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lendo a internet

por   /  30/11/2011  /  10:00

* Um livro sobre maconha para crianças! Mais uma do Guardian

It’s Just a Plant is a children’s book. About cannabis. Written and illustrated by Ricardo Cortés, whose lovely illustrations were recently seen in the book Go the Fuck to Sleep, it was first published in 2005 and has been recently reissued. It follows Jackie, a girl whose twitching nostrils lead her to her parents’ bedroom one night where they are smoking a joint. The following day, her mother takes her on an educational journey – they meet a farmer, a doctor, a police officer – to learn more about marijuana.

Texto completo em > http://www.guardian.co.uk/society/2011/nov/27/book-cannabis-children

* Isabelle foi morar fora, pensou que a internet resolveria pra matar a saudade dos amigos, mas descobriu um novo problema: a webinveja!

Deixar sua cidade para morar em outro lugar é totalmente diferente hoje, em 2011, do que era há 20 anos. Em 1991, não havia internet. Isso significa dizer que se você deixou o país, você deixou mesmo. Para manter contato com família e amigos que ficaram no seu antigo CEP, as cartas levavam dias e os telefonemas custavam uma fortuna. Eu lembro de, em 1996, quando deixei Fortaleza para morar no estado de Washington, nos EUA, ter gastado mais de US$ 800 na conta de um telefone fixo em um mês apenas, em ligações interurbanas e internacionais. Hoje, isso é impensável, viva a internet!

A maravilha da internet para encurtar distâncias – e só morando fora para entender esse slogan cafona de propaganda de provedor de banda larga! – é que você pode até viver a vida do seu lugar original, sabendo de tudo o que se passa com seus amigos, se sentindo próximo e acolhido.

PEEEEEEENNN!!! NOOOOTTTT!!!!!!

Chega uma hora que você se liga que a sua turma vai pra uma balada e não vai dar pra eles deixarem o Skype ligado. Você, morrendo de tédio e sem querer admitir a solidão, brinca com seu iPhone, e vê, no Instagram, seus amigos na praia, num clube novo, num restaurante incrível. E você continua sozinho, com o telefone na mão. Começa a sentir uma pontada. Você sabe o que é, mas não quer admitir. Até que reconhece: sim, é inveja. Webinveja.

Post completo em > http://isabelleepoque.wordpress.com/2011/11/14/webinveja/

* Alain de Botton veio ao Brasil e falou um monte numa entrevista à Folha!

Como foi a viagem?

Comecei em Porto Alegre, experimentei o sul germânico, aí fui para São Paulo e experimentei a loucura…

Loucura em que sentido?

Você vê na geografia urbana que é uma cidade em que ninguém parou para pensar “como podemos fazer essa cidade habitável, bonita, calma?”. Foi tudo corrido, preocupado em fazer dinheiro, em se projetar no cenário internacional, e não houve muito tempo para pensar em parques e coisas do tipo. Num dia cinza, parece uma visão do inferno.

E você teve alguns encontros com a elite da cidade.

Sim, fui a um coquetel em São Paulo, após uma palestra que dei para a elite [na Sala São Paulo] e fiquei espantado com o refinamento deles, muito mais do que qualquer um que você encontraria em Londres. Não sei, não era exatamente uma riqueza decadente, mas extremamente privilegiada, de um jeito que me pareceu impossível de acontecer no Reino Unido. Uma conversa de “pegamos o helicóptero para ir ali”, “a limousine está aí fora”, “minha filha está estudando na Alemanha”. As diferenças são tão… uau! Nós saímos do prédio e havia algo que parecia um cadáver, mas que provavelmente ainda era uma pessoa. Isso é extremo.

Entrevista completa em > http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1011999-no-brasil-alain-de-botton-critica-elite-caos-de-sp-e-desigualdade.shtml

etc

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