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Posts da categoria "amor"

Letrux em Noite de Climão

por   /  11/08/2017  /  13:28

@leticialetrux em Noite de Climão. Que show foda! Ouçam o disco, vejam o show assim que puderem. Sempre me encanto com a potência que é a Letícia no palco. Performática, divertida, misteriosa, dona de um timing perfeito pra responder aos gritos ouriçados da plateia. Plateia maravilhosa, aliás, com a nata de quem faz música boa hoje no Brasil and um monte de gente novinha – muito bom ver o público que ela tá formando. E todo mundo cantando junto, o que é impressionante, uma vez que o disco acabou de ser lançado. Pura energia!

Com o adendo de que show no @centroculturalsp é legal demais. E ainda começa na hora, essa coisa civilizada que eu amo. Parabéns pela curadoria, @trabalhosujo, voltarei mais vezes! #trilhadonttouch

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Jemima Kirke e a honestidade da vida real

por   /  10/08/2017  /  9:09

Jemima Kirke, a Jessa do seriado “Girls”, em uma entrevista tão honesta para o StyleLikeU. O projeto convida mulheres a se despirem em frente a uma câmera – e quando elas fazem isso é tão menos sobre a roupa e tão mais sobre mostrar de verdade, olhando pra dentro, pra toda vulnerabilidade que todas nós carregamos. Fiquei encantada.

“Uma das razões pelas quais fui contratada para o ‘Girls’ era a minha personalidade – e algum tipo de brilho que eles queriam. Não era uma habilidade que eu tinha. Isso me fez me sentir uma merda, e também inflou meu ego.”

Quando perguntada se tem alguma insegurança em que ainda está trabalhando, ela fala: maternidade. “Para muitas pessoas parecia que estava tudo certo na minha vida. A culpa me atingiu no segundo momento em que ela saiu de mim. Eu era sua mãe. ‘Meu deus, o que acabei de fazer? Eles vão me dar um bebê’. (…) Eu não estava pronta para ficar em casa todas as noites. E não tinha paciência porque ainda era muito autocentrada.”

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Precisamos falar do assédio

por   /  10/10/2016  /  8:08

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“Precisamos falar do assédio” é um desses filmes-porrada que a gente precisa ver. Reúne depoimentos de mulheres que foram vítimas dos mais diferentes tipos de abuso. É forte, incomoda, agonia e nos mostra o quão necessário é falar dessa triste realidade da qual praticamente toda mulher é vítima.

Durante a semana da mulher, uma van-estúdio parou em nove lugares em São Paulo e no Rio e recolheu depoimentos de mulheres de 15 a 84 anos, de zonas nobres e periféricas. As mulheres ficavam sozinhas na sala improvisada da van. As que não queriam mostrar o rosto, recorriam a uma máscara. Ao todo, 140 decidiram falar. Parte delas está no documentário, dirigido por Paula Sacchetta, com quem conversei sobre o filme.

O filme continua na internet, pra onde qualquer mulher pode mandar seu depoimento > precisamosfalardoassedio.com

Confira os locais onde o filme está em cartaz > facebook.com/precisamosfalardoassedio

O que mais te marcou durante a realização do documentário?

Todo mundo que me entrevista me pergunta isso e acho que cada vez respondo uma coisa de tão doloroso, difícil e ao mesmo tempo bonito que foi esse processo. Acho que o que mais me marcou foi entender o filme – e o processo todo dele, incluindo as filmagens – como esse lugar, apesar da dor e das violências, de encontro e acolhimento. Eu digo e repito que com esse filme eu descobri o sentido mais profundo da palavra acolhimento. Acho que foi olhar para a van como esse lugar de acolhimento, apesar de ser uma van fechada e escura na qual as mulheres ficavam sozinhas dentro, sem nenhum tipo de interlocução ou entrevistador, muitas viram nela a chance de falarem de seus traumas e violências sofridas pela primeira vez. Me marcou muito muito o depoimento de uma menina, que tem 18 anos hoje, que conta de um estupro que sofreu aos trezes. O depoimento dela mostra uma dor profunda e muito muito latente. É o mais dramático do filme em todos os sentidos. Mas mais que isso, o que mais me surpreendeu – e acho que surpreende qualquer um que assista – é que ela diz que está falando daquilo pela primeira vez. Que nunca falou daquilo nem para sua psiquiatra ou psicóloga. O que a fez, de repente, no meio da avenida Paulista, entrar naquela van escura e contar sua história? O projeto e todo esse momento que estamos vivendo acho que têm essa cara: de nos reconhecermos, de olharmos umas as dores das outras e, de alguma forma, nos sentirmos mais fortes para falarmos de coisas até então indizíveis. Pra mim isso é muito grande.

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Qual é a importância de colocar pra fora assédios, traumas e abusos?

Acho que é importante para mostrarmos como acontece muito e sempre e com todas nós. Para nos encontrarmos nesse lugar de acolhimento, fala, escuta, dor e cura e para dizermos, juntas, que não vamos mais aceitar isso. Acho que, por um lado, conscientiza: “amigo, olha só o que acontece todos os dias com a sua amiga, com a sua irmã, com a sua namorada e até com a sua avó”. E por outro, dá força para lutarmos contra: nos reconhecemos, ficamos mais fortes para falar e aí podemos, juntas também, dizer que não vamos mais aceitar. A fala, no centro do filme e em todo esse movimento, tem esse lugar de luta e ao mesmo tempo, de cura.

Conta um pouco da sua trajetória? Temas como esse sempre te interessaram ou foi um despertar que veio dessa primavera feminista?

Eu sou jornalista de formação, mas trabalho há algum tempo como documentarista e acho que, até agora, só fiz documentários e curtas sobre temas pesados. Eu não falaria de coisas que não me movem ou não me comovem, e, de certa forma, mostro o que está errado para tentar mudar as coisas. Eu sempre respondi na rua aos assédios, xinguei, sempre odiei escutar barbaridades e até já apanhei uma vez, por ser respondona. Essa primavera feminista que estamos vivendo só me deu vontade de trabalhar com esse tema agora em um documentário. Comecei a olhar todos aqueles relatos no Facebook e pensei em fazer algo que tirasse esse tema das redes sociais e ampliasse de alguma forma o movimento, ocupando os espaços da cidade com o tema. Por isso a escolha de um estúdio móvel. Eu poderia ter coletado os depoimentos dentro de uma sala fechada na produtora, mas a van adesivada na rua PRECISAMOS FALAR DO ASSÉDIO já trazia luz para o tema, entende?

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O que você espera para o filme, seu impacto, seus desdobramentos?

Eu quero que ele seja visto por mais pessoas possível. Acho que todo mundo que faz um filme quer isso. Mas acho que ele tem que ser visto à exaustão, tem que gerar reflexão e debate. Todo mundo que assiste – homens e mulheres – sai muito impacto, então acho que isso ele já tem por si só. Mas queria que ele rodasse o Brasil e o mundo. No meu mundo ideal, ele seria passado dentro das escolas, a partir, sei lá, dos 13 ou 14 anos (ele pegou 14 na classificação indicativa), para educar mesmo, sabe? Tanto as mulheres a identificarem as violências que muitas vezes naturalizamos, quanto os homens a entenderem o que podem fazer e o que não podem. Já passou da hora de pararmos a ensinar as meninas e se protegerem, a serem “comportadas”, “recatadas” ou a não usarem roupas curtas, por exemplo. Temos que ensinar os meninos a não serem estupradores e assediadores. Temos que ensiná-los a serem respeitosos e ensiná-las e serem livres.

Você já está fazendo outro projeto?

Sim! Alguns dentro da produtora onde foi bolado e realizado o “Precisamos Falar do Assédio”, a Mira Filmes. Estou dirigindo uma série de TV sobre jovens LGBT nas periferias de São Paulo e bolando outros dois longas documentários, um mais leve e solar e outro nem tanto, hehe.

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Seja um arco-íris na nuvem de alguém

por   /  19/04/2016  /  8:08

Tão bonita essa fala da Maya Angelou, escritora, cineasta e ativista pelos direitos civis.

There is an African-American song, 19th century, which is so great. It says, “When it look like the sun weren’t going to shine anymore, God put a rainbow in the clouds. Imagine, and I’ve had so many rainbows in my clouds. I had a lot of clouds. But I have had so many rainbows. And one of the things I do when I step up on the stage, when I stand up to translate, when I go to teach my classes,  when I go to direct a movie, I bring everyone who has ever been kind to me with me. Black, White, Asian, Spanish-speaking, Native-American, gay, straight, everybody. I say, “Come with me, I’m going on the stage. Come with me, I need you now.” Long dead, you see, so I don’t ever feel I have no help. I’ve had rainbows in my clouds. And the thing to do, it seems to me, is to prepare yourself so that you can be a rainbow in somebody else’s cloud. Somebody who may not look like you, may not call God the same name you call God, if they call God at all, you see. And may not eat the same dishes prepared the way you do. May not dance your dances, or speak your language. But be a blessing to somebody. That’s what I think. 

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Do seu pai, o livro

por   /  13/04/2016  /  17:17

Do seu pai

Uma vez perguntei ao Pedrinho e à Lua Fonseca se eles não tinham medo de expor a vida na internet – em seus perfis no Instagram e também nos blogs Do Seu Pai e No drama mom, eles falam sobre ser pai e mãe e mostram o dia a dia de João, Irene e Teresa, seus filhos. Eles me deram uma resposta tão autêntica que só pude concordar. Falaram que compartilham porque a cada post se conectam com gente de verdade – e muitos desses contatos são transformadores.

Se vocês olharem os comentários dos perfis , vão perceber rapidamente essa potência. É a internet sendo um lugar especial, de construção, aprendizado, de todo mundo junto compartilhando alegrias e angústias.

Agora o Do Seu Pai está prestes a virar livro. A campanha de crowdfunding está no Catarse, e você pode apoiar com a quantia que quiser. Já garanti o meu! ♡

Mais em > www.catarse.me/doseupai

Abaixo, o convite do Pedrinho.

João, Irene e Teresa:

escrevo como quem engoliu uma brasa e tem no estômago um queimor de medo. A azia desconfortável da incerteza. Não sei se vai dar certo, mas preciso contar-lhes que estou fazendo uma tentativa muito importante, desde que comecei a rascunhar essas cartas aqui para vocês, no blog. Hoje, filhos, começo a pedir a ajuda de gente que vez por outra passa aqui – para ler e ver o que se passa na nossa família – para transformar este blog num livro. Gente que ora aqui, ora ali se reconhece em algum gesto nosso, alguma palavra nossa. O medo de não dar certo está bem aqui, no estômago. Mas nos braços, pernas, cabeça, peito, em todas as outras partes, tenho em mim o que este vídeo aí embaixo foi buscar: coragem. Amor, filhos, é quando o coração da gente bate no peito do outro e, ainda assim, estamos vivos. Para isso, para amar, é preciso coragem. Pois aqui estou: medroso e corajoso. Estou vivo, apesar de sentir meu coração batendo em cada pessoa que pode ajudar a realizar este livro – e sonho.

Do seu pai,
Pedro.

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#vitrinedonttouch: Sara ama Jorge

por   /  29/03/2016  /  9:09

#vitrinedonttouch apresenta o curta-metragem “Sara ama Jorge”, de Karina Buzzi.

O filme fala sobre essa pequena loucura diária que nos acomete: esperar respostas imediatas para todos os nossos anseios.

Karina explica o motivo pelo qual quis abordar esse tema em um filme:

Parece que se não é AGORA, há algum problema fantasma que fica circulando pelo nosso pensamento. E o problema na verdade nunca existe, é só nossa insegurança fantasiada. Acho que é uma coisa bem universal e contemporânea, a insegurança sobre a resposta do outro, especialmente em relacionamentos. Parece que criamos uma expectativa enorme em cima de nós mesmos, tentamos o tempo todo estar nos polindo de acordo com isso ou aquilo e se algo não acontece a maneira como esperamos, é como se a insegurança tomasse tudo como culpa nossa. Não fomos o suficiente, está faltando isso ou aquilo. Essa constante “será que estou fazendo certo?” que parece permear a cabeça de todo mundo, querendo encaixar em algum lugar. Talvez porque vivemos nessa sociedade que ainda não nos reconhece pelas diferenças, mas tenta enfiar todo mundo numa caixa só. O filme vem disso, desse sentimento. Acho que muita gente passou por uma cena similar alguma vez na vida. A gente fica criando um monstro na cabeça, achando que ele vive em terras firmes, e depois descobre que era só uma vassoura velha vestindo um lençol com buracos tentando assustar. Quando a luz acende a gente dá gargalhada do monstro, mas se não cuidamos ele volta, e volta, e volta, toda vez que deixamos ficar escuro dentro da gente mesmo, dando espaço pra essas inseguranças que vamos criando ao longo da vida.

Sara ama Jorge - JorgeSara ama Jorge - Sara

Mais Karina  no Don’t Touch > www.donttouchmymoleskine.com/castelo-dentro-do-peito

 

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