Favoritos

Posts da categoria "escreve escreve"

direto de ny: depois de sandy

por   /  30/10/2012  /  15:15

#Sandy #Frankenstorm passou e está tudo bem! Por aqui foi só um dia de chuva e vento forte.

A internet caiu à noite, mas voltou pela manhã. Nem luz faltou!

Agora saindo pra ver a rua, encontramos essa árvore caída bem na esquina (e um monte de gente instagramando a mesma cena).

Já tem gente cortando o tronco e em pouco tempo a rua ficará livre.

Obrigada, cosmos e Brooklyn!

E todo mundo que ficou aí torcendo pra que tudo ficasse bem ♥

direto de ny: antes de sandy chegar

por   /  29/10/2012  /  19:37

O vento continua forte, mas nada mudou muito até agora.

Por volta do meio-dia, saímos pra comprar mais água e comida.

Acima, a vista da rua, no Brooklyn Heights.

Parada pra fazer uma refeição decente: fomos ao Building on Bond, que estava aberto, mas com cardápio reduzido.

O restaurante estava quase lotado; todo mundo matando um hambúrguer com fritas antes de Sandy chegar.

No Wallgreens, as estantes de água, suco e refrigerante pareciam saqueadas. Deu pra comprar umas garrafas.

Mas já entendi que um cálculo foi errado: compramos apenas um pack de cerveja… I’ve already drank half of my supplies! (referência:  @jeremyscahill no Twitter)

As prateleiras de chocolate tavam ainda piores. Ô povo junkie! (me sinto em casa)

Na saída, um cachorro muito fofo fazia focinho de preocupado.

Acima, o que temos de comida pra esses dias. Como se pode ver, a preocupação com elementos nutritivos norteou as compras…

direto de ny: furacão sandy

por   /  29/10/2012  /  18:00

Estamos aqui, diretamente de Nova York, dentro de casa, à espera do furacão Sandy!

Se tudo o que a mídia está dizendo for verdade, vejo vocês daqui a uns dias, porque a cidade vai inundar, uma falha de eletricidade pode durar semanas, não sei pra onde vai dar pra ir, já que o transporte público pode demorar dias pra voltar (desde ontem à noite metrôs e ônibus já não funcionam).

A situação é tensa, viu?

Mas tô preferindo pensar que os americanos são hiperbólicos e que vai ser só um susto.

Hoje de manhã ainda deu pra andar pelo bairro (Brooklyn Heights), comprar umas coisas no Wallgreens (não tinha mais lanterna, só umas velas enormes) e perder dois guarda-chuvas em um intervalo de dez minutos.

O vento tá forte (teve uma hora que até dei uma seguradinha numa árvore), e a previsão é que Sandy chegue somente em oito horas.

Já que num dá pra fazer nada da programação intensa que tínhamos preparado, vamos ficar na internet, né?

Vou ficar postando umas coisas por aqui (relacionadas e não relacionadas ao furacão). E lá no Twitter (@daniarrais) coloco mais coisas sobre a Frankenstorm.

Pra começar, um texto do David Carr, colunista do New York Times, sobre como a TV faz um looping de antecipação desde sexta-feira. Em certa altura do texto, ele fala:

“Worse than Irene” was trending on-air Monday, as was, “Get out now!” “Monster storm” is becoming a trademark of Sandy coverage, in part because it makes a natural event sound like a movie and partly owing to its size, duration and area of impact. Makes you wonder what will be left in the bank of hyperbole for tonight when Sandy actually makes landfall.

Leiam o texto > http://nyti.ms/UaSkEZ

um mundo de stalkers

por   /  11/09/2012  /  12:49

Superexposição na web estimula ação de perseguidores virtuais, por Juliana Cunha > http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1151125-superexposicao-na-web-estimula-a-acao-de-perseguidores-virtuais.shtml

Se você tem um ou uma ex, então você tem um “stalker”. Se o seu ou a sua ex tem uma nova companhia, então já são dois stalkers em potencial. Some a eles paqueras, gente que não gostava de você na escola ou que gostava até demais. Todas essas pessoas e outras que você nem imagina podem estar acompanhando seus passos de maneira sistemática. (…)

“A forma como assediamos a vida uns dos outros hoje tem tudo a ver com o processo de celebrização da sociedade. Há um impulso de consumir a vida do outro, de usá-la como entretenimento, semelhante a um filme”, explica Eugênio Trivinho, professor do programa de pós-graduação em comunicação e semiótica da PUC-SP. (…)

Análise: Stalker simplifica relação com a vítima, por Ronaldo Lemos > http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1151132-analise-stalker-simplifica-relacao-com-a-vitima.shtml

A internet trouxe muitas coisas boas e o “stalking” não é uma delas. A prática de dedicar atenção obsessiva a uma pessoa, podendo resvalar em outros tipos de perseguição e conflitos, ganhou novos contornos com a tecnologia digital.

O primeiro passo para discutir a questão é lembrar que flertar é humano. Onde houver uma mídia, haverá o despertar de paixões reais ou platônicas, especialmente no contexto das mídias sociais.

No entanto, o stalking cruza a barreira do aceitável na medida em que trata a vítima como “informação”. É como se o outro existisse descolado da realidade e da dimensão social. É comum que o stalker se relacione com a vítima dentro de um universo próprio, que ignora regras de convívio e aspectos morais. A vítima é tratada como “objeto”, disponível para consumo pelo stalker. Muitos conflitos acontecem justamente no choque entre essa relação simplista e as implicações sociais necessárias para uma relação pessoal efetiva.

O stalking é uma forma cruel de desconsiderar a individualidade do outro.

O stalker muitas vezes repete as tentativas de contato com a vítima “ad nauseam”, na esperança de que em algum momento sua estratégia dê certo. É como em um videogame: se o jogador falha, basta reiniciar a partida e tentar de novo.

O problema é agravado por características cada vez mais comuns, especialmente entre a geração Y, que nasceu com a internet. Por exemplo, a dificuldade de lidar com frustrações.

Acostumado a conseguir o que quer com um punhado de cliques, o stalker pergunta-se por que não consegue a atenção da vítima com a mesma lógica. Acha que o mundo (ou a internet) existe para atender seus desejos.

Em uma das “marchas das vadias”, manifestação pelos direitos da mulher, uma garota segurava uma placa que dizia: “Acredite, minha saia curta não tem nada a ver com você”. É uma boa lição para stalkers em geral.

Depoimento: Dá pra saber quem olha seu Facebook? > http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1151332-depoimento-da-para-saber-quem-olha-o-seu-facebook.shtml

(…) A lógica do Facebook é manter você preso àquela página sem graça pela maior quantidade de tempo possível. Tudo que aparece ali, a forma como as informações são organizadas e hierarquizadas, visa chamar a sua atenção. Não a de qualquer um: a sua em particular. Se você sempre dá “likes” nas fotos de determinada pessoa, então o Facebook passa a encher sua página de fotos dela. Se nunca interage com outra pessoa, a rede social a esconde dos seus olhos.

O objetivo do site é criar parzinhos, guetos, redutos de identificação plena. É por isso que não existe um botão de “dislike”. Para quê? Para as pessoas discutirem, se excluírem mutuamente? Nada disso. Vamos nos amar loucamente e conferir a página um do outro sete vezes ao dia. (…)

As imagens são do Someecards > http://www.someecards.com/

amor  ·  auto-ajuda  ·  humor  ·  internet  ·  jornalismo

bispo do rosário

por   /  09/09/2012  /  23:03

Danuza Leão falando de Arthur Bispo do Rosário, em sua coluna de hoje na Folha (a foto é minha e foi tirada na Bienal, na terça passada):

Pondo os pingos nos is

A Bienal de São Paulo deste ano vai ter Arthur Bispo do Rosário como sua estrela maior, e ele merece. É fundamental ver o que ele fez e se comover com a beleza da obra desse singular personagem, marinheiro em sua juventude.

Um dia, a partir de uma alucinação, Bispo se acreditou enviado de Deus, razão que o levou a ser internado na Colônia Juliano Moreira, um depósito de loucos, lugar onde as pessoas entravam e só saiam depois de mortos. Lá ficou durante 50 anos, sendo que parte deles encerrado dentro de uma pequena cela, de onde se recusava a sair.

Foi nessa cela que Bispo começou a trabalhar com tudo que encontrava: tirava fios de camisas e lençóis, um por um, para costurar, usava palha de vassouras de piaçava, botões, colheres, canecas, pentes, tampas de garrafa, objetos hospitalares e toda a sucata disponível e com isso produzia objetos insólitos; em suas mãos tudo virava arte, seus estandartes eram comoventes, mas nada foi mais grandioso que o “Manto da Apresentação”.

Nesse manto, que bordou durante 30 anos, ele catalogou o mundo, bordando nomes de pessoas, artistas, cantores, países, acontecimentos, faixas de misses, retratando tudo o que ele lembrava ou ouvia falar que existia; tudo o que ele fazia era perturbador. Esse manto foi feito para ser usado no momento em que o mundo se encontraria com o Todo Poderoso, e que seria seu grande encontro com Deus.

Chamado de “o senhor do labirinto”, Bispo tinha seu universo particular, alucinado e delirante, mas sempre com algo de sagrado. Suas obras, que foram expostas na Bienal de Veneza, devem ser vistas com muita atenção, lembrando das circunstâncias e condições em que foram criadas.

Há muitos anos vi uma exposição dele no Rio, numa pequena sala num 15º andar, se não me engano da Caixa Econômica, e que não fez nenhum sucesso. Ele ainda não era famoso, mas eu tinha minhas razões para ir vê-la, e vou contar.

Num domingo de 1980, eu estava em casa, quando me telefonou um jovem repórter da TV Globo dizendo, em tom urgente e excitado, que eu não podia deixar de ver o “Fantástico” naquela noite.

Ele havia ido fazer uma matéria para expor as terríveis condições dos internos da Colônia Juliano Moreira, e como era muito curioso, como todo bom repórter, foi fuçando tudo, até que viu uma cela escura; entrou e encontrou um estranho homem, sozinho, cercado de panos bordados e objetos sem nenhum significado aparente.

Ele entrou e conseguiu dialogar com o homem (que você já adivinhou ser Bispo do Rosário). Rolou uma simpatia, e Bispo não só mostrou tudo o que vinha fazendo havia sete anos, sem sair da cela nem um só dia, como também contou de onde tirava o material, e como fazia suas obras, o que deu uma matéria inacreditável no “Fantástico”; foi depois desse programa que Bispo do Rosário surgiu para o mundo.

A partir daí a classe artística o descobriu, suas obras foram expostas em museus, galerias, e livros escritos sobre sua pessoa. Livros que ele provavelmente não entenderia, se lesse.

Um ser tão extraordinário como Bispo do Rosário seria descoberto mais dia menos dia, imagino. Ou não; e se algum servente do hospital resolvesse fazer uma faxina em sua cela antes da matéria aparecer na TV, e jogasse tudo que encontrasse num lixão?

Nunca vamos ter resposta para isso, e não me lembro de jamais ter ouvido alguém citar o nome desse repórter, o primeiro a vislumbrar a importância de Arthur Bispo do Rosário, mas eu sei quem ele foi.

Seu nome era Samuel Wainer

Filho, e ele era meu filho.

amor  ·  arte  ·  fotografia  ·  jornalismo

o que é ser original e criativo na internet?

por   /  03/09/2012  /  8:57

O que é ser original e criativo na internet? Foi com essa pergunta que o YouPix me convidou pra escrever um textinho, que reproduzo abaixo.

E tive ótimas companhias: Mentor Muniz Neto, Juliana Cunha, Fabrício Carpinejar e Carlos Merigo também deram suas opiniões!

Leiam > http://youpix.com.br/fights/youpix-chat-o-que-e-ser-original-e-criativo-na-internet/

O que é ser original e criativo na internet?

A internet é linda, e eu estou particularmente apaixonada por ela nessas últimas semanas. Graças aoPinterest, ao Rdio, ao Pulse. No primeiro, pino frases para o Autoajuda do dia. No segundo, ouço as músicas que adoro, descubro as que vou amar logo mais, repito obsessivamente as faixas de “Estrela Decadente”, de Thiago Pethit. No último, organizo minhas leituras diárias de uma forma gostosa –uma imagem grande vem acompanhada de uma ou duas linhas e já me dá o teaser do que vou encontrar logo mais.

Dias de otimismo e empolgação sempre vêm acompanhados de alguma “noia”. A da vez é: pra que manter perfis em absolutamente todas as redes sociais que já foram criadas? Orkut, MySpace, Last.fm, Blip.fm…. Been there, done that: dos testemonials emocionados à discotecagem que durava o dia inteiro, passando pela checagem das estatística de quantas vezes fui capaz de ouvir a mesma música do Pulp.

Olhando hoje essas redes que um dia já fizeram parte de todos os meus dias, por tantas horas, penso: deve ser muito difícil inventar um site ou um produto, vê-lo crescer, ganhar seguidores, matérias em jornais e revistas de tecnologia, receber grana de investidores e, depois, perceber que o público fiel de ontem migrou para uma versão bem melhorada do que você criou.

Porque o Pinterest é um Ffffound super melhorado. O Rdio, tudo aquilo que o Grooveshark poderia ser. O Pulse, o que o Google poderia ter feito do seu Reader. Cada um deve ter seu público, vai que eu tô colocando num mesmo balaio coisas que nem se misturam tanto. Mas tudo isso me leva a pensar: a gente tem que explorar todas as possibilidades de uma ideia, principalmente se ela saiu do papel e conquistou 10, 100, 1 milhão de adoradores.

Ser original e criativo na internet é cuidar do seu projeto, do seu site, do seu produto de um jeito tão apaixonado e próximo que não sobre espaço pra que alguém venha pegar sua ideia e transformá-la numa coisa ainda melhor. Afinal, você sempre pode fazer melhor. É também saber pra quem você fala, como você fala, onde quer chegar. Porque nada pior do que ser apaixonado por alguma coisa e vê-la de mãos dadas com outro –nesse caso, TANTOS outros.

amor  ·  arte  ·  auto-ajuda  ·  autoajuda do dia  ·  contente  ·  design  ·  escreve escreve  ·  especial don't touch  ·  instamission  ·  internet  ·  jornalismo