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Posts da categoria "amor"

3 anos de Instamission

por   /  19/12/2013  /  16:16

Queridos, é com muita alegria que lançamos um vídeo que comemora os 3 anos de vida do Instamission! Fizemos quase um minidocumentário contando sobre o projeto e dividindo um pouco das alegrias e emoções que ele nos dá a cada dia. ♥

Nos ajudaram a contar esta história alguns participantes mais do que especiais: @angelicamoller, @mawa, @antonyadriano, @manoellita, @kato78, @jotta_jottinha e @carolefrida.

Nossa vontade era que todos vocês estivessem presentes neste vídeo, por isso colocamos nele várias imagens da #instamission100 | Fotografe você! Será que você aparece?

#instamission3anos

Temos duas versões: uma de 7 minutos e outra de 3 minutos! Escolha qual você quer ver: www.bit.ly/instamission3 e www.bit.ly/instamission7

Direção > @theolambert

Agradecimentos super especiais > @crisnaumovs, @vaniagoy e @chrismarin.

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Expressas DTMM

por   /  16/12/2013  /  11:11

Feel the Butterfly é um projeto de amor. “É muito simples: perguntamos para casais ao redor do mundo o que ainda os fazem sentir as borboletinhas no estômago. Além da resposta, também pedimos a música do casal. Assim, podemos nos inspirar com hábitos que deram certo e músicas românticas”, diz a Bruna Castro, que faz o projeto com a Nadja Altpeter. Bem bonito! > http://feelthebutterfly.com/

– Tão bonito o clipe de “Love?”, do Desampa! Ele é um artista de São Paulo que não revela sua identidade. “Suas principais influencias são o soul, eletrônico e pop. E para o seu EP de estreia teve como referencia artistas como: James Blake, SBTRKT, Paul McCartney entre outros.” Conheçam > https://soundcloud.com/desampa

– Falando em clipe, a Tulipa Ruiz lançou na semana passada um para “Like This”, dirigido por Cecília Lucchesi e Fred Siewerdt.

– Um Dragão por Dia é um blog e uma fanpage alimentados por João Gabriel Rodrigues Camargo, um menino de 12 anos. Demais! > http://www.facebook.com/umdragaopordia

– “As Palavras” é um livro que é uma declaração de amor a Clarice Lispector. Lançamento da Rocco. Vejam o booktrailer.

– Conheçam o Projeto Bawu: “Bawu: terceira pessoa do plural no idioma kicongo, da etnia bacongo, no pais Congo. Ela, ele, elas eles, aqueles, estes… Somos também todos nós, estranhadores, estranhos e estranhados na fluidez de estranhamentos, convenções, correções, conservadorismos e rompimentos. Projeto Bawu tem como foco dialogar transgêneros e concepções que indicam a “opção” pessoal por um determinado gênero como prática performátiva, determinada por culturas, “sub-culturas” e ramificações de suas manifestações na economia, no consumo, no entretenimento, religião e na família. Pesquisamos a beleza da transformação, a afirmação identitária de indivíduos sujeitos a negligência de uma sociedade que ainda tem muito o que refletir sobre o ser humano no exercício de sua humanidade. As entrevistas realizadas são trocas íntimas nas quais recebemos ou somos recebidos nas casas dos entrevistados, a fim de refletir conjuntamente sobre gênero, transgênero, implicações e complicações subjacentes.” Mais em > http://coletivotriangulo.wix.com/triangulo

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I’m waiting here

por   /  11/12/2013  /  9:09

A coisa mais linda do dia: Lykke Li cantando “I’m waiting here” no disco mais recente de David Lynch, “The Big Dream”.

I’m alone, look at the sky, my dear
I am not every falling star
Make a wish every time I leave
So we can love until infinity

I’m waiting here
I’m waiting here
I’m waiting here
I’m waiting here
I’m waiting here

Ouçam! ♥

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don’t touch entrevista opala

por   /  14/11/2013  /  12:00

Sabe a filha do Tom Jobim? Começou a ouvir muita música eletrônica, se arriscou numas composições, decidiu cantar, se juntou com um amigo produtor e fez uma banda chamada Opala, que eu não paro de ouvir desde que conheci.

Opala é a banda da Maria Luiza Jobim e do Lucas de Paiva e não tem nada a ver com a maravilhosa bossa nova do pai dela, o que é uma alegria neste mercado dominado por cantores que fazem tudo “como nossos pais”.

O som do Opala tá muito mais perto da Grimes, do Knife, do XXYYXX. E é tãaaao bom que resolvi conversar com a Maria Luiza pra saber como eles começaram, do que gostam de ouvir, como é ser comparada com o pai o tempo todo…

Vejam a entrevista no vídeo abaixo! Espero que vocês gostem! ♥

Ouçam o Opala > https://soundcloud.com/maria-luiza-jobim

A foto que ilustra o post é do Jorge Bispo, que gentilmente nos permitiu usá-la!

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kim deal solo

por   /  28/10/2013  /  9:00

Linda demais a música “Are You Mine?”, que a Kim Deal fez pra mãe, que tem Alzheimer. A cantora deixou o Pixies, continua no Breeders e prepara um disco solo. ♥

Are you mine?
Are you my baby?
I have no time
I have no time
For nothing but love
Are you mine?
How you see me lately?
I have no time
I have no time

Mais em > http://kimdealmusic.com/

A foto tirei do Pitchfork.

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os mundos de dom la nena

por   /  27/09/2013  /  15:30

Dom La Nena, que nome diferente! A capa do disco é bonita, tem uma dupla exposição dela, meio embaçada. Vou ouvir. Das 13 músicas, já tenho vontade de ouvir de novo mais da metade quando acaba o disco. Bom sinal. Durante a semana, ouço mais e mais. E, uns dez dias depois, numa noite em que chovia muito no Rio, saio de casa com duas amigas para ver um show dela no Solar de Botafogo.

Uow! Que boa essa menina. Ela não é só mais uma cantora com um repertório óbvio que me deixa com aquela sensação de “quase lá”. É uma artista completa – e por mais que essa frase seja um clichê, é uma alegria quando conseguimos ver uma performance assim ao vivo. É em busca dessa verdade que passo tanto tempo ouvindo música. Viva!

Ela toca violoncelo, ukelele, faz percussão com um chocalho amarrado no pé, coloca uma música antiga em uma vitrolinha para servir de fundo para que ela cante, em português, francês e espanhol, suas letras que falam de deslocamento, de pertencimento e não pertencimento, de amor, dos amigos que nunca mais foi visitar, de ser estrangeira mas sempre sentir que tem uma casa.

Dom La Nena é Dominique Pinto, uma garota de 23 anos que nasceu em Porto Alegre e passou a maior parte da vida pelo mundo. Primeiro, em Paris, para onde foi com a família acompanhar o doutorado em filosofia do pai. Aos 13 anos, mudou-se para Buenos Aires, para onde foi sozinha estudar violoncelo com Christine Walevska, um de seus ídolos no, conhecida como “a deusa do violoncelo”. De volta à França, aos 18 anos, acabou passando dois anos em turnê com a Jane Birkin, musa do Serge Gainsbourg. Também trabalhou com Jeanne Moreau.

La Nena, a pequena, foi incorporado porque ela sempre foi a caçula dos grupos que frequentava. Dom começou a estudar piano aos 5 anos e, aos 8, já se aventurava no violoncelo. “[Ser artista] no meu caso foi um processo evolutivo, que foi crescendo desde muito pequena. Não foi algo que de um ano para o outro eu disse ‘ah, sou artista’! Comecei estudando música aos 4, e sempre adorei todas as disciplinas artísticas…Fiz teatro, dança, pintura etc. Mais tarde fui ficando somente com a música, mas com certeza todo o resto que fiz quando criança me ajudou muito para o que eu faço hoje”, conta ela ao Don’t Touch.

Em agosto, Dom La Nena lançou seu disco, “Ela”, no Brasil. Nos Estados Unidos o álbum saiu no começo do ano pela Six Degrees Records e recebeu elogios de veículos importantes, como o New York Times e a Les Inrokuptibles. O disco foi produzido por Dom e Piers Faccini e conta com participações da cantora francesa Camille e dos brasileiros Thiago Pethit, Kiko Dinucci e Guilherme Kastrup.

“A Dominique é uma das pessoas mais talentosas que eu conheço. E acho lindo que o nome artístico dela seja esse pequeno apelido, Dom. Porque ‘dom’, em português, representa um pouco dessa habilidade inata e musical dela. Ela é uma garotinha, doce, sensível, delicada mas tem também uma coisa, uma personalidade forte, muito assertiva e direta. E as músicas acabam ganhando essa qualidade”, diz Thiago Pethit.

Embora tenham morado em Buenos Aires a uma quadra um do outro, eles se conheceram em São Paulo, por meio do Vicent Moon, que faz o La Blogotheque com Jerome, marido da cantora. “Depois de todas essas coincidências, foi uma espécie de amor à primeira vista. Fizemos juntos um Som Brasil – TV Globo em homenagem a Assis Valente e na sequência, de volta a São Paulo, ela me convidou para gravar ‘Buenos Aires’. Desde então, temos nos encontrado meio que por acaso em diversos lugares do mundo, Paris, Lisboa, São Paulo, Paris de novo… Da última vez, até cantei no show de estreia dela por lá e foi muito lindo”, completa.

Tendo como referências artistas como Lhasa de Sela, Juana Molina, Silvio Rodriguez, Violeta Parra, Cat Power e a música brasileira de Dorival Caymmi, Jorge Ben, Chico Buarque e Tom Jobim, Dom La Nena fez um disco de estreia muito consistente, em que sua voz frágil se junta a melodias delicadas (que, por vezes, lembram canções de ninar) e a arranjos dominados por um violoncelo poderoso.

Talvez por ter mudado tanto de país, parece que ela criou um mundo só seu, cheio de nostalgia. Com seu jeito doce, um sorriso no rosto e até um pouco sem jeito, ela nos convida a entrar nele, meio que ainda sem acreditar que suas criações podem encantar mais gente.

Para conhecer mais sobre a história da Dom La Nena, leiam a entrevista que fiz com ela logo abaixo. Antes, assistam aqui à estreia de “Golondrina”, seu novo clipe, dirigido por Jeremiah.

– Quando foi que você se descobriu artista?

No meu caso foi um processo evolutivo, que foi crescendo desde muito pequena. Não foi algo que de um ano para o outro eu disse “ah, sou artista”! Comecei estudando música aos 4, e sempre adorei todas as disciplinas artísticas…fiz teatro, dança, pintura, etc. Mais tarde fui ficando somente com a música, mas com certeza todo o resto que fiz quando criança me ajudou muito para o que eu faço hoje. – Como foi sua formação? Minha formação musical é em música clássica. Em Porto Alegre, de onde eu venho, comecei a estudar piano aos 5 anos, e violoncelo aos 8. Logo fui para Paris com meus pais (para o doutorado do meu pai), e continuei estudando lá…Sempre fui muito apaixonada pelos dois instrumentos, mas a partir dos meus 10 anos decidi ficar somente com o cello, e já estava decidida que queria ser violoncelista – e já estudava muitas horas por dia. Fiquei estes 4 anos estudando no Conservatório. Depois continuei estudando em Buenos Aires, também uma formação clássica no Conservatório de Buenos Aires e na academia do lindo Teatro Colón…fiquei lá 5 anos, dos meus 13 aos meus 18. Com 18 voltei a Paris, para continuar estudando na École Normale de Musique onde completei meu ciclo superior.

– Conta um pouquinho da sua trajetória, onde você morou, por quanto tempo?

Nasci em Porto Alegre onde fiquei até meus 8 anos. Depois morei em Paris dos meus 8 aos meus 12, voltei para Porto Alegre alguns meses, e com 13 anos fui morar sozinha em Buenos Aires para estudar violoncelo – onde fiquei até meus 18. Logo voltei para Paris, onde agora estou morando já faz 6 anos…

– Como foi que você foi morar sozinha em Buenos Aires?

Quando eu voltei de Paris para Porto Alegre com meus pais, tinha 12 anos (quase 13) e já estava totalmente decidida a ser violoncelista. Estudava o dia inteiro, assim que chegava da escola ia reto estudar cello. Mas tivemos que voltar para Porto Alegre, pois o doutorado do meu pai tinha acabado, e eu sabia que as possibilidades de ter uma boa formação clássica por lá eram poucas… Voltando para lá entrei em uma grande depressão! Então comecei a pensar em como resolver meu problema… E eu lembrei que uma dos meus ídolos do cello, uma violoncelista americana chamada Christine Walevska, tinha morado em Buenos Aires. Comecei a fuçar na internet para ver se achava mais detalhes sobre se ela dava aulas em algum lugar, e descobri que ela tinha voltado para Nova York. Procurei por ela no guia telefônico de Nova Yorque, e liguei para ela para pedirconselhos. Ela foi um amor, muito acolhedora, e como é casada com um argentino, continua indo muito para Buenos Aires… ela estava indo para lá algumas semanas depois e me propôs de nos encontrarmos para ela me dar aulas e tentar me ajudar a achar um professor com o qual eu pudesse ter mais regularidade em Buenos Aires.. Então eu fui, fiquei lá uma semana, ela me deu aulas incríveis, e me apresentou para um professor francês que dava aula no Conservatório de Buenos Aires e que também me deu algumas aulas naquela semana e me aceitou como aluna na sua classe no Conservatório. Voltei para Porto Alegre na maior alegria, avisando meus pais que já estava tudo resolvido e que me mudaria para Buenos Aires… Só que eu tinha 13 anos ! E obviamente meus pais não podiam se mudar para lá… Mas meus pais sempre me apoiaram muito e dessa vez, é claro, depois de muitas noites angustiantes de reflexões, decidiram me dar essa confiança confiança e deixaram eu ir morar lá alguns meses depois… E essa foi sem dúvida uma das decisões mais importantes da minha vida ! Fiquei 5 anos estudando lá, com vários professores maravilhosos, no conservatório de Buenos Aires, na academia do Teatro Colón, e com a Walevska que ia de 3 em 3 meses para la… Quando fiz 18 anos voltei para Paris estudar.

– Como você aprendeu a tocar tantos instrumentos?

Eu considero que eu toco mesmo só violoncelo… um pouco de piano, do que me lembro de quando criança. Na hora de compor eu uso o violão também, mas sou péssima! Até cheguei a gravar alguns dos violões no meu disco, mas só sei tocar mesmo minhas músicas ! Também estudei um pouquinho de contrabaixo em Buenos Aires, então também sou eu quem toca contrabaixo no disco. Quando gravei, queria poder tocar ao máximo possível todos os instrumentos eu mesma… E é verdade que na maior parte do disco sou eu e o Piers Faccini – que produziu junto comigo, quem toca.. Muitos instrumentos, eu me aventuro a tocar por instinto, não acho que eu saiba realmente tocá-los ! – E como se interessou pelo violoncelo? Meus pais sempre ouviram muita musica clássica em casa, portanto eu já conhecia o instrumento. Eu estudava numa escola de música muito legal quando pequena em Porto Alegre…uma vez fomos para um encontro entre várias escolas do país em Florianópolis, e no ônibus sentei ao lado do professor de violoncelo da escola. A viagem era longa, mas me dei super bem com ele, nos divertimos durante todo o trajeto, adorei ele, e durante o encontro em Floripa comecei a ir assistir as aulas dele e adorei ainda mais o instrumento ! Quando voltei, apresentei-o ao meus pais: “Esse é meu novo professor”. E assim comecei a estudar cello. Decidi realmente a ser violoncelista aos 10 anos de idade em Paris.

– Conta um pouco como é seu processo na hora de compor? De onde vem a inspiração?

Não tenho muita regra, mas geralmente nunca penso “vou falar disso ou daquilo”. Gosto de trabalhar bastante com o inconsciente, acho bem mais interessante. Por vezes vem primeiro uma melodia, com algumas palavras, depois vem o texto, outras vezes é ao contrario… Não há receita fixa.

– Apesar de ter passado tanto tempo fora, a música brasileira influencia muito você, né? Dá pra ver em músicas como “Batuque”, que tem até berimbau. A sua formação proporcionou alguma pesquisa que levou a essa influência, a essas descobertas?

Minha formação é principalmente clássica,  mas desde sempre ouvi muitíssima música brasileira… Cresci com Jorge Ben, Chico, Tom, Caymmi, e eles me acompanham até hoj ! Então com certeza eles também estão muito presentes na minha música. A música brasileira está presente desde sempre para mim, e foi se misturando com tudo o mais que fui escutando… Sempre quis parar para pesquisar mais sobre ela, mas ainda não tive o tempo que do qual precisaria para fazer isso.

– Levando em conta que cada língua possui uma musicalidade diferente, que muda um pouco a própria música, como a gente a ouve, você acha que para o trabalho que você faz hoje a língua portuguesa consegue expressar melhor suas ideias? Ou é assim mesmo que elas surgem, naturalmente?

A escolha da língua também é algo totalmente inconsciente. As coisas vêm assim, eu nunca pensei “vou escrever em português” ou ao contrário “tenho que tentar não escrever em português”… Acho que como é minha língua materna, por mais que no dia a dia não seja a que eu fale mais, termina sendo a que vem mais naturalmente. Mas ultimamente tenho composto muito em espanhol – também não sei explicar por quê.

– E a recepção do público? O que você espera quando coloca sua música no mundo?

É muito impressionante, porque na maioria do tempo, canto para pessoas que não falam nem entendem português… Quando leio artigos, ou depois do show, conversando com o público, me dou conta que eles entendem muito do que eu falo sem mesmo entender as letras! Isso para mim é mais do que gratificante, ver que consigo atravessar esta barreira e transmitir o que eu quero além das palavras!

– Quem são suas principais referências, os artistas que mais admira? E aqueles com quem adoraria dividir o palco?

São muitíssimas… E ainda por cima já tive a sorte de poder dividir o palco com muitas delas! Jane Birkin, Jeanne Moreau, Camille, Piers Faccini, por exemplo, são referências de longa data para mim e, às vezes, custo a acreditar que já estive no palco com eles! Ultimamente tenho escutado muitíssimo Lhasa de Sela (mas infelizmente ela já faleceu) e a cantora argentina Juana Molina – adoraria fazer algo com ela um dia. Também bastante Silvio Rodriguez, Violeta Parra, Cat Power e obviamente, como falei antes, muita música brasileira…

– Aliás, como você foi parar na banda da Jane Birkin? E o que aprendeu de mais legal com ela?

Eu conhecia a produtora musical do ultimo disco da Jane (“Enfants d’hiver”), e ela me chamou para tocar no disco. No início seriam apenas algumas músicas, mas foi tão legal que no fim toquei em quase todas! A Jane estava sempre no estúdio com a gente, ela adorou, nos demos super bem… Então ela me convidou para formar parte da banda da turnê do disco (éramos 4: piano, cello, contrabaixo e guitarra). Foram dois anos de viagens incríveis, pelo mundo inteiro… Uma das coisas que mais me marcou da Jane era a força que ela tirava de dentro de si na hora de entrar no palco. Como viajávamos muito e ela já estava com a idade avançando e com a saúde um pouco frágil, era muito cansativo para ela o ritmo de turnê, promoção, além dos filmes que ela fazia nos dias livres. Às vezes ela passava o dia inteiro exausta, cansadíssima, mas na hora de entrar no palco era outra mulher, se transformava totalmente e transbordava de energia!

– Quando foi que você decidiu lançar um disco? E como foi o processo de criá-lo?

Não foi realmente uma decisão… Quando eu comecei a compor, não tinha a menor pretensão de lançar um disco, fazer turnê etc… Queria mesmo fazer as músicas para mim, para ver no que dava, por diversão. Comecei a gravar em casa, a fazer os arranjos e foi dando vontade de ouvi-las mais elaboradas, mais bonitas… Procurei a melhor maneira de gravar. Gravei, e o Piers Faccini mandou para a gravadora dele nos Estados Unidos, que adorou, e as coisas foram indo. Nada foi muito calculado, as coisas foram acontecendo e acho que isso foi uma coisa muito importante para mim no processo criativo e de gravação do disco. Fiz tudo do jeito que eu queria ouvir mesmo, sem me deixar influenciar por nenhuma pressão de gravadora ou outros, usei todo o tempo necessário até estar totalmente satisfeita… Acho que, se na hora de gravar já tivesse na mente “vou lançar meu primeiro disco, vamos lá”, teria sido muita pressão e talvez as coisas não tivessem sido tão fluídas.

– Você produziu o disco também, né? Fala um pouco sobre isso?

Eu produzi o disco junto com o Piers Faccini, que é um cantor inglês que mora na França, que já tem 4 discos incríveis lançados e que é respeitadíssimo na Europa. Eu escuto a música dele desde que era adolescente em Buenos Aires, e ele sempre foi uma referência para mim. Por acaso, ele trabalha há muitos anos com meu marido, então nos conhecemos há alguns anos e, desde então, ficamos bons amigos e temos tocado muito juntos. O Piers tem um estúdio em casa que é um sonho: ele mora no sul da França, no meio das montanhas, e no fundo do jardim dele tem uma casinha onde ele fez este estúdio – simples, mas com excelente material de som e vários instrumentos. Quando comecei a gravar já tinha pré-feito em casa a maior parte dos arranjos… Fiquei uma semana sozinha, passando tudo a limpo, experimentando novas coisas, trabalhando no som – trabalhei sem técnico de som, todos os takes foram feitos por mim mesma. Logo deixei todos os arquivos para o Piers, que começou a fazer a parte dele dos arranjos. E íamos trabalhando assim, por blocos de períodos em que eu gravava sozinha, depois ele, depois nos enviávamos as músicas, até o disco ficar pronto. Para mim era muito importante poder ter a direção da produção…Não poderia imaginar ter feito este disco com alguém fazendo todos os arranjos e a produção, seria impossível para mim trabalhar assim!

– Como é trabalhar com seu marido?

Eu não consigo nem imaginar trabalhar sem ele. Sou totalmente fã do trabalho dele, é quase impossível para mim pensar em ter outra pessoa fazendo minhas fotos, meus vídeos, me aconselhando para arte… E como eu não sou das mais à vontade com câmeras, isso facilita muito, porque geralmente não tenho o sentimento de estar posando, de estar fazendo algo a propósito. O Jeremiah tem o dom de mostrar a beleza nas coisas simples do cotidiano… Somente ele conseguiria tornar bonito um vídeo onde há apenas imagens minhas dormindo (como em “Anjo Gabriel”)! Ou filmar um show somente com uma câmera, no meio do público, de maneira simples e poética (como em “Golondrina”). E ele tem tanta experiência em trabalhar com músicos (já fez filmes, vídeos, clipes para o REM, a Camille, o Erik Truffaz, para a Blogothèque durante anos) que até nas questões musicais, de show, de eleição de repertório, de estratégia ele me ajuda demais. Ele é quase como se fosse minha segunda cabeça!

– Como têm sido os shows, a turnê?

Desde que eu lancei o disco em janeiro, minha vida tem sido um turbilhão… Muitos shows, principalmente na França, Estados Unidos e Canadá… Também estive tocando bastante em Portugal, na Suíça e na Bélgica e mês que vem faço os primeiros shows na Inglaterra. Agora que lançamos o álbum no Brasil, estou começando a tocar mais por aí! Tem sido incrível poder levar minha música para todos estes lugares  E muito interessante ver a diferença de público de país em país ou até de cidade em cidade!

– Como é ficar sozinha no palco, preenchendo os lugares com um som tão encorpado?

Tocar sozinha hoje em dia é o que eu prefiro no palco. Tentei ter banda, ter quarteto de cordas, ter uma violinista, enfim, tentei varias fórmulas… Mas cheguei à conclusão de que me sinto mais à vontade quando toco sozinha. É um risco enorme, pois ainda por cima estou no cello, que é um instrumento mil vezes mais complicado do que o violão para a afinação e que, ainda por cima, não é nem um pouco feito para ser instrumento harmônico. Mas eu adoro estar assim, “nua”, 100% eu, acho bem mais interessante a relação com o público! Não há como esconder nada, tudo está em estado bruto… Às vezes é mais fácil, às vezes mais difícil, mas geralmente sempre termina sendo bem mais gratificante estabelecer esta cumplicidade, esta proximidade com as pessoas.

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música do dia: the flower lane

por   /  24/09/2013  /  11:11

A música de hoje vai para todos aqueles que estão com o coração partido.

“The Flower Lane” é uma baladinha fofa e amarga feita pelos Ducktails, uma banda meio pop, meio psicodélica que tem à sua frente esse cara aí de cima, o Matt Mondanile, que canta o seguinte:

So now she’s gone
And I feel a mess
Leave the world outside
To stay inside my head
Anyone to talk to 
I haven’t met before
They said it couldn’t happen
Not something to shoot for 
Imagine all the people
Walking out the door
A million pretty faces
And no one to care for
The flower lane

Gostaram?

Mais em > https://www.facebook.com/pages/Ducktails/78029223987

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