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Posts da categoria "amor"

Entrevista: Rafael Mantesso, autor do “A dog named Jimmy”

por   /  06/10/2015  /  13:13

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Rafael Mantesso tem um desses perfis de Instagram (@rafaelmantesso) que nos fazem disparar  onomatopeias a cada post. Ele criou a conta depois de se divorciar da ex-mulher. Na separação de bens, ela ficou com os móveis e quase todo o resto. Ele, com o cachorro, que leva o nome da marca de sapatos preferidas dela: Jimmy Choo. Olhando diariamente o focinho expressivo do cão e dando vazão à sua vontade de desenhar, ele começou um passatempo que virou um perfil blockbuster, com quase 400.000 seguidores. Em setembro, os posts viraram livro, “A dog named Jimmy”, reunindo cenas clássicas e imagens inéditas- e já é um best-seller na Amazon.

“Comecei o perfil por conta do blog que eu tinha na época (Marketing na Cozinha). Na época a ideia era ter mais um canal além de Twitter e Facebook pra divulgar o site. Quando eu comecei a fazer fotos do Jimmy o objetivo era mostrar em primeiro lugar que aquele perfil era de uma pessoa de verdade (as pessoas achavam que eu pegava foto de internet e que era tudo fake) e em segundo mostrar que a raça bull terrier é incrivel”, lembra ele em entrevista ao Don’t Touch.

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Ele não imaginava, entanto, que o perfil do cão no Instagram seria um divisor de águas na sua vida – e até para a raça. “Nunca um bull terrier teve tanta visibilidade. Eu recebi ano passado um email do presidente do Kennel Club de Londres, que criou a raça há séculos, me agradecendo pelo trabalho, dizendo que eu inverti a curva da raça na Inglaterra ano passado. Isso não tem preço.”

O segredo para ter um perfil com 394.000 seguidores? Fazer com vontade. “E não pensar muito nos seguidores. Ser original também conta. Existem 100 milhões de perfis de cachorro, de bull terrier uns 500 mil. Se for pra fazer o que alguém já faz prefiro não fazer nada.” As alegrias são diárias e chegam por e-mails e comentários, em fotos de outros cachorros e até de tatuagens que fazem com as ilustrações do Rafael. “Esse sorriso que as pessoas dão do outro lado é a maior recompensa.” Apesar do sucesso estrondoso, Rafael não vive exclusivamente do perfil. Faz o festival Fartura Gastronomia e cuida da comunicação do Instituto Ata, do qual é cofundador. “O Jimmy é a melhor parte do meu dia”, confessa.

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Meninas negras

por   /  07/07/2015  /  10:00

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Um texto sobre os múltiplos racismos que as meninas negras sofrem ao longo da vida. Bem forte.

What I didn’t know back then: The intersections of racism and sexism, known as misogynoir, make it impossible for black girls to appeal to the standards white supremacy has set for us, no matter how we dress or act. As well as disallowing me from choosing my own identity and tastes, this kind of bigotry put me in bodily danger. My sexuality has been joked about since I was in elementary school, and at 19, I’ve noticed that as I get older, unwanted commentary on my body becomes more aggressive, and men often follow and threaten me if I don’t respond to their catcalls.

Black girls are some of the least protected people in this country. We don’t come close to being as viewed as worthy of defending as white women do, so it’s easy to harass us without consequence. Being hypersexualized is part of the “angry black woman” trope, thanks to which black girls are perceived as overbearing, sassy caricatures. Many people who are neither black nor female love to brag about how they have a strong, independent black women living inside of them—but of course they don’t, because they’ve never had to slap on a smile in the face of racism and sexism, or been demonized for complaining about pain when someone hurts them the way black girls are forced to. They have never had to show the kind of strength and independence we have to exude every day.

Black girls are supposed to be tough, but not intimidating, and I was supposed to be able to deal with the bullies without actually defending myself, because that would get me into trouble. Being black makes means you can’t be a victim, no matter how fragile you feel. As a black girl, if you get justifiably upset about anything, people tend to see it as your bullying them, rather than trying to figure out how they upset you. Where I grew up in suburban New Jersey, as with so many other places, white girls are the standard for what is feminine and delicate, while black girls are viewed as wild brutes. My friends and I became almost numb to having our emotional needs ignored.

Teaching African American girls that we can fight misogynoir by covering our bodies and regulating our behavior more than white girls is pointless. It’s not a black girl’s job to prove that she is worthy of humanity. That’s supposed to be our human right. We’re trying to fit into a society that doesn’t want to see us thrive, so we might as well say “fuck it!” be as loud as we want, cry as hard and long as we need to, and dance however we like. To deny black girls these things is to deny them room to grow and make mistakes—to strip them of their adolescence.

Da sempre ótima Rookie Magazine > The right to be a black girl

[Obrigada, Albie!]

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Os últimos a lembrar do mundo antes da internet

por   /  05/12/2014  /  9:09

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Somos, esses nascidos antes de 1985, imigrantes digitais, a última geração que vai lembrar do mundo antes da internet.

We have in this brief historical moment… A very rare opportunity… These are the few days when we can still notice the difference between Before and After… There’s a single difference that we feel most keenly; and it’s also the difference that future generations will find hardest to grasp. That is the end of absence – the loss of lack. The daydreaming silences in our lives are filled; the burning solitudes are extinguished.

Michael Harris, em “The end of absence”.

A foto é de @etna_11

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