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Posts da categoria "amor"

#primeiroassedio

por   /  27/10/2015  /  20:00

primeiroassedio

Quem usa Twitter e Facebook já deve ter se deparado com a hashtag #primeiroassedio, que surgiu na semana passada e já reúne milhares de histórias. Ler esses relatos traz muita dor e revolta. Ao mesmo tempo, nos dá força. Todas nós temos histórias assim pra contar. Elas ficaram escondidas por muito tempo, mas uma vez que começaram a ser expostas, acabaram nos deixando próximas, mais fortes, com a certeza de que nunca mais ficaremos caladas diante de absurdos.

A campanha foi criada pelo Think Olga, think thank feminista que eu admiro diariamente. Em um post no site, a Juliana de Faria, idealizadora do movimento, conta sobre seu #primeiroassedio e fala sobre os desdobramentos da campanha. Não deixem de ver a fala emocionante dela no TEDxSão Paulo (tem no fim deste post também).

Uma menina de 12 anos se inscreve no programa de televisão, pois ama cozinhar. Na internet, homens se sentem atraídos por sua aparência e, ignorando sua idade, resolvem tecer comentários de cunho sexual sobre a criança. o fato gera revolta nas redes sociais, mas não é preciso ir longe para encontrar histórias parecidas: basta pedir para que as mulheres olhem para o próprio passado.

Quando elas são convidadas a contar a história da primeira vez que sofreram assédio, descobrimos que esse comportamento é muito mais comum do que se imagina – e só é preciso imaginar pois esse terror vive escondido sob um manto de culpa e segredo tecido pelo machismo para acobertar os homens e culpar as vítimas. (…)

Nossa jornada contra a violência contra a mulher, via Chega de Fiu Fiu, nos mostrou que, enquanto mulheres, NÃO temos o controle da nossa vida sexual. Somos iniciadas por meio de um ritual bárbaro e sádico – e grande parte dos crimes, 65%, são cometidos por conhecidos. Ou seja, aqueles em que mais deveríamos confiar. Adentramos, então, nessa área tão delicada da vida de forma totalmente despreparada, cheias de dores, traumas e ansiedades.

Mas também descobrimos que anos de silêncio têm a capacidade de tornar as vozes ensurdecedores quando redescobertas. Nunca duvide do poder das redes sociais para provocar reflexão e empoderamento. A Internet é feita de pessoas e é a partir delas que as mudanças acontecem. Nesse caso, para o bem e para mostrar um problema que está longe de acabar, mas que felizmente a hashtag ajudou a mostrar que existe, sim, e muito, e que é preciso não ignorar as vítimas, mas responsabilizar quem colabora com a manutenção de sua existência – nem que seja com uma “brincadeira” no Twitter.

Leiam o texto completo > Hashtag Transformação: 82 mil tweets sobre o #primeiroassedio

Leiam também a entrevista que fiz com a Ju > Precisamos falar sobre feminismo

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#bibliotecadonttouch por Liliane Prata

por   /  07/10/2015  /  10:10

Lili

A #bibliotecadonttouch desta semana é da Liliane Prata (@liliprata)!

Ela é jornalista e escritora. Autora de oito livros, entre juvenis e adultos (o mais recente é “Eu odeio te amar”), posta crônicas e vídeos no seu lilianeprata.com.br (adoro os vídeos dela, aliás!) e é editora da revista Claudia.

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“A redoma de vidro”, de Sylvia Plath

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“Plataforma”, de Michel Houllebecq

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“A paixão segundo G.H.”, de Clarice Lispector

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“Bonsai”, de Alejandro Zambra

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Trecho de crônica da Martha Medeiros

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“Capitães de Areia”, de Jorge Amado

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A imbecilidade organizada com a internet

por   /  07/10/2015  /  9:09

marias, javier

A internet tem coisas maravilhosas, mas há algo que é novidade: pela primeira vez a imbecilidade está organizada. Sempre houve imbecilidade; imbecis iam ao bar, tornavam públicas as suas imbecilidades, mas é agora que se organizam, com grande capacidade de contágio. E há um problema agregado: as pessoas se intimidam diante de internautas exaltados e se desculpam sem motivos. E as pessoas sofrem represálias. É truculência. E não há melhor forma de a truculência triunfar do que se intimidando e se amedrontando.

Javiér Marias, autor espanhol que eu adoro, em entrevista ao El País

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Entrevista: Rafael Mantesso, autor do “A dog named Jimmy”

por   /  06/10/2015  /  13:13

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Rafael Mantesso tem um desses perfis de Instagram (@rafaelmantesso) que nos fazem disparar  onomatopeias a cada post. Ele criou a conta depois de se divorciar da ex-mulher. Na separação de bens, ela ficou com os móveis e quase todo o resto. Ele, com o cachorro, que leva o nome da marca de sapatos preferidas dela: Jimmy Choo. Olhando diariamente o focinho expressivo do cão e dando vazão à sua vontade de desenhar, ele começou um passatempo que virou um perfil blockbuster, com quase 400.000 seguidores. Em setembro, os posts viraram livro, “A dog named Jimmy”, reunindo cenas clássicas e imagens inéditas- e já é um best-seller na Amazon.

“Comecei o perfil por conta do blog que eu tinha na época (Marketing na Cozinha). Na época a ideia era ter mais um canal além de Twitter e Facebook pra divulgar o site. Quando eu comecei a fazer fotos do Jimmy o objetivo era mostrar em primeiro lugar que aquele perfil era de uma pessoa de verdade (as pessoas achavam que eu pegava foto de internet e que era tudo fake) e em segundo mostrar que a raça bull terrier é incrivel”, lembra ele em entrevista ao Don’t Touch.

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Ele não imaginava, entanto, que o perfil do cão no Instagram seria um divisor de águas na sua vida – e até para a raça. “Nunca um bull terrier teve tanta visibilidade. Eu recebi ano passado um email do presidente do Kennel Club de Londres, que criou a raça há séculos, me agradecendo pelo trabalho, dizendo que eu inverti a curva da raça na Inglaterra ano passado. Isso não tem preço.”

O segredo para ter um perfil com 394.000 seguidores? Fazer com vontade. “E não pensar muito nos seguidores. Ser original também conta. Existem 100 milhões de perfis de cachorro, de bull terrier uns 500 mil. Se for pra fazer o que alguém já faz prefiro não fazer nada.” As alegrias são diárias e chegam por e-mails e comentários, em fotos de outros cachorros e até de tatuagens que fazem com as ilustrações do Rafael. “Esse sorriso que as pessoas dão do outro lado é a maior recompensa.” Apesar do sucesso estrondoso, Rafael não vive exclusivamente do perfil. Faz o festival Fartura Gastronomia e cuida da comunicação do Instituto Ata, do qual é cofundador. “O Jimmy é a melhor parte do meu dia”, confessa.

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Meninas negras

por   /  07/07/2015  /  10:00

1435590162Sofia-Misogynoir-Text-by-Thahabu-G

Um texto sobre os múltiplos racismos que as meninas negras sofrem ao longo da vida. Bem forte.

What I didn’t know back then: The intersections of racism and sexism, known as misogynoir, make it impossible for black girls to appeal to the standards white supremacy has set for us, no matter how we dress or act. As well as disallowing me from choosing my own identity and tastes, this kind of bigotry put me in bodily danger. My sexuality has been joked about since I was in elementary school, and at 19, I’ve noticed that as I get older, unwanted commentary on my body becomes more aggressive, and men often follow and threaten me if I don’t respond to their catcalls.

Black girls are some of the least protected people in this country. We don’t come close to being as viewed as worthy of defending as white women do, so it’s easy to harass us without consequence. Being hypersexualized is part of the “angry black woman” trope, thanks to which black girls are perceived as overbearing, sassy caricatures. Many people who are neither black nor female love to brag about how they have a strong, independent black women living inside of them—but of course they don’t, because they’ve never had to slap on a smile in the face of racism and sexism, or been demonized for complaining about pain when someone hurts them the way black girls are forced to. They have never had to show the kind of strength and independence we have to exude every day.

Black girls are supposed to be tough, but not intimidating, and I was supposed to be able to deal with the bullies without actually defending myself, because that would get me into trouble. Being black makes means you can’t be a victim, no matter how fragile you feel. As a black girl, if you get justifiably upset about anything, people tend to see it as your bullying them, rather than trying to figure out how they upset you. Where I grew up in suburban New Jersey, as with so many other places, white girls are the standard for what is feminine and delicate, while black girls are viewed as wild brutes. My friends and I became almost numb to having our emotional needs ignored.

Teaching African American girls that we can fight misogynoir by covering our bodies and regulating our behavior more than white girls is pointless. It’s not a black girl’s job to prove that she is worthy of humanity. That’s supposed to be our human right. We’re trying to fit into a society that doesn’t want to see us thrive, so we might as well say “fuck it!” be as loud as we want, cry as hard and long as we need to, and dance however we like. To deny black girls these things is to deny them room to grow and make mistakes—to strip them of their adolescence.

Da sempre ótima Rookie Magazine > The right to be a black girl

[Obrigada, Albie!]

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