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entrevista: le rock démodé

por   /  10/10/2007  /  17:35

 

le rock démode é quase o les sucettes, banda paulistana que eu conheci na bizarre. em 2002, eu era turista em são paulo e passei uma tarde na loja que hoje não existe mais. entre um cd e outro, aquela capa com uma menina chupando pirulito me chamou a atenção. era o les sucettes, banda que tinha como inspiração o psicodelismo dos anos 60 e referências que iam de serge gainsbourg a ronnie von. três lindas músicas (piano song, oubliez cette chanson e outra que num lembro o nome agora) foram suficientes pra eu me apaixonar. até estava na cidade quando eles fizeram o derradeiro show no crowne plaza, mas acabei numa festa de fashionista…

uma vez encontrei maurício fleury (voz, violão, órgão e piano elétrico) e perguntei porque eles não voltavam com a banda. ele falou que tinham rolado uns desentendimentos, que agora cada um tinha seus projetos. mas eis que, semana passada, ronaldo me fala que eles vão voltar. com novo nome e nova proposta, maurício, gustavo cunha (violino e voz), mauro cunha (baixo), ricardo melo (voz, violão, guitarra, piano elétrico e órgão), pedro falcão (bateria e voz) e rita retz (voz, escaleta e percussão) se reuniram para formar o le rock démodé, que se apresenta hoje no auditório da faculdade santa marcelina. por e-mail, maurício e ricardo responderam a algumas perguntas.

1. como foi que vocês decidiram voltar com o les sucettes?

ricardo – na verdade não é uma volta do les sucettes. a banda acabou definitivamente em 2003. por coincidência voltamos a tocar juntos, as mesmas pessoas daquela formação, mais outros dois integrantes. e agora somos o le rock démodé.

maurício – não houve a decisão de voltar com o les sucettes, e sim uma vontade de colaboração entre nós. eu e o ricardo tínhamos várias músicas escritas e nos damos muito bem musicalmente, estávamos vendo de fazer umas coisas juntos, eu também já estava fazendo umas trilhas sonoras com o gustavo, então ligamos para o mauro e voltamos a tocar, mas a banda só se concretizou com a presença iluminada do pedro (bateria) e da rita (voz e escaleta), mas tudo aconteceu naturalmente, não teve nenhuma “volta” planejada, até porque não encaramos como volta, e sim como outro trabalho, os tempos são outros, assim como as músicas.

2. qual a diferença da banda que vai fazer show de hoje para aquela de uns anos atrás?

maurício: a diferença mais básica é a presença de um baterista, acho que encontramos o melhor, o pedro toca muito e é um grande amigo, e também de uma vocalista, a rita é muito boa e bem nova, vocês ainda vão ouvir falar muito dela! fora isso, diria que o repertório também é composto de músicas novas, em português. acho que hoje também temos muito mais experiência de vida e de música, ou seja, só melhorou.

ricardo – acho que melhoramos um bocado, felizmente. e contar com mais dois integrantes
na banda faz uma grande diferença.

3. o repertório do show é todo de músicas próprias ou entram releituras?

maurício – desde que a gente começou a tocar, sempre nos divertimos tocando um monte de coisas que a gente gosta, então nada mais natural que apresentar várias covers de coisas que a gente gosta… vamos mostrar algumas no show, mas tem muito mais ainda esperando pra entrar no repertório.

ricardo – a maioria do repertório é de autoria própria, inclusive com uma releitura do les sucettes. e vai ter versão dos kinks e do tindersticks também.

4. como surgiu o les sucettes?

maurício: o les sucettes começou quando nos conhecemos e começamos a tocar, sempre voltados pra coisas legais dos anos 60 principalmente, mas mais pra gente se divertir… o ricardo já escrevia canções fazia tempo e então começamos a trabalhá-las, gravamos um epzinho totalmente independente, onde nos revezávamos em todos os instrumentos. a partir daí começamos a fazer shows só os dois, depois entrou o mauro e, por fim, o gustavo.

ricardo – acho que surgiu no final de 2000, começamos a ensaiar eu, o maurício e o ronaldo popaska. tocávamos umas versões de byrds, velvet underground. daí ficamos só eu e o maurício um tempo. depois entraram o mauro, do sala especial, e o gustavo.

5. qual foi a trajetória de vocês? onde tocaram, o que gravaram…

ricardo – gravamos um primeiro ep em 2001, fizemos uns shows no sesc consolação, no crowne plaza. do último show no crowne plaza resultou mais um ep ao vivo.

maurício – foram poucos e bons shows.

6. por que a banda ficou parada por um tempo?

ricardo – a Banda acabou mesmo, em 2003, então naõ ficamos parados. é claro que nesse meio tempo cada integrante continuou fazendo música, eu fiz o the velvet voices  e o electronic decadanse, o maurício tem o multiplex e toca em vários outros projetos. no ano passado voltamos a tocar juntos quando fizemos uns shows com a karine alexandrino. o gustavo continuou tocando em orquestras e ele e o maurício fizeram umas trilhas de desfile em parceria e assim por diante.
 

7.  por que vocês fizeram a opção de priorizar as letras em português?

maurício – sempre escrevi músicas instrumentais ou em português, em inglês devo ter uma ou duas só… e gosto bastante da música brasileira, principalmente dos anos 60 e 70: marcos valle, tom jobim, ronnie von, roberto e erasmo, com certeza são grandes influências pra mim.

ricardo – bom, pra mim foi um caminho natural, uma vez que sempre fizemos letras em português. e como estou morando aqui no brasil, acho importante fazer musica bacana na nossa língua. inclusive no show vai ter uma versão em português de uma música que era em francês na época do les sucettes.

poinguipingui

por   /  09/10/2007  /  0:13

mariana fontes é tendência. sob a alcunha de gigia miroxinha, ela espalha e-mails contando alguma jogação de britney ou falando sobre o que você precisa saber para ter um perfil bombator no orkut. para animar isso aqui, ela responde três perguntinhas.

1. o que faz uma noite de segunda-feira ficar completa?

num tô conseguindo pensar em nada que tenha preenchido meus dias ultimamente. mas amanhã sai o j-lo novo e até o fim do ano ainda vai ter cassie, mary j. blidge, mariah, britney, alicia, celine… vai ser tanta diva que eu num vou ter tempo pra mais nada, amiga. graças a deus.

2. que coisa proibida te dá o maior prazer, wando?

ai, amiga, proibido, proibido acho que num tem… tem só umas paradas que eu curto q são meio moralmente/ higienicamente duvidáveis, né? mas tb num vou me queimar aqui…

3. quem você queria ser se pudesse trocar de coração?

dolly parton. aí eu ia cantar aquela música que ela fala que o coração dela é tipo uma bargain store [http://youtube.com/watch?v=yONHOQxsO1Y] e ia vender pedacinhos bem caros no e-bay.

amor  ·  música

enquanto houver amor

por   /  07/10/2007  /  21:24

contardo fez uma surpresa em pleno domingão. em pesquisa do datafolha, ele fala sobre um novo tipo de casamento, o da aliança sentimental sem paixão.

Talvez não procuremos mais o amor-paixão (note-se que a vida sexual satisfatória como item necessário para a felicidade da união ficou com um triste 2%), mas um amor companheiro e amigo, “um amor tranqüilo”, como diz a música.

Talvez, em suma, esteja aparecendo um novo tipo de casamento moderno, baseado, como deve ser, nos sentimentos, mas não no ideal do amor-paixão romântico nem do da satisfação sexual: uma espécie de aliança sentimental para a vida.

Ia terminar comentando que essa transformação do casamento não seria um mal. A verdade é que ela já está em curso, nas inúmeras uniões que continuam e persistem numa amizade em que, às vezes, parece que o amor se perdeu, quando, de fato, é nessa amizade que ele se transformou. 

amor  ·  analyze this  ·  música

friday night

por   /  06/10/2007  /  8:31

foto de marco monteiro, do flickr

e, de pára-quedas, caí no show de paula toller. intitulado “sónós”, o espetáculo de duas horas embala um público misturado, formado por órfãos do kid abelha e por coroas que aprenderam a curtir a fase solo da carioca, repleta de letras e melodias de fácil assimilação. e ela, do alto dos seus 45 anos de vida e 25 de carreira, sabe bem como agradar a todos: mistura as músicas do disco novo, como “meu amor se mudou pra lua”, a sucessos de antigamente, como “grand hotel” e “nada por mim”.

na platéia, casais acima de trinta dividem a promoção de vinho chileno + tábua de frios, a r$ 80. com suas câmeras de celular com menos de dois megapixels, tentam, a uma distância de 500 metros, fotografar um pontinho dourado no meio do palco.

pontinho dourado, aliás, que foi o grande tchan do show: o vestido absurdo de paula-eu-sei-que-eu-sou-bonita-e-gostosa-e-sento-no-piano-pra -você-ver-minhas-pernas-bem-torneadas. pena que num “ornô” com o sapato, pesado demais. num sei de quem era o vestido (é esse da foto aí em cima). segundo gê, tava na última edição da são paulo fashion week.

acompanhada por jam da silva (percussão e vocal), adal fonseca (bateria e percussão), jorge aílton (baixo e vocal), caio fonseca (piano, teclados, violão e vocal) e coringa (guitarra, violão, bandolim e vocal), paula domina o palco, com marcações ensaiadas e provocações idem. se esbalda de rir se ouve um “n-e-c-e-s-s-á-r-i-a” gritado por algum fã da platéia.

quando deixa de lado o ar sexy e sedutor e faz as vezes de mãe, parece atingir o melhor momento do show. “gabriel” e e “barcelona 16” têm aquela capacidade de emocionar até mesmo aquelas que nem de longe sabem o que é ser ter um filho.

quando inventa de prestar homenagens, paula também se sai bem. mistura rita lee (“saúde” ou “me cansei de lero-lero…”) e claudinho & buchecha (“só love), homenageia caetano e torquato neto com “mamãe coragem”, célebre na voz de gal, ataca de “1.800 colinas”, arrisca uma norah jones e cai na coreografia com carmen miranda, em “e o mundo não se acabou”, de assis valente.

show legal. não desperta grandes emoções, é verdade. paula é comedida, sua voz é quase sempre igual e as letras não são de querer sair cantando empolgadamente ou cortando os pulsos por aí. mas vale a pena assistir ao show se você ganhar um convite, principalmente pela banda que acompanha a moça, pela maturidade dela como compositora e cantora e pela antropologia, sempre ela, que nos faz perceber que em reduto de ex-abelhete, homem com mais de 35 cochila tanto que parece até ter problema nas pálpebras.

p.s.: o vestido é de carlos tufvesson, diz fabi!

do frio da escócia pro calor do inferno

por   /  05/10/2007  /  22:19

amanhã eu toco no inferno, na festa peligro doble. vai ter show de rômulo fróes e the james orr complex. não conheço o último, mas meu amigo estêvão bertoni garante que o som é massa! ele fez até uma entrevista com o cara. me animei depois disso. confiram!

Christopher Mack, 29, não faz a menor idéia de que afinações são aquelas que usa. Diz ele que a culpa por tê-las incorporado ao violão foi dos nova-iorquinos do Sonic Youth e de grupos norte-americanos obscuros, como Polvo e Slint.
Fã dessas bandas, Mack passou a explorar novas combinações de sons, e o folk que resultou dessa experiência é o que o compositor escocês mostra hoje, no palco do bar Inferno.
Músico habilidoso, Mack é o responsável pelo som calmo do James Orr Complex, uma banda de um homem só. É com esse nome, inspirado em uma finada loja de móveis para hospitais em Glasgow (Escócia), que o cantor já lançou dois álbuns pela Rock Action Records, o selo da banda escocesa Mogwai: o EP “Figa” (2001) e o primeiro disco “Chori’s Bundle” (2003), que o faz ser comparado ao músico folk britânico Nick Drake.
Pouco conhecido no Brasil, Mack já abriu, na Europa, três shows para a cantora Cat Power, uma das principais atrações deste ano no Tim Festival.
Casado com uma brasileira que vivia em Glasgow, o compositor se mudou com a mulher para São Paulo há dois anos. “Começamos a descobrir a música brasileira juntos”, conta o músico, que se tornou fã do violonista Baden Powell.
Ele aproveita as aulas particulares de inglês que dá para aprender um pouco da língua nativa. “É uma troca”, diz. “Ainda tenho dificuldades. Outro dia pedi para que alimentassem a TV. O certo era aumentar.”
Viver no país tem lhe rendido parcerias com músicos brasileiros, como Mauricio Takara (Hurtmold). “O novo disco está quase pronto. Depois de acabado, vou mandá-lo para a Escócia para ser lançado”, conta.

06/10 Peligro Doble

The James Orr Complex [Glasgow; folk/experimental]
Romulo Fróes [São Paulo; mpb/samba]
DJs: Daniela Arrais + Ronaldo Evangelista

Entrada R$ 15 (com nome na lista em http://www.infernoclub.com.br/; R$ 20 na porta); a partir das 23hs

Inferno Club
Rua Augusta, 501
Consolação

pernambucanidade

por   /  05/10/2007  /  21:32

a nação zumbi lança seu disco novo, fome de tudo, em 25 de outubro. meu amigo bruno nogueira se adiantou e fez entrevista com jorge du peixe

O disco agora está bem mais orgânico que o Futura, não usamos tantos samplers. Quer dizer, eles estão lá, mas como algo ambiente.

confiram a entrevista completa e a música “bossa nostra” em http://www.popup.mus.br/2007/10/05/nacao-zumbi-com-fome-de-tudo/

que orgulho

por   /  02/10/2007  /  3:55

sabe lulina? ela é foda. tem uma voz linda, faz as melhores letras. e é minha amigona. quem mais faz um letra sobre um “príncipe que dá múltiplos orgamos”? agora ela gravou uma música pra um concurso bem fodão. ela tem vergonha de mostrar pra geral, mas eu escutei e é a coisa mais fofa do mundo! ela merece ganhar. e, se ganhar, vai ser tipo um dia de princesa do gugu! tô na torcida!

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