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Posts da categoria "especial don't touch"

blogcampPE

por   /  25/11/2010  /  14:32

E lá vou eu pra Recife falar de internet! Participo amanhã (sexta, 26) do BlogCampPE > http://twitter.com/#!/blogcamppe

Dêem uma olhada na programação, que tá super boa! Não precisa fazer inscrição, basta chegar e assistir às palestras e aos debates  =)

Sexta, 26

  • 10h – Apresentação do Evento (Membro da organização do Evento)
  • 10h30 – Abertura: Alexandre Inagaki (Yahoo Brasil e Pensar Enlouquece.com – SP) – Introdução às mídias sociais e Blogosfera: Ei, como posso ganhar dinheiro com isso tudo?
  • 12h – Almoço
  • 14h – Empreendedorismo: Marcel Dias (Byte que eu gosto – PE) // Maria Carolina – (Kingo Labs – SP) //
    Leandro Reinaux – (Tuit_in – PE) // Marco Gomes – Boo-box (SP) – Mediador: Hilário Junior
  • 16h30 – Polêmicas na Internet: Catalizando polêmicas e transformando-as em oportunidades. – Thiago Pereira (Cleycianne.com – SP) / Mr. Manson (cocadaboa.com e Espalhe – SP) / Eden Wiedman (Dani – PE) – Mediador: Rodrigo Duguay (UNICAP/ UFPE / Universo)
  • 18h – Coffee Break
  • 18h30 – Cyber Cultura: como usar a Blogosfera para difundir cultura? – Daniela Arrais – Don’t touch my Moleskine (SP/PE) / Maíra Viana – Autora dos Livros de O Teatro Mágico (SP/PE) / Bruno Graziano – Controle Remoto Filmes – SP (produtora dos clipes da Banda Restart e de conteúdo cultural para internet) – Mediação: Bruno Nogueira (PE)
  • 20h – Encerramento

Sábado, 27

  • 14h – Jornalismo, Portais e Blogs: Felipe Menezes (Jc Online – PE) / Rosário de Pompeia (Lefil Comunicação – PE) / Chico Feitosa – Editor PE360Graus (PE) / Juan Diego Polo (Wwwhats New – Espanha) / Raphael Acioli – Assessor de Comunicação Luan Promoções (PE) – Mediação: Pierre Lucena – Blog Acerto de Contas (PE)
  • 16h30 – Como fazer sucesso na Internet: Pioneirismo, oportunidades e como gerar repercussão: Phelipe Cruz (Editor do PapelPop e Capricho.com.br – SP) /  Lalai (lalai.net – SP) / Cecilia Lima  (Closet Online – SP/PE) / Raphael Mendes (Bobagento.com – PR) / – Mediação: Samantha Shiraishi (A Vida Como A Vida Quer www.samshiraishi.com – SP)
  • 18h – Coffee Break
  • 18h30 – Memes e a Internet: Lucas Celebridade (PI) / Camilla Uckers – Safadeza Oculta (CE) / Alessandra Siedschlag (Tedouumdado.com.br e R7.com SP)  – Mediação: Fernando Fontanella (UNICAP/UFPE)
  • 20h – Encerramento.

Mais em > http://blogcamppe.com/

A foto eu achei no Thinking for a Living

TEDxAmazônia

por   /  15/11/2010  /  22:01

Eu sempre achei que querer mudar o mundo era uma idéia muito pretensiosa. Até que fui à Amazônia e conheci mais de 50 histórias de pessoas que me mostraram o contrário. Mudar o mundo é totalmente possível. O seu mundo, o mundo de uns jovens que moram numa cidadezinha no litoral do Ceará, o mundo de um artista que perdeu os movimentos do corpo, o mundo de quem busca não apenas os direitos garantidos pela Constituição mas também a felicidade… Basta ter vontade, deixar o fogo de palha sumir e apostar em atitudes, idéias e projetos capazes de mudar vidas.

O TEDxAmazônia aconteceu no fim de semana dos dias 6 e 7 de novembro, no Jungle Palace, um hotel flutuante que não flutuava por conta da seca que atinge o rio Negro. Em dois dias de palestras, gente do mundo todo contou suas experiências. Não era difícil chorar em vários relatos… Foi fácil sair de lá com a cabeça fervilhando de novas idéias e com o coração cheio de vontade de mudar o mundo…

Contextualizando: o TED é um evento anual que acontece nos Estados Unidos e reúne pensadores de todas as áreas que falam durante 15 minutos sobre seus projetos. A conferência teve início nos anos 1980 e era focada em design, tecnologia e entretenimento. Em 2002, o curador Chris Anderson mudou a estrutura, e o mote do TED passou a ser “idéias que valem a pena ser espalhadas”.  No site, vocês conseguem ver palestras maravilhosas, com anônimos e famosos, como Al Gore > http://www.ted.com/

Com as palestras disponibilizadas na internet, o TED ganhou proporção global, e os organizadores começaram a receber pedidos para que o evento fosse feito fora dos EUA. E aí, explicou Lara Stein, do escritório do TED em Nova York, o TED passou a permitir que grupos independentes organizassem seus eventos, seguindo os princípios da conferência. Assim, surgiu o TEDxAmazônia, cujos vídeos em breve vocês poderão ver em > http://tedxamazonia.com.br/

E lá vamos nós! Ah, a foto aí de cima eu tirei quando chegamos ao rio Negro  =)

Alexandre Sequeira, fotógrafo

“Falar de fotografia é falar de como a gente vê a vida.”

Em um vilarejo a 150 quilômetros de Manaus, o fotógrafo Alexandre Sequeira construiu sua teia de afetos. Mais interessado nas pessoas do que na fotografia, Alexandre foi se aproximando dos moradores daquela cidade às margens do rio Içana. Um dia, uma senhorinha pediu que ele fizesse um retrato dela, para um documento. O fotógrafo prontamente atendeu o pedido. Quando se viu na foto, a senhora saiu mostrando a imagem para mais moradores, que começaram a fazer outros pedidos. Alexandre fazia as fotos, as colocava num varal e pedia que cada um reconhecesse a sua e a levasse pra casa, sem custo, já que uma bolsa de pesquisa bancava a produção. Muitos nunca tinham se visto no papel. Vivendo o dia a dia dessa comunidade, entrando na casa de um e de outro, um dia o fotógrafo viu o reflexo de uma moradora sobre um lençol que fazia as vezes de cortina. Pediu a ela aquela cortina, e ela não entendeu porque ele ia querer um objeto de tão pouco valor. Com um computador, ele ampliou os retratos dos moradores e os imprimiu nesses lençóis, cortinas e outros panos. E os expôs na cidade. Uma senhora disse: “Nunca imaginei que minha cortina fosse tão parecida comigo.” Juntos, eles se descobriram, contaram histórias, celebraram a imagem e a memória. Alexandre contou tudo isso com uma emoção de encher os olhos. Os dele e os nossos.

Bernardo Toro, filósofo e educador

Diz o livrinho do TEDx: Bernardo Toro é um filósofo e educador que acredita que não há democracia sem educação de qualidade. Ele se dedica a repensar a educação do século 21 e propõe que educar significa formar crianças com a capacidade de compreender o contexto que as cerca. Apaixonado pelo que faz, Toro falou sobre a importância do cuidado. “Saber cuidar é o novo paradigma ético da civilização.” E esse cuidado se dá em três esferas: precisamos cuidar de nós mesmos (do corpo, do espírito e do intelecto, aprendendo a controlar os sentimentos aflitivos), dos outros e do planeta. “A inteligência consiste em saber pedir ajuda”.

Chris Carlsson, ativista urbano

Fui tomar água e só consegui ouvir a palestra do Chris Carlsson, fundador do grupo Critical Mass, um movimento anárquico de ciclistas que invadem as ruas da cidade pedalando sem destino certo. Ele propõe que a gente substitua o Do It Yourself pelo Do It Together. Tudo por um mundo melhor.

Deise Nishimura, bióloga

“Viver não é aprender a esperar as tempestades passarem, mas aprender a dançar na chuva.”

Deise estava vivendo o sonho de sua vida: morava numa casa flutuante no meio da Amazônia, cuidava de botos, tinha aprendido a pescar, a dirigir barco, a ouvir todos os sons da natureza. Até que foi puxada pelo rio por um jacaré, que a levou para o fundo do rio! Lutou contra ele bravamente, apertou seus olhos com as mãos e conseguiu voltar à superfície. Quando se deu conta, não tinha mais uma das pernas. Deise conseguiu pedir ajuda, foi levada para Manaus, depois para São Paulo, onde passou por vários questionamentos do tipo “por que comigo, o que eu fiz pra merecer isso?”. Mas a menina de olhos puxados e sorriso gigante se deu conta de que lamentar num adiantava nada: aprendeu a andar de novo com uma perna mecânica, a encarar os olhares tortos, a rir com as crianças que dizem que ela tem perna de robô. “Ainda estou aprendendo a fazer as coisas, realmente me adaptando à nova realidade. Às vezes não é fácil, mas eu não quero que sintam pena de mim. Quero ser um exemplo de superação”, disse. E Deise percebeu que seu sonho continua o mesmo: viver na Amazônia. “Os meses que eu passei na Amazônia foram os melhores da minha vida.” A essa altura, Deise já deve estar instalada novamente no meio da natureza, vivendo sua paixão.

Demos Helsinki, coletivo filosófico

“A felicidade não é um estado de espírito, mas um processo.”

O povo tem que ter acesso a saúde, educação, moradia, emprego e todas essas coisas que tornam uma sociedade decente. Mas quando se vive no primeiro mundo, em que direitos são direitos e são garantidos, pode-se ir além. E é isso que o coletivo Demos Helsinki, formado por filósofos, sociólogos, jornalistas, propõe: uma política da felicidade, que tem cinco pilares – 1) tempo livre de verdade; 2) lugares com significado; 3) cooperação; 4) estilos de vida saudáveis; 5) famílias abertas.

Vocês conseguem ver o manifesto completo em Politics of Happiness > http://demos.fi/

Edgard Gouveia Jr., arquiteto e urbanista

Mudar o mundo pode ser rápido, divertido e nem exige que você coloque a mão no bolso. A partir dessa filosofia, Edgard Gouveia Jr. cria projetos para mudar a vida de pessoas. Sabe quando a gente vê no jornal e na TV aquela enchente que deixou um monte de desabrigados? A gente se comove, pensa em ajudar, mas em pouco tempo vem uma outra notícia ruim e a gente esquece. Edgard não esquece. Quando viu como as enchentes que atingiram Santa Catarina tinham deixado estragos não apenas concretos, mas emocionais, Edgard criou um jogo para que a populção recuperasse áreas públicas, bem materiais e, principalmente, a alegria de viver. Assim surgiu o Oásis Santa Catarina, que vocês podem ver mais aqui > http://oasismundi.ning.com/ Ele diz que, brincando, todo mundo é empreendedor, quer mostrar o melhor de si e não quer parar de jogar. Então, na hora de propor uma colaboração, a gente tem que apelar pro lado divertido da coisa. Afinal, a gente liga trabalho a sacrifício. “E não é elegante chamar amigo pra sofrer… Mas pra brincar…”, sugere.

Leinad Carbogim, socióloga

“Eu só peço a Deus que a dor não me seja indiferente, que a more não me encontre um dia solitário sem ter feito o que eu queria.” (Mercedes Sosa)

Os jovens de Icapuí, no litoral do Ceará, não queriam sair dali pra conquistar o mundo na cidade grande. Mas também não viam perspectiva de crescer, de ter uma profissão. Foi aí que a socióloga Leinad viu a oportunidade de construir uma teia de sustentabilidade no município, criando oportunidades de estudo, de emprego e de negócios pra aquele povo. Hoje, Icapuí descobriu suas possibilidades, diz Leinad, e elas vão do turismo à gastronomia. E sabe o que a deixa mais feliz? Perceber que todo mundo ali vive com um sorriso no rosto.

Paul Bennett, diretor criativo

“The less I say, the more I learn.”

Bennett é um dos sócios da Ideo, “uma das 25 empresas mais inovadoras do mundo”. E o que ele e seu time fazem pra consquistar essa alcunha? Ouvem, observam, falam e fazem. Desenvolvem projetos olhando de verdade o que os clientes querem. Exemplo tirado do caderninho do TED: “Um hospital contratou a Ideo para fazer uma pesquisa sobre a experiência de seus pacientes. Em vez de gráficos e apresentações em Power Point, Bennett produziu um vídeo de seis minutos mostrando o teto do quarto de um paciente. O vídeo inspirou uma série de mudanças no hospital _incluindo a redecoração do teto dos apartamentos.” Para Bennett, a gente precisa olhar nas profundezas, ir além do óbvio e acreditar no poder da colaboração.

Sergio Laus, surfista

A pororoca não é o encontro das águas do rio com as águas do mar, e sim uma grande onda de maré, que tem uma força destruidora e é o Lobo Mau das populações ribeirinhas. Quem explica é Sergio Laus, o maior especialista em surfe de pororoca do mundo. É dele o recorde mundial de permanência em ondas: surfou mais de 11 quilômetros, durante 36 minutos, no rio Araguari. Além de mudar a cara do surfe, Sergio ajuda a transformar esse esporte de aventura em atração turística, mudando a vida da população que mora perto do rio. E nada melhor do que ver o surfista em ação, né?

Zach Lieberman, programador

“Há problemas que empresas e governos não vão resolver, mas que indivíduos trabalhando juntos vão.”

Tem gente que faz projetos pra mudar o mundo. E tem gente que faz projetos pra mudar a vida de uma pessoa só. Zach criou o projeto Eye Writer em homenagem ao artista plástico Tempt21, que perdeu todos os motivmentos do corpo depois de sofrer uma esclerose lateral amiotrófica. O programador criou um software que reconhece os movimentos dos olhos de Tempt, que voltou a desenhar. Com ajuda de uma outra galera, ele construiu um robô que pega essas imagens e as projeta na parede. De imóvel na cama, o artista voltou a fazer a coisa que mais ama na vida. Zach falou que gosta de fazer projetos que tenham magia. Ele gosta do “open mouth phenomenon”, que consiste basicamente em criar projetos que deixem as pessoas boquiabertas. Ele fala que isso é meio caminho andado para chegar ao coração de alguém. Alguma dúvida que ele conseguiu?

Vejam o Eye Writer em ação > http://www.eyewriter.org/

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Créditos das fotos: Bernardo Toro é do Monkey Business; Chris Carlsson, Deise Nishimura, Demos Helsinki, Edgard Gouveia Jr., Leinad Carbogim e Sergio Laus são do Bruno Fernandes; Zach Lieberman é do Update or Die

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we all want to be young

por   /  11/11/2010  /  19:28

A Box 1824 fez um vídeo maravilhoso sobre o que é ser jovem hoje. Aquele lance de geração Y, millennials etc. Vale a pena dedicar dez minutos do seu dia pra assistir ao vídeo, que é cheio de ótimas referências de música, cinema, internet  =)


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