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As músicas de amor: Laís Sampaio

por   /  23/10/2017  /  17:17

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Voltamos com #asmúsicasdeamor, essa parte do blog em que convidados fazem trilhas com as músicas de amor que mais gostam na vida. Desta vez a convidada é a Laís Sampaio, produtora cultural e dona de um gosto musical maravilhoso (foi por causa dela – e do Renato Saraiva – que fui parar no show do Mateus Aleluia, um dos melhore que já fui.)

A playlist “tem música de amor, de transar, de chorar, de amar, de janjar, de superação, risos’, diz ela. E já tá no repeat aqui – tenho a impressão de que vocês vão amar!

#asmúsicasdeamor + #trilhadonttouch

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A tecnoguitarrada de Lucas Estrela

por   /  20/10/2017  /  9:00

Lucas

Ouvi o disco do Lucas Estrela e quis me transportar pro Pará. Que música boa, que vontade de dançar! O músico lançou recentemente “Farol”, seu segundo álbum, e a gente aproveitou pra conversar.

Mais: @lucas.estrela

#trilhadonttouch

Pra completar, ele fez uma playlist especial pro blog!

Minha história na música começou com uns 8 anos de idade. Minha família não é de músicos, mas meus pais amavam música, então recebi toda essa influência deles, principalmente da música instrumental e da lambada, que eles gostavam muito. Eles me deram o primeiro violão de presente e fui aprendendo sozinho, naquelas revistinhas de cifras que vendiam em bancas na época. Mas um ano depois, quando fiz 9, meu pai faleceu e acabei abandonando o instrumento por um tempo. Só depois de alguns anos que fui estudar música mesmo. Com 15 montei a primeira banda e aos 16 já tava começando a tocar na noite. Foi nessa passagem dos 16 pros 18, quando ainda era barrado na porta das casas quando ia tocar, que descobri que queria ser artista, haha.

Tem um disco chamado “Tecnoguitarradas” do Pio Lobato de 2007. Pio é guitarrista, compositor e produtor musical daqui de Belém, hoje ele é o produtor musical da Dona Onete. Então, esse disco que completa 10 anos agora em 2017 mudou minha vida. Quando ouvi o “Tecnoguitarradas” pela primeira vez, a ideia de música instrumental, eletrônica e de música experimental se ampliaram na minha cabeça e no meu jeito de tocar e produzir música. O Pio conseguiu juntar a linguagem tradicional da guitarrada com os elementos do tecnobrega e essa coisa mais contemporânea da música eletrônica. Loops, efeitos, samples, tudo isso gravado no home studio do Pio em 2007, quando o acesso aos equipamentos de estúdio de baixo custo ainda não era tão fácil.

Depois te tanto ouvir esse disco, fui atrás dele. Só então que descobri que ele tinha sido responsável por vários outros trabalhos importantes pra cultura popular paraense, inclusive os “Mestres da Guitarrada” (2001). Trabalho que promoveu essa difusão da guitarrada pelo Brasil. Nessa época, acho que tinha uns 18, já produzia em casa e comecei a mandar coisas pro Pio. Certo dia ele disse que tava produzindo o novo disco e queria que eu fizesse a base eletrônica pra uma música chamada “2×2”. Me mandou algumas trilhas de guitarra e fiz a base. A faixa entrou pro disco dele e nossa parceria de composição surgiu aí. O Pio foi um dos responsáveis pelo meu primeiro álbum. A outra pessoa igualmente responsável foi o Waldo Squash (Gang do Eletro), um dos maiores produtores de música eletrônica que tive o prazer de conhecer. Waldo produziu comigo as bases do “Sal ou Moscou”.

O processo de produção do primeiro foi bem diferente do segundo disco. No primeiro, passei uns 2, 3 anos gravando sozinho em casa, sampleando as bases do Waldo até chegar num álbum. Tentei dar uma unidade a esse trabalho, usando praticamente os mesmos timbres de bumbo, caixa, synths e guitarras nas faixas. Algo bem característico do tecnobrega.

No “Farol” (2017), o processo foi totalmente diferente. Chamei vários amigos pra esse disco, tem muitas participações. Gravamos em 3 meses no estúdio Casarão Floresta Sonora, chamei um grande amigo pra fazer a direção artística, o Felipe Cordeiro, e gravei algumas versões instrumentais nesse disco, coisa que não fiz no disco anterior, em que todas as composições eram minhas. Sem falar na sonoridade, que já caminha por outros lugares também. Do carimbó digital à cumbia. Essa experimentação no estúdio só foi possível graças ao patrocínio do Natura Musical que acreditou nessa união da música tradicional e contemporânea feita no Pará.

Bom, tenho 25 anos, nasci em Belém/PA e acho que só fiz coisas ligadas à música até hoje, haha. Nessa época que comecei a tocar na noite, com uns 16 anos, pensava em fazer arquitetura. Tentei o vestibular por dois anos e não passei. Aí foi quando decidi seguir a carreira da música mesmo. Mas também fiz trabalhos ligados à música em outras áreas, como câmera e editor de vídeo em uma produtora audiovisual em Belém por uns bons anos, editando shows e videoclipes (outras grandes paixões: o cinema e audiovisual). Também já fui roadie da Gaby Amarantos e do Felipe Cordeiro por um tempo, depois passei três anos em São Paulo trabalhando na EMESP (Escola de Música do Estado) como técnico de gravação. Fiz o “Cine Concerto Arboreal”, um média metragem de paisagens sonoras que gravei em várias cidades e tocava a trilha sonora do filme ao vivo. Apresentei em alguns festivais em Belém e São Paulo. Em 2015 voltei pra Belém pra finalizar e lançar ainda o primeiro disco e tô aqui desde então.

É bem difícil a gente tentar definir a música que faz, ainda mais sendo instrumental. As influências são tantas que definindo alguma coisa acabaria excluindo outra sem querer. Mas como gosto tanto desse termo criado pelo Pio Lobato e pela cineasta Jorane Castro, eu diria que é tecnoguitarrada.

O “Farol” foi só mais um experimento juntando essas duas linguagens, a tradicional e a experimental. Minha vontade é continuar fazendo música e espero que as pessoas também tenham o intuito de continuar com a produção musical paraense. De ir atrás da história da nossa música, do Mestre Vieira, da guitarrada, do carimbó, do tecnobrega, até chegar nesse momento atual tão legal que a gente tá vivendo. A cidade cheia de novos artistas fazendo música. Isso é bonito demais!

Trilha: 2005 x 1983

por   /  18/10/2017  /  9:09

petra

2005 é o ano em que Luiza, minha afilhada, nasceu. 1983, o ano em que eu nasci. Essa playlist, uma tentativa de diálogo entre duas gerações. Teve um dia que a gente ficou ouvindo músicas novas e “velhas”, eu, ela, Ari, Luisinho. E ficou tão evidente que é tudo tão diferente, haha. Mas sei que adoro ouvir umas coisas que ela adora. Então seguimos aqui na construção.

#trilhadonttouch

#trilhadonttouch  ·  amor  ·  especial don't touch  ·  música

Trilha: Bem-vindos ao mundo, nenéns ♡

por   /  16/10/2017  /  9:09

bb

Bem-vindos ao mundo, nenéns! ♡

Se tem uma coisa que eu faço bem na vida é amigo. E se tem uma coisa que eles têm feito cada vez mais e melhor são filhos. Sinto tanto amor por cada uma dessas crianças no mundo que resolvi fazer uma playlist. São músicas que eu acho que toda criança devia ouvir – e, mais ainda, que nós adultos devíamos cantar pra elas, lembrando sempre o quanto elas são amadas e fundamentais. Começa com “Força estranha” porque diz “eu vi a mulher preparando outra pessoa”, e acho que essa frase é uma tradução plena do processo. Tem Lulina cantando “Do you remember Laura?”, que eu gosto tanto e nos leva para as brincadeiras com Playmobil na infância. Depois vem “Do you realize?”, que sempre me faz chorar. Segue com Maria Bethânia de trilha para um parto debaixo d’água, Caetano dando as “Boas vindas”, Siba falando do seu herói. No meio do caminho tem Velvet Underground, Alceu Valença, Daniel Johnston, Roberta Flack… Tanta coisa linda! Sem dúvida muitas das minhas músicas preferidas da vida estão nesta playlist. Que é pro Luiz, pra BabYana, pro Jun e pra Nara, pra Ollie, pra Luiza, Juju e Xuxim, pra Bigüi, pra Anita, pra Martina, pra Emília e Olívia, pro Leone e pra Maria, pro Tomás, pro José, pra Lucca, pra João, pra Irene e pra Teresa, pra Gabi, pro Tomás, pro Chico, pra Helena, pro Antônio, pra Antônia. Ouçam comigo – e espalhem para as suas crianças amadas também!

A foto é da @teresacfreitas.

#trilhadonttouch

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