguém sabia de um lugar para montar uma biblioteca (este mês, aliás, comecei a criar uma!). Ela me chamou no inbox e disse que queria me contar sobre seu novo trabalho. Um mês depois, sentamos para conversar. Sabe quando o papo rende por mais de 3 horas? E você fica encantada com o fato de ver alguém com a energia lá em cima por ter encontrado exatamente o que quer fazer da vida? Pois então. Saí de lá com a certeza de que essa jornalista vai fazer coisas grandiosas – e que eu quero acompanhar de perto.

Pedi pra ela uma seleção de alguns de seus trechos de livros preferidos. Essa #bibliotecadonttouch fica muito mais legal quando a gente sabe um pouco da pessoa, de suas andanças, de suas referências, né?

Eis aqui os trechos escolhidos.

+ Vozes do Deserto, Nélida Piñon

“Vozes do Deserto”, de Nélida Piñon.

+ Longe da Árvore, Andrew Solomon

“Longe da Árvore”, de Andrew Solomon.

+ Sobre a Tirania, do Timothy Snyder

“Sobre a tirania”, de Timothy Snyder.

+ Miss Behave, da Malebo Sephodi (ativista sul-africana) 3

A foto acima e as duas abaixo são do livro “Miss Behave”, dea Malebo Sephodi, ativista sul-africana.

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#bibliotecadonttouch: Clarissa Galvão

por   /  08/11/2017  /  9:09

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É tão bom acompanhar umas pessoas no Instagram e ir descobrindo o que faz parte dos seus dias. Com a Clarissa Galvão, ou @clarissag, é assim. Ela posta imagens poéticas, muitos #tbts do tempo em que morou na Holanda, momentos com o amor, com os amigos, muitas flores e luz e sombra. No meio de tudo, sempre tá com um livro poderoso no colo. E foi por isso que a convidei para mostrar alguns dos seus trechos preferidos na seção #bibliotecadonttouch.

“Estou desde o ano passado fazendo meu Leia Mulheres, assim sozinha mesmo… E assino também um clube do livro cuja curadoria é das fundadoras do Leia Mulheres no Brasil. Então todo mês recebo um novo livro escrito por uma mulher. É bem legal. Ledusha, por exemplo, conheci através delas. E é incrível”, nos conta ela.

Vamos ler o que tem na biblioteca dela?

O primeiro, que abre este post, é da Ana Martins Marques, em “O livro das semelhanças”.

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Noemi Jaffe, em “O que os cegos estão sonhando”.

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Adelaide Ivánova, em “O Martelo”.

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Ledusha, em “Risco no Disco”.

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Rebecca Solnit, em “A mãe de todas as perguntas”.

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Wislawa Szymborska, “Um amor feliz”.

Amor depois dos 75 anos

por   /  05/10/2017  /  11:11

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Lendo o El País, encontrei essa beleza. Isabel Allende: “Me apaixonei de novo aos 75. Não há amor sem risco”.

“Allende começa a contar, radiante, como esse novo verão chegou a sua vida. Quando se separou de seu companheiro, retirou-se para uma casinha na Califórnia com seu computador e seu cão, decidida a viver sozinha pelo resto de seus dias. ‘Um senhor de Nova York me escutou no rádio de seu carro, a caminho de Boston. Mandou um email ao meu escritório, e outro, e mais outro. No terceiro, respondi eu mesma porque veio com um buquê de flores. Cinco meses depois de receber diariamente um email de bom-dia e outro de boa-noite, aproveitei uma viagem de trabalho para conhecê-lo. Então, em cinco minutos, tudo aconteceu, e agora ele está vendendo o que tem para vir morar comigo. Ou seja, essas coisas existem, são milagres que acontecem. Sim, aos 75 estou apaixonada pela terceira vez na minha vida, não há amor sem risco’, relata, sem poder e talvez nem querer esconder uma risada, entre boba e cúmplice, diante da cara, entre cúmplice e boba, de sua interlocutora.

Assim, ao mesmo tempo corajosa e resistente, mostra-se Allende especialista em retratar mulheres extraordinárias que, segundo ela, são cópias do natural mais do que fábulas. ‘Venho de uma rede delas, trabalho com elas, estou cercada por elas, não preciso inventar nada’, diz a escritora já imune aos sobressaltos.

‘Sempre estou alerta, aberta ao mistério da vida, às coisas maravilhosas que a gente espera, e às trágicas que a gente não deseja. O pior já passou. Quando me separei de Willy, que amei muitíssimo, as pessoas me davam pêsames, como se dissessem ‘coitada dessa senhora idosa que vai ficar sozinha’. E eu pensava: ‘isso não é nem 10% do que passei quando Paula morreu’. Nada mais me abala.'”

amor  ·  literatura

IMS Paulista, uma nova paixão para São Paulo

por   /  14/09/2017  /  11:11

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São Paulo ganhará no próximo dia 20/09 o Instituto Moreira Salles da avenida Paulista. Depois de 4 anos de obras e de expectativa, a cidade recebe um presente – e o público, um lugar maravilhoso para apreciar fotografia, arte, música, cinema. Ontem, na apresentação para a imprensa, fizemos uma visita guiada pelo prédio e suas exposições. E posso dizer sem dúvida: nasce um novo hit na cidade. Um daqueles lugares que vão ficar apinhados de gente, ainda mais com a Paulista aberta aos domingos.

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O IMS Paulista começa com cinco exposições, além da célebre videoinstalação “The Clock”, de Christian Marclay, que recebeu o Leão de Ouro na Bienal de Veneza, em 2011, tem 24 horas de duração e conta com milhares de cenas de TV e cinema que fazem referência ao horário do dia.

“Você sempre tem uma tensão em relação ao tempo. Quando você vai ao cinema, relaxa e sabe que vai sentar e ficar ali por duas horas. Aqui não. Você está sempre pensando no tempo de alguma maneira. O que cria essas pequenas narrativas que são sempre interrompidas é o som”, diz Heloísa Espada, coordenadora de artes visuais e curadora dessa exposição.

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O IMS exibe pela primeira vez no Brasil “Os americanos”, de Robert Frank, um dos ícones da fotografia. A série faz parte do repertório de quem ama fotografia, e ver ao vivo as 83 imagens que compõem o livro é um deslumbre. Entre 1955 e 1957, Frank percorreu os Estados Unidos para fazer retratos de todo tipo de gente. Fez mais de 28 mil fotos, que são um verdadeiro retrato da América profunda.

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Com auxílio do célebre fotógrafo Walker Evans, a viagem também rendeu um livro, que ganha versão brasileira publicada pelo IMS, em parceria com a editora alemã Steidl, celebrada por seu acervo de fotografia. “Pra mim é um verdadeiro curto circuito temporal. Me sinto devolvido para os anos 1950 nos Estados Unidos e, no momento seguinte, me sinto devolvido para esse presente tão conturbado, misturado, confuso que é agora dos Estados Unidos, mas também é do Brasil – e dessa própria avenida”, diz Samuel Titan Jr., um dos curadores da exposição.

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A mostra conta também com fotos inéditas que Frank fez em Manaus. Ele estava em uma viagem pelo Peru, que também originou um livro, e deu um pulo no Brasil. “A relação que ele estabelece com Brasil naquele momento. E também em 1956, que inclui fotos do Pierre Verger”, diz Sérgio Burgi, coordenador de fotografia e curador da exposição.

A mostra conta ainda com uma série de fotos de 24 livros de Frank impressas em formato banner, tomando a parede. Frames de filmes, várias edições do livro célebre e de mais outros. O IMS também vai exibir uma retrospectiva da filmografia de Frank, com 25 títulos, entre curtas, médias e longas-metragens. É emocionante ver as imagens de Frank ao vivo. Elas viraram referência de fotografia de rua, em que a técnica importa menos do que a expressão de quem é retratado, o momento que diz tanto ao ser congelado.

Brasil

“Corpo a corpo” mostra sete trabalhos desenvolvidos por artistas e coletivos brasileiros em parceria com Thyago Nogueira, coordenador de fotografia contemporânea do IMS e editor da revista Zum. Os artistas foram convidados a pensar como as imagens podem nos ajudar a enxergar os conflitos sociais que emergiram no Brasil nos últimos anos. “O mote da exposição é o uso do corpo como um elemento de representação social e atuação política – seja pela presença física e simbólica nos espaços públicos, seja como o veículo condutor da câmera, seja como lugar de expressão da individualidade, que aproxima e separa os indivíduos”, diz o IMS.

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Pra mim os destaques são os trabalhos de Bárbara Wagner. Em “À procura do quinto elemento”, ela retrata os candidatos de um concurso de MCs de uma famosa produtora de funk de São Paulo. São 52 fotografias e um vídeo que nos fazem pensar na música como passaporte para uma vida radicalmente da que eles têm.

Em “Terremoto Santo”, ela e o parceiro Benajmin de Burca fazem uma espécie de musical sobre cortadores de cana da zona da mata de Pernambuco que sonham em gravar um videoclipe gospel. É sensacional!

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“Eu, mestiço”, de Jonathas de Andrade, parte de uma pesquisa dos anos 1950 da Unesco em que fotografias de pessoas com diferentes tons de pele eram usadas como base de um questionário sobre quem parecia mais bonito, rico ou inteligente. O artista fez uma série de retratos com gente de diferentes partes do país para pensar sobre a relação que estabelecemos com a imagem.

A mostra conta ainda com trabalhos do coletivo Mídia Ninja, que exibe transmissões feitas entre 2013 e 2017 de vários protestos no país; “A máscara, o gesto, o papel”, de Sofia Borges, que mistura bocas e gestos de políticos do Congresso Nacianal; “Postais para Charles Lynch”, do coletivo Garapa, que surgiu a partir de notícias sobre linchamentos no Brasil e pesquisa de vídeos no Youtube sobre o tema.

Biblioteca

Pra completar, o IMS Paulista conta, ainda, com uma biblioteca maravilhosa dedicada à fotografia. Começa com 6.000 títulos, deve dobrar de capacidade em breve e tem espaço para 30 mil. Além de aquisições e doações, o acervo conta com coleções especiais de nomes como Stefania Bril, uma das primeiras críticas de fotografia do Brasil, Thomaz Farkas Iatã Cannabrava, Paulo Leite. Gerhard Steidl doou um conjunto completo de livros produzidos por sua prestigiada editora.

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O IMS conta ainda com ateliês e laboratório para cursos, workshops e oficinas, cinema, livraria e o restaurante Balaio, do chef Rodrigo Oliveira, do Mocotó. O prédio de 7 andares fica entre as ruas Consolação e Bela Cintra. Sua obra custou R$ 150 milhões. O IMS foi fundado em 1992 pelo banqueiro Walther Moreira Salles. É uma entidade civil sem fins lucrativos, vive de um fundo e não se vale de incentivos fiscais e patrocínio.

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IMS Paulista

Avenida Paulista, 2424

De terça a domingo, das 10h às 20h. Às quintas, até 22h

Entrada gratuita

ims.com.br

arte  ·  cinema  ·  entrevistas  ·  escreve escreve  ·  especial don't touch  ·  fotografia  ·  literatura  ·  música  ·  são paulo

Trilha: As músicas de amor da Ivana Arruda Leite

por   /  07/06/2016  /  19:19

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Com vocês, #asmúsicasdeamor de Ivana Arruda Leite!

Ela nos conta: “50 músicas de amor (bem e mal sucedidos) ao gosto dos sessentões. Como a maioria das músicas é do século passado, eu pergunto: será que elas ainda valem pras meninas de hoje?”

Na seleção tem Zizi Possi, Maria Bethânia, Angela Ro Ro, Maysa, Gal Costa, Nana Caymmi, Elis Regina, Simone, Alcione, Angela Maria, Marisa Monte, Cássia Eller e Maria Creuza.

Tá uma maravilha!

E vocês sabem que a Ivana é dos assuntos preferidos desse blog, né? Aproveito pra deixar uns links:

Os livros preferidos das escritoras

Cafofo Sessions: Ivana Arruda Leite

Fratura Exposta, por Ivana Arruda Leite

Falo de mulher

Escrever é dedicar

Alameda Santos

E muito mais

Ouçam e sigam donttouchmymoleskine no Spotify! ♡

Mais #asmúsicasdeamor:

Lulina

Miá Mello

Alexandre Matias

Diego de Godoy

#asmúsicasdeamor  ·  #trilhadonttouch  ·  amor  ·  especial don't touch  ·  literatura  ·  mixtapes  ·  música

Misteriosas pilhas de livros espalhadas na cidade

por   /  19/04/2016  /  18:18

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Que ideia legal! Um cara chamado Shaheryar Malik resolveu espalhar pilhas de livros de sua biblioteca em locais populares de Nova York. A ideia do Reading Project surgiu quando ele ia tirar uma selfie na Brooklyn Bridge e acabou pensando: todo mundo faz isso. Em vez de compartilhar mais uma selfie, ele decidiu dividir suas prateleiras com o mundo. Voltou pra casa, escolheu uns livros, os deixou lá. E depois foi espalhando mais pilhas pela cidade.

Cada pilha tem entre 45 e 55 livros. Em cada, ele escreve a mensagem “Pegue um livro. Qualquer livro. Quando acabar, escreva para o artista”. Malik já recebeu mais de 70 respostas de 30 países. E quer levar o projeto a outros lugares, inclusive o Brasil.

Hoje ele tem apenas três livros – os que está lendo. “Palavras em um livro parado em uma prateleira não têm sentido e são sem vida – até que sejam lidas novamente. As pessoas que participaram do projeto agora estão conectadas comigo, de uma maneira estranha, mas boa.”

(via Huffington Post)

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amor  ·  ativismo  ·  literatura

Seja um arco-íris na nuvem de alguém

por   /  19/04/2016  /  8:08

Tão bonita essa fala da Maya Angelou, escritora, cineasta e ativista pelos direitos civis.

There is an African-American song, 19th century, which is so great. It says, “When it look like the sun weren’t going to shine anymore, God put a rainbow in the clouds. Imagine, and I’ve had so many rainbows in my clouds. I had a lot of clouds. But I have had so many rainbows. And one of the things I do when I step up on the stage, when I stand up to translate, when I go to teach my classes,  when I go to direct a movie, I bring everyone who has ever been kind to me with me. Black, White, Asian, Spanish-speaking, Native-American, gay, straight, everybody. I say, “Come with me, I’m going on the stage. Come with me, I need you now.” Long dead, you see, so I don’t ever feel I have no help. I’ve had rainbows in my clouds. And the thing to do, it seems to me, is to prepare yourself so that you can be a rainbow in somebody else’s cloud. Somebody who may not look like you, may not call God the same name you call God, if they call God at all, you see. And may not eat the same dishes prepared the way you do. May not dance your dances, or speak your language. But be a blessing to somebody. That’s what I think. 

amor  ·  feminismo  ·  literatura  ·  vida  ·  vídeo

#bibliotecadonttouch: Júlia de Carvalho Hansen

por   /  11/04/2016  /  8:08

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A convidada da vez da #bibliotecadonttouch é a Júlia de Carvalho Hansen, poeta, astróloga e uma das editoras da Chão da Feira.  Seu livro mais recente, “Seiva veneno ou fruto”, acaba de ser lançado.

“Minha lista de livros tem oito porque deitados chegamos ao infinito. É momentânea, n’outro dia talvez eu escolhesse outros, dada a transitoriedade dos nossos sentimentos e pensamentos. De todo modo, minhas escolhas são políticas, espirituais e afetivas. O que eu, em abril de 2016, volto a reler muitas vezes, buscando não só quem fui por já ter lido e relido, como quem serei porque começaria tudo outra vez. São os livros preferidos de alguém que lê buscando pela orientação da própria sensibilidade.”

A foto é da Ilana Lichtenstein.

Acompanhem!

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Quem já passou pela #bibliotecadonttouch:

Gabriel Pardal

Noemi Jaffe

Paula Gicovate

Liliane Prata

Emilio Fraia

Maria Clara Drummond