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Posts da categoria "amor"

Playlist: Novas Brasil FM

por   /  03/05/2016  /  13:13

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Fiz uma playlist só com músicas brasileiras! Tudo começou com “Conchinha”, da Mãeana, que eu escuto pelo menos umas cinco vezes por dia. Depois veio “Transeunte coração”, da Ava Rocha, “Lugar para dois”, do Letuce, “Perfume do invisível”, da Céu.

Acrescentei “Maria da Vila Matilde”, o mantra empoderado do novo disco da Elza Soares. Juntei com faixas de Mahmundi, E a Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante, Letuce, Tiê, Thiago Pethit, Lulina, Ana Cañas, Paula Tesser, Selton, Clarice Falcão, Boogarins, Mombojó + Laetitia Sadier, Johnny Hooker, Felipe Cordeiro e terminei com Baiana System.

Resultado? Ouço essa seleção todo dia!

Querem ouvir também? Aproveitem e sigam donttouchmymoleskine no Spotify

A foto achei no Pinterest.

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Radiooooo e a trilha sonora da volta ao mundo

por   /  26/04/2016  /  8:08

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O Radiooooo é a melhor invenção da internet nos últimos tempos. Trata-se de uma plataforma que oferece um extenso catálogo musical que pode ser acessado a partir de três premissas: localização geográfica, tempo e mood. Você escolhe um país, a década e se quer que o som seja lento, rápido ou esquisito, e o site oferece uma música correspondente.

Traduzindo, dá pra dar a volta ao mundo a partir da música de cada lugar, de cada época. Um lugar perfeito pra quem quer descobrir música a partir de pesquisa, e não necessariamente de um algoritmo. Já pensou em ouvir música iraniana dos anos 1950? O que será que tocava na Tanzânia em 1970? E no Brasil em 1910? Na Berlim dos anos 1980? Sério, é uma viagem no tempo sensacional!

A ideia surgiu quando Benjamin Moreau, artista e DJ francês, estava dirigindo pela Riviera Francesa, ligou o rádio e acabou saindo da sua bolha de felicidade quando ouviu um sucesso comercial genérico. Mas o momento trouxe uma ideia: “E se você pudesse organizar música a partir do tempo e do espaço, e não com base em gênero ou algoritmos complexos? E se em vez de fazer buscas por artistas e músicas organizados em ordem alfabética você puder explorá-los histórica e geograficamente?”

Ele levou a ideia para o amigo Raphaël Hamburger, produtor musical e dono de uma vasta coleção de discos. Eles batizaram o site de Radiooooo – as cinco letras repetidas representam os cinco continentes e de todos eles dá para ouvir música. Em 2013 eles recorreram a crowdfunding e colocaram o site no ar. Para fazer a coleção, contam com nerds de música altamente especializados. Hoje empregam curadores que passam horas pesquisando.

“Os curadores se certificam que os arquivos têm alta fidelidade e julgam se a música combina ou não com a estética do Radiooooo, que é difícil de definir”, disse Moreau à “New Yorker”. “A música é selecionada com base no que sentimos quando começamos a ouvi-la. [Prestamos atenção na] habilidade da canção de nos tocar instantaneamente, de uma maneira completamente subjetiva. Eu diria que até de uma maneira ingênua. Nós não estamos tentando aplicar um critério etno-musical. Mantemos os verdadeiros tesouros musicais.”

Preparem-se para passar horas da vida aqui > www.radiooooo.com + www.instagram.com/radiooooo_com

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(via Larissa Ribeiro e New Yorker)

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A beleza do inesperado

por   /  25/04/2016  /  8:08

Herbie e Wayne

It’s a lot of fun to negotiate the unexpected

Wayne Shorter

É muito divertido negociar com o inesperado. Com essa frase, o saxofonista Wayne Shorter deu uma resposta à plateia que havia deixado a apresentação que ele fazia com o pianista Herbie Hancock na Sala São Paulo, há algumas semanas. Simplicidade, elegância e uma leve alfinetada em pessoas que pareciam ter ido ali mais porque era uma noite de gala do que pela música em si.

Ouvir duas lendas do jazz ao vivo é um presente – e também um privilégio. Esperar que elas toquem os clássicos pelos quais ficaram consagrados, uma bobagem e talvez uma pista sobre um entendimento esquisito em relação ao estilo musical cuja maior característica é a improvisação.

Lembrei de quando fui ao show de Bob Dylan, alguns anos atrás, e saí de lá incomodada porque demorava em média dois minutos pra reconhecer o que ele cantava. Eu queria o Dylan do “Blonde on blonde”, que virou minha obsessão adolescente, só saciada quando consegui comprar o CD em uma livraria no Rio. Queria cantar junto, me emocionar pelo que tinha vivido ao som dele. Mas não rolou.

Quando soube que o Lou Reed ia fazer um show experimental no Sesc, decidi não ir. Queria o Lou do Velvet, do “Transformer”, e não uma viagem com a qual eu não ia me conectar. Não preciso dizer o quanto me arrependo, né?

Esses três episódios me fizeram pensar em algumas coisas. A primeira é que a gente perde muito quando não se abre para o novo. Dã, frase clichê, obviedade, eu sei. Mas qual foi a última vez que você saiu de casa para ver um show de uma banda que nunca ouviu falar? Nos acostumamos a fazer o que já sabemos fazer, a sair de casa quando sabemos que o programa é garantido. Nos arriscamos pouco – e isso parece tão pouco com a ideia de juventude.

O segundo pensamento me vem quando penso que estamos vivendo o auge da falta de paciência. Um vídeo não carrega imediatamente? Que saco! Não recebo resposta para as mensagens que mandei no Whatsapp, o que será que aconteceu? O cliente pede um relatório às 17h e te liga às 18h cobrando? Normal, agência é assim mesmo. Queremos tudo agora, e isso me lembra uma frase que eu repito há um tempo: a sua urgência não é a minha urgência. E me lembra também um vídeo do Louis CK, em que ele fala como estamos vivendo uma época espetacular, mas ninguém está feliz.

O mundo disputa nossa intenção. A internet, nem se fala. Aliás, se o show tá “ruim” não tem problema sacar o celular com tela gigantesca pra dar uma olhadinha no Face (socorro!). Se não somos atendidos, ficamos agoniados, ou à flor da pele. Se o Herbie Hancock não toca “Rock it” nem o Wayne Shorter alguma que ele tocava com o Miles Davis, não quero ouvir. “Eu não paguei para ouvir esse som cabeçudo”, alguém poderia ter dito, e então saído da sala. Daquela sala linda, uma jóia de São Paulo, um templo em que você ouve exatamente o que os músicos querem que você ouça. Sair sem nem esperar o intervalo entre as músicas.

Que vergonha me deu na hora. Depois ficou só um lamento. A dupla fez um show difícil mesmo, eu demorei pra entrar na vibe sonora que eles propuseram. Quando entrei, foi uma daquelas viagens difíceis e deliciosas, que poucas vezes a gente faz. E ainda fiquei achando fantástico ouvir dois caras com seus 75 e 82 anos apostando até em uma pegada meio eletrônica, que dava vontade de dançar. Pra depois voltar para um fraseado* difícil de classificar. Gente que não parou no tempo, que inova, tenta, se arrisca, surpreende. Discurso que aparece tanto por aí, né? Mas que quando se tem a oportunidade de vê-lo ao vivo e em cores, corre-se o risco de desperdiçar. Ainda bem que eu fiquei até eles voltarem para um ou dois bis.

* Meu entendimento de jazz se limita a gostar e ouvir. Não sei falar dos aspectos técnicos, mas não resisti a usar esse verbo que entreouvi de um cara na platéia que não teve suas expectativas atendidas  :-)

A foto é da Ligia Helena.

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As músicas de amor de Miá Mello

por   /  21/04/2016  /  13:13

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Com vocês, as músicas de amor de Miá Mello.

Miá é atriz e comediante. Tem no currículo filmes como os blockbusters “Meu passado me condena” e “Amor em Sampa”, além de programas de TV como “Legendários”. É dona de uma simpatia sem igual e de muito carisma – e ainda é autora da melhor performance de karaokê de “Chandelier”, da Sia! 

“O amor tem que ter trilha sonora”, nos diz ela, que juntou na seleção músicas de várias épocas que já abalaram muito seu coração. Ela mistura R. Kelly com Alabama Shakes e passa por Drake/Rihanna, Adele, Van Morrison, Erasmo Carlos e muito mais.

Tá uma delícia!

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Mais #asmúsicasdeamor: Alexandre Matias Diego de Godoy

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As músicas de amor de Alexandre Matias

por   /  12/04/2016  /  19:19

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Com vocês, As músicas de amor de Alexandre Matias.

Já adianto: a seleção tá foda!

Alexandre Matias é jornalista e autor do Trabalho Sujo, que começou como um zine em um jornal de Campinas e se transformou em uma das principais referências de música e cultura pop no Brasil. Também foi editor do Link, do Estadão, da Galileu. Traduz livros, escreve também. Faz festas, podcasts, dá cursos, promove conversas. Resumindo, vive música sempre e ainda nos ajuda a filtrar o tanto de informação que existe no mundo.

Sobre a seleção, ele diz: “Abril é o mês do meu amor – e quando a Dani me chamou pra fazer uma playlist sobre músicas apaixonadas, eu não consegui pensar em outra coisa senão fazer uma seleção pra minha Mariana. Uma coleção de músicas que gostamos de ouvir juntos, de artistas que assistimos shows juntos, que equilibra o gosto 90s dela com coisas que conhecemos nesses quase dez anos juntos. É um dos presentes que preparei – hoje é o aniversário dela e sei que ela vai gostar. Te amo, meu amor ♡”

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Mais #asmúsicasdeamor:

Diego de Godoy

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As músicas de amor de Diego de Godoy

por   /  07/04/2016  /  16:16

Diego de Godoy

O Don’t Touch ganha uma nova seção: As músicas de amor de ____________!

Para a estreia, convidei o Diego de Godoy, amigo que o karaokê me trouxe em 2015. Ele é diretor, roteirista e outras coisas. Gaúcho e colorado, sem exageros, e o maior fã de R.E.M. do hemisfério sul. Dirigiu recentemente a série “Work in progress – Por dentro do Balé da Cidade de São Paulo”, atualmente em exibição no canal Arte 1. “Vi 11 shows do R.E.M., Bowie me mandou um beijo no show, abracei o CD ‘Baltimore’, da Nina Simone, quando finalmente encontrei, e ver Leonard Cohen duas vezes foi a maior emoção da minha vida”, nos conta.

Sobre a seleção, ele diz: “Adoro uma música ‘lentinha’, dessas de FM da madrugada. Muitas destas da lista me arrepiaram, outras me viram chorar, de algumas eu ri, mas todas têm uma história. Algumas têm dona, outras eu gostaria que tivessem.”

Pra completar, uma foto estonteante do Joseph Szabo.

Ouçam – e sigam o donttouchmymoleskine no Spotify

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Playlist: Despertar da consciência, parte 3

por   /  30/03/2016  /  9:09

Teresa C. Freitas

Despertar da consciência, parte 3! Começa com Maria Bethânia, tem várias músicas do Coral Filhos de Iemanjá, outras da Tenda de Umbanda Caboclo Caramã e Pai Cesário, além de Clara Nunes, Marisa Monte e mais um monte de gente.  Ideal para encher o dia de good vibes!

Pra combinar, uma foto linda da Teresa Freitas.

Ouçam no Spotify! 

As partes 1 e 2 da série Despertar da consciência também estão no Spotify, ouçam!

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Don’t Touch + Spotify

por   /  21/03/2016  /  8:08

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Don’t Touch acaba de ganhar uma conta verificada no Spotify! Vocês vão encontrar por lá mais de 50 playlists – ou seja, tem horas e horas de tudo quanto é tipo de música, pra qualquer ocasião.

Tem mixtapes de amorde despertar da consciênciade revival dos 16 anospra ensolarar aqueles dias mais ou menosTem amigos criando suas suas playlists também. Tem um monte de discos maravilhosos.

Vou adorar compartilhar tudo com vocês 

Vem comigo? play.spotify.com/user/donttouchmymoleskine

dtmm spotify Se você acabou de fazer sua conta no Spotify, vale assistir ao tutorial  do Maestro Billy.

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