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Amores Urbanos, o filme

por   /  17/05/2016  /  18:18

Amores Urbanos_por Gianfranco Brice§o_8

São Paulo é uma cidade de extremos. Tem quem se apaixone, tem quem se sinta repelido por ela. É um lugar que a gente precisa hackear, tanto pra entender o que fazer e aonde ir, quanto para saber onde colocar as vontades e os afetos. Viver São Paulo é uma eterna construção. É tentativa e frustração, é deslumbre e cansaço, é deslocamento e aconchego.

E fica mais possível, e até fundamental, quando a gente constrói uma nova ideia de família, aquela com quem passamos a sexta-feira à noite fazendo maratona no Netflix, com quem dançamos ao som de “All my friends”, de quem acompanhamos o começo da história de amor em pleno Carnaval. A família do choro e do colo, da euforia e do compartilhamento de cada mínimo aspecto da vida.

Foi essa família de amigos que vi na tela do cinema em “Amores Urbanos”, primeiro longa-metragem da cineasta Vera Egito, que estreia nesta quinta-feira, 19 de maio. O filme retrata a vida de três jovens paulistanos de 30 e poucos, experimentando relacionamentos, festas, decepções, perdas e descobertas. Amigos pra toda hora, vizinhos no mesmo prédio, eles vivem as angústias tão comuns a uma parcela da juventude de hoje em dia, aquela retratada nos seriados “Girls” ou “Broad City”.

Garotos e garotas de classe média, privilegiados, que transitam por uma São Paulo contemporânea, cheia de lugares para se divertir, de trabalhos que parecem dos sonhos, ao menos à primeira vista. A São Paulo da vida com filtro do Instagram, que só dura até a primeira conversa mais sincera, a gente já sabe.

Amores Urbanos (2)

Na trama, Júlia (Maria Laura Nogueira), Diego (Thiago Pethit), e Micaela (Renata Gaspar) lidam com o fim de um namoro que veio do nada, a relação complicada e quase inexistente com o pai e um namoro lésbico não assumido com uma atriz em ascensão (interpretada pela cantora Ana Cañas), respectivamente. Vivem esses dramas enquanto vão a festas, tentam dar certo em um emprego promissor no mundo da moda, por mais que fazer bolos seja muito mais gostoso. Os amigos estão juntos quase o tempo inteiro, na rua, no celular e principalmente no sofá de casa.

Gosto do filme pelo que ele gera de identificação. É a gente ali. A minha turma, a sua turma – e a prova disso são as risadas da plateia em várias cenas. Os nosso bordões. A nossa necessidade de dar opinião na vida dos outros, quando na nossa própria tantas vezes deixamos de ser críticos. É a gente dizendo umas verdades horríveis pra quem a gente ama, quase rompendo, mas sabendo que a dor amadurece.

A trama do “Amores Urbanos” envolve porque é real e faz poucos julgamentos. Tem hora que você sente raiva de um personagem, pra logo depois entender que aquela limitação dele é totalmente possível em um mundo de gente de verdade. Em outra você pensa: foi assim que aconteceu na minha vida. E foi mesmo. A realidade é maior que a ficção, ou os filmes de nossas vidas são menos inéditos do que desejamos.

amoresurbanos2

Conversando com a Vera em uma noite de abril em São Paulo, ela contou o quanto dela e dos amigos existe no filme. Às vezes uma situação, em outras os diálogos. Amigos estão na tela, como o cantor Thiago Pethit, que ela dirigiu no clipe “Nightwalker”, a cantora Ana Cañas, que ela filmou em “Urubu rei”, e a estilista Emanuelle Junqueira, que assinou o figurino do programa “Calada noite”, da Sarah Oliveira, que ela dirigiu.

“O que eu queria com esse filme? Tem várias respostas. Tem desde uma coisa muito pessoal, de ‘eu preciso fazer um filme’. O último curta lancei em 2009. Fiz mais de 30 publicidades, videoclipe, dirigi programa de TV, tive uma filha, fiz um monte de coisa, mas não fiz cinema. Aí em algum momento eu falei: eu preciso fazer um filme já. Escrevi o roteiro, fiz leitura com a galera em março (2014), em setembro estava filmando. ‘O que a gente tá fazendo que não tá fazendo um filme?’, perguntei. Isso atingiu a equipe toda. A gente filmou com nada dinheiro. E o fato da gente estar falando da gente mesmo, da nossa turma, das questões amorosas, profissionais, incentivou muito. As pessoas usaram as próprias roupas. Filmamos na minha casa, na festa Javali, no Spot, no Mandíbula. Esse filme é meio uma crônica desses 10 anos de São Paulo, 10 anos de vida independente, adulta”, destrincha.

Amores Urbanos_por Gianfranco Brice§o_13

Por ser focado em um universo muito específico, esse dos jovens de classe média cheios de oportunidades e ainda assim “perdidos”, o filme pode levantar questionamentos. E a própria Vera pensou: será que é o momento de falar de amor, diante da crise política de representação que vivemos? Ela postou a questão no Facebook e acabou recebendo um feedback tão positivo que optou por lançar o filme sim. “Talvez nossas questões sociais sejam mais urgentes. Mas o que me ressente um pouco é que o retrato da classe média ou tem um julgamento muito mordaz ou uma culpa de classe. O cinema brasileiro se recusa a retratar esse público que paga ingresso.”

Por que então fazer esse filme? Ela deixa a pergunta ainda maior: por que fazer filme? ”Tem milhares de filmes maravilhosos, obras primas que a gente vai passar a existência terrena sem conseguir ver. Quem precisa ver um filme seu? Ninguém. Mas existe uma coisa que é o retrato da contemporaneidade. Ninguém pode parar de escrever, de fazer filme. Porque isso significa parar de falar do tempo presente. E esse tempo tem que ser captado pelo artista para que no futuro se olhe o contexto histórico. Tenho vontade de retratar pessoas que eu nunca vi no cinema. Acho que o filme é uma crônica de geração, um olhar sobre esse microuniverso.”

Nesse microuniverso a realidade é tão possível que a identificação se torna inevitável. E ver um pouquinho da gente (e de nossas alegrias, conflitos, incoerências e vulnerabilidades) na tela do cinema sempre vai ser uma experiência impactante, emocionante – e divertida.

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O amor

por   /  11/09/2015  /  9:00

Celso Sim e Arthur Nestrovski cantam “O amor”, uma música de Caetano que me comove todas as vezes. Deitado, José Miguel Wisnik observa. São muitos os dias em que eu amo São Paulo. Esse domingo de agosto no Teatro Oficina foi um deles.

Talvez quem sabe um dia por uma alameda do zoológico 
Ela também chegará, ela que também amava os animais 
Entrará sorridente assim como está na foto sobre a mesa 
Ela é tão bonita, ela é tão bonita que na certa eles a ressuscitarão 
O século trinta vencerá o coração destroçado já 
Pelas mesquinharias 
Agora vamos alcançar 
Tudo o que não podemos amar na vida 
Com o estelar das noites inumeráveis 
Ressuscita-me ainda que mais não seja 
Porque sou poeta e ansiava o futuro 
Ressuscita-me lutando contra as misérias do cotidiano 
Ressuscita-me por isso 
Ressuscita-me quero acabar de viver o que me cabe 
Minha vida para que não mais existam amores servis 
Ressuscita-me para que ninguém mais tenha de sacrificar-se 
por uma casa, um buraco 
Ressuscita-me para que a partir de hoje 
A partir de hoje 
A família se transforme 
E o pai 
Seja pelo menos o Universo 
E a mãe 
Seja no mínimo a terra 
A terra 
A terra

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Minha Carta de Amor faz edição ao vivo, na rua

por   /  23/07/2015  /  15:00

MCdA 1

Quando o amor chega, arrebata. Transborda. Às vezes na forma de um beijo, às vezes como um fluxo de palavras. Com o Minha Carta de Amor, transbordar virou um verbo recorrente, que aparece a cada email recebido, a cada comentário. Pensando nessa emoção, tivemos uma ideia: e se a gente se encontrasse ao vivo na rua para caligrafar as cartas de vocês?

No próximo sábado (25/07), leve sua carta, seu bilhete, sua declaração. O @fabiomaca vai caligrafar o seu amor ao vivo e em cores! Que presente, hein? Tudo isso das 16h às 20h na rua do House of Learning (@houseofwork – rua Virgílio de Carvalho Pinto, 47, Pinheiros, São Paulo), com trilha sonora especial feita pelo DJ Tiago Guiness.

O Minha Carta de Amor é um projeto da Contente, de @daniarrais e @luizavoll, e do calígrafo @fabiomaca, com fotos de @pedrinhofonseca.

Esperamos vocês!

#minhacartadeamoraovivo

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o povo unido é gente pra caralho

por   /  21/06/2013  /  13:05

Bom texto do Michel Laub: O oposto da ironia é o pensamento literal, cheio de certezas, que em sua pior face deságua na patrulha ideológica, quando não em intolerância religiosa e moral. São culturas também dominantes hoje, por certo. Mas dizer que todo militante é fanático equivale a dizer que toda ironia é cínica, que toda ponderação é diversionismo e covardia. Ao contrário do que parece, o caminho do meio é tortuoso. A internet não é apenas um veículo que divulga passeatas de forma rápida e inédita. Há algo em sua essência que favorece a mobilização polarizada: porque em geral falamos para grupos que pensam como nós, a tendência é que as ideias circulem sem contraditório, e a competição de quem fala mais alto o que os outros já sabem e querem ouvir torna as palavras gradualmente mais enfáticas, mais raivosas. Ocorre que, numa ironia sobre o discurso irônico –típico do moderado cético, com sua mania enfadonha de ver a questão por diversos lados–, não deixa de ser otimista (o contrário da desistência blasé) acreditar que interlocutores estão dispostos a perceber nuances numa hora destas, por mais óbvias que sejam. De qualquer forma, vamos lá: 1) condenar excessos policiais não significa defender a baderna; 2) identificar tentativas de infiltração partidária não é criminalizar partidos; 3) distorções graves da democracia representativa não tornam aceitáveis as alternativas (como o fascismo disfarçado de democracia direta). > http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/114968-ironia-e-protestos.shtml

A foto acima é da Mídia Ninjahttps://www.facebook.com/midiaNINJA

Acompanhem a Pós TV também > http://www.postv.org/http://twitcasting.tv/pos_tv

Está tudo tão estranho. E não é à toa. Texto da socióloga Marília Moschcovich > https://medium.com/primavera-brasileira/dfa6bc73bd8a

Manual de Ouro do Manifestante Idiota, por Bruno O. Barros > http://ilustrebob.com.br/2013/06/manual-de-ouro-do-manifestante-idiota/ (obrigada por compartilhar, Carol Almeida)

E, em São Paulo, o Facebook e o Twitter foram às ruas. Literalmente, escreve Leonardo Sakamoto: A manifestação de segunda, gigantesca, acabou por mudar o perfil dos que estavam protestando em favor da tarifa. O chamado feito pela redes sociais trouxe as próprias redes sociais para a rua. Quem não percebeu que boa parte dos cartazes eram comentários de Facebook e Twitter? Portanto, nem todos os que foram às ruas são exatamente progressistas. Aliás, o Brasil é bem conservador – da “elite branca” paulistana à chamada “nova classe média” que ascendeu socialmente tendo como referências símbolos de consumo (e a ausência deles como depressão). É uma população com 93% a favor da redução da maioridade penal. Que acha que a mulher não é dona de seu corpo. Que é contra o casamento gay. Que tem nojo dos imigrantes pobres da América do Sul. Que apoia o genocídio de jovens negros e pobres nas periferias das grandes cidades. Ou seja, não é porque centenas de milhares foram às ruas por uma pauta justa que a realidade mudou e vivemos agora em uma comunidade de Ursinhos Carinhosos. (…) Mas um grupo, principalmente de jovens, precariamente informado, desaguou subitamente nas manifestações de rua, sem nenhuma formação política, mas com muita raiva e indignação, abraçando a bandeira das manifestações. A revolta destes contra quem portava uma bandeira não foi necessariamente contra partidos, mas a instituições tradicionais que representam autoridade como um todo. Os repórteres da TV Globo, por exemplo, não estão conseguindo nem usar o prisma com a marca da emissora na cobertura – e não é só por conta de militantes da esquerda. Alckmin e Haddad, que demoraram demais para tomar a decisão de revogar e frear o caldo que entornava, ajudaram a agravar a situação de descontentamento com a classe política. “Que se vão todos”, pensam esses jovens. “Não precisamos de partidos para resolver nossos problemas”, dizem outros, que não conhecem a história recente do Brasil. “Políticos são um câncer”, que colocam todo mundo no mesmo balaio de gatos. Elas não entendem que a livre associação em partidos e a livre expressão são direitos humanos e que negá-los é equivalente a um policial militar dar um golpe de cassetete em um manifestante pacífico. Dito isso, creio que foi um erro de análise de militantes de partidos estarem presentes no ato empunhando bandeiras. Direito eles tinham, mas não era a hora. (…) Dentre esses indignados que foram preparados, ao longo do tempo, pela família, pela escola, pela igreja e pela mídia para tratarem o mundo de forma conservadora, sem muita reflexão, tem gente simplesmente com muita raiva de tudo e botando isso para fora. O PSDB tem culpa nisso. O PT tem culpa nisso. Pois, a questão não é só garantir emprego e objetos de consumo. Sinto que eles querem sentir que poderão ser protagonistas de seu país e de suas vidas. E vêm as classe política e as instituições que aí estão como os problemas disso. > http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2013/06/21/e-em-sao-paulo-o-facebook-e-o-twitter-foram-as-ruas-literalmente/

Brazil’s protesters in their own words > http://thelede.blogs.nytimes.com/2013/06/20/brazils-protesters-in-their-own-words/?smid=fb-share&_r=0

Texto do Igor Gielow: Emparedados por uma força nova e insondável, que transbordou do mundo virtual para as ruas, curiosamente os governantes apelaram para uma arma tradicionalíssima: o populismo. (…) Exceto que os governos tenham serviços de inteligência excepcionais, que lhes tenham garantido que o Facebook era aparelhado pelo MPL e voltará a ser território de fotos de bichinhos fofos, apelos humanistas rasos e afins, não. As imagens do começo da noite de ontem em na TV não insinuavam prognóstico muito mais róseo. > http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/114936-governantes-apelaram-para-arma-tradicional-o-populismo.shtml

Os R$ 0,20 de aumento do transporte público foi o gatilho nesse processo de deterioração nas relações entre representantes e representados. Mais uma dentre tantas outras demandas sociais feridas pelo poder público ao longo de anos. Até aí, nenhuma novidade. Mas foi o suficiente para fertilizar um campo minado. Ao deixar o virtual para protestar no mundo real, da universidade às ruas, provocou a identificação imediata dos mais diferentes estratos sociais. > http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/114941-manifestacoes-refletem-crises-de-representacao-e-representatividade.shtml

Foto de André Dusek, do Estadão > http://estadaofotos.tumblr.com/

Quem não gosta de partido é ditadura. Hora de escolher: ou dar as mãos aos skinheads neonazistas ou abraçar a tolerância e a democracia, escreve Mario Magalhães: Não está em debate o mérito do partido X ou Y, no governo ou na oposição, menos ou mais comportado. Nem se um sindicato representa dignamente ou não seus filiados. Ou mesmo se os imensos protestos resultam de força ou fraqueza de uma ou outra sigla _as opiniões são legítimas sobre todas essas questões. O que se discute é o direito democrático de seus integrantes participarem das manifestações. Desde os primeiros atos do Movimento Passe Livre, duas semanas atrás, os partidos tiveram direito de estar presente. No Rio, foi assim há quatro dias. Se outros chegaram ontem, é também seu direito, porque inexiste veto dos organizadores dos protestos, onde se sabe quem são eles. Como se disseminou um robusto sentimento antipartidos, sobretudo na classe média, os neonazistas capitalizam frustrações e comandam os ataques. É legítimo rejeitar siglas, tomar distância delas e derrotá-las nas urnas. Impedir sua expressão é mania de ditaduras.  Além de ser irônico que determinadas agremiações, cuja militância foi decisiva na construção do movimento contra o reajuste das tarifas, sejam agora reprimidas. Não deixa de ser curioso: quem protesta contra algumas covardias policiais agride covardemente quem não concorda com suas ideias. A faixa “Meu partido é meu país” é tão legítima como a do partidinho mais mequetrefe. Todos têm direito de se manifestar. > http://blogdomariomagalhaes.blogosfera.uol.com.br/2013/06/21/quem-nao-gosta-de-partido-e-ditadura-hora-de-escolher-ou-dar-as-maos-aos-skinheads-neonazistas-ou-abracar-a-tolerancia-e-a-democracia/ (obrigada também, Carol)

Texto da Eliane Cantanhêde: As ruas do país estão em chamas, enquanto a Bolsa derrete, o dólar dispara e o índice de emprego –que se mantém muito bom– já não dá para o gasto político. Foi engolido pelas más notícias na economia e pela frustração popular. O curioso é que, saia Mantega ou não, a protagonista é outra e o filme está ficando repetitivo. Em janeiro, como escrito neste espaço, a ordem de Lula era “destravar” a economia e o governo ou, quem sabe, destravar a própria Dilma. Cinco meses depois, lê-se na própria Folha que agora Lula quer dar uma “chacoalhada” no governo (ou, quem sabe, chacoalhar a própria Dilma?). De lá para cá, a coisa desandou rápida e surpreendentemente. A acusação a Dilma é que, em dois anos, ela torrou o patrimônio político, econômico e social que herdou de Lula. A família lulista está tão em pé de guerra quanto os manifestantes que, por pouco, não subiram a rampa do Planalto na quinta-feira de fúria. Até o fechamento desta edição. > http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/114990-no-colo-de-dilma.shtml

Taking to the streets, texto da Economist: That has left commentators—and some marchers—struggling to explain why Brazil has taken to the streets. There is no shortage of causes. Violent crime and political corruption are endemic; police brutality is commonplace in poor neighbourhoods. Crack cocaine is sold and consumed openly in every big city. Brazilians pay taxes at rich-world rates (36% of GDP) and get terrible public services in return. The cost of living is startling. A minimum-wage worker in São Paulo whose employer does not cover transport costs (an obligation for formal employees) must spend a fifth of his pay to slog to work on a hot, overcrowded bus from the city’s distant periphery. But none of this is new. In fact, the past decade’s economic growth has brought the biggest gains to those at the bottom of the heap. So why now? One reason is that the world is watching: the Confederations Cup, a dress rehearsal for next year’s tournament, kicked off on June 15th. Another is a recent spike in inflation, which is eating into consumers’ buying power just as a credit binge has left them overstretched. > http://www.economist.com/news/americas/21579857-bubbling-anger-about-high-prices-corruption-and-poor-public-services-boils-over

Charge do Patrick Chappatte para o NYT > http://www.nytimes.com/2013/06/20/opinion/global/chappatte-cartoon-protests-in-brazil.html?_r=3&

Texto do Fernando Rodrigues: No dia em que o Brasil e Brasília protagonizaram os mais abrangentes protestos de rua das últimas décadas, a presidente da República ficou muda no Palácio do Planalto e o governador do Distrito Federal foi a um evento na Embaixada da França. Dilma Rousseff e Agnelo Queiroz (PT) são o epítome dos governantes brasileiros. Resumem a perplexidade e falta de capacidade de liderança dos políticos de vários partidos diante do novo fenômeno de protestos sem líderes nem propostas definidas. Tanto a presidente como a maioria dos governadores formataram um discurso com três componentes. Primeiro, elogiam a democracia. Segundo, enaltecem os atos pacíficos. Terceiro, condenam as ações de vandalismo. > http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/115083-silencio-de-presidente-resume-ausencia-de-acao-dos-politicos.shtml

Para saber mais sobre o MPL (Movimento Passe Livre) > http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/115092-passe-livre-prega-expropriacao-do-transporte-coletivo.shtml

O povo no poder > http://opovonopoder.tumblr.com/

As brazilian protests continue, the movement remains elusive. But who are the new Brazilian insurgents? What do they want, and how will they parlay their exhilarating slogans and righteous fury over a litany of issuesinto real change and policies? (…) In a sense, the Brazilian insurgency is a copy cat uprising, taking its cues from the rebels in Istanbul, Tunis, and Cairo, where young people with a gripe and smartphones spilled into the streets to make history and tweet it at the same time. Brazil’s intifada also is driven by amorphous crowds fed up with the status quo and driven by a politically combustible mix of resentment, frustration, and hope, with no clear manifesto or well-articulated plan. One of the defining aspects of the uprising is its elusiveness. The student rebels do not want leaders; they reject existing political parties and distrust elected officials. They are the sons and daughters of a generation of Brazilians who fought the dictatorship, helped revive direct elections, and laid down their arms and stones to be voted into power. Now they are turning on their godfathers, and their list of grievances against “just about everything” (tudo isso que está aí, in Portuguese) is a work in progress, grounded by a refusal to patronized.  Some 53 percent of Brazilian youths doubt that elections are honest, says Marcelo Neri, Brazilian secretary of strategic affairs and a social-policy expert. What’s also clear is how the movement blindsided politicians and academics, many of whom had comforted themselves with elaborate surveys and data points that consistently showed that Brazilians are ever more prosperous, confident, and hopeful about their future. “No one saw this coming,” says Carvalho. “Everyone was convinced that everything was OK.” > http://www.thedailybeast.com/articles/2013/06/20/as-brazilian-protests-continue-the-movement-remains-elusive0.html

Brazil rage spills onto the street > http://rt.com/news/brazil-protests-transport-unrest-871/

Mesmo após a redução em série das tarifas de ônibus, principal reivindicação dos protestos que tomaram conta do país, novos atos levaram mais de 1 milhão de pessoas às ruas e resultaram numa onda de violência e vandalismo em 13 capitais. Ocorreram ataques ou tentativas de invasão a órgãos dos Três Poderes em nove cidades. Ações de repúdio a partidos políticos foram recorrentes. Em Brasília, que contabilizou mais de 50 feridos, houve ameaça de invasão ao Palácio do Planalto e ao Congresso, depredação de órgãos como Itamaraty e Banco Central e pichação de outros dois ministérios. > http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/115081-violencia-se-espalha-pelo-pais.shtml

Após uma série de atos de hostilidade contra militantes de partidos durante o ato que comemorou a revogação do aumento nas tarifas dos transportes, realizado na noite de quinta-feira (20) na avenida Paulista, região central de São Paulo, o MPL (Movimento Passe Livre) – que vinha convocando os atos desde a semana retrasada – anunciou em entrevista à rádio CBN que não irá mais fazê-lo. “O MPL não vai convocar novas manifestações. Houve uma hostilidade com relação a outros partidos por parte de manifestantes, e esses outros partidos estavam desde o início compondo a luta contra o aumento e pela revogação”, afirmou Douglas Beloni, do MPL. Além disso, o aumento no número de manifestantes que propõem ‘pautas conservadoras’ também motivou a decisão. “Nos últimos atos pudemos ver pessoas pedindo a redução da maioridade penal e outras questões que consideramos conservadoras. Por isso suspendemos as convocações”. > http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2013/06/21/apos-hostilidade-a-partidos-e-pauta-conservadora-mpl-nao-convocara-mais-atos.htm

Minha briga, por Alexandre Versignassi > http://super.abril.com.br/blogs/crash/minha-briga/

Roda Viva com o Movimento Passe Livre:

Globo abandona grade do horário nobre para transmitir ‘manifestação tranquila’ país afora > http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/115087-globo-abandona-grade-do-horario-nobre-para-transmitir-manifestacao-tranquila-pais-afora.shtml

Transporte e Copa devem motivar novos protestos: “Uma bandeira dos jovens é: partido não me representa'”, diz Renato Meirelles, presidente do instituto. Os protestos também são uma forma de a população mostrar que não basta aumentar o poder de consumo para ser feliz, analisa Caldas. A crença de que se a economia vai bem, tudo vai bem, não serve mais, diz o sociólogo: “Não é a economia, estúpido. É a política”. > http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/115102-transporte-e-copa-devem-motivar-novos-protestos.shtml

Mulher atacada por PM com spray de pimenta diz que sofreu tortura psicológica > http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2013/06/19/carioca-do-nyt-diz-que-sofreu-tortura-psicologica.htm

Que ótimo esse vídeo do PC Siqueira!

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#aadmudabrasil

por   /  20/06/2013  /  13:42

Autoajuda do dia convida! ♥

#aadmudabrasil | O Brasil vive um momento único em sua história. Pelo país inteiro vemos milhões de pessoas nas ruas e, ao contrário das campanhas lideradas por políticos e partidos no passado, neste novo tempo em que vivemos cada um leva na mão seu pequeno cartaz, com seus próprios desejos de mudança. Cada um tem a sua causa e luta da maneira que acha melhor. Em comum, todos têm uma grande vontade: a de batalhar para que o país que tanto amamos se torne um lugar melhor para vivermos. Nesse período tão especial (que esperamos que dure por muito tempo!), perguntamos: quais são as mudanças que você quer para o Brasil? Escolha a frase que representa o seu desejo, coloque-a em uma foto ou em um pôster e mande pra gente usando a hashtag #aadmudabrasil. Juntando todas as vontades, vamos ter cada vez mais consciência de tudo o que precisa ser feito, nos fortalecendo para ir atrás das mudanças que o Brasil desesperadamente precisa! Aguardamos suas imagens!

A ilustração linda é da @joanalira > www.joanalira.com.br

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músicas para mudar o mundo

por   /  19/06/2013  /  14:58

Ninguém consegue pensar, falar, viver outra coisa além desse momento histórico. E isso é sensacional!

De trilha sonora para esses tempos, fiz uma mixtape: Músicas para mudar o mundo.

Tem de tudo: Tom Zé, Gil Scott-Heron, Geraldo Vandré, Gal Costa, Marvin Gaye, Patti Smith, Sex Pistols, Caetano e muito mais.

São mais de 30 músicas! E quem acompanha as mixtapes, sabe que meu número mágico é 13. Mas foi impossível. Tem coisa demais pra gente ouvir.

E como o momento é de fazermos tudo juntos, deixo a mixtape aberta para quem quiser incluir mais músicas!

A foto linda é do Rubens Kato, que encontrou esse grupo na av. Paulista, na última segunda-feira.

Ouçam e participem! ♥

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17 de junho de 2013

por   /  18/06/2013  /  12:37

Reflexo em fachada de prédio mostra o protesto contra o aumento da passagem de ônibus no Rio de Janeiro, pela Avenida Rio Branco, chegando ao Teatro Municipal, no centro da cidade. A foto é do Fabio Mota, do Estadão.

Dilma, Alckmin, Haddad, Cabral, Sarney, Feliciano, partidos políticos, corrupção, polícia, violência, saúde, educação, cotas, inflação, imprensa, Fifa, Copa do Mundo e, é claro, transporte público. As manifestações que ganharam corpo em São Paulo desde o último dia 6 contra o reajuste das tarifas de transporte tomaram o país ontem e se tornaram um enorme protesto contra tudo e contra todos. > http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/114592-contra.shtml

São, São Paulo, meu amor! Foto de Miguel Schincariol, da AFP.

Foto linda da @elisamatile para o Amores Anônimos! ♥ http://instagram.com/amoresanonimos

As manifestações que tomaram as ruas do país na noite de ontem tiveram invasões e tentativas de entrada em sedes dos poderes Legislativos e Executivos. Em Brasília, onde milhares de jovens se concentraram na Esplanada dos Ministérios, houve ocupação do teto do Congresso. > http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/114600-teto-do-congresso-e-ocupado-grupo-tenta-invadir-sede-do-governo-de-sp.shtml

Os milhares de manifestantes que marcharam ontem nas ruas de grandes metrópoles estão divorciados dos grandes partidos políticos. Nenhuma legenda conseguiu ainda capitalizar a seu favor os protestos. Por essa razão, torna-se imprevisível o desfecho do movimento. Pode resultar em algumas mudanças ou dar em nada. Texto do Fernando Rodrigues > http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/114601-movimento-esta-divorciado-dos-politicos-tradicionais.shtml

A foto é daqui.

As redes, nas ruas, no Brasil. Texto do Silvio Meira. “as redes, em si, não mudam nada: o barulho social dificilmente mudará governos, pelo menos enquanto houver uma representação mediando a democracia. para mudar um estado de coisas, hoje, a articulação em rede tem que ir pra rua, pois as redes são apenas plataformas de conexão para relacionamento e interação. as estruturas de poder estão no mundo real e é nele que as pessoas precisam agir. e pouco adianta, por outro lado, “desligar a rede”, como o egito chegou a tentar: tudo depende da internet, hoje, do próprio governo às bolsas e quase tudo que há em uma sociedade minimamente funcional. desligar a rede é parar o país, e quase não é mais possível em nações estruturadas, ditatoriais ou não.” > http://terramagazine.terra.com.br/silviomeira/blog/2013/06/18/as-redes-nas-ruas-no-brasil/

O Instamission também faz parte do movimento! Fotografe como você muda o país > http://instamission.com/

Carta amarela #58, por Guilherme Poulain. “Pois é. Em mim a carapuça também serviu. E aí, nesse exato momento do país fico pensando se eu não devia começar a revolução por mim mesmo? Fazer barulho adianta sim, e é importante. Talvez se eu começasse a pensar nas pequenas “malandragens” que faço, eu também faria do Brasil um pouco melhor. A gente concentra todas as nossas energias em encontrar os culpados. Uns querem tirar a Dilma do poder. Muitos querem acabar com a corrupção. Mas a corrupção só acaba se entrarem pessoas honestas no poder. Mas quem aí pode levantar a mão de ser 100% honesto? Espero que com esse barulho todo a gente consiga sim mudar o país. E é por isso mesmo que quero me orgulhar de ser um cidadão a altura de um novo país. Se o Brasil está em progresso, que estejamos nós em progresso também.” > http://moldandoafeto.com/2013/06/18/carta-amarela-58-em-progresso/ (obrigada por dividir, Julia!)

Patti Smith, grande musa! > https://www.facebook.com/pages/Patti-Smith/212587898832647

Foto da @carolsorelli.

Foto de Mauricio Lima para o New York Times.

Thousands gather for protests in Brazil’s largest cities > http://www.nytimes.com/2013/06/18/world/americas/thousands-gather-for-protests-in-brazils-largest-cities.html?ref=brazil&_r=0

Brasília!

Do Twitter d’O Globo.

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nova york está com o brasil

por   /  18/06/2013  /  10:49

17 de junho, um dia para nunca esquecer! ♥

Acompanhei pela internet os protestos no Brasil e fiquei emocionada o dia inteiro! Que força, que energia, que esperança, que vontade de mudar o mundo! E sabe o que é melhor? O mundo já tá mudando!

No começo da noite, fui pra Union Square, em Nova York, onde os brasileiros que moram aqui se reuniram para reverberar tudo o que tá acontecendo no Brasil. Foi lindo de ver!

Fiz algumas fotos, que vocês vêem ao longo deste post.

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o gigante acordou

por   /  17/06/2013  /  15:11

Hoje é dia de lutar por um Brasil melhor. De vestir branco, de colocar lençóis brancos na janela, de ir pra rua protestar. Não por conta de 20 centavos, mas por uma vida melhor, em que os direitos de todos nós sejam respeitados e consigam ser plenamente usufruidos.

Vai lá > 5º grande ato contra o aumento das passagens. Hoje, às 17h, no Largo da Batata, em São Paulo.

Foto do Felipe Morozini > http://www.flickr.com/photos/morozini/

What’s really behind the brazilian riots? “Brazil is currently experiencing a widespread collapse of its infrastructure. There are problems with ports, airports, public transport, health and education. Brazil is not a poor country and the tax rates are extremely high. Brazilians see no reason to have such bad infrastructure when there is so much wealth that is so highly taxed. In the state capitals people spend up to four hours per day in traffic, either in their cars or on crowded public transport which is of very poor quality.” > http://ireport.cnn.com/docs/DOC-988431

Desenhos d’os gemeos > http://www.osgemeos.com.br/

O que se joga nas ruas: passar livre ou controle político, por Bob Fernandes. “Só perceberam porque a internet e as tais “redes sociais” enfiaram goela e consciência abaixo. Perceberam porque não há como esconder as fotos, vídeos, os depoimentos nas redes sociais. Porque ficou claro o despreparo, país afora, das PMs, guardas pretorianas dos governadores, de todos eles. Polícia Militar, uma força bicentenária tornada auxiliar das Forças Armadas na ditadura e que permanece parada no tempo, como se em ditadura ainda vivesse o país. (…) Descobriram, enfim, o que significa esse número alardeado e nunca entendido, o dos 80 milhões de usuários da internet no país, algo como 50 milhões no cotidiano. Detalhe este, o da força da internet, das redes, que tantas agências e tantos publicitários ainda não notaram, do ponto de vista prático, para além do discurso e do mero oportunismo.” > http://terramagazine.terra.com.br/bobfernandes/blog/2013/06/17/o-que-se-joga-nas-ruas-passar-livre-ou-controle-politico/ (obrigada por mandar, Carol Almeida)

A foto acima é da @carlalamarca.

Viva Laerte! > http://on.fb.me/14dTEO1 (obrigada por compartilhar, Luiza Voll)

Viva a vaia, por Marcos Augusto Gonçalves: “Chamou-me a atenção o tom bem-humorado (ufa!) de alguns manifestantes e seus cartazes.: “Ô burguesia, não se assuste não, é só um protesto contra o aumento do busão”… Uma amiga contou que colegas da escola da filha dela mandaram essa: “Que vergonha, busão mais caro que maconha”. “Como é bom ser jovem”, teria comentado a avó prafrentex ao saber da história.;) E a marcha seguia, transpirando vitalidade. Vontade de manifestação. E bombas de gás sexy no ar. Não é só a tarifa, estúpido, pensei comigo. É uma “manifestação-ônibus”, que carrega muitas causas (talvez nem por inteiro formuladas) e catalisa a insatisfação difusa que se sente no ar. A vaia, baby. Viva a vaia.” > http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/114447-viva-a-vaia.shtml

Cat Power apoia São Paulo! (via Popload)

 

Jamais achei que eles fossem atirar, diz repórter da Folha atingida durante protesto > http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2013/06/1296077-jamais-achei-que-ele-fosse-atirar-diz-reporter-da-folha-atingida-durante-protesto.shtml

Arte do Fabio Maca > http://ink361.com/app/#!/users/ig-3485447/photos

No Coffee Lab, em São Paulo, o café custa R$ 0,20 hoje. A dica é do @vecks.

Desenho da Rita Wainer > http://loja.ritawainer.com.br/

O Twitter da Veja foi hackeado > https://twitter.com/pinkywainer/status/346663072775168000/photo/1

Manifestantes dizem que entulho no Largo da Batata é armadilha > http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,manifestantes-dizem-que-entulho-no-largo-da-batata-e-armadilha,1043411,0.htm

O Pintinho sempre maravilhoso! > https://www.facebook.com/opintinho

Famosos protestam contra violência policial em ensaio fotográfico > http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2013/06/1296290-atores-protestam-contra-violencia-policial-e-publicam-fotos-em-solidariedade-a-jornalista-da-folha.shtm

A Flavia Durante fez uma lista de apps de compartilhamento imediato de vídeos via celular pra usar caso você flagre cenas de violência e abuso policia > http://on.fb.me/ZXQbng

Gabriel Bá e Fabio Moon geniais! (obrigada por dividir, Renata Simões)

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