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Posts da categoria "amor"

as canções a seu tempo

por   /  09/01/2012  /  10:17

Adorei o texto que a Patricia Palumbo escreveu sobre as canções de ontem e as de hoje!

Ouvido absoluto: as canções a seu tempo, por Patricia Palumbo

No final do ano assistimos na tv Ivete Sangalo ladeada por dois dos maiores ícones vivos da música popular, Caetano Veloso e Gilberto Gil. Grande parte do repertório da autoria deles com destaque para a belíssima Atrás da Porta, de Chico Buarque, como um dos pontos altos do programa. Ivete saiu-se bem. Cantou bonito, na intenção certa e emocionou platéia e colegas mesmo correndo o risco iminente da comparação com Elis Regina.

O desfile de clássicos acabou suscitando um debate acalorado entre meus amigos e eu sobre a natureza genial dos compositores ali presentes e a novissima geração que estamos vendo surgir. É lugar comum dizer que não se fazem mais canções como aquelas, que a poesia contida na produção contemporânea é rasa se comparada ao lirismo de Drão, Super Homem, Amor Até o Fim, Tá Combinado, Tigresa, pra citar algumas que fizeram parte do especial e indo mais longe o que dizer dos versos de Vinicius de Moraes, de Lupicínio, Cartola e outros mestres.

Bom, meu argumento a favor da canção comtemporânea é simples, toda canção reflete seu tempo, tem contexto histórico e é a partir daí que é possivel fazer juizo de valor. Como comparar a dor de cotovelo de um Antonio Maria que viveu nos anos 50 quando desfazer um casamento era um crime com punição social máxima com a leveza de um jovem como Thiago Pethit que vive num tempo com toda a liberdade de amar quer quiser? Vamos as versos: “ninguém me ama, ninguém me quer, ninguém me chama de meu amor…”. – Antonio Maria; ou Valsa de Eurídice, de Tom Jobim e Vinicius: “oh, meu amado não parta, não parta de mim, ah, uma ternura que não tem fim…. ”.

Agora, Mapa Mundi, de Thiago Pethit: “me escreva uma carta sem remetente, só o necessario e se está contente, tente lembrar quais eram os planos, se nada mudou com o passar dos anos…e me pergunte o que será do nosso amor…”. Pra ser menos radical na diferença vamos pra Jards Macalé e Wally Salomão com Vapor Barato nos anos 70 quando a liberdade era uma bandeira: “vou descendo por todas as ruas e vou tomar aquele velho navio, eu não preciso de muito dinheiro, graças a deus, e não me importa, honey…”. Voltando algumas décadas vamos lembrar de outro tipo de romance retratado na belissima Último Desejo de Noel Rosa – “Nosso amor que não esqueço e que teve o seu começo numa festa de São João, morre hoje sem foguete, sem retrato, sem bilhete, sem luar, sem violão…” Pra nossa tristeza, quem é que começa nesses anos 2000 e tanto uma história de amor com retrato e bilhete?

No meio da discussão apareceu uma outra questão bastante comum, onde estão os genios dessa geração? Se temos Chico, Gil, Caetano, Jobim, Noel, o que vem agora? O que virá depois? Continuo com meu determinismo histórico, não precisamos de gênios. Temos excelentes compositores, e até em maior número do que nas geracões anteriores. Com a disseminação da música pela internet, com a facilidade de acesso aos meios de produção, não há 3 ou 4 grandes nomes para a década, mas muitos.

Listo aqui alguns artistas com ótimas letras: o já citado Thiago Pethit, Rodrigo Campos, Tulipa Ruiz, Marcelo Camelo, Lirinha, Ava Rocha, Junio Barreto. Numa época em que casar e descasar é sazonal, o amor é Só Sei Dançar Com Você: “você sacou a minha esquizofrenia e maneirou na condução, toda vez que eu errava você dizia pra eu me soltar porque você me conduzia …” como canta Tulipa.

Os anos 50 foram difíceis pro amor, os 60 e 70 pra liberdade, os 80 uma espécie de compasso de espera, nos anos 90 se consolida a diversidade e agora colhemos os frutos de tudo isso. Tem poesia com profundidade e erudição nos versos de Lirinha mas também uma jovem que dança pra espantar a dor. Tem o fim da solidão de Marcelo Camelo e o amanhecer espantado com os preços da cidade de Ava Rocha. Só que é espalhado, diluido, solto por aí. Não está na televisão.

Mais que nunca é com ouvido esperto e curioso que se ouve e se descobre a boa música. Como disse uma vez Arnaldo Antunes, não tem porque termos saudades dos movimentos. O melhor é sempre o que nos emociona e de maneira geral o que mais emociona é o que nos traduz. Cada canção a seu tempo.

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bowie, 65

por   /  09/01/2012  /  9:00

Bowie completa 65, e a gente comemora!

No Mirror, uma seleção de 65 fotos > http://www.mirror.co.uk/news/top-stories/2012/01/07/david-bowie-65th-birthday-65-iconic-images-of-the-ever-changing-star-115875-23680999/

O Guardian revê a carreira dele > http://www.guardian.co.uk/music/2012/jan/06/david-bowie-turns-65

A BBC disponibiliza por sete dias um apanhado das radio sessions que ele fez entre 1969 e 1972. Uma seleção deliciosa! > http://www.bbc.co.uk/programmes/b0198529

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música do dia: cinco sentidos

por   /  07/01/2012  /  12:00

Domenico fez uma das músicas mais lindas dessa vida, “Cinco sentidos”, que faz parte de seu belo disco “Cine Privê”.

Olha o céu

Não sei dizer se a chuva traz você

Ou se é só o vento que atravessa meu pensamento

E aqui me deixa sem encontrar o meu caminho de voltar

Sai o sol, o dia vem

Eu não penso em mais ninguém

Meus cinco sentidos só me deixam mais sozinho

Tudo que fazem é me lembrar que estou distante de você

A querida Clara Cavour filmou ele cantando isso pra um Horto Sessions. Vejam!

horto sessions #4_domenico_parte 1 from horto filmes | clara cavour on Vimeo.

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kim e thurston

por   /  26/12/2011  /  13:49

Kim Gordon e Thurston Moore, do Sonic Youth, se separaram e deixaram todo mundo que gosta de rock descrente no amor eterno (até escrevi brevemente sobre isso pra revista Noize).

A pedido da revista Soma, a fotógrafa Caroline Bittencourt fez um ensaio do casal durante o show da banda no festival SWU _show esse que pode ter sido o último da carreira deles, pra nossa tristeza ficar ainda maior.

O ensaio ficou lindo! > http://soma.am/noticia/kim-thurston-um-ensaio

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mixtape #70: carol almeida

por   /  22/12/2011  /  13:21

Carol Almeida não fez uma mixtape de fim de ano, fez um manifesto! Ela fala sobre esse 2011 que está quase acabando e escolhe as músicas pra gente cantar como mantra em 2012  ♥

Ela explica: “Há quem diga que 2011 foi o ano em que o planeta Melancholia se aproximou da Terra. Os fortes sorriram na cara dele, os indiferentes fingiram que não viram, os com a vida ganha tiveram uma gripe rápida, os engajados foram às ruas e os sensíveis sur-ta-ram com sílabas separadas. Seja um problema dos céus, dos astros ou de um desequilíbrio simultâneo da natureza e do homem, 2011 foi tudo menos um ano de enseadas. A lembrar que ele começou foi mesmo com uma triste onda gigante. Mas a despeito de todos os eventuais (ou não tão eventuais assim) obstáculos que este ano tenha nos dado, se a virada de calendário nos serve para alguma coisa, isso só pode se chamar esperança. De dias melhores, de renovação, reinvenção, ctrl + alt + del, you name it. E quem ensina a lição não sou eu, mas Nina Simone, Nelson Cavaquinho (na voz de Clara Nunes), Chico Buarque, Pulp, Tracy Chapman, Bob Marley, o finado (morto em 2011, vale lembrar) R.E.M. e tantos outros que, juntos, estão aí para nos dizer que autoestima, senso de humor, amor, açúcar a arruda ajudam. Com vocês, uma mixtape no melhor estilo Comer Rezar Amar. É o funk da autoajuda. 2012, vemnimim.”

Para ouvir, cliquem aqui

A foto é do querido Marcelo Castro > http://www.flickr.com/photos/whereismarcelo/

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mixtape #69: cris naumovs

por   /  19/12/2011  /  12:00

O clima é de verão, de férias, de fechar os olhos e imaginar a praia!

Pensando nisso, Cris Naumovs fez uma seleção pra gente levar no iPod pra onde a gente for neste fim de ano  =)

A seleção tem músicas de Rapture, Violent Femmes, Baby Consuelo, Timbalada, Björk, Marcelo Jeneci, Queen, Peggy Lee e mais um monte de gente _afinal, são duas horas de música.

A foto que ilustra a mixtape é do Edu Marin > http://www.edumarin.com.br/

Para ouvir a mixtape, cliquem aqui

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