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como encontrar o trabalho da sua vida, por roman krznaric

por   /  18/09/2013  /  10:15

Há quase um ano, troquei a certeza de um emprego com carteira assinada em uma empresa de prestígio pela aventura de me dedicar 100% ao meu próprio negócio – a Contente, empresa de projetos pra internet que faço com a minha amada sócia Luiza Voll há quase três anos.

Sempre achei que fosse fazer duas coisas na vida profissional. Nunca me identifiquei com o discurso de quem falava que tinha encontrado sua vocação e queria se dedicar integralmente a ela pelo resto da vida. Eu pensava: trabalho é trabalho, é todo dia, é repetitivo, eu quero é ter a chance de não me entediar no meio do caminho.

Descobri (e descubro todo dia) na prática o que significa ter uma empresa. Eu e a Lu brincamos que somos tudo: de office boy a secretária, passando por telefonista, vendedora, gerente de crise. E fazemos tudo com um prazer tão grande! As dificuldades aparecem – tantas vezes! As incertezas, também. Mas o que conta muito mais é a alegria de acordar todo dia e trabalhar no que a gente gosta e acredita.

Quando soube que o Roman Krznaric, um dos fundadores da The School of Life, viria ao Brasil este mês, quis conversar com ele. Afinal, ele é autor do livro “Como Encontrar o Trabalho da Sua Vida” (ed. Objetiva), título que traduz a vontade de ao menos 80% dos meus amigos e conhecidos no momento.

Todo mundo quer fazer o que ama, mas ainda tem dúvidas se troca o certo pelo incerto, se vai conseguir grana pra pagar as contas, se a saída é apostar no novo mesmo. Vivemos um momento de muita dúvida e de muito questionamento sobre o modelo de trabalho tradicional, em que a lógica do patrão é que você passe ao menos oito horas dando expediente, mesmo que muitos desses momentos sejam de procrastinação no Facebook.

Roman vem ao Brasil neste mês para dar um sermão dentro da programação da The School of Life no Brasil. O primeiro acontece no próximo domingo (22/9), às 11h, no Teatro Augusta, em São Paulo (os ingressos estão esgotados; há lista de espera). No dia 29/9, ele fala no Rio sobre empatia (ainda há ingressos). Ele também aproveita para lançar “Sobre a Arte de Viver” (ed. Zahar).

Em entrevista ao Don’t Touch, o filósofo australiano surpreende ao advogar contra a lógica tradicional de ser muito cuidadoso e fazer um planejamento detalhado antes de chutar o balde pra ir buscar o trabalho dos sonhos. “Em vez de pensar pensar e agir, primeiro você precisa agir e, depois, pensar. Em outras palavras, comece a experimentar tentando outras carreiras, sendo voluntário, um estagiário se você puder, para tentar sentir um gosto de realidade. Claro que não estou dizendo que nós devemos ser completamente imprudentes e não nos preparar totalmente. Mas, se você está procurando um trabalho que o preencha, todas as evidências dizem para agir primeiro e pensar depois.”

Leiam a entrevista completa logo abaixo. Foi um prazer conversar com um cara que tem respostas tão precisas sobre questões que nos rondam tanto! ♥

– Não sei se é porque fiz isso, mas nunca vi tanta gente querendo largar seus empregos tradicionais e querendo investir no trabalho dos sonhos. Esse movimento realmente está acontecendo no mundo?

Completamente. Esse movimento é um das grandes revoluções do nosso tempo. A insatisfação com o trabalho bateu níveis recordes nos Estados Unidos. Na Europa, cerca de 60% dos trabalhadores estão infelizes com seus empregos e gostariam de trocá-los. E isso se espalhou para o Brasil também. Aqui vai uma estatística maravilhosa: em 2004, 12% dos brasileiros queriam trocar de emprego. Hoje esse número aumentou para 56%

– O que as pessoas precisam fazer quando tomam essa decisão? É preciso se preparar antes, fazer uma poupança, por exemplo?

A abordagem tradicional para trocar de emprego é ser muito cuidadoso e fazer muito planejamento. Preparar-se com antecedência, pesquisar possibilidades profissionais, fazer testes de personalidade, poupar dinheiro e procrastinar. Eu sou um defensor da abordagem oposta: em vez de pensar pensar e agir, primeiro você precisa agir primeiro e pensar depois. Em outras palavras, comece a experimentar, tentando outras carreiras, sendo voluntário, um estagiário se você puder, para tentar sentir um gosto de realidade. Claro que não estou dizendo que nós devamos ser completamente imprudentes e não nos prepar totalmente. Mas se você está procurando um trabalho que o preencha, todas as evidências dizem para agir primeiro e pensar depois.

– Outra coisa que percebo é que, hoje em dia, todo mundo tem um projeto paralelo, o que é ótimo, mas como é que esse projeto vai virar um trabalho de verdade, que dê dinheiro para pagar as contas?

Projetos paralelos são uma ótima maneira de trocar de emprego. Existe um mito de que para fazer a mudança a gente precisa entrar no trabalho na segunda de manhã e renunciar dramaticamente. Mas não. Em vez disso, tente manter o seu emprego existente e fazer o que eu chamo de “branching projects” (algo como projetos ramificados, como ensinar ioga em uma tarde de quinta-feira ou fazer um frila de webdesign no fim de semana. E o que você faz é gradualmente passar mais e mais tempo nos projetos paralelos que você gosta até que as duas coisas aconteçam. Uma, você percebe que você consegue ganhar o suficiente para pagar as contas. Dois, você criou a confiança necessária para mudar. Com projetos assim, pequenos passos levam a grandes resultados.

– Aliás, falando em dinheiro… Qual é a importância dele na equação de satisfação com o trabalho?

Ah, dinheiro! O dinheiro foi o maior motivador nos últimos 500 anos. Mas ao menos nas duas últimas décadas pesquisas mostram que ele está se tornando menos importante. Então o que importa para os trabalhadores hoje? Coisas como autonomia (ter liberdade para tomar as próprias decisões no trabalho e como usar o seu tempo) e respeito (sentir que é tratado como um indivíduo valioso, não um engrenagem na máquina). Claro que nós ainda precisamos ganhar dinheiro suficiente para pagar as contas e alimentar nossos filhos, mas dinheiro está se tornando fora de moda como uma fonte de satisfação no trabalho.

– Quando falamos em buscar o trabalho dos sonhos, ninguém nos avisa que vai ser preciso encarar burocracias, aprender a fazer um plano de negócios. Você acha que existe mais idealização do que ação?

Você não deve pensar que ter um trabalho dos sonhos necessariamente vai ser fácil e só diversão. Trabalhos dos sonhos são, geralmente, extraordinariamente exigentes. Um século atrás, a cientista franco-polonesa Marie Curie, que ganhou dois prêmios Nobel por seu trabalho, encontrou seu trabalho dos sonhos fazendo pesquisas sobre radiação. Mas ela trabalhou extremamente duro. Hoje, seu trabalho dos sonhos pode exigir que você passe a noite acordado fazendo modelos de negócio. Felizmente, os seres humanos prosperam em desafios.

– Mesmo que seja o trabalho dos sonhos, trabalho é trabalho. O que a gente deve fazer para manter a empolgação sempre no alto?

Um pequeno conselho é tentar maximizar o fluxo na sua experiência. Fluxo é um conceito psicológico que envolve estar completamente presente e completamente absorvido em qualquer coisa que você esteja fazendo. É o que significa para os atletas quando eles dizem que estão “in the zone”. Como você entra nesta zona? Prepare tarefas para você que sejam desafiadoras e criativas, mas não tão desafiadoras que você se preocupe em falhar, e não tão fáceis a ponto de você ficar entediado. A excitação está justamente em ficar fora da sua zona de conforto.

– Existe realmente um trabalho dos sonhos ou temos que aprender a desdobrar nossos interesses para atender às demandas de um mercado que muda tanto e em que as vagas para algumas áreas vão ficando cada vez mais escassas?

Não acredito que exista um único trabalho dos sonhos esperando lá fora para que a gente o descubra. Nós temos múltiplos eus, muitas identidades, e diferentes trabalhos vão satisfazer diferentes partes do que somos em diferentes momentos das nossas vidas. Claro que faz sentido desenvolver habilidades quando o mercado de trabalho está ficando maior, e não menor. Mas depois tudo se resume a saber se você quer trabalhar como um meio para um fim (ganhar dinheiro) ou como um fim em si mesmo (encontrar sentido).

– Alguém da geração que tem 30 anos hoje vai se aposentar tradicionalmente, depois de completar 30 anos de carreira? Ou vai ser mais corriqueiro ver as pessoas saltando de um trabalho para outro?

Meu pai trabalhou para a mesma empresa por 51 anos. Essa era já foi. Os trabalhadores de hoje estão trocando de trabalho, em média, a cada quatro anos. E como a nossa vida de trabalho vai aumentando (as pessoas estão se aposentando mais e mais tarde por conta de restrições financeiras), nós estamos suscetíveis a mudar de emprego várias vezes ao longo da vida.  Essa é mais uma razão para pensar muito sobre as melhores maneiras de fazer isso, e não apenas deixar-nos à deriva através de nossas vidas profissionais.

– O que a gente pode aprender com a história e com a evolução do trabalho?

Obrigada por perguntar isso, é um dos meus temas favoritos! No geral, a grande mudança história é do destino à escolha. Há poucos séculos, a maioria das pessoas tinham que trabalhar por uma questão de necessidade e destino – elas nasceram para ser um agricultor ou eram filhas de um escravo, então estavam destinadas à escravidão também. Hoje em dia, a maioria das pessoas (embora longe de todas) têm muito mais chances à sua frente. Antes do surgimento da industrialização, havia apenas cerca de 30 postos de trabalho padrão. Agora existem websites listando mais de 12.000. O problema é que fazer escolhas pode ser difícil.

– Quais são as perguntas que você mais costuma ouvir em relação ao tema? E aquelas que você adoraria responder, mas nunca te perguntam?

A pergunta que ouço mais frequentemente é se devemos procurar trabalhos pelo dinheiro ou pelo significado. E o que nunca me perguntam? Quase nunca me perguntam sobre o que nós podemos aprender com a história do trabalho. Mas você mudou isso!

– Como você encontrou o trabalho dos seus sonhos?

Tenho abordado minha vida de trabalho como um experimento. Fui um professor universitário, mas deixei de ser para virar um jardineiro profissional. Fui jornalista, mas mudei para tentar carpintaria. Também já atuei como professor de inglês, treinador de tênis e agente comunitário. No momento sou mais um escritor – e me sinto muito realizado fazendo isso. Mas espero ter coragem para mudar de novo – talvez quando meus interesses ou minhas paixões mudarem. Talvez minha visita ao Brasil neste mês vá me inspirar a treinar como um chef especializado em cozinha brasileira!

– Quais foram as principais dificuldades que você enfrentou no processo? E quais as maiores alegrias que você teve e tem até hoje?

O maior obstáculo têm sido as opiniões dos amigos, colegas e pares. Quando eu era um professor universitário, todo mundo que eu conhecia disse: “Como você pode deixar um grande trabalho em uma universidade? Você está louco!”. Quando eu era um jornalista todos disseram a mesma coisa. Mas, felizmente, eu ignorei os conselhos. Nosso grupo de pares forma nossa visão de mundo, e isso pode ser uma luta para mudar nossas mentes e fazer algo inesperado ou aparentemente insensível. Mas é aí que a emoção da vida está – no sentimento maravilhoso que você está fazendo a mudança, aproveitando as oportunidades, quebrando convenções e imerso em um estado radical de vitalidade.

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31 Comentários Deixe seu Comentário

  • Amanda • 18.09.2013 @ 11:10 responder

    Amei a entrevista! Já tinha visto uma outra entrevista com ele no Estadão essa semana falando sobre isso. Parabéns! Ficou melhor ainda…

  • Bel • 18.09.2013 @ 11:21 responder

    Adorei a entrevista!Estou em uma fase de defnições e novidades na minha vida e esse bate-papo veio a calhar, n hora certa. Beijos

  • marfisa cysneiros • 18.09.2013 @ 13:19 responder

    gostei da entrevista e da declaração da menina da Contente, que antecede a entrevista. Só um comentário, sobre a insatisfação com o trabalho que ronda o mundo. O mundo do trabalho é apenas um dos nossos “eus” e acho que essa grande insatisfação de que fala o entrevistado é apenas um reflexo dos outros, da nossa perda de identidade num mundo que muda rapidamente de valores.

  • marfisa cysneiros • 18.09.2013 @ 13:20 responder

    gostei da entrevista e das declarações da menina da Contente que antecede a entrevista.

  • Evelin • 18.09.2013 @ 18:31 responder

    Gente, juro. Sou superadepta da busca pelo prazer do trabalho e eu mesma também segui esse caminho, tenho alguns projetos paralelos, faço mil coisas alternativas, MAS eu sei que sou uma privilegiada por poder fazer isso. Sempre sinto falta de se trazer a realidade de um Brasilzão pobre como o nosso, em que a MAIORIA das pessoas não tem escolha. Simplesmente não tem. E daí que esse papo fica sempre elitizado, restrito a uma classe média, média-alta e que definitivamente não registra a gente como população brasileira.

  • Thaise • 18.09.2013 @ 18:56 responder

    Muito bacana a entrevista pessoal. Quando a gente começa a pensar positivamente sobre algo, lições inspiradoras aparecem. Veio em boa hora. Parabéns.

  • Ju • 19.09.2013 @ 04:08 responder

    Amo quando você escreve! A entrevista é brilhante, Dani. Perguntas ótimas e por isso, respostas certeiras. Como sempre te falei, acho que você tem que entrevistar, escrever e produzir conteúdo seu, sempre! O blog fica muito mais legal! Um beijo!

    ps: Marfisa arrasou no comentário! Da-lhe titia!

    ps2: sobre o comentário da Evelin, essa mania que as pessoas no Brasil têm de falar que tudo é elitista é um saco, viu? Pra que desclassificar uma discussão válida por um discurso tão antigo e passado e que no contexto aqui, não acrescenta em nada, mas nada MESMO.

  • Alice • 19.09.2013 @ 13:04 responder

    Acho que, mesmo para as pessoas que tem menos oportunidades, é possível achar um trabalho mais “dos sonhos”. Se a pessoa conhecer suas aptidões e habilidades, naturalmente terá mais prazer de desenvolver o trabalho. É a questão de não ver o trabalho com o fim em si mesmo, ou seja, de gerar apenas o salário no fim do mês, mas como algo que trará desenvolvimento e realização pessoal e profissional.

  • Evelin • 19.09.2013 @ 13:19 responder

    Oi, Ju. Eu não falei nem de longe que “tudo é elitista” no Brasil e em nenhum momento eu “desclassifiquei” uma ” discussão válida”. É só ler com calma e de novo meu primeiro comentário acima. O que eu sinto falta, e repito aqui de uma maneira talvez ainda mais clara, é de saber o que gente interessante como o Roman teria a dizer sobre essas pessoas com menos ou nenhuma escolha e que são maioria em um país como o Brasil. E que quando essa maioria não é também incluída na conversa, fica um papo mais restrito. =)

  • Daisy Cisneiros • 19.09.2013 @ 18:53 responder

    Parabens pela entrevista.Sempre advoguei a ideia de ser multimidia,plural,ecumenica.Muito elucidativa as colocações,faz bem a cabeça e a alma.Adoro quando encontro um pedreiro que é poeta e cantador e outros exemplos que são inumeros.Essas garotas de donttouchmymoleskine arrasam…..beijos mis

  • Weslei • 27.09.2013 @ 20:02 responder

    Faz total sentido tudo o que ele disse, vou ler o livro pois me interessei.
    Este ano, aos 23, pela primeira vez tive vontade de ser um empreendedor, e a vontade é tão grande, que dá vontade de fugir do trabalho padrão todos os dias, rs.
    I need action too.

  • Ana • 9.10.2013 @ 14:38 responder

    Não acho que ela tenha “desclassificado” a discussão. Acho que ela – contrariando de novo o seu comentário – acrescentou algo à discussão. Eu sigo no FB diversas páginas relacionadas a este tema (Continue Curioso, Eu faço porque amo etc) e nunca tinha parado para pensar nisso. Ela tem razão: nos relatos de pessoas que mudaram de vida, eu já vi uma mulher que ficou um ano sendo sustentada pelo marido até conseguir abrir seu negócio (não que tenha sido fácil para ela tornar-se dependente do marido, pelo contrário, mas difícil ou não, ela teve com quem contar, e é isso o que importa), um cara que fez uma segunda faculdade (na ESPM, mensalidades caras!), outro que comprou uma propriedade rural (tem que ter um bom pé-de-meia, hein?)… Ou seja, são todas pessoas como nós, que ou têm com quem contar nesse momento de transição, ou tem que cortar gastos como manicure e viagens internacionais (meu caso). Nada disso desvaloriza nossa luta em busca de mais realização no trabalho, mas, realmente, parece que o entrevistado só está tratando de pessoas da classe média. Acho que foi essa a tônica da crítica da Evelin. Seria interessante mesmo ele falar sobre as pessoas que não têm como cortar gastos (porque só gastam com necessidades básicas), não têm parente que possa ajudar financeiramente, mas que também gostariam de fazer algo que conferisse sentido às suas vidas. Excluir essa parcela da população da discussão dá a entender que só a classe média quer ou merece ser feliz no trabalho. Ou vai ver a população mais pobre nem pensa sobre isso – felicidade no trabalho -, já nem questiona se é feliz ou não, se quer ou não ser feliz no trabalho, mas se isso é verdade, é algo a se pensar: por que não questiona? É por que já se naturalizaram com a insatisfação? Que triste! Ou será que não? Será que eles não são mais felizes justamente por nem procurarem felicidade no trabalho (deixarem-na reservada a outros setores da vida)? E se isso é verdade, será que nosso problema não está em nós, que procuramos felicidade no trabalho, e o trabalho é que está pagando o pato? Será que a diferença não é esta: temos expectativas altas demais em relação ao trabalho, ao contrário dos pobres? E se temos, por que temos? Nossa, eu achei a contribuição da Evelin ótima! Eu também acho um saco esse papo de “elitismo” (“Rock in Rio é evento de burguês, só vai quem tem dinheiro para pagar os ingressos caros” – é claro, ué, para bancar aquela estrutura toda e aquelas bandas!), mas acho que isso não cabe neste contexto.

  • tamiris • 4.11.2013 @ 06:43 responder

    Donttouchmymoleskine.com

  • Mariana Vilela • 18.12.2013 @ 17:02 responder

    Parabéns pelo trabalho, adorei a entrevista! Ando desde o ano passado buscando essa tal felicidade no trabalho, meio que procurando o trabalho dos sonhos mesmo, e o texto foi bem esclarecedor.

    Concordo com a Evelin, e depois com as considerações a favor da Ana, quando dizem que somos sortudas em poder buscar novos caminhos em busca da felicidade, mas essa discussão fica realmente restrita a uma classe média que tem a opção de escolha. Muita gente, infelizmente, não tem. Não tinha pensado assim antes e, realmente, acho que é algo que acrescenta muito à discussão. Se já é dificil pra gente, imagina pra quem tem ainda menos opções?

    Citei esse post no meu blog, caso queira dar uma olhada: http://wp.me/p3D7Gs-fj

  • Priscila • 10.01.2014 @ 15:05 responder

    Texto maravilhoso e inspirador. Deixei minha profissão há 2 meses, para conseguir trabalhar próximo a minha casa e me sinto libertada. Tenho mais tempo pra mim, pra me alimentar melhor, para simplesmente caminhar. Meu salário diminuiu, mas estou ganhando bem mais.

  • Ricardo • 18.04.2014 @ 09:29 responder

    Bingo!
    E eu, como professor, acrescentaria:
    ” – Como fazer a ‘magica dos projetos paralelos’, considerando que eu e muitos de meus colegas trabalham 8 horas ou mais por dia, e ainda temos que entrar pela madrugada planejando e corrigindo trabalhos?”
    Dizer para que eu jogue tudo para o alto simplesmente com as contas a pagar é um discurso, no mínimo, romântico e, no extremo, leviano. Mas é fácil para quem está vendendo o discurso que a muitos apraz.
    Há sim uma dimensão de ‘bolha’, de nicho, para quem este discurso é direcionado, ou o imaginário que pretende atingir, fomentar, colocando, novamente, a responsabilidade nas costas do indivíduo por dilemas de sua existência.
    E as críticas, quando não são ofensivas, devem ser respeitadas, e não classificadas como ‘um saco’.

  • Edna • 16.07.2014 @ 19:37 responder

    Estou passando por este processo…acabei de me afastar da empresa que abri com meu esposo a 15 anos, porque não estava mais sentindo alegria em ir todos os dias fazer as mesmas coisas. Agora estou assim meio perdida, pensando em várias possibilidades, mas o que mais desejo é que encontre algo que me deixe feliz em realiza-lo.
    Pensando também sobre o cometário da Evelin, gostaria de sugerir debates deste assunto com os
    ” donos do negócio”, para assim encontrarmos formas de ajudar nossos colaboradores a encontrar meios de ser felizes no trabalho que exercem e até mesmo propiciar a eles momentos que possam se dedicar a encontrar outros prazeres como ( estágios, voluntariados, etc). sem que isso traga prejuízos a empresa em que trabalham.
    Adoraria ver este debate, para assim poder passar ao meu esposo esta idéia e coloca-la em prática em nossa empresa.
    abçs a todos

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