Favoritos

i believe in memories

por   /  30/08/2008  /  19:19

there’s no combination of words
i could put on the back of a postcard
no song that I could sing
but i can try for your heart
our dreams, and they are made out of real things
like a shoebox of photographs
with sepiatone loving
love is the answer
at least for most of the questions in my heart
like why are we here? And where do we go?
and how come it’s so hard?
it’s not always easy
snd sometimes life can be deceiving
i’ll tell you one thing, its always better when we’re together

lendo mais um post lindo da cris, tive saudade de jack johnson. engraçado como a vida é cheia de capítulos, os que passaram e os que vão vir no “a seguir cenas…”. engraçado, também, como a trilha sonora dessa vida a gente não apaga. de repente, uma música invade a gente, assim, num plantão de tarde de sábado. e a gente chega a pensar que essa vida é estranha e tem espaço para vários “vale a pena ver de novo”. às vezes, até vale. às vezes, a música no repeat traz tantas lembranças boas que nem parece que um dia existiu um embrulho gigante no estômago.

lembro que eu adorava ver aquela novela de ruth e raquel no “vale a pena ver de novo”. me dava uma sensação de praia, de dulce far niente. eu chegava do colégio, comia alguma coisa e dava aquele cochilinho na rede, enquanto pescava uns pedacinhos. tinha aquela novela com carolina dieckmann também (tropicaliente, fui procurar), que se passava na praia. gostava de ficar olhando aquele mar, os pescadores, todo mundo de vestidinho florido.

“vale a pena ver de novo” era essa coisa de praia (que só quem nasceu onde tem mar sabe), essa falta de pressa, um descompromisso num tempo em que obrigação era o colégio, umas aulas em que a gente aprendia a ler shakespeare, uma cota de moedas pra comprar esfihas no habib´s e só. “vale a pena ver de novo” era o conforto de lugar fictício, onde, claro, nunca estive. era gostoso.

mas, depois que você cresce, percebe que na vida não existe muito essa chance que a dramaturgia dá. é acontecimento em tempo real, típico dos plantões de telejornais. se você dá um tropeço, todo mundo vê e aponta se aquilo ali é aceitável ou não. você acaba descobrindo, então, que é melhor se fortalecer, buscar segurança e evitar novos tropeços. se você tem a chance de viver um “vale a pena ver de novo”, até comemora. mas percebe, mais adiante, que certas sensações pertencem a um tempo único. e ele passa.

Deixe seu comentário