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Posts da categoria "amor"

expressas dtmm

por   /  13/03/2013  /  13:38

– Foto linda de Leonardo Cisneiros, acompanhada por um texto triste: “Foto clichê hoje à tarde, curtindo o banzo daquela reunião ridícula, na qual nem um teatro de diálogo sem tentou fazer, sentado na beira do rio, admirando essa cidade tão linda e tão filha da puta. O Recife que a gente ama, mas não nos corresponde.”

– Elke Maravilha encarna Marylin Monroe nesta foto maravilhosa de David Zinggs. Cassiano Elek Machado, em seu blog Elekistão, apresenta o colossal talento do americano na arte do retrato. “Isso em mim provoca imensa dor, mas tudo indica que Tom Jobim também desafina. A história está até numa enciclopédia: num bar de Ipanema, o compositor advertiu um americano branquela que cogitava mudar para o país: ‘David, o Brasil não é para principiantes’. Zingg, o David em questão, poderia ser quase qualquer coisa, menos principiante. Ex-piloto de bombardeios B-17 na Segunda Guerra Mundial, ex-plantador de bananas em Honduras, amigo de John Fitzgerald Kennedy, Ph.D em dry martinis bem secos e em hambúrgueres suculentos, o jovem astro do jornalismo americano David Drew Zingg estava pronto para tudo. Ipanema estalou os dedos, e ele veio correndo atender seu chamado. Zingg não foi mais o mesmo, mas nosso país tampouco.”

– A incrível Maria Popova encontrou ilustrações antigas do corpo humano no livro The Sexual Study of the Male and Female Human Body in Color Pictures e fez GIFs a partir deles. Demais!

– A internet esvaziou as bibliotecas, e a Miami Ad School veio com uma solução (que ainda é um projeto). A Underground Library se vale do fato de que nos metrôs a conexão não funciona e incentiva o uso de um bem público. Você aponta para a estante de livros e recebe trecos de um best-seller no seu smartphone. Depois que sai do metrô, recebe um aviso de que pode continuar lendo o livro de graça, basta retirá-lo na New York Public Library. Muito legal, né?

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daniel johnston

por   /  07/03/2013  /  10:54

Sabe um daqueles shows que você acha que não vai ver na vida? O do Daniel Johnston era um deles. Sendo que isso vai mudar no sábado, quando o artista se apresenta no Beco, em São Paulo, em mais uma edição do Popload Gig.

Daniel Johnston fez “True Love Will Find You in the End”, e só por isso justificou a existência de uma vida inteira.

Enquanto escrevia esse post, o Palugan me avisou: o show foi cancelado  🙁

Do Popload:

O risco era grande e existia. O genial e cultuado artista Daniel Johnston, que se apresentaria no próximo sábado no Beco 203, em mais uma edição do festival Popload Gig, não conseguiu embarcar para a América do Sul na noite de ontem. Johnston, herói do underground americano, que há anos sofre de transtorno bibolar e esquizofrenia, desembarcaria primeiro no Chile para um show hoje, tocaria ainda na Argentina amanhã e depois viria a São Paulo. O músico, que vive sempre recluso mas nos últimos tempos arriscou uma volta bastante comentada aos palcos, chegou a ir ao aeroporto de Houston e teve as malas despachadas para Dallas, onde faria conexão à América Latina. Mas, confuso, aparentando insegurança e com febre, demoveu seu agente da ideia de embarcar.

Nos resta, então, assistir de novo ao documentário “The Devil and Daniel Johnston”, que mostra a luta dele contra a esquizofrenia e o transtorno bipolar, enquanto escreve e compõe suas genialidades, como se buscasse redenção ♥

The Devil and Daniel Johnston (El Diablo y Daniel Johnston – Jeff Feuerzeig, 2005) from Tlatoani Ortíz on Vimeo.

Abaixo, o cartaz de Eduardo Belga pro show que não vai mais acontecer agora.

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searching for sugar man

por   /  01/03/2013  /  17:26


 

A gente passa a vida achando que, se fizer a coisa certa, vai ser recompensado por isso. Você é um artista genial que coloca seu coração no que faz? Vão te ver, vão ler seus livros, vão ouvir sua música. Você vai ter fãs e, com isso, vai produzir cada vez mais coisas bonitas e viver do que ama e é sua verdade. Mas a vida também é cheia de mistérios e, por mais que muita gente espere o seu sucesso, você encontra o mais cortante ostracismo.

“Searching for the Sugar Man” tira a gente do eixo ao contar a história de Rodriguez, um cantor e compositor de Detroit que foi nada na América e absolutamente tudo na África do Sul.

Sixto Rodriguez nasceu em 1942 e lançou apenas dois álbuns: “Cold Fact” e “Coming from Reality”. Ele foi descoberto em um bar em Detroit no fim dos anos 1970, por dois produtores de renome, que já tinham trabalho com gente como Stevie Wonder e achavam que as letras do cantor, crônicas de uma cidade, de uma época, de sentimentos que perpassam qualquer tempo, iam torná-lo um dos maiores artistas de sua geração. Alguém maior até que Bob Dylan (por mais que lembre Nick Drake tão mais).

Mas o disco não vingou, e Rodriguez desapareceu dos holofotes que nunca teve e foi trabalhar na construção, ter filhas, viver uma vida modesta, de carregar geladeira nas costas.

Em outro continente, uma garota de férias com o namorado sul-africano colocou os amigos para ouvir o primeiro disco de Rodriguez (reza a lenda). Uma cópia se multiplicou em tantas a ponto de tornar o cantor símbolo da juventude que vivia o apartheid. Suas letras mostravam um um outro mundo possível, tornavam urgente questionar o establishment.

Rodriguez virou um fenômeno, sem nunca saber disso. Mais de 20 anos depois, dois apaixonados por sua breve obra, um jornalista e um joalheiro, se aventuraram a descobrir quem era aquele gênio que tinha tocado fogo no corpo e se suicidado no último show de sua vida (rezava outra lenda). A partir daí, a jornada de investigações, tentativas e frustrações, colaborações e encontros mostram uma história inimaginável e completamente extraordinária.

Em entrevista ao Telegraph, o produtor Simon Chinn traduz a força do filme, dirigido por Malik Bendjelloul:

“O segredo para um ótimo documentário é uma narrativa realmente poderosa. O filme tem que ser maior do que a soma de suas partes e precisa entrar em ressonância com o público. Realmente dar às pessoas o que elas não esperam, algo que faça com que elas riam, chorem, se inspirem. Ele entrega algo intangível. Os documentários em que trabalho têm um tipo de fator X. Talvez seja a bagunça pela qual estamos passando, o fato de Rodriguez ter vivido uma vida incrivelmente rica sem nada.”

“Searching for Sugar Man” ganhou o Oscar de melhor documentário no último domingo. É um dos filmes mais surpreendentes e emocionantes que já vi e me lembrou o quanto música é arte mais poderosa que existe. Por favor, vejam também!

E ouçam suas músicas lindas, lindas, lindas ♥ ♥ ♥ ♥ ♥

Playlist no Youtube (obrigada, Giu, por compartilhar!) > http://www.youtube.com/playlist?list=AL94UKMTqg-9BRCJJukNtjnPRK42rCr2fC

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pertences

por   /  28/02/2013  /  18:46

Do Anorak:

Yoko Ono, 1980

Ela fez essa foto na janela do apartamento que ela morava com John Lennon logo depois de receber os pertences dele que estavam com a policia.

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música do dia: let me back in

por   /  26/02/2013  /  16:58

A Gabi Sampaio me mandou uma música linda do Rilo Kiley e me deu uma nostalgia! Dos tempos em que a gente passava a vida ouvindo bandas novas, se emocionando toda madrugrada, fazendo amizade no Soulseek só de fuçar as pastinhas do outros… ♥

Ouçam que lindeza > http://www.spin.com/articles/rilo-kiley-jenny-lewis-let-me-back-in-new-song-rkives

Mais em > http://rilokiley.com/

 

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dominguinho

por   /  03/02/2013  /  20:03

Domingo, o dia universal da melancolia, da tentativa de fazer um monte de coisas pra evitar pensar em outras. Ou de fazer nada e mudar essa lógica.

Fiz uma mixtape com umas músicas que adoro ouvir em dias assim ♥

Tem Phyllis Dillon, Pulp, Alabama Shakes, Mogwai, Delgados e mais outras bandas lindas.

A foto é de Kim Koster.

Aproveitem o fim do dia para ouvir, ou deixem pra fazer isso durante a semana, vai ser tão bom quanto!

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