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“Como o cérebro cria”, de Anthony Brandt e David Eagleman

por   /  25/05/2020  /  9:00

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Gosto de ler sobre criatividade porque conhecer histórias de grandes artistas, inventores, cientistas nos mostra que, para além do sucesso, tem muita tentativa e perrengue também. Estamos acostumados a ler sobre o que deu certo, quem chegou lá, reinventou o mundo. Mas, até conseguirem isso, que jornada. “Uma invenção criativa geralmente requer muitos fracassos. Por causa disso, ao longo da história, novas ideias prosperaram em ambientes em que o erro é tolerado”, escrevem o compositor Anthony Brandt e o neurocientista David Eagleman em “Como o cérebro cria: o poder da criatividade humana para transformar o mundo” (@intrinseca). No livro, os autores vão elencando exemplos de inovação, das viagens espaciais aos smartphones. Me espantou o número de vezes que alguns criadores tentaram até chegar ao produto final. Exemplo: James Dyson, o cara que inventou o primeiro aspirador de pó sem saco, fez 5.127 protótipos ao longo de 15 anos. Chocante, né? Quantas vezes a gente desiste na terceira tentativa? O livro fala como inovação é um requisito, quase um imperativo biológico, que nós seres humanos precisamos de novidade porque temos essa capacidade de imaginar futuros possíveis. E também que criatividade é treino. Tem a ver com entortar o que já existe, quebrar, mesclar, beber da fonte do que já foi feito, não permanecer fiel a uma fórmula por muito tempo. “Quando você esgotar todas as possibilidades, lembre-se disto: elas não se esgotaram.” Leitura leve pra gente se inspirar. Vou complementar com o documentário na Netflix baseado nele, alguém já viu?
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