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Mix Type

por   /  19/06/2015  /  14:32

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Sabe uma daquelas mixtapes que você não tira do repeat? A Mix Type é assim – me acompanhou a semana toda!

É uma criação do selo Easy Tiiger, do querido amigo André Palugan, Guto Nunes e André Sakr. Eles convidaram o artista Pier Paolo para fazer interpretações do alfabeto em 3D.

“Produtores e DJs do selo pinçaram um artista para cada letra, compilando a parte 1 da mixtape (A > L), que traz edits e reworks inéditos de clássicos como The Avalanches, Arthur Verocai, Can, Erkut Taçkın e Idris Muhammad.”

Ouçam, é uma delícia! > http://easytiiger.com/mixtype/

 

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Aço, de Alessandra Leão

por   /  26/05/2015  /  12:00

Alessandra Leão

Música que vale a pena é aquela que me tira do lugar e me faz ter a sensação de viajar só de fechar os olhos. Toda vez que eu ouço Alessandra Leão sinto isso. Desde a época do Comadre Florzinha, até hoje nos shows no Sesc ou na Casa de Francisca. Ela me leva não para um destino conhecido e esperado, e sim para um lugar novo cheio de encontros e sensações que me acompanham por um bom tempo, até mesmo depois de voltar. A viagem às vezes é pra dentro, pra uma história dela em que vejo uma minha reverberar. Em outras, é para um pedaço de Pernambuco que só conheço de ouvir cantar.

Pra nossa sorte, Alê resolveu nos proporcionar várias viagens. Ela está fazendo uma trilogia de EPs, aqueles álbuns menores do que um CD tradicional, com cinco, seis músicas. Primeiro ela lançou “Pedra de Sal”, que é brilhante e ainda tem a maravilhosa “Tatuzinho”. Agora vem o segundo capítulo, “Aço”. Visceral, rasgado, o disco começa assim: “Cortei a carne até sangrar / E o que sai de dentro dela é aço, é aço”. E o que vem depois segue essa toada.

O Don’t Touch foi escolhido para mostrar “Aço” em primeira mão na internet.

Vamos ouvir juntos?

Abaixo, as respostas dela a uma entrevista que fiz:

A escolha em fazer uma essa trilogia, que chamo de “Língua”, parte de algumas questões de ordens distintas: temporal, financeira e principalmente estética. Ela fala de um mergulho íntimo e pessoal, e cada um dos capítulos se relaciona com uma etapa dessa trajetória. “Pedra de Sal”, lançado no fim do ano passado, fala do princípio da jornada, de quando tomamos ar antes do mergulho, de achar que o ar vai faltar, de seguir adiante e tocar o fundo.

“Aço” é a parte mais visceral e profunda, fala do que me constitui, do que sou feita agora. Pra isso, foi preciso “cortar a carne” e me embrenhar por dentro de mim. O que nem sempre é um caminho fácil, e por isso, a presença de cada um que compartilhou esse tempo comigo, tem sido mais do que fundamental: Luciana Lyra (co-direção artística), Vânia Medeiros (projeto gráfico), Kastrup (bateria), Missionário (sintetizador), Mestre Nico (percussão), Kiko Dinucci (guitarra), Rafa Barreto (guitarra e parceria numa das faixas), Ligia Meneguello e Dora Moreira (produção) e principalmente Caçapa (que assina a produção musical e a maioria dos arranjos, além de dividir duas músicas músicas). Essa parceria com ele vem desde o meu primeiro disco e acho que em “Aço” sinto a presença dele mais pulsante e intensa, esse de fato é um disco muito sobre mim, sobre nós dois, e essa parceria, que se ramifica por tantas partes da nossa vida.

Além dessas pessoas que já trabalham comigo há um tempo, a presença de Odete de Pilar, coquista da Paraíba, foi um dos momentos mais emocionantes dessa parte do mergulho. Foi pra ela que compus “Odete”, música que gravei no meu primeiro disco, não nos conhecíamos pessoalmente e esse encontro foi dos mais bonitos e necessários. Em “Aço”, cantamos “Corpo de Lã” juntas e viramos bicho e voltamos melhores do que chegamos, assim são os bons encontros. Assim, me senti com ela e me sinto com esses meus companheiros todos.

Esse é um processo que eu precisava passar – e acho que precisarei outras vezes ainda, outros mergulhos, pois essa nossa profundidade muda dia a dia, e precisamos voltar a tomar ar, dar novos mergulhos e emergir deles. É um caminho profundamente transformador. Essa sou eu agora.

“Aço” vai pro mundo, que bom. Agora, que venha “Língua”!

Acompanhem a Alessandra Leão:

www.alessandraleao.com.br

www.facebook.com/alessandraleaooficial

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Despertar da consciência

por   /  01/05/2015  /  10:00

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Despertar da consciência é uma mixtape que venho ouvindo há semanas. Começa com Gal Costa, vai pra Maria Bethânia, que aparece ainda mais vezes, chega em Baden Powell, Dorival Caymmi, Gilberto Gil. Só música cheia de força, fé e batuque. Pra lavar a alma!

Pra combinar, uma foto de Stephanie Dimiskovski.

Ouçam!

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John & Yoko

por   /  15/03/2015  /  13:13

Unseen photos of John Lennon and Yoko Ono, 1980 (10)

Para um domingo de amor, John Lennon e Yoko Ono em fotos de Kishin Shinoyama, que fez a capa do disco “Double Fantasy”. A sessão de fotos foi feita em setembro de 1980, no Central Park. Este mês sai pela Taschen o livro “Kishin Shinoyama. John Lennon & Yoko Ono. Double Fantasy”, mostrando fotos inéditas do casal, como as que vocês veem hoje.

Unseen photos of John Lennon and Yoko Ono, 1980 (1)

Unseen photos of John Lennon and Yoko Ono, 1980 (2)

Unseen photos of John Lennon and Yoko Ono, 1980 (3)

Unseen photos of John Lennon and Yoko Ono, 1980 (6)

Unseen photos of John Lennon and Yoko Ono, 1980 (9)

Via Vintage Everyday

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Sobre um experimento afetivo do Brasil 1970, por Diego Matos

por   /  06/03/2015  /  6:06

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Fazer mixtape é contar história, mandar recado, cultivar saudade. Diego Matos, amigo querido, faz uma investigação afetiva do Brasil dos anos 1970. Quando a gente ouve se transporta para um tempo que não vivemos, mas que certamente nos foi dado de presente pelas músicas que nossos pais, mães, tios e tias ouviam na vitrola ou no 3 em 1 de casa.

Diego é arquiteto e urbanista, atua como pesquisador, professor e curador e é apaixonado por música, desses que se comove a cada vez que ouve João Gilberto. Sobre seleção, ele explica:

Fiz uma lista em uma ordem que considero bacana, oferecendo cadência e ciclos melódicos e poéticos distintos. São 20 canções de 1969 à 1973. Quis focar nesse início dos anos 1970 por ver ai uma relação que ao mesmo tempo é afetiva, experimental e histórica. Essa tem sido uma investigação meio caótica em que tento resgatar memórias da primeira infância, Fortaleza que ficou para trás, quem eu sou através do repertório dos meus pais. É a busca por um lastro que diga um pouco mais do que exponho intelectual e afetivamente. Fugi particularmente do formato popular da canção brasileira; famoso pelos nossos principais intérpretes.

Na mixtape, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Edu Lobo, Paulo Cesar Pinheiro, Egberto Gismonti, João Gilberto e mais um monte de coisa linda.

Ouçam com a gente!

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Saudade dos 16 anos

por   /  02/02/2015  /  10:00

@arvidabystrom

Fiquei ouvindo Legião Urbana por uma semana, sem parar, lembrando do dia em que o Renato Russo morreu e eu voltava do colégio ali pela rua Amélia, em Recife, sentindo mais a melancolia dos outros do que a minha própria. Anos depois, ouvir a banda me leva para aquele tempo em que a gente passa horas no quarto ouvindo cada letra de música como se fosse a tradução da nossa vida – ou da vida que a gente queria ter.

Fiquei lembrando de músicas que me lembram essa época. São tantas! Tem “The good life”, do Weezer, que Gui e Mateus levavam em CD pra toda festinha que a gente ia. “Sobre o tempo”, do Pato Fu, cujo clipe eu via na MTV. Tem licença poética pra incluir no meio músicas sem ordem cronológica. De Raimundos, Hanson, Blur e Green Day a Los Hermanos, passando por Sonic Youth, que deu origem ao meu primeiro nickname no mIRC. Depois aparecem Alanis, Jewel, Natalie Imbruglia, Jonny Lang, Bon Jovi… Belle and Sebastian, que marcou a vida toda.

Haja nostalgia! Pra acompanhar, uma foto da @arvidbystrom.

Ouçam comigo!

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Embalos de sexta à noite

por   /  23/01/2015  /  7:07

@flagartfoundation

Pra começar um ano, uma mixtape para ouvir na sexta à noite, tanto como esquenta pra balada quanto praquele tempo infinito de decidir qual filme ver no Netflix.

Começa com Cocteau Twins, passa por Sinkane, Future Islands, Hypnolove, Easter, Ryan Hemsworth, Cashmere Cat, Wildlight. Aí depois tem Chlöe Howl, Arnaud Reboniti, Lady, Baths, Shlohmo, Lower Dens e Grant, terminando com Black Keys.

A foto é de uma instalação do Jim Rodgers, via @flagartfoundation.

Ouçam comigo!

Vocês já seguem o Don’t Touch no Rdio? > http://rdio.com/people/donttouchmymoleskine

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