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Posts da categoria "amor"

friday night

por   /  06/10/2007  /  8:31

foto de marco monteiro, do flickr

e, de pára-quedas, caí no show de paula toller. intitulado “sónós”, o espetáculo de duas horas embala um público misturado, formado por órfãos do kid abelha e por coroas que aprenderam a curtir a fase solo da carioca, repleta de letras e melodias de fácil assimilação. e ela, do alto dos seus 45 anos de vida e 25 de carreira, sabe bem como agradar a todos: mistura as músicas do disco novo, como “meu amor se mudou pra lua”, a sucessos de antigamente, como “grand hotel” e “nada por mim”.

na platéia, casais acima de trinta dividem a promoção de vinho chileno + tábua de frios, a r$ 80. com suas câmeras de celular com menos de dois megapixels, tentam, a uma distância de 500 metros, fotografar um pontinho dourado no meio do palco.

pontinho dourado, aliás, que foi o grande tchan do show: o vestido absurdo de paula-eu-sei-que-eu-sou-bonita-e-gostosa-e-sento-no-piano-pra -você-ver-minhas-pernas-bem-torneadas. pena que num “ornô” com o sapato, pesado demais. num sei de quem era o vestido (é esse da foto aí em cima). segundo gê, tava na última edição da são paulo fashion week.

acompanhada por jam da silva (percussão e vocal), adal fonseca (bateria e percussão), jorge aílton (baixo e vocal), caio fonseca (piano, teclados, violão e vocal) e coringa (guitarra, violão, bandolim e vocal), paula domina o palco, com marcações ensaiadas e provocações idem. se esbalda de rir se ouve um “n-e-c-e-s-s-á-r-i-a” gritado por algum fã da platéia.

quando deixa de lado o ar sexy e sedutor e faz as vezes de mãe, parece atingir o melhor momento do show. “gabriel” e e “barcelona 16” têm aquela capacidade de emocionar até mesmo aquelas que nem de longe sabem o que é ser ter um filho.

quando inventa de prestar homenagens, paula também se sai bem. mistura rita lee (“saúde” ou “me cansei de lero-lero…”) e claudinho & buchecha (“só love), homenageia caetano e torquato neto com “mamãe coragem”, célebre na voz de gal, ataca de “1.800 colinas”, arrisca uma norah jones e cai na coreografia com carmen miranda, em “e o mundo não se acabou”, de assis valente.

show legal. não desperta grandes emoções, é verdade. paula é comedida, sua voz é quase sempre igual e as letras não são de querer sair cantando empolgadamente ou cortando os pulsos por aí. mas vale a pena assistir ao show se você ganhar um convite, principalmente pela banda que acompanha a moça, pela maturidade dela como compositora e cantora e pela antropologia, sempre ela, que nos faz perceber que em reduto de ex-abelhete, homem com mais de 35 cochila tanto que parece até ter problema nas pálpebras.

p.s.: o vestido é de carlos tufvesson, diz fabi!

do frio da escócia pro calor do inferno

por   /  05/10/2007  /  22:19

amanhã eu toco no inferno, na festa peligro doble. vai ter show de rômulo fróes e the james orr complex. não conheço o último, mas meu amigo estêvão bertoni garante que o som é massa! ele fez até uma entrevista com o cara. me animei depois disso. confiram!

Christopher Mack, 29, não faz a menor idéia de que afinações são aquelas que usa. Diz ele que a culpa por tê-las incorporado ao violão foi dos nova-iorquinos do Sonic Youth e de grupos norte-americanos obscuros, como Polvo e Slint.
Fã dessas bandas, Mack passou a explorar novas combinações de sons, e o folk que resultou dessa experiência é o que o compositor escocês mostra hoje, no palco do bar Inferno.
Músico habilidoso, Mack é o responsável pelo som calmo do James Orr Complex, uma banda de um homem só. É com esse nome, inspirado em uma finada loja de móveis para hospitais em Glasgow (Escócia), que o cantor já lançou dois álbuns pela Rock Action Records, o selo da banda escocesa Mogwai: o EP “Figa” (2001) e o primeiro disco “Chori’s Bundle” (2003), que o faz ser comparado ao músico folk britânico Nick Drake.
Pouco conhecido no Brasil, Mack já abriu, na Europa, três shows para a cantora Cat Power, uma das principais atrações deste ano no Tim Festival.
Casado com uma brasileira que vivia em Glasgow, o compositor se mudou com a mulher para São Paulo há dois anos. “Começamos a descobrir a música brasileira juntos”, conta o músico, que se tornou fã do violonista Baden Powell.
Ele aproveita as aulas particulares de inglês que dá para aprender um pouco da língua nativa. “É uma troca”, diz. “Ainda tenho dificuldades. Outro dia pedi para que alimentassem a TV. O certo era aumentar.”
Viver no país tem lhe rendido parcerias com músicos brasileiros, como Mauricio Takara (Hurtmold). “O novo disco está quase pronto. Depois de acabado, vou mandá-lo para a Escócia para ser lançado”, conta.

06/10 Peligro Doble

The James Orr Complex [Glasgow; folk/experimental]
Romulo Fróes [São Paulo; mpb/samba]
DJs: Daniela Arrais + Ronaldo Evangelista

Entrada R$ 15 (com nome na lista em http://www.infernoclub.com.br/; R$ 20 na porta); a partir das 23hs

Inferno Club
Rua Augusta, 501
Consolação

pernambucanidade

por   /  05/10/2007  /  21:32

a nação zumbi lança seu disco novo, fome de tudo, em 25 de outubro. meu amigo bruno nogueira se adiantou e fez entrevista com jorge du peixe

O disco agora está bem mais orgânico que o Futura, não usamos tantos samplers. Quer dizer, eles estão lá, mas como algo ambiente.

confiram a entrevista completa e a música “bossa nostra” em http://www.popup.mus.br/2007/10/05/nacao-zumbi-com-fome-de-tudo/

que orgulho

por   /  02/10/2007  /  3:55

sabe lulina? ela é foda. tem uma voz linda, faz as melhores letras. e é minha amigona. quem mais faz um letra sobre um “príncipe que dá múltiplos orgamos”? agora ela gravou uma música pra um concurso bem fodão. ela tem vergonha de mostrar pra geral, mas eu escutei e é a coisa mais fofa do mundo! ela merece ganhar. e, se ganhar, vai ser tipo um dia de princesa do gugu! tô na torcida!

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