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Autoamor e natureza na fotografia de Ieve Holthausen

por   /  03/04/2018  /  9:09

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Gosto de ver como trabalhos de mulheres diferentes se conectam. Conheci o da Ieve Holthausen por meio de uma indicação da Tuane Eggers, que já apareceu por aqui (A fotografia de sonhar acordado de Tuane Eggers). Ela também falou da Chana de Moura (Fotografar foi o início de uma liberdade). As três são do Sul – e se conectam com si mesmas e com a natureza para criar imagens em que a gente quer mergulhar, fazer parte.

Conversei com a Ieve sobre seu trabalho. Espero que gostem!

Mais: @ieveholthausen + ieve.org

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Penso que é o sagrado que é o objeto da minha fotografia. Entendi que de forma mais inconsciente ou intuitiva costumo buscar em meu trabalho fotográfico fazer uma louvação à natureza (que é Deus para mim) e aos sentimentos mais elevados, como o amor. Percebo que minhas fotos falam de conexão consigo ou com a natureza, de meditação, de transcendência, da potência das viagens interiores, buscando lembrar que somos consciência. E também falam de ser mulher, de nossa força, de nossa sensibilidade, da potência da união feminina e do autoamor e da libertação dos nossos corpos de mulheres – os portais que nos trouxeram até aqui.

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Acho que não estou muito inserida no meio da fotografia, visto que não participo de editais, concursos, eventos e não tenho quase nenhum contato com outros fotógrafos (exceto duas amigas) ou qualquer coisa assim. Fico meio escondida e não percebo a muito diferença entre ser homem e ser mulher nessas circunstâncias, embora saiba que exista bastante machismo nesse meio.

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A fotografia representa a linguagem que minha alma aprendeu a usar para se expressar. Tudo aquilo que não consigo expressar por palavras, pintura, desenho ou música. É a maneira de revelar e compartilhar um pouco do meu universo interior.

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