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fratura exposta, por silvana saldanha

por   /  08/02/2013  /  9:10

Desamor de Carnaval, por Silvana Saldanha

Era um amor que só crescia e ninguém jamais duvidou. Ficou tão grande que um dia explodiu. Era dia de Carnaval e foi um Deus nos acuda! Todo aquele amor virando pó pelo ar. A moça beijando faceira, o bêbado pela calçada, a mulata que dizia no pé, o homem de sutiã e a turma do funil… ninguém acreditava naquilo. A camélia caiu do galho, o Arlequim chorou pelo amor da Colombina e até o cravo brigou com a rosa. Respingou em todo mundo, mas a banda passou e na quarta-feira de cinzas não teve bandeira branca. O amor que era grande virou chuva de purpurina. O Carnaval acabou e o amor que um dia brilhou, sambou. Fim.

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A foto é de Deco Vicente.

1 Comentário Deixe seu Comentário

  • Letícia • 11.02.2013 @ 15:51 responder

    Como uma carioca que detesta Carnaval e evita ao máximo qualquer tipo de envolvimento com as comemorações, acho lindos esses textos de gente que entende a poesia daquilo tudo. Eu entendo a poesia, entendo de verdade, porque a vejo em muitas coisas, mas é que não a encontro no Carnaval. Mas eu queria, nem que por um dia só, conseguir entrar no clima e curtir do jeito que as pessoas curtem, sentir essas coisas que as pessoas sentem que é tão única e especial.

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