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#OcupeEstelita

por   /  03/06/2014  /  15:15

Recife ferve – e nos dá a esperança de que tudo pode mudar, desde que gente muito articulada se junte para protestar, reclamar, mostrar alternativas e ocupar a cidade. Reuni alguns links pra gente ficar por dentro. Acrescentem sugestões nos comentários!

- Pra começar, uma bela foto de Eric Gomes e um vídeo do Trem do Forró no #OcupeEstelita > https://www.youtube.com/watch?v=KJdzvac7Y8k&feature=youtu.be

- Pra acompanhar todo dia:

Direitos Urbanos > https://www.facebook.com/groups/direitosurbanos/

#ResisteEstelita > https://www.facebook.com/pages/Resiste-Estelita/656041921137604?ref=stream

- Uma foto linda de Leonardo Cisneiros.

- Carta ao prefeito do Recife, Geraldo Júlio. Assinem! > http://www.change.org/pt-BR/peti%C3%A7%C3%B5es/carta-ao-prefeito-do-recife-geraldo-j%C3%BAlio

- Na Carta Capital: O que a imprensa do Recife não conta sobre o Estelita, por Mariana Moreira e Mariana Martins > http://www.cartacapital.com.br/blogs/intervozes/cronica-de-uma-morte-anunciada-a-cobertura-do-ocupeestelita-em-pe-3964.html

- No blog do Alex Antunes: Smells Like Mangue Bitch > https://br.noticias.yahoo.com/blogs/alex-antunes/smells-mangue-bitch-233815698.html

- No blog Brasil, da Folha: Entenda a “guerra” que agita o Recife às vésperas da Copa do Mundo > http://brasil.blogfolha.uol.com.br/2014/05/30/entenda-a-guerra-que-agita-o-recife-as-vesperas-da-copa-do-mundo/

- Na Vice: O Recife colocou seus últimos espaços públicos à venda e parte da população local não está gostando nada disso. > http://www.vice.com/pt_br/read/o-recife-colocou-a-venda-seus-ultimos-espacos-publicos-e-parte-da-populacao-local-nao-esta-gostando-nada-disso

- Na Folha: Terras públicas para quem?, por Raquel Rolnik. “O movimento “Ocupe Estelita” contesta a legalidade do leilão e denuncia a ausência de estudos de impacto, entre outros pontos. Mas, principalmente, reivindica espaços públicos de diálogo que permitam a negociação de propostas alternativas, já que se trata de intervenção em local estratégico da cidade. O que acontece no Recife é apenas um exemplo da longa história do ocaso das terras públicas no Brasil. A decisão sobre o que fazer nesses terrenos, por que, como e pra quem é fundamental para nossas cidades e merece debate público amplo, aberto e transparente.” > http://www1.folha.uol.com.br/colunas/raquelrolnik/2014/06/1463510-terras-publicas-para-quem.shtml

- PCR suspende alvará de demolição dos armazéns do Cais José Estelita > http://www2.recife.pe.gov.br/pcr-suspende-alvara-de-demolicao-dos-armazens-do-cais-jose-estelita/

- A imprensa classe média, por Érico Andrade. “Para a imprensa é preciso dizer que queremos mais do que a suspensão do Novo Recife sem deixar de dizer, contudo, que já somos vitoriosos porque a especulação imobiliária e o desrespeito ao planejamento urbano, bem como o desrespeito às leis que regem a cidade começam a ser combatidas. As armas dos Direitos Urbanos são, sabemos: as leis, a consistência dos argumentos sólidos e técnicos e, principalmente, a participação de milhares de pessoas que se encarregam de publicizar o direito ao contraditório que a imprensa se nega a mostrar.” > http://direitosurbanos.wordpress.com/2014/06/03/a-imprensa-classe-media/

- No Estadão: Projeto imobiliário de R$ 800 milhões se torna alvo de guerra jurídica no Recife > http://m.estadao.com.br/noticias/brasil,projeto-imobiliario-de-r-800-milhoes-se-torna-alvo-de-guerra-juridica-no-recife,1174016,0.htm

- Uma foto de H.d. Mabuse.

- Pequeno guia para entender as críticas e propostas do #OcupeEstelita > https://midiacapoeira.wordpress.com/pequeno-guia-para-entender-as-criticas-e-propostas-do-ocupeestelita/

- Um texto de João Vale:

Hoje a cidade foi Refundada.
Como disse Jampa, temos um novo Marco Zero.
Não mais o marco zero do português colonizador.
Mas dos cidadãxs exercendo seus direitos.

10.000 pessoas em fluxo
abençoam esse nascimento.

Acabou-se, Consórcio Novo Recife.
A partir de amanhã nós
vamos debater mesmo
não mais a reintegração de Posse
mas a RETIRADA de vocês 
das decisões sobre a cidade.

EVOÉ, UM RECIFE NOVO SURGIU
Obrigado Moura Dubeux, Queiroz Galvão e construtoras!
Vocês ajudaram a cidade a se RE-CONHECER!

A HISTÓRIA SE ABRIU NOVAMENTE
A UTOPIA ESTÁ BRINCANDO DE NOVO

- O projeto Novo Recife é ilegal? Liana Cirne Lins responde.

- O #OcupeEstelita defende que o cais fique abandonado? Ana Paula Portella responde.

- O projeto Novo Recife vai garantir o acesso da população ao interior do Cais José Estelita? Cristina Lino Gouvêa responde.

- O “Novo” Recife é um projeto que integra a cidade? Mateus Alves responde.

- Esclarecimentos sobre o projeto Novo Recife, por Belize Câmara > http://direitosurbanos.wordpress.com/2012/12/29/esclarecimentos-sobre-o-projeto-novo-recife-por-belize-camara/

- Qual o problema da verticalização?, por Leonardo Cisneiros > http://direitosurbanos.wordpress.com/2014/03/23/qual-o-problema-da-verticalizacao/

- Sobre o Novo Recife e o modo de “fazer de otário” toda uma cidade, por Renato Feitosa > http://ombudspe.org.br/artigos/sobre-o-novo-recife-e-o-modo-de-fazer-de-otario-toda-uma-cidade/

- Foto tirada do Direitos Urbanos > https://www.facebook.com/photo.php?fbid=769734759713293&set=gm.604673339630249&type=1

- Nossos filhos merecem uma cidade que respeite a sua história. Negocia, prefeito! > http://vimeo.com/96808315

- Contra-editorial ao Jornal do Commercio, por Edilson Silva > https://www.facebook.com/groups/direitosurbanos/permalink/604056536358596/

- Uma fala de Cristiano Ramos: “Para além de ocupação, reintegração e destinação, o Estelita será sempre um desses momentos mágicos – igualmente encantadores e terríveis – que nos servem como fenda da fechadura, janela a revelar afetos insuspeitos e demonstrar que algumas estupidezes eram ainda maiores do que imaginávamos. Depois dele (ou melhor seria dizer “com ele”, já que não nos deixará?), teremos vontade quase irrefreável de alguns abraços, mas também precisaremos trocar de calçada muitas vezes, por saber que alguns diálogos (que ainda tentávamos) são praticamente impossíveis, além de extremamente perigosos. Estelita, candeia de tanta ternura; Estelita, seta que não nos deixará esquecer as possibilidades da ignorância e da truculência – horrendamente travestidas de informação e modernidade.”

- O sucesso do #OcupeEstelita e nossos vinte centavos, por Ivan Moraes Filho: “E estando lá, junto, cada um pôde dar sua contribuição, da maneira que achou conveniente. Não é pouca coisa ver tanta gente feliz num mesmo lugar com pouquíssima estrutura e nenhuma produção profissional. Num evento sem seguranças contratados, sem polícia e sem nenhum incidente que pudesse ser considerado como ponto negativo. Uma coisa linda de se ver é a capacidade que ainda temos de aprender e de conviver uns com os outros. O bloqueio da mídia foi vencido. A má vontade do poder público começa a ser superada diante da repercussão nacional e internacional do que acontece no Recife. Não há como ficar mais claro do que está: sobre o Cais, o que se quer é que toda a sociedade possa participar do debate sobre o que será construído na área através de um processo transparente e democrático.” > http://www.bodega.blog.br/anacronicas/o-cais-jose-estelita-sao-nossos-vinte-centavos/

- No Le Monde Diplomatique: A cidade que luta para não se tornar invisível. “Há alguns anos, Recife passa por um processo agressivo de transformação urbana. Nos acostumamos com o surgimento de um novo espigão em cada esquina: bairros formados tradicionalmente por casas mudam de maneira drástica com a demolição destas para a construção de prédios compridos. Comunidades inteiras são desalojadas sem o mínimo planejamento social. O que antes era uma rua de quintais, terraços e jardins, hoje é uma paisagem inóspita de muros altos, fachadas espelhadas e muitas vagas na garagem. Com a conivência do poder público, multiplicam-se os projetos imobiliários que visam apenas a geração de lucros e ignoram a dimensão humana. Assistimos à transformação do Recife amarelado de Renato Carneiro Campos, do Recife de cadeiras na calçada de Manuel Bandeira, do Recife cheio de gente de Alcir Lacerda, numa metrópole em que progresso contradiz identidade. Vemos a reprodução de um modelo de desenvolvimento urbano que espelha o fracassado sucesso de grandes cidades feitaspara poucos, como Dubai ou Miami: as grandes construtoras dominam o nosso solo, capitalizando a paisagem e segregando a urbe.” > http://www.diplomatique.org.br/acervo.php?id=3068

- Lia de Itamaracá no #OcupeEstelita. Emocionante!

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Lendo a internet

por   /  21/04/2014  /  19:19

- Para aqueles momentos em que a gente passa tanto tempo online, um pôster de Jean Jullien > http://shop.jeanjullien.com/collections/frontpage/products/i-feel-so-online

- A coragem de amarelar, por Vanessa Barbara: “Na área de turismo, damos uma ênfase excessiva ao valor da experiência, embora a vida seja feita sobretudo de não experiências, de coisas que optamos por deixar de lado porque não queremos ou não podemos fazer: hipertensos e epilépticos não podem saltar de bungee jump, assim como diabéticos não podem se entupir de doces. Há uma série de aspectos da existência que independem do nosso arbítrio, ao contrário do que acontece dentro do ambiente controlado dos esportes radicais, onde nos sentimos super-heróis capazes de tudo. (Animado, meu guia declarou: “É uma sensação incrível! Você sai de lá achando que é capaz de tudo, tipo… tipo suicídio!”.)” > http://www.hortifruti.org/2014/04/15/coragem-de-amarelar/

- What suffering does: “But notice this phenomenon. When people remember the past, they don’t only talk about happiness. It is often the ordeals that seem most significant. People shoot for happiness but feel formed through suffering.” > http://www.nytimes.com/2014/04/08/opinion/brooks-what-suffering-does.html

- Esposas do Silício, por Flávia Stefani, com ilustração do @liquidpigtm. A vida de uma tech wife californiana que trabalha em casa é mais ou menos assim: você não trabalha em casa. O seu trabalho é ocupar o tempo com qualquer atividade que ajude a não jogar todas as frustrações no casamento. Yoga. Crossfit. Aulas de filosofia. Workshop de meditação. Você lê o dobro do que normalmente leria se tivesse um emprego, em parte porque tem mais tempo para ler, em parte porque é importante que as outras pessoas pensem que ‘Ok, ela fica o dia todo em casa, mas pelo menos ela continua a par das coisas.’ Você passa mais tempo na Internet do que é saudável para qualquer ser humano. Você transforma a sua casa em um mural do Pinterest. Você chama os cachorros da vizinhança pelo nome. Você se pergunta se ter um filho ajudaria a atribuir mais valor ao que faz. Ou, no caso, ao que não faz —você não sabe mais a diferença. Você sente saudade da moça que trabalhava catorze horas por dia, que pagava sozinha o próprio aluguel, a mulher que não era casada com ninguém, que não tinha que se sacrificar por ninguém. Em algum momento da transição de redatora em Nova York para dona de casa do Vale, essa mulher adormeceu. Não é beijo de sapo ou príncipe encantado que irá despertá-la, mas uma carta do departamento de imigração dos Estados Unidos.” > http://ada.vc/esposas-silicio/

- Bailarina brasileira desiste do Bolshoi para fazer engenharia no MIT > http://educacao.uol.com.br/noticias/2014/03/20/bailarina-brasileira-desiste-do-bolshoi-para-fazer-engenharia-no-mit.htm

-Dá para banir e-mails de trabalho depois das 18h? > http://www.bbc.co.uk/news/magazine-26958079

- Como uma garota de 13 anos conseguiu criar sua marca de roupas > http://www.fastcompany.com/3029303/bottom-line/how-a-13-year-old-got-her-fashion-line-in-nordstrom

- Nós não somos dinamarqueses, por Denis Russo Burgierman > http://veja.abril.com.br/blog/denis-russo/cidade/nos-nao-somos-dinamarqueses

- A importância de dizer obrigada, em uma palestra de 3 minutos no TED:

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A armadilha do “Faça o que você ama”

por   /  18/02/2014  /  11:11

Há pouco mais de três semanas, decidimos falar menos, mas trocar mais. Criamos, então, um blog para a Contente > http://contente.vc/blog/

Para nossa surpresa, o feedback foi muito maior do que a gente esperava, o que nos encoraja a continuar pensando cada vez mais na internet que a gente quer.

Semana passada, publicamos uma longa entrevista que fiz com a Bárbara Castro, socióloga, sobre o lema “Faça o que você ama”. Coloco aqui o começo da entrevista. E peço pra que quem se interessar vá lá no blog ler tudo. Foi uma alegria conversar sobre esse tema com alguém tão brilhante. Leiam! > http://contente.vc/blog/a-armadilha-do-faca-o-que-voce-ama/

Vivemos em um mundo imperativo que a toda hora nos sugere com veemência o que devemos fazer para ter uma vida melhor. Seja você mesmo, ame o seu amor, faça o que você ama. Nas paredes das ruas e nos murais da internet, as frases se impõem a todo momento, nos incentivando a sermos mais completos e felizes (muitas delas até já apareceram no nosso projeto Autoajuda do dia, aliás). Mas esse mesmo incentivo, quando feito em excesso, também acaba nos causando uma certa angústia. Afinal, sabemos que a vida é feita também de vulnerabilidade e que ainda vamos falhar muitas vezes, por mais que a gente passe dia após dia em busca dessa satisfação total.

Não tinha idéia de quando o discurso do “Faça o que você ama” tinha começado a aparecer com tanta frequência ao meu redor. Geralmente quando percebo alguma coisa assim, minha primeira reação é achar que todo mundo está sentindo a mesma coisa (ô, pretensão!). Depois costumo fazer o recorte: isso deve ser coisa de nicho, do meu nicho, de gente que faz trabalhos criativos, que consegue inventar sua própria rotina etc. O próximo passo é sair da superficialidade e entender melhor o tema.

Depois de ler uma matéria da Slate que fala sobre como o lema “Do what you love, love what you do”, estampado em pôsteres lindos que compõe a decoração do home office (obrigada por me mandar, Jana!) pode ser uma grande armadilha, encontrei minhas amigas do trainee da Folha para um jantar. Comecei a discutir com uma delas sobre o texto. E qual não foi minha surpresa? A Bárbara tinha passado o segundo semestre de 2013 inteiro dando aulas sobre o assunto!

Fiz uma entrevista com ela. E o que ganhei em troca foi uma aula sobre a história do trabalho. Bárbara Castro é socióloga e doutora em ciências sociais pela Unicamp (Universidade de Campinas). É especialista em discussões sobre trabalho e gênero e atualmente dá aulas no curso do sociopsicologia da FESPSP (Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo).

“Não é todo mundo que pode, efetivamente, largar tudo e botar um mochilão nas costas (e aqui não faço nenhum julgamento moral sobre isso, é só uma questão de oportunidades e de classe), isso gera uma ansiedade absurda em quem já se sente oprimido pelo trabalho”, diz ela na entrevista. “O problema é que o que circula são sempre os casos bem sucedidos. De quem pediu demissão e inventou um negócio bem sucedido. De quem nunca trabalhou em uma firma e vive de frila, rodando o mundo enquanto escreve uma ou outra matéria. Mas o que eu sempre me pergunto é: quem pode, efetivamente fazer isso? Eu acho restrito, ingênuo e glamourizado. Porque amar o que você faz sempre vem acompanhado de ter dinheiro, morar em uma cidade incrível e cara e ser bem-sucedido. É um discurso de felicidade que, além de irreal pra maioria das pessoas, que não vivem de trabalhos criativos que podem ser feitos fora de uma empresa, traz um modelo de felicidade hermético. E acho que o que a gente precisa discutir de verdade é o que existe no trabalho tal como ele é organizado hoje, que nos faz abrir esse flanco entre produção e felicidade.”

A entrevista completa > http://contente.vc/blog/a-armadilha-do-faca-o-que-voce-ama/

As imagens que ilustram a entrevista são da Ana Luiza Gomes.

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Futuros amantes

por   /  13/02/2014  /  18:18

Apaixonar-se por um sistema operacional que habita seu computador e seu telefone é possível – e vai acontecer quando você menos esperar. Simplesmente porque se apaixonar pelo seu sistema operacional parte da mesma premissa de se apaixonar por uma pessoa de carne e osso: um conjunto de interesse, atenção, dedicação e tempo. Se vivemos cada vez mais grudados nas telas que nos cercam, vai ser natural flertar com essa disponibilidade constante (ou ao menos cogitá-la). A vontade de ficar junto e o tesão vão aparecer em seguida. Afinal, o que é o começo do amor se não a escolha de duas pessoas de construírem uma história juntas?

“Ela” é o novo filme de Spike Jonze (“Onde Vivem os Monstros”, “Quero Ser John Malkovich”, “Adaptação”) e conta a história de Theodore, um cara que acabou de se separar do amor da sua vida e que ganha a vida escrevendo cartas de amor para terceiros. Estimulado por uma propaganda que quase promete redenção, o personagem de Joaquin Phoenix compra um novo sistema operacional que não apenas vai organizar toda a sua vida (incluindo seus e-mails e contatos e até um futuro livro, que sonho!) mas evoluir com ele, por meio de troca e intuição. É assim que ele conhece Samantha, que é apenas a voz de Scarlett Johansson – e consegue ser sexy pra caramba.

O filme se passa numa Los Angeles de um futuro incerto. Não dá pra saber se o ano é 2040 ou 2200. Mas dá pra perceber que no futuro não vai existir engarrafamento, o metrô vai te levar até a praia e os aparelhos tecnológicos não vão ser tão high tech, e terão, sim, um ar bem retrô. Suas roupas também. Pode apostar numa calça de cós muito alto, meio desengonçada até. E numa casa extremamente clean e funcional. Na rua, muitos painéis coloridos, de onde sempre vai sair alguma imagem em movimento. Tudo muito bonito e agradável, como se a vida tivesse ganhado um eterno filtro de Instagram.

Em contraste com as mudanças, o amor permanecerá como sempre foi. Vai começar devagarinho e, de repente, vai ter mudado o dia, fazer com que a gente queira ser melhor. E vai tornar a vida mais leve e completa. De repente pode até surgir um ciúme bobo, uma insegurança, um medo de perder aquela conquista que a gente pensa que é replicável, mas percebe que acontece poucas vezes na nossa trajetória. Vem um medo danado, e a racionalidade diz pra gente acabar com tudo. Numa dessas, grandes amores se desfazem. Em outras, se renovam. E, no fundo, a gente entende que passa a vida querendo escapar da solidão para sentir o que tivemos quando o coração foi pleno e feliz.

Criada para evoluir, Samantha começa trazendo conforto e depois apresenta o risco. E nisso ela é como qualquer um de nós. Os questionamentos da relação homem x sistema operacional, também. Conseguimos lidar com as nossas mudanças e a do outro no meio do caminho, sem nos assustarmos? Ou travamos com a incerteza e o medo? A certa altura, quando é indagado pela amiga Amy (Amy Adams) se está apaixonado por um sistema operacional, Theodore hesita. E logo depois é confortado por ela:

Qualquer pessoa que se apaixone é uma aberração. É uma coisa louca de se fazer, uma forma aceitável de insanidade.

Se fomos e somos insanos, fico achando possível que a gente escute histórias de novas configurações de amor num futuro tão longe e tão perto, ainda mais se elas vierem embaladas pelo filtro de promessa de perfeição. Pra mim, é impossível pensar no amor sem toque e pele, mas vai que pra um monte de gente não é bem assim? Daí lembro da frase de uma amiga querida: a tecnologia vai matar o amor. E pergunto: a tecnologia vai matar o amor ou a tecnologia vai inventar novas formas de amor? Deixem suas apostas nos comentários!

“Ela” entra em cartaz nos cinemas do Brasil nesta sexta-feira (14/2). Aproveitem para ver antes “Her: Love In The Modern Age”, um documentário dirigido por Lance Bangs e que mostra as reflexões de gente como Olivia Wilde, James Murphy e Bret Easton Ellis sobre o filme > http://www.youtube.com/watch?v=ZSfUcWw9zto

* Escrevi este post como um publieditorial da Sony, distribuidora do filme, e do Creators Project/Vice, que fez o documentário. Espero que vocês gostem!

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Somos tragicamente inseguros e carentes

por   /  11/02/2014  /  10:10

Gosto muito das colunas do Contardo Calligaris na Folha. A penúltima do ano passado foi especialmente boa > http://www1.folha.uol.com.br/colunas/contardocalligaris/2013/12/1387352-feliz-natal-2013.shtml

1) Gostaria que, ao menos por um tempo (que você escolhe –entre uma semana e um ano, ok?), ninguém possa mais lamentar o fato de que estaríamos todos apaixonados por nós mesmos.

Desculpe, Papai Noel, mas não aguento mais ler e ouvir críticos culturais improvisados (ou não) castigando nosso “narcisismo”. Você dirá: mas não é verdade que somos narcisistas? Claro que é verdade, mas acontece que você é um homem culto, até porque faz séculos que passa o ano lendo ao lado da lareira, lá no polo Norte, enquanto seus gnomos fabricam os brinquedos.

Você, desde os anos 60, estudou Kernberg, Kohut e Christopher Lasch, e sabe que “narcisista” pouco tem a ver com a história de Narciso apaixonado por sua imagem: somos narcisistas no sentido clínico, ou seja, somos tragicamente inseguros e carentes, eternamente dependentes da apreciação dos outros.

Vivemos contando os “curtiu” nos nossos posts no Instagram. Longe de pensar só em nós, agimos em função das reações que gostaríamos de provocar nos outros; seduzimos, provocamos, mas raramente seguimos uma necessidade que seja realmente nossa.

Não adianta: aqui o pessoal fala que somos narcisistas porque morremos de amor por nós mesmos.

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A foto é da Olivia Crawford.

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A festa é minha e eu choro se eu quiser

por   /  22/01/2014  /  8:08

Escreveram o livro que traduz com perfeição várias sensações que experimentamos todos os dias ao usar o Instagram, o Facebook, o Twitter e qualquer outra rede que vier a surgir e que nos faça pensar que, quanto mais mostrarmos nossas vidas perfeitas, mais seremos felizes.

“A Festa é Minha e Eu Choro Se Eu Quiser” é o primeiro livro de Maria Clara Drummond, escritora e jornalista carioca de 27 anos. Em pouco mais de 80 páginas, ela faz uma crônica do que eu tenho chamado de Vazilândia (talvez fosse mais legal traduzir o termo pro inglês: Emptyland. Mais cool, né? Mas não).

Vazilândia é um universo nada obscuro, do qual qualquer um pode fazer parte. É o mundo da aparência e da falsa conexão, onde importa se vestir a partir das mesmas referências, frequentar os mesmos lugares, viajar para destinos badalados, frequentar estréias e vernissages muito cool, postar o seu dia a dia no Instagram, se alimentar de likes, comentários e número de amigos ou seguidores e chegar em casa e se sentir uma merda. Sozinho, oco, perdido, sem saber o que importa de verdade ou o que quer da vida.

No livro, Maria Clara conta a história de Davi, um jovem cineasta carioca que aceita um emprego em publicidade em São Paulo, passa a frequentar as melhores festas, vai a Cannes e se sente completamente sem rumo, usa drogas legalizadas e outras não pra escapar da dureza que é acordar e não saber porque decidiu atuar com tanta destreza em um filme cujo roteiro está completamente desamarrado. Em certo momento, o personagem diz:

Na verdade, o objetivo disso tudo é: beber durante a noite para tentar esquecer a angústia ou ao menos deixá-la em segundo plano. No dia seguinte, dormir muito e só acordar no meio da tarde. Aí só falta metade do dia em consciência, e logo posso voltar a dormir ou beber. Mas não importa. De tudo o que eu faço o objetivo principal sempre é escapar.

Estamos conectados o tempo todo, viajando na nossa própria viagem de que nossa vida editada uma hora vira vida de verdade. Será? E aí vem outro trecho:

Quanto mais você se aproxima de ser um adulto bem-sucedido mais você se afasta da felicidade. E aí, cara, chega num ponto que não tem mais jeito, babou. Você não vai abrir mão das suas regalias. São as festas, são as meninas, os amigos badalados que te querem sempre por perto, é ouvir toda hora você é o máximo! De pessoas que também são consideradas o máximo e ser exaltado primeiro no microcosmo da Incógnito e, logo depois, no Rio de Janeiro todo, e ouvir que pessoas de São Paulo já sabem quem você é e querem estar sempre por perto, é receber uma proposta de trabalho em São Paulo por um salário muito melhor, em um cargo muito melhor e com muito mais oportunidades de ganhar mais e mais dinheiro e conhecer mais e mais gente e assim você vai crescendo seu status e sua suposta felicidade, que na verdade já deixou de ser felicidade há muito tempo, lá na sua primeira conquista, e agora é só um turbilhão de acontecimentos instagramados que vão se multiplicando, porque você sabe que se parar por um minuto você não volta do seu buraco interno jamais.

Ops… Parece que foi você que escreveu isso em um daqueles dias em que está mais pra baixo? Também tive essa sensação. E toda vez que sinto isso, penso: não dá pra achar que o problema é o Instagram ou o Facebook, mas sim as conexões de verdade que a gente deixa de fazer com as pessoas, né? E pra falar disso, seria necessário um outro livro – ou um outro post!

Rápido, preciso e atual, “A Festa é Minha e Eu Choro Se Eu Quiser” é um livro que fala sobre a bolha de que muitos de nós fazemos parte de vez em quando. Aproveitei pra conversar com a Maria Clara sobre essas coisas todas.

Qual foi o clique que te deu pra escrever esse livro?

Sempre gostei de escrever, mas nunca ficava satisfeita com nada – e olha que eu sempre escrevi obsessivamente. Quando tentava contos, sentia que ficavam frios e sem alma. Também escrevia algo similar a uma prosa poética, mas, na maioria das vezes, tinha alma em excesso e o resultado era muito melodramático – além de ser muito difícil editar textos tão pessoais. Com a carreira de jornalista engatilhada, o sonho de escrever um romance ficava cada vez mais adormecido.

No dia 1º de janeiro, assim que cheguei em casa da minha festa de réveillon, sentei no computador e escrevi: “Cara. Melhor réveillon da minha vida. Mas, mesmo assim, ano que vem passo em casa, quieto.” Era um desabafo, porque de fato eu passo quase todos meus réveillons em casa, dormindo, e este eu passei em uma superfesta na casa de uma amigo, me divertindo horrores. Mas aí, sem muito planejamento, surgiu esse personagem e todo o círculo de amigos dele e suas respectivas personalidades. Escrevi praticamente o capítulo 1 inteiro neste dia, de uma vez só – mas é lógico que, ao longo dos seis meses que passei me dedicando ao romance, ele foi reescrito inúmeras vezes. O livro foi criado espontaneamente – sua estrutura foi sendo desenvolvida na medida que ele ia sendo escrito, na base de muitos testes.

Da série perguntas carregadas de suposição: como foi escrever uma história baseada na vida de 90% dos seus amigos e conhecidos?

Praticamente nada que existe de factual do livro foi baseado na vida de pessoas que eu conheço, somente alguns detalhes que serviam de inspiração para uma ficção nascer dali. Por exemplo, poucos dias antes do réveillon, fui à Comuna (bar que eu e meus amigos frequentamos no Rio) e, no bar, desabafei para um amigo: Não estou aguentando minha existência. Ele pegou a cerveja dele e disse: Ninguém aqui aguenta, tá todo mundo fingindo. E aí ele foi dançar e eu fiquei olhando aquele grupo de pessoas, aparentemente tão alegres. Fiquei com esse diálogo na cabeça (que reproduzi no livro) e dali surgiram várias cenas e pensamentos para a história. Muitas das reflexões foram baseadas em conversas com amigos sobre nossa geração.

Alguém ficou chateado? Ou a reação mais constante foi do tipo: “uow, é exatamente isso! O que a gente faz agora”?

Não, a reação foi positiva. Alguns disseram que ficaram meio perturbados e envergonhados de se identificarem com o Davi, mas foi uma perturbação boa, uma reflexão.

Como é viver em um mundo em as coisas só existem se forem postadas?

Acho que a chave para essa pergunta esta no parágrafo de conclusão do livro: inveja de nós mesmos. Aparentemente todos nós vivemos uma vida incrível, somos bonitos (todo mundo é lindo no selfie), inteligentes, frequentamos festas e exposições. Mas, no fundo, sabemos que não somos tão ~ legais ~ assim e daí vem a crise. Creio que a obrigatoriedade do sucesso que sempre existiu na sociedade norte-americana tenha se globalizado com as redes sociais, a ponto de virar pecado fracassar. Procuramos aparentar sucesso e felicidade, mais do que ser – e quando passamos a vida olhando para fora ao invés de olhar para dentro fica mais e mais difícil alcançar o que seria a felicidade.

Desaprendemos a falar a real uns para os outros em troca dessa exaltação de que somos o máximo o tempo inteiro?

Quando temos amizades verdadeiras, como as de infância, existe esse momento de falar A REAL. No entanto, muitas vezes essas amizades ocupam menos espaço na nossa vida, dando lugar a amizades do trabalho ou que sejam de alguma forma importante para o networking.Em cidades mais cosmopolitas, como São Paulo, isso acontece com frequência: tem uma frase da Tina Brown, que foi editora da Vanity Fair e da New Yorker, que simboliza bem esse espírito: “You don’t make friends, you make contacts”.  No Rio de Janeiro, que é uma cidade bem provinciana, é menos comum. Você encontra seus amigos de infância no Baixo Gávea: um surfista que ainda mora com a mãe, um CEO milionário, um artista hypado… E tá tudo certo.

É difícil para quem cresceu tendo tudo e podendo tudo lidar com frustração?

Sim, com certeza. Isso já foi bem explorado por vários artigos que tentam dissecar os chamados Millennials. Especificamente no Brasil, a minha geração foi criada em um momento econômico bom, o que torna as suas expectativas ainda mais irreais – isso somado à felicidade dos outros mostrada em redes sociais e revistas de lifestyle torna a combinação ainda mais explosiva. Uma frustração normal da vida toma ares de fracasso que só você passa – os outros estão lá, felizes e bem sucedidos.

Depois de escrever o livro, você pensou em tomar uma decisão “drástica”, do tipo ficar longe de redes sociais?

Amo Facebook. Gosto de discutir sobre política e outros temas relevantes com uma gama imensa de pessoas que eu normalmente não conversaria e que tem pontos interessantes a acrescentar – aprendo a partir dos links que os outros postam, sites e assuntos que eu não teria acesso de outra forma. A linguagem de internet é descontraída, mesmo quando o assunto é sério. Isso me agrada. Normalmente, não perco meu tempo vendo vídeos virais, nem tenho muita paciência para humor de internet – de vez em quando surgem uns ótimos e é bom, mas a maioria acho sem graça. Em geral, uso o Facebook como plataforma para fóruns de discussão sobre assuntos variados.

Odeio Instagram. Perdi meu iPhone e tive que ficar dois meses sem o aplicativo e foi ótimo. Me senti bem mais leve. Instagram é superficial e desperta o pior das pessoas: inveja, competitividade, narcisismo. Atualmente uso pouco essa rede social e pretendo usar cada vez menos.

O Instagram não te trouxe nada de bom?

Acho que não. Por vezes acho divertido (estou viajando e estou gostando de tirar fotos e deixá-las mais bonitas), mas tendo a relacionar o Instagram com ansiedade. Ansiedade de se mostrar feliz, de ter a sensação de ser querida, e é uma sensação falsa, porque likes não contabilizam amor. Já ouvi alguém dizer: “acho que ela não é muito querida, ela não tem muitos likes”. Outro dia, falava com uma amiga sobre como me senti mais leve quando estava sem Instagram e ela disse: “mas aí as pessoas podem esquecer que você existe, é ruim para o marketing pessoal” – ela disse isso a sério e creio que muita gente pensa assim.

Às vezes o Instagram pode ser útil para se começar um primeiro contato com alguém que você admira, pois cria-se uma conexão de forma mais leve que no Facebook, onde normalmente você precisa conhecer a pessoa para virar amigo. Dessa forma, fico feliz de ter algum tipo de relação com essas pessoas que não conheço, mas admiro o trabalho (principalmente se essas pessoas me seguirem também), mas como o instagram não permite muitas interações por texto (onde me saio melhor – sou meio ruim com imagens e isso deve influenciar minha implicância com o aplicativo) normalmente esse tipo de contato permanece superficial, na base de likes. Então, sou meio indiferente em relação às benesses do Instagram.

O que a internet te trouxe de mais assustador até hoje?

Acho a internet ótima, o problema é alguns tipos de rede social que fazem com que seja muito tentador se comparar com os outros a partir de critérios aleatórios como likes, seguidores etc. Isso torna as pessoas mais narcisistas, autoconscientes, competitivas e invejosas. Mas nada que um pouco mais de terapia e introspecção não resolva. Qualquer problema do mundo moderno (tanto oriundo das redes sociais ou os que eu trato no livro) pode ser resolvido com uma boa dose de introspecção, silêncio, autoanálise, leitura. Menos selfie, mais Freud e Jung – as pessoas podem até começar a ler sobre esses dois pensadores em um texto de internet para então migrar para um livro.

E de mais surpreendente?

Acho internet ótima para relações pessoais, é mais fácil você se aproximar de pessoas com quem você tenha afinidades. Você tem a chance de ler sobre assuntos que normalmente não leria – eu não tinha o menor interesse sobre feminismo até minha timeline ser inundada por posts dessa espécie e só a partir daí que comecei a pesquisar sobre o assunto. Tem mil ensaios interessantes disponíveis na web. É lógico que um artigo de internet pode ser insuficiente comparado a texto mais extenso que você encontra em um livro, mas é um bom ponto de partida para você começar a desenvolver uma espécie de curadoria intelectual (ex: não me interesso sobre fenomenologia, mas descobri que amo semiótica e vou me aprofundar no assunto).

Quem você quer que te leia? Vale fazer uma citação genérica do tipo “jovens de 30 anos que moram em São Paulo” ou nominal: “aquele cara que tem a família perfeita no Instagram”.

Imagino que meu livro seja mais atraente para jovens (de qualquer canto do mundo), entre 20 e 35 anos, mas nada impede que um adulto de 55 anos leia e se identifique com o Davi.

“A Festa é Minha e Eu Choro Se Eu Quiser”, de Maria Clara Drummond

Editora Guarda-Chuva

Mais em > https://www.facebook.com/pages/A-festa-%C3%A9-minha-e-eu-choro-se-eu-quiser/1387164904851450

Crédito das imagens: divulgação + Pinterest + Pinterest

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As mulheres inspiradoras de 2013

por   /  20/12/2013  /  11:11

Uow, que presentão de fim de ano! ♥

Acabo de saber que tô na lista As mulheres inspiradoras de 2013, feita pelo excelente Think Olga!

Mais legal ainda é ver que a lista é cheia de mulheres que eu acompanho e admiro!

É quase uma tradição: todo final de ano, as grandes publicações do país fazem suas listas de pessoas mais influentes. E uma parte desse ritual é colocar poucas mulheres. Esse problema já foi destrinchado várias vezes, mas ainda há quem insista que essa ausência seja justificada – “não existem mesmo tantas mulheres influentes na área X”, é um dos argumentos mais usado. Para provar que isso não faz sentido, criamos essa lista das mulheres inspiradoras de 2013. Ela nasceu de maneira informal durante um debate no grupo de discussão da Olga, o Talk Olga, e não é, nem pretende ser, definitiva. Sabemos que ela é um recorte – seja da nossa classe social, da cidade em que vivemos, da cor da nossa pele e até mesmo dos nossos interesses pessoais. Por isso mesmo, ela não pode parar. Os leitores estão convidados a acrescentarem não apenas novos nomes nos comentários, mas também novas categorias. O importante é provarmos que existem muitos trabalhos relevantes feitos por mulheres, e que eles não merecem ser ignorados. Daí quem sabe as outras publicações não começam a lembrar mais das mulheres nas suas listas de 2014?

Muito obrigada, Think Olga e Fabi Secches!

Vejam a lista completa > http://thinkolga.com/2013/12/19/as-mulheres-inspiradoras-de-2013/

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