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enquanto houver amor

por   /  07/10/2007  /  21:24

contardo fez uma surpresa em pleno domingão. em pesquisa do datafolha, ele fala sobre um novo tipo de casamento, o da aliança sentimental sem paixão.

Talvez não procuremos mais o amor-paixão (note-se que a vida sexual satisfatória como item necessário para a felicidade da união ficou com um triste 2%), mas um amor companheiro e amigo, “um amor tranqüilo”, como diz a música.

Talvez, em suma, esteja aparecendo um novo tipo de casamento moderno, baseado, como deve ser, nos sentimentos, mas não no ideal do amor-paixão romântico nem do da satisfação sexual: uma espécie de aliança sentimental para a vida.

Ia terminar comentando que essa transformação do casamento não seria um mal. A verdade é que ela já está em curso, nas inúmeras uniões que continuam e persistem numa amizade em que, às vezes, parece que o amor se perdeu, quando, de fato, é nessa amizade que ele se transformou. 

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3 Comentários Deixe seu Comentário

  • Joana • 8.10.2007 @ 12:38 responder

    Essa nova fidelidade que ele vê é perfeita, mas eu acho que ele é muito otimista.
    Não acredito que os brasileiros pensem assim…
    A interpretação – de que seria o tipo de fidelidade que se exige de um amigo – de todo modo, é bonita, boniboni.

    Salvei teu newblog aqui em favoritos =*

  • Simone • 8.10.2007 @ 21:27 responder

    dessa vez, acho que o contardo tem razão apenas em parte da análise. concordo com a joana aí de cima, de que ele está sendo otimista. a valorizaçao da fidelidade, em detrimento do amor ou do sexo, está mais para a possessão do outro do que para a fidelidade que se exige de um amigo, que na verdade, seria mais uma lealdade. quanto a mim, ainda sou daquelas que busca a paixão – por mais que, de vez em quando, morra de vontade de descer da montanha-russa.

    um beijo!

  • daniarrais • 9.10.2007 @ 13:37 responder

    joaná! é bonita, é bonita e é bonita, né? sei lá, é bom acreditar que pode ser assim…

    e, simone, acho mesmo que seria lealdade. e, no fim das contas, essa lealdade mais leve, mais sincera, pode passar por cima de uns desvios de fidelidade, sei lá… e montanha-russa é meu nome do meio… hahaha =*

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