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Posts da categoria "amor"

Seja um arco-íris na nuvem de alguém

por   /  19/04/2016  /  8:08

Tão bonita essa fala da Maya Angelou, escritora, cineasta e ativista pelos direitos civis.

There is an African-American song, 19th century, which is so great. It says, “When it look like the sun weren’t going to shine anymore, God put a rainbow in the clouds. Imagine, and I’ve had so many rainbows in my clouds. I had a lot of clouds. But I have had so many rainbows. And one of the things I do when I step up on the stage, when I stand up to translate, when I go to teach my classes,  when I go to direct a movie, I bring everyone who has ever been kind to me with me. Black, White, Asian, Spanish-speaking, Native-American, gay, straight, everybody. I say, “Come with me, I’m going on the stage. Come with me, I need you now.” Long dead, you see, so I don’t ever feel I have no help. I’ve had rainbows in my clouds. And the thing to do, it seems to me, is to prepare yourself so that you can be a rainbow in somebody else’s cloud. Somebody who may not look like you, may not call God the same name you call God, if they call God at all, you see. And may not eat the same dishes prepared the way you do. May not dance your dances, or speak your language. But be a blessing to somebody. That’s what I think. 

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Do seu pai, o livro

por   /  13/04/2016  /  17:17

Do seu pai

Uma vez perguntei ao Pedrinho e à Lua Fonseca se eles não tinham medo de expor a vida na internet – em seus perfis no Instagram e também nos blogs Do Seu Pai e No drama mom, eles falam sobre ser pai e mãe e mostram o dia a dia de João, Irene e Teresa, seus filhos. Eles me deram uma resposta tão autêntica que só pude concordar. Falaram que compartilham porque a cada post se conectam com gente de verdade – e muitos desses contatos são transformadores.

Se vocês olharem os comentários dos perfis , vão perceber rapidamente essa potência. É a internet sendo um lugar especial, de construção, aprendizado, de todo mundo junto compartilhando alegrias e angústias.

Agora o Do Seu Pai está prestes a virar livro. A campanha de crowdfunding está no Catarse, e você pode apoiar com a quantia que quiser. Já garanti o meu! ♡

Mais em > www.catarse.me/doseupai

Abaixo, o convite do Pedrinho.

João, Irene e Teresa:

escrevo como quem engoliu uma brasa e tem no estômago um queimor de medo. A azia desconfortável da incerteza. Não sei se vai dar certo, mas preciso contar-lhes que estou fazendo uma tentativa muito importante, desde que comecei a rascunhar essas cartas aqui para vocês, no blog. Hoje, filhos, começo a pedir a ajuda de gente que vez por outra passa aqui – para ler e ver o que se passa na nossa família – para transformar este blog num livro. Gente que ora aqui, ora ali se reconhece em algum gesto nosso, alguma palavra nossa. O medo de não dar certo está bem aqui, no estômago. Mas nos braços, pernas, cabeça, peito, em todas as outras partes, tenho em mim o que este vídeo aí embaixo foi buscar: coragem. Amor, filhos, é quando o coração da gente bate no peito do outro e, ainda assim, estamos vivos. Para isso, para amar, é preciso coragem. Pois aqui estou: medroso e corajoso. Estou vivo, apesar de sentir meu coração batendo em cada pessoa que pode ajudar a realizar este livro – e sonho.

Do seu pai,
Pedro.

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#vitrinedonttouch: Sara ama Jorge

por   /  29/03/2016  /  9:09

#vitrinedonttouch apresenta o curta-metragem “Sara ama Jorge”, de Karina Buzzi.

O filme fala sobre essa pequena loucura diária que nos acomete: esperar respostas imediatas para todos os nossos anseios.

Karina explica o motivo pelo qual quis abordar esse tema em um filme:

Parece que se não é AGORA, há algum problema fantasma que fica circulando pelo nosso pensamento. E o problema na verdade nunca existe, é só nossa insegurança fantasiada. Acho que é uma coisa bem universal e contemporânea, a insegurança sobre a resposta do outro, especialmente em relacionamentos. Parece que criamos uma expectativa enorme em cima de nós mesmos, tentamos o tempo todo estar nos polindo de acordo com isso ou aquilo e se algo não acontece a maneira como esperamos, é como se a insegurança tomasse tudo como culpa nossa. Não fomos o suficiente, está faltando isso ou aquilo. Essa constante “será que estou fazendo certo?” que parece permear a cabeça de todo mundo, querendo encaixar em algum lugar. Talvez porque vivemos nessa sociedade que ainda não nos reconhece pelas diferenças, mas tenta enfiar todo mundo numa caixa só. O filme vem disso, desse sentimento. Acho que muita gente passou por uma cena similar alguma vez na vida. A gente fica criando um monstro na cabeça, achando que ele vive em terras firmes, e depois descobre que era só uma vassoura velha vestindo um lençol com buracos tentando assustar. Quando a luz acende a gente dá gargalhada do monstro, mas se não cuidamos ele volta, e volta, e volta, toda vez que deixamos ficar escuro dentro da gente mesmo, dando espaço pra essas inseguranças que vamos criando ao longo da vida.

Sara ama Jorge - JorgeSara ama Jorge - Sara

Mais Karina  no Don’t Touch > www.donttouchmymoleskine.com/castelo-dentro-do-peito

 

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#portfoliodontouch: Renata Ursaia em busca do desencaixe

por   /  15/03/2016  /  9:09

Renata Ursaia

Existe um hábito entre alguns amigos de quase nunca falar de trabalho quando a gente se encontra para passar réveillons em praias paradisíacas ou almoçar por horas em um sábado de chuva e sol. Acho interessante, já que vivemos todos em São Paulo, a cidade da pergunta “o que você faz?” logo nos primeiros minutos de conversa. Ao mesmo tempo, adoro quando a conversa sobre trabalho surge. Tenho tanto amigo talentoso que dá vontade de contar pro mundo o que eles fazem, sabe?

Há um tempo vinha querendo mostrar aqui o trabalho da Renata Ursaia, fotógrafa e artista cujo trabalho eu conhecia mais pelo site do que ao vivo – vi apenas uma residência artística que ela fez no Pivô, no centro de SP. Dia desses fiquei vendo os trabalhos dela e tem tanta coisa tão legal - vocês precisam conhecê-la! Na entrevista abaixo, misturo umas perguntas sobre o processo de trabalho dela, de onde vem a inspiração, pra onde ela quer ir, com fotos e vídeos.

Mais > www.renataursaia.com.br

Renata Ursaia - Brenda e Tampinha (2010)

Eu trabalho na margem estreita do “quase óbvio”. Procuro um deslocamento pequeno de ponto de vista, que faça com que as engrenagens do cotidiano apareçam sob um outro ângulo, e que alguma dúvida possa se instaurar neste processo. Uma ferramenta poderosa para esta desestabilização é o humor. Porque o humor trata desse desvio que transforma uma expectativa em outra coisa. Tem inclusive uma piada que ilustra bem isso (sério!): O cara que chegou no médico, desesperado, achando que tinha uma doença grave, porque todas as partes do corpo em que ele tocava doíam. O médico examinou e concluiu que o problema dele era o dedo, que estava quebrado. Bom, eu acho que o humor, a arte e o que eu tento com o meu trabalho é ser esse dedo quebrado; um desencaixe, que muda o sentido do que está ao redor.

Renata Ursaia - Vegas (2013)

Passo uma boa parte do tempo tentando esquematizar uma metodologia eficaz de criação. Mas claro que é quando eu me distraio disso por um momento, que as coisas costumam se mostrar. Então é um acordo difícil. Você vai mapeando algumas pistas, com fotos, anotações, livros, o que está chamando sua atenção no momento. Tentando articular questões internas e externas. Porque, de alguma maneira você tem que confrontar o que lhe é mais custoso para encontrar um caminho que seja legitimamente seu.

Eu sempre gostei de viajar. E comecei a fotografar nessas viagens que eu fazia na época da faculdade. Quando você é de fora, naturalmente já olha para as coisas de um jeito novo. Isso me ajudou. O vídeo me interessava desde antes do surgimento dessas câmeras que fazem as duas coisas. Gosto do ritmo que você consegue construir na edição, da possibilidade narrativa da câmera em movimento. É uma outra maneira de lidar com o tempo.

Eu comecei trabalhando como fotojornalista e também com documentário. Mas chegou uma hora em que me senti cercada pela variedade de assuntos, a simultaneidade dos acontecimentos e a falta de conexão entre eles. E percebi que precisava voltar toda minha atenção justamente para isso; para a brecha de sentido do cotidiano, o ponto onde os objetivos escapam… aquilo que eu estava falando sobre desencaixe.

Renata Ursaia - Excursão  

O meu desejo com o trabalho é que ele possa ecoar como um antídoto contra a funcionalidade a que se resume cada vez mais a vida das pessoas. Acho que a minha contribuição é no sentido de apontar para a beleza da inutilidade.

Veja os demais posts da série #portfoliodonttouch:

A fotografia sentimental de Juliana Rocha + #retratosanônimostakeover por @rochajuliana

Paulo Fehlauer e a fotografia guiada por sensações + #retratosanônimostakeover por @fehlauer

A noite sem filtros de Luara Calvi Anic + #retratosanônimostakeover por @luaracalvianic

Corpo em desclocamento na fotografia de Patricia Araújo + #retratosanônimostakeover por @patiaraujo

A busca pela pureza na fotografia de Bruna Valença + #retratosanônimostakeover por @brunavalenca

O mundo dos sonhos de Cassiana Der Haroutiounian

A juventude pelo olhar de Pedro Pinho

O vazio na fotografia de Ana Teresa Bello

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Bowie, muito obrigada por tudo

por   /  11/01/2016  /  10:10

David Bowie

Ele apareceu pela primeira vez na minha vida em “Christiane F.” – e ficou no repeat, de tanto que eu assistia ao filme e sonhava em ter aquela jaqueta que a Natja Brunckhorst usava pra ir ao show na Berlim dos anos 1980.

Depois veio em vários CDs-R que Tomaz gravou pra mim, imprimiu a capinha colorida e me entregou no curso de inglês. Mal existia internet, e desbravar aqueles mundos era abrir milhões de possibilidades, era buscar as referências dele, era querer entender tudo, ouvir tudo, porque o portal já tinha sido aberto, e não tinha mais volta.

Em um aniversário meu, há uns dois anos, por uma dessas coisas de sincronicidade, revi na fila da inesquecível exposição do MIS o mesmo Tomaz que tinha sido meu Rdio antes de o Napster existir.

Na primeira vez que fui a Berlim, cheguei morrendo de tristeza e, quando estava fazendo as malas pra ir embora, coloquei o “Low”, o “Heroes” e o “Lodger” pra tocar. Chorei de felicidade, querendo ficar mais, entendendo tanto de mim, da vida, da impermanência e das transformações.

Bowie, você é Deus na minha religião. Muito obrigada por tudo.

Vai lá encontrar o Lou. Aproveita e manda um beijo, tá? 

A foto é de Lynn Goldsmith e foi tirada em 1973

Pra ficar ouvindo ele o dia inteiro: BBC 6

Não dá pra imaginar um mundo sem David Bowie, texto lindo do Alexandre Matias

David Bowie’s life and career – in pictures

Bowie in quotes: ‘I wouldn’t like to make singing a full-time occupation’

David Bowie Answers the Famous Proust Questionnaire

Babydoll de nylon com Bowie e Mick Jagger

David Bowie dead: long-serving producer Tony Visconti discusses the ‘parting gift’ that was Blackstar

David Bowie’s 7 Sexiest Music Videos Celebrate His 69th Birthday

David Bowie’s must-read books revealed

David Bowie: five essential films

How David Bowie told us he was dying in the ‘Lazarus’ video

My David Bowie, alive forever

Bowie e Paul by Linda 1985

“Very sad news to wake up to on this raining morning. David was a great star and I treasure the moments we had together. His music played a very strong part in British musical history and I’m proud to think of the huge influence he has had on people all around the world. I send my deepest sympathies to his family and will always remember the great laughs we had through the years. His star will shine in the sky forever.” Paul McCartney

“David’s death came as a complete surprise, as did nearly everything else about him. I feel a huge gap now. We knew each other for over 40 years, in a friendship that was always tinged by echoes of [comic characters] Pete and Dud. Over the last few years – with him living in New York and me in London – our connection was by email,” Eno continued. “We signed off with invented names: some of his were mr showbiz, milton keynes, rhoda borrocks and the duke of ear. I received an email from him seven days ago. It was as funny as always, and as surreal, looping through word games and allusions and all the usual stuff we did. It ended with this sentence: ‘Thank you for our good times, brian. they will never rot’. And it was signed ‘Dawn’. I realise now he was saying goodbye.” Brian Eno

“Dearest David, wherever you are now, I miss you. Not only do I miss you but my heart is broken. You were my idol, then you became my mentor and my friend. I learnt so much from you, just by being in your presence, the conversations we had and, of course, watching you perform. You always had time for me. My band and I were tiny when we first met. Nonetheless , you took us under your wing. You believed in us and gifted us with so many fantastic opportunities. Without you, your tutelage and your wisdom, I don’t think I would be where I am today, as an artist but also as a person. For that I will be eternally grateful. Float around the ether, David. Bounce gracefully off planets light-years away as you become one with the Universe, as you dive into the Great Unknown. My sincere and heartfelt condolences to Iman, Lexi and Duncan, whose hearts I know are far more broken than mine. As for me, I will treasure every memory of every moment we spent together. Dear David, beautiful man and force of nature, you are immortal. You live beyond the veil of the big sleep. Ong Namo Guru Dev Namo. Namaste.” Brian Molko

John and David respected each other. They were well matched in intellect and talent. As John and I had very few friends we felt David was as close as family. After John died, David was always there for Sean and me. When Sean was at boarding school in Switzerland, David would pick him up and take him on trips to museums and let Sean hang out at his recording studio in Geneva. For Sean this is losing another father figure. It will be hard for him, I know. But we have some sweet memories which will stay with us forever. Yoko Ono

“david bowie começou pelo futuro. de algum modo, o seu tempo ainda não chegou. talvez, por isso mesmo, nos aguarde mais adiante. nem que seja apenas para o abraçarmos e dizer-lhe: muito, muito obrigado.” Valter Hugo Mãe

“David’s friendship was the light of my life. I never met such a brilliant person. He was the best there is.” Iggy Pop

“It feels like we lost something elemental, as if an entire color is gone.” Carrie Brownstein

I’m devastated.
David Bowie changed the course of my life forever. I never felt like I fit in growing up in Michigan. Like an oddball or a freak. I went to see him in concert at Cobo Arena in Detroit. It was the first concert I’d ever been too. I snuck out of the house with my girlfriend wearing a cape.
We got caught after and I was grounded for the summer. I didn’t care.
I already had many of his records and was so inspired by the way he played with gender confusion .
Was both masculine and feminine.
Funny and serious.
Clever and wise.
His lyrics were witty ironic and mysterious.
At the time he was the thin white Duke and he had mime artists on stage with him and very specific choreography
And I saw how he created a persona and used different art forms within the arena of rock and Roll to create entertainment.
I found him so inspiring and innovative.
Unique and provocative. A real Genius.
his music was always inspiring but seeing him live set me off on a journey that for me I hope will never end.
His photographs are hanging all over my house today.
He was so chic and beautiful and elegant.
So ahead of his time.
Thank you David Bowie.
I owe you a lot. .
The world will miss you.
Love
Madonna

“No caso dessas duas entidades, uma despedida apenas física, porque cada música é uma lembrança de que continuam vivos e consigo sentir ainda mais forte a presença deles, como se agora fossem o espaço ao redor, o ar que sustenta a propagação do som. A tristeza então cede lugar ao agradecimento, admiração e inspiração. Ontem quase levei pra cama o livrão que eu tenho do Bowie, mas que é tão grande e pesado que desisti, já estava tarde também, precisava acordar cedo. Até as últimas horas de ontem eu não queria largá-lo. Hoje, a notícia. Conexões que só a música explica.” Lulina

“David was always an inspiration to me and a true original. He was wonderfully shameless in his work. We had so many good times together. He was my friend, I will never forget him.” Mick Jagger

mick

berlin

Duncan Jones

“Very sorry and sad to say it’s true. I’ll be offline for a while. Love to all.” Duncan Jones

30 gifs do David Bowie para assistir ininterruptamente

“Dos vivos, o mais genial. Dos mortos, o mais inesquecível”, diz Rita Lee sobre Bowie

What David Bowie meant to me and multiple generations

One Of The Real Major Toms Even Covered David Bowie From Space

David Bowie é flagrado entrando em disco voador para voltar à sua terra natal

David Bowie Helden, German version of Heroes

Tilda Swinton on David Bowie: He ‘Looked Like Someone From the Same Planet as I Did’

David Bowie: share your memories

Cosas que debemos contar a nuestros hijos sobre David Bowie

Radio Soulwax: Our homage to the man whose ability to change whilst remaining himself has been a massive influence on us. There are many legends in the music industry but for us, there is no greater than the mighty Dave. We’ve included all things Bowie, whether that is original songs, covers, backing vocals, production work or reworks we made, to attempt to give you the full scope of the man’s genius.

Chris Clarke para o The Guardian via @anabean

Arte do Chris Clarke (via @anabeanjean)

db

Dancing out in space. As the world remembers musician David Bowie, a mile-wide space rock named in his honor orbits serenely in the main asteroid belt between the orbits of Mars and Jupiter. NASA (via Manu Colla)

David Bowie Dies at 69; He Transcended Music, Art and Fashion

É difícil entender que não tenho mais 20 anos, disse Bowie sobre envelhecer

Arquivo aberto: o esmalte de David Bowie

David Bowie Dead at 69

ny

De Benjamin Schwartz para a New Yorker

“Though they had exchanged only a few words, Bowie asked for her phone number and then called her that night at exactly 3:00 a.m. “He said, ‘The first thing I want you to know is that you’re not crazy—don’t let anybody tell you you’re crazy, because where you’re coming from, there are very few of us out there.’ For a month, he called her every night and they would talk for hours. Finally, he paid a visit”.

De Bowie para Nina Simone, qdo ela tava numa bad.

“He’s got more sense than anybody I’ve ever known,” she said. “It’s not human—David ain’t from here.

Nina Simone sobre Bowie. (via Vivi Whitman)

David Bowie: the man who thrilled the world

Beat Godfather Meets Glitter Mainman

Na América do Sul, ricos e pobres não se ajudam, afirmou Bowie à Folha

Worldwide tributes to David Bowie: ‘His death was a work of art’

50 David Bowie moments

Brian May tells how David Bowie and Queen wrote the legendary track Under Pressure

As faces de David Bowie

David Bowie se foi. Aqui estão frases que ilustram seu legado

Exit Bowie, discreetly: ‘He thought it honourable to become invisible’

David Bowie: He wrote his own requiem – he was always a lap ahead

bw

gi bowie gif

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Na TV com Simone de Beauvoir

por   /  28/10/2015  /  15:00

simone

Já experimentou deixar de lado o feed do Face por uma manhã para aproveitar os vídeos longos do YouTube? Fiz isso essa semana e, entre outras coisas, assisti a uma entrevista da Simone de Beauvoir para a TV francesa, em 1975.

A feminist, whether she calls herself leftist or not, is a leftist by definition. She is struggling for total equality, for the right to be as important, as relevant, as any man. Therefore, embodied in her revolt for sexual equality is the demand for class equality. In a society where the male can be the mother, where, say, to push the argument on values so it becomes clear, the so-called “female intuition” is as important as the “male’s knowledge” – to use today’s absurd language – where to be gentle or soft is better than to be hard and tough, in other words, in a society where each person’s experiences are equivalent to any other, you have automatically set up equality, which means economic and political equality and much more. Thus, the sex struggle embodies the class struggle, but the class struggle does not embody the sex struggle. Feminists are, therefore, genuine leftists. In fact, they are to the left of what we now traditionally call the political left.

A while ago we were talking about how the MLF has helped women gain sisterhood. affection for each other, and so on. That might have created the impression that I think women are now better off. They’re not. The struggle is just beginning, and in the early phases it makes life much harder. Because of the publicity the word “liberation” is on the tip of the tongue of every male, whether aware of sexual oppression of women or not. The general attitude of males now is that “well, since you’re liberated. Let’s go to bed.” In other words, men are now much more aggressive, vulgar, violent. In my youth we could stroll down Montparnasse or sit in cafés without being molested. Oh, we got smiles, winks, stares, and so on. But now it’s impossible for a woman to sit alone in a café reading a book. And if she’s firm about being left alone when the males accost her, their parting remark is most often salope [bitch] or putain [whore]. There’s much much more rape now. In general, male aggressiveness and hostility has become so common that no woman feels at ease in this town, and from what I hear in any town in America. Unless, of course, women stay at home. And that’s what lies behind this male aggressiveness: the threat which, in male eyes, women’s liberation represents has brought out their insecurity, hence their anger resulting that they now tend to behave as if only women who stay at home are “clean” while the others are easy marks. When women turn out not to be such easy marks, the men become personally challenged, so to speak. Their one idea is to “get” the woman.

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