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Posts da categoria "amor"

Escutar é se arriscar

por   /  14/10/2015  /  12:12

Silêncio

As pessoas não escutam porque escutar é se arriscar. É se abrir para a possibilidade do espanto. Escancarar-se para o mundo do outro – e também para o outro de si mesmo. Escutar de verdade é se entregar. É esvaziar-se para se deixar preencher pelo mundo do outro. E vice-versa. Nesta troca, aprendemos, nos transformamos, exercemos esse ato purificador da reinvenção constante. E, o melhor de tudo, alcançamos o outro. Acredite: não há nada mais extraordinário do que alcançar um outro ser humano. Se conseguirmos essa proeza em uma vida, já terá valido a pena.

Por que as pessoas falam tanto?

Mais um texto maravilhoso da Eliane Brum. A foto a @luizavoll tirou especialmente pra mim, em uma loja na Itália <3

 

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#vitrinedonttouch: Adriano Brodbeck

por   /  14/10/2015  /  8:08

Adriano Brodbeck 2

No #vitrinedonttouch de hoje, vamos conhecer o trabalho do fotógrafo Adriano Brodbeck.

“As coisas que mais me inspiram em fotografar são lugares e pessoas. O clima da foto pra mim é o mais importante, é tu olhar ela e querer estar naquele lugar, naquela situação, aproveitando aquele momento, pensando sobre aquilo que está vendo ou conhecendo a pessoa fotografada, querendo saber mais sobre ela”, diz. Neste post vocês veem retratos do Bill Murray Project.

Adriano Brodbeck 3 Adriano Brodbeck 1

Trilha: Despertar da consciência, parte 2

por   /  09/10/2015  /  10:10

Arvida Bystrom 2

O caminho é sem volta, e acabou que eu fiz a parte 2 da mixtape Despertar da consciência, só com músicas que deixam a gente naquela vibe.

Tem “Aquarius”, do musical “Hair”, Gal, Vinícius, Clara Nunes, Marisa Monte, João Donato, Ruy Maurity, Bethânia, Gil, tanta coisa…

Espero que vocês gostem!

A foto da vez é da Arvida Bystrom.

Para ouvir a primeira parte > Despertar da consciência

Ouçam! ♡

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#vitrinedonttouch: Mariana Sales

por   /  09/10/2015  /  8:08

@marianaonete

No #vitrinedonttouch de hoje vamos conhecer a Mariana Sales, artista visual cuja poética está ligada ao feminino, à expressão do corpo e à existência.

“Venho trabalhando com arte desde de 2012, fazendo ilustrações para capas de disco, livros, exposições (coletivas e individuais). Também participei como quadrinista dos projetos Zine xxx e Mulheres nos Quadrinhos.”

Mais em > www.cargocollective.com/Mariana-Sales + www.facebook.com/marioneteillustrations

 

@marianaonete2 @marianaonete3

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#bibliotecadonttouch por Liliane Prata

por   /  07/10/2015  /  10:10

Lili

A #bibliotecadonttouch desta semana é da Liliane Prata (@liliprata)!

Ela é jornalista e escritora. Autora de oito livros, entre juvenis e adultos (o mais recente é “Eu odeio te amar”), posta crônicas e vídeos no seu lilianeprata.com.br (adoro os vídeos dela, aliás!) e é editora da revista Claudia.

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“A redoma de vidro”, de Sylvia Plath

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“Plataforma”, de Michel Houllebecq

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“A paixão segundo G.H.”, de Clarice Lispector

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“Bonsai”, de Alejandro Zambra

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Trecho de crônica da Martha Medeiros

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“Capitães de Areia”, de Jorge Amado

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A imbecilidade organizada com a internet

por   /  07/10/2015  /  9:09

marias, javier

A internet tem coisas maravilhosas, mas há algo que é novidade: pela primeira vez a imbecilidade está organizada. Sempre houve imbecilidade; imbecis iam ao bar, tornavam públicas as suas imbecilidades, mas é agora que se organizam, com grande capacidade de contágio. E há um problema agregado: as pessoas se intimidam diante de internautas exaltados e se desculpam sem motivos. E as pessoas sofrem represálias. É truculência. E não há melhor forma de a truculência triunfar do que se intimidando e se amedrontando.

Javiér Marias, autor espanhol que eu adoro, em entrevista ao El País

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É debaixo deste silêncio que acontece o estouro

por   /  06/10/2015  /  19:19

Cassiana

Está tarde, por enquanto está tarde, faz tanto tempo desde a última vez que fomos até à entrada do rochedo, mais tempo ainda desde que mergulhámos na enseada e nos deparámos com o coral, com o brilho, com a coloração perfeita que fazia lembrar a transumância. Tenho pensado na palavra transumância. Tenho pensado muito naquele excerto do diário de Pavese que fala dos mitos e da atenção, dos símbolos, dos nomes. Nalgum momento, ele diz qualquer coisa como: estamos convencidos de que uma grande revelação só poderá sair da teimosa insistência numa mesma dificuldade. E também: sabemos que o modo mais seguro — e mais rápido — de nos espantarmos é fitarmos impávidos sempre o mesmo objeto. Segundo Cesare Pavese, é pela atenção e pela repetição que acontece o estouro do milagre. Ainda acredito em milagres.

Notas para um século surpreendente, texto da Matilde Campilho.

A foto é da Cassiana Der Haroutiounian.

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Entrevista: Rafael Mantesso, autor do “A dog named Jimmy”

por   /  06/10/2015  /  13:13

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Rafael Mantesso tem um desses perfis de Instagram (@rafaelmantesso) que nos fazem disparar  onomatopeias a cada post. Ele criou a conta depois de se divorciar da ex-mulher. Na separação de bens, ela ficou com os móveis e quase todo o resto. Ele, com o cachorro, que leva o nome da marca de sapatos preferidas dela: Jimmy Choo. Olhando diariamente o focinho expressivo do cão e dando vazão à sua vontade de desenhar, ele começou um passatempo que virou um perfil blockbuster, com quase 400.000 seguidores. Em setembro, os posts viraram livro, “A dog named Jimmy”, reunindo cenas clássicas e imagens inéditas- e já é um best-seller na Amazon.

“Comecei o perfil por conta do blog que eu tinha na época (Marketing na Cozinha). Na época a ideia era ter mais um canal além de Twitter e Facebook pra divulgar o site. Quando eu comecei a fazer fotos do Jimmy o objetivo era mostrar em primeiro lugar que aquele perfil era de uma pessoa de verdade (as pessoas achavam que eu pegava foto de internet e que era tudo fake) e em segundo mostrar que a raça bull terrier é incrivel”, lembra ele em entrevista ao Don’t Touch.

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Ele não imaginava, entanto, que o perfil do cão no Instagram seria um divisor de águas na sua vida – e até para a raça. “Nunca um bull terrier teve tanta visibilidade. Eu recebi ano passado um email do presidente do Kennel Club de Londres, que criou a raça há séculos, me agradecendo pelo trabalho, dizendo que eu inverti a curva da raça na Inglaterra ano passado. Isso não tem preço.”

O segredo para ter um perfil com 394.000 seguidores? Fazer com vontade. “E não pensar muito nos seguidores. Ser original também conta. Existem 100 milhões de perfis de cachorro, de bull terrier uns 500 mil. Se for pra fazer o que alguém já faz prefiro não fazer nada.” As alegrias são diárias e chegam por e-mails e comentários, em fotos de outros cachorros e até de tatuagens que fazem com as ilustrações do Rafael. “Esse sorriso que as pessoas dão do outro lado é a maior recompensa.” Apesar do sucesso estrondoso, Rafael não vive exclusivamente do perfil. Faz o festival Fartura Gastronomia e cuida da comunicação do Instituto Ata, do qual é cofundador. “O Jimmy é a melhor parte do meu dia”, confessa.

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