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Posts da categoria "amor"

Madonna & friends

por   /  26/08/2016  /  18:18

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A cantora Blubell encarna Madonna neste fim de semana, em um show do projeto Versão na Praça, que acontece no Espaço Cultural Porto Seguro. “Bordeline” vira uma balada jazz, “Material girl”, um swing, e “Ray of light” se mistura com “Chovendo na roseira”, de Tom Jobim. O show acontece neste sábado, às 13h. No domingo, é a vez de Miranda Kassin – Aurorainterpretar sucessos da Amy Winehouse. Adorei!

Pra entrar no clima, a Blubell fez uma playlist pro Don’t Touch: Madonna & friends, com George Michael, Eurythmics, Police, Cindy Lauper, Talking Heads e muito mais. Trilha perfeita pra uma sexta-feira, ouçam!

Onde: praça entre o Espaço Cultural Porto Seguro (alameda Barão de Piracicaba, 610, Campos Elíseos) e o restaurante Gemma.

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As músicas de amor da Ivana Arruda Leite (@doidivana)

por   /  07/06/2016  /  19:19

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Com vocês, #asmúsicasdeamor de Ivana Arruda Leite!

Ela nos conta: “50 músicas de amor (bem e mal sucedidos) ao gosto dos sessentões. Como a maioria das músicas é do século passado, eu pergunto: será que elas ainda valem pras meninas de hoje?”

Na seleção tem Zizi Possi, Maria Bethânia, Angela Ro Ro, Maysa, Gal Costa, Nana Caymmi, Elis Regina, Simone, Alcione, Angela Maria, Marisa Monte, Cássia Eller e Maria Creuza.

Tá uma maravilha!

E vocês sabem que a Ivana é dos assuntos preferidos desse blog, né? Aproveito pra deixar uns links:

Os livros preferidos das escritoras

Cafofo Sessions: Ivana Arruda Leite

Fratura Exposta, por Ivana Arruda Leite

Falo de mulher

Escrever é dedicar

Alameda Santos

E muito mais

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Mais #asmúsicasdeamor:

Lulina

Miá Mello

Alexandre Matias

Diego de Godoy

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As músicas de amor de Lulina

por   /  31/05/2016  /  13:13

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Com vocês, #asmúsicasdeamor de Lulina!

Tem tantas das minhas músicas de amor nesta playlist que só pude pensar no quanto é demais ter amigos com tamanha sintonia.

Lulina é cantora das mais talentosas. Se você acompanha o Don’t Touch, sabe que ela sempre aparece por aqui. Entre seus projetos mais recentes está o Pupila Musical, um experimento musical baseado no Instagram, em que ela compõe “com os olhos dos outros, transformando fotos em uma nova música a cada mês”. Para participar, basta seguir o @pupilamusical e marcar as suas fotos.

Na seleção tem Bonnie Prince Billy, Lou Reed, Velvet Undergroud, Thurston Moore, Jane Birkin, Wilco e mais um monte de coisa linda.

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Amores Urbanos, o filme

por   /  17/05/2016  /  18:18

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São Paulo é uma cidade de extremos. Tem quem se apaixone, tem quem se sinta repelido por ela. É um lugar que a gente precisa hackear, tanto pra entender o que fazer e aonde ir, quanto para saber onde colocar as vontades e os afetos. Viver São Paulo é uma eterna construção. É tentativa e frustração, é deslumbre e cansaço, é deslocamento e aconchego.

E fica mais possível, e até fundamental, quando a gente constrói uma nova ideia de família, aquela com quem passamos a sexta-feira à noite fazendo maratona no Netflix, com quem dançamos ao som de “All my friends”, de quem acompanhamos o começo da história de amor em pleno Carnaval. A família do choro e do colo, da euforia e do compartilhamento de cada mínimo aspecto da vida.

Foi essa família de amigos que vi na tela do cinema em “Amores Urbanos”, primeiro longa-metragem da cineasta Vera Egito, que estreia nesta quinta-feira, 19 de maio. O filme retrata a vida de três jovens paulistanos de 30 e poucos, experimentando relacionamentos, festas, decepções, perdas e descobertas. Amigos pra toda hora, vizinhos no mesmo prédio, eles vivem as angústias tão comuns a uma parcela da juventude de hoje em dia, aquela retratada nos seriados “Girls” ou “Broad City”.

Garotos e garotas de classe média, privilegiados, que transitam por uma São Paulo contemporânea, cheia de lugares para se divertir, de trabalhos que parecem dos sonhos, ao menos à primeira vista. A São Paulo da vida com filtro do Instagram, que só dura até a primeira conversa mais sincera, a gente já sabe.

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Na trama, Júlia (Maria Laura Nogueira), Diego (Thiago Pethit), e Micaela (Renata Gaspar) lidam com o fim de um namoro que veio do nada, a relação complicada e quase inexistente com o pai e um namoro lésbico não assumido com uma atriz em ascensão (interpretada pela cantora Ana Cañas), respectivamente. Vivem esses dramas enquanto vão a festas, tentam dar certo em um emprego promissor no mundo da moda, por mais que fazer bolos seja muito mais gostoso. Os amigos estão juntos quase o tempo inteiro, na rua, no celular e principalmente no sofá de casa.

Gosto do filme pelo que ele gera de identificação. É a gente ali. A minha turma, a sua turma – e a prova disso são as risadas da plateia em várias cenas. Os nosso bordões. A nossa necessidade de dar opinião na vida dos outros, quando na nossa própria tantas vezes deixamos de ser críticos. É a gente dizendo umas verdades horríveis pra quem a gente ama, quase rompendo, mas sabendo que a dor amadurece.

A trama do “Amores Urbanos” envolve porque é real e faz poucos julgamentos. Tem hora que você sente raiva de um personagem, pra logo depois entender que aquela limitação dele é totalmente possível em um mundo de gente de verdade. Em outra você pensa: foi assim que aconteceu na minha vida. E foi mesmo. A realidade é maior que a ficção, ou os filmes de nossas vidas são menos inéditos do que desejamos.

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Conversando com a Vera em uma noite de abril em São Paulo, ela contou o quanto dela e dos amigos existe no filme. Às vezes uma situação, em outras os diálogos. Amigos estão na tela, como o cantor Thiago Pethit, que ela dirigiu no clipe “Nightwalker”, a cantora Ana Cañas, que ela filmou em “Urubu rei”, e a estilista Emanuelle Junqueira, que assinou o figurino do programa “Calada noite”, da Sarah Oliveira, que ela dirigiu.

“O que eu queria com esse filme? Tem várias respostas. Tem desde uma coisa muito pessoal, de ‘eu preciso fazer um filme’. O último curta lancei em 2009. Fiz mais de 30 publicidades, videoclipe, dirigi programa de TV, tive uma filha, fiz um monte de coisa, mas não fiz cinema. Aí em algum momento eu falei: eu preciso fazer um filme já. Escrevi o roteiro, fiz leitura com a galera em março (2014), em setembro estava filmando. ‘O que a gente tá fazendo que não tá fazendo um filme?’, perguntei. Isso atingiu a equipe toda. A gente filmou com nada dinheiro. E o fato da gente estar falando da gente mesmo, da nossa turma, das questões amorosas, profissionais, incentivou muito. As pessoas usaram as próprias roupas. Filmamos na minha casa, na festa Javali, no Spot, no Mandíbula. Esse filme é meio uma crônica desses 10 anos de São Paulo, 10 anos de vida independente, adulta”, destrincha.

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Por ser focado em um universo muito específico, esse dos jovens de classe média cheios de oportunidades e ainda assim “perdidos”, o filme pode levantar questionamentos. E a própria Vera pensou: será que é o momento de falar de amor, diante da crise política de representação que vivemos? Ela postou a questão no Facebook e acabou recebendo um feedback tão positivo que optou por lançar o filme sim. “Talvez nossas questões sociais sejam mais urgentes. Mas o que me ressente um pouco é que o retrato da classe média ou tem um julgamento muito mordaz ou uma culpa de classe. O cinema brasileiro se recusa a retratar esse público que paga ingresso.”

Por que então fazer esse filme? Ela deixa a pergunta ainda maior: por que fazer filme? ”Tem milhares de filmes maravilhosos, obras primas que a gente vai passar a existência terrena sem conseguir ver. Quem precisa ver um filme seu? Ninguém. Mas existe uma coisa que é o retrato da contemporaneidade. Ninguém pode parar de escrever, de fazer filme. Porque isso significa parar de falar do tempo presente. E esse tempo tem que ser captado pelo artista para que no futuro se olhe o contexto histórico. Tenho vontade de retratar pessoas que eu nunca vi no cinema. Acho que o filme é uma crônica de geração, um olhar sobre esse microuniverso.”

Nesse microuniverso a realidade é tão possível que a identificação se torna inevitável. E ver um pouquinho da gente (e de nossas alegrias, conflitos, incoerências e vulnerabilidades) na tela do cinema sempre vai ser uma experiência impactante, emocionante – e divertida.

Mais em > Amores Urbanos

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Playlist: Novas Brasil FM

por   /  03/05/2016  /  13:13

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Fiz uma playlist só com músicas brasileiras! Tudo começou com “Conchinha”, da Mãeana, que eu escuto pelo menos umas cinco vezes por dia. Depois veio “Transeunte coração”, da Ava Rocha, “Lugar para dois”, do Letuce, “Perfume do invisível”, da Céu.

Acrescentei “Maria da Vila Matilde”, o mantra empoderado do novo disco da Elza Soares. Juntei com faixas de Mahmundi, E a Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante, Letuce, Tiê, Thiago Pethit, Lulina, Ana Cañas, Paula Tesser, Selton, Clarice Falcão, Boogarins, Mombojó + Laetitia Sadier, Johnny Hooker, Felipe Cordeiro e terminei com Baiana System.

Resultado? Ouço essa seleção todo dia!

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A foto achei no Pinterest.

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Radiooooo e a trilha sonora da volta ao mundo

por   /  26/04/2016  /  8:08

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O Radiooooo é a melhor invenção da internet nos últimos tempos. Trata-se de uma plataforma que oferece um extenso catálogo musical que pode ser acessado a partir de três premissas: localização geográfica, tempo e mood. Você escolhe um país, a década e se quer que o som seja lento, rápido ou esquisito, e o site oferece uma música correspondente.

Traduzindo, dá pra dar a volta ao mundo a partir da música de cada lugar, de cada época. Um lugar perfeito pra quem quer descobrir música a partir de pesquisa, e não necessariamente de um algoritmo. Já pensou em ouvir música iraniana dos anos 1950? O que será que tocava na Tanzânia em 1970? E no Brasil em 1910? Na Berlim dos anos 1980? Sério, é uma viagem no tempo sensacional!

A ideia surgiu quando Benjamin Moreau, artista e DJ francês, estava dirigindo pela Riviera Francesa, ligou o rádio e acabou saindo da sua bolha de felicidade quando ouviu um sucesso comercial genérico. Mas o momento trouxe uma ideia: “E se você pudesse organizar música a partir do tempo e do espaço, e não com base em gênero ou algoritmos complexos? E se em vez de fazer buscas por artistas e músicas organizados em ordem alfabética você puder explorá-los histórica e geograficamente?”

Ele levou a ideia para o amigo Raphaël Hamburger, produtor musical e dono de uma vasta coleção de discos. Eles batizaram o site de Radiooooo – as cinco letras repetidas representam os cinco continentes e de todos eles dá para ouvir música. Em 2013 eles recorreram a crowdfunding e colocaram o site no ar. Para fazer a coleção, contam com nerds de música altamente especializados. Hoje empregam curadores que passam horas pesquisando.

“Os curadores se certificam que os arquivos têm alta fidelidade e julgam se a música combina ou não com a estética do Radiooooo, que é difícil de definir”, disse Moreau à “New Yorker”. “A música é selecionada com base no que sentimos quando começamos a ouvi-la. [Prestamos atenção na] habilidade da canção de nos tocar instantaneamente, de uma maneira completamente subjetiva. Eu diria que até de uma maneira ingênua. Nós não estamos tentando aplicar um critério etno-musical. Mantemos os verdadeiros tesouros musicais.”

Preparem-se para passar horas da vida aqui > www.radiooooo.com + www.instagram.com/radiooooo_com

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(via Larissa Ribeiro e New Yorker)

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A beleza do inesperado

por   /  25/04/2016  /  8:08

Herbie e Wayne

It’s a lot of fun to negotiate the unexpected

Wayne Shorter

É muito divertido negociar com o inesperado. Com essa frase, o saxofonista Wayne Shorter deu uma resposta à plateia que havia deixado a apresentação que ele fazia com o pianista Herbie Hancock na Sala São Paulo, há algumas semanas. Simplicidade, elegância e uma leve alfinetada em pessoas que pareciam ter ido ali mais porque era uma noite de gala do que pela música em si.

Ouvir duas lendas do jazz ao vivo é um presente – e também um privilégio. Esperar que elas toquem os clássicos pelos quais ficaram consagrados, uma bobagem e talvez uma pista sobre um entendimento esquisito em relação ao estilo musical cuja maior característica é a improvisação.

Lembrei de quando fui ao show de Bob Dylan, alguns anos atrás, e saí de lá incomodada porque demorava em média dois minutos pra reconhecer o que ele cantava. Eu queria o Dylan do “Blonde on blonde”, que virou minha obsessão adolescente, só saciada quando consegui comprar o CD em uma livraria no Rio. Queria cantar junto, me emocionar pelo que tinha vivido ao som dele. Mas não rolou.

Quando soube que o Lou Reed ia fazer um show experimental no Sesc, decidi não ir. Queria o Lou do Velvet, do “Transformer”, e não uma viagem com a qual eu não ia me conectar. Não preciso dizer o quanto me arrependo, né?

Esses três episódios me fizeram pensar em algumas coisas. A primeira é que a gente perde muito quando não se abre para o novo. Dã, frase clichê, obviedade, eu sei. Mas qual foi a última vez que você saiu de casa para ver um show de uma banda que nunca ouviu falar? Nos acostumamos a fazer o que já sabemos fazer, a sair de casa quando sabemos que o programa é garantido. Nos arriscamos pouco – e isso parece tão pouco com a ideia de juventude.

O segundo pensamento me vem quando penso que estamos vivendo o auge da falta de paciência. Um vídeo não carrega imediatamente? Que saco! Não recebo resposta para as mensagens que mandei no Whatsapp, o que será que aconteceu? O cliente pede um relatório às 17h e te liga às 18h cobrando? Normal, agência é assim mesmo. Queremos tudo agora, e isso me lembra uma frase que eu repito há um tempo: a sua urgência não é a minha urgência. E me lembra também um vídeo do Louis CK, em que ele fala como estamos vivendo uma época espetacular, mas ninguém está feliz.

O mundo disputa nossa intenção. A internet, nem se fala. Aliás, se o show tá “ruim” não tem problema sacar o celular com tela gigantesca pra dar uma olhadinha no Face (socorro!). Se não somos atendidos, ficamos agoniados, ou à flor da pele. Se o Herbie Hancock não toca “Rock it” nem o Wayne Shorter alguma que ele tocava com o Miles Davis, não quero ouvir. “Eu não paguei para ouvir esse som cabeçudo”, alguém poderia ter dito, e então saído da sala. Daquela sala linda, uma jóia de São Paulo, um templo em que você ouve exatamente o que os músicos querem que você ouça. Sair sem nem esperar o intervalo entre as músicas.

Que vergonha me deu na hora. Depois ficou só um lamento. A dupla fez um show difícil mesmo, eu demorei pra entrar na vibe sonora que eles propuseram. Quando entrei, foi uma daquelas viagens difíceis e deliciosas, que poucas vezes a gente faz. E ainda fiquei achando fantástico ouvir dois caras com seus 75 e 82 anos apostando até em uma pegada meio eletrônica, que dava vontade de dançar. Pra depois voltar para um fraseado* difícil de classificar. Gente que não parou no tempo, que inova, tenta, se arrisca, surpreende. Discurso que aparece tanto por aí, né? Mas que quando se tem a oportunidade de vê-lo ao vivo e em cores, corre-se o risco de desperdiçar. Ainda bem que eu fiquei até eles voltarem para um ou dois bis.

* Meu entendimento de jazz se limita a gostar e ouvir. Não sei falar dos aspectos técnicos, mas não resisti a usar esse verbo que entreouvi de um cara na platéia que não teve suas expectativas atendidas  🙂

A foto é da Ligia Helena.

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As músicas de amor de Miá Mello

por   /  21/04/2016  /  13:13

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Com vocês, as músicas de amor de Miá Mello.

Miá é atriz e comediante. Tem no currículo filmes como os blockbusters “Meu passado me condena” e “Amor em Sampa”, além de programas de TV como “Legendários”. É dona de uma simpatia sem igual e de muito carisma – e ainda é autora da melhor performance de karaokê de “Chandelier”, da Sia! 

“O amor tem que ter trilha sonora”, nos diz ela, que juntou na seleção músicas de várias épocas que já abalaram muito seu coração. Ela mistura R. Kelly com Alabama Shakes e passa por Drake/Rihanna, Adele, Van Morrison, Erasmo Carlos e muito mais.

Tá uma delícia!

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