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Lendo sobre fotografia

por   /  09/09/2015  /  10:00

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Desperate crossing, uma reportagem porrada do New York Times sobre o drama dos regufiados

Kodak

“This was more than just a camera,” said Mr. Sasson who was born and raised in Brooklyn. “It was a photographic system to demonstrate the idea of an all-electronic camera that didn’t use film and didn’t use paper, and no consumables at all in the capturing and display of still photographic images.” The camera and the playback system were the beginning of the digital photography era. But the digital revolution did not come easily at Kodak. “They were convinced that no one would ever want to look at their pictures on a television set.”

Em 1975, um funcionário da Kodak inventou a câmera digital. Os patrões o fizeram escondê-la

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Faço minha a frase de um fotógrafo norte-americano chamado Philip-Lorca diCorcia, que disse: “Fotografia é uma língua estrangeira que todo mundo acha que sabe falar”. Em certo nível, todo mundo é fotógrafo e, ainda assim, se você realmente acredita no potencial do meio, não há uma relação de um para um entre o que uma foto retrata e o que ela significa. Esse entendimento da diferença entre o tema de uma foto e a intenção artística por trás dela – que pode ter a ver com o tema ou não – muda um pouco as coisas. Uma foto do meu cachorro no meu celular opera em um nível diferente do que fazem fotógrafos com intenções artísticas sérias, expressando-se através da fotografia. Dito isso, vivemos um ótimo momento na fotografia, porque todos tiram fotos, e o tema está em voga. O bom é que as pessoas também andam interessadas na materialidade da imagem, em sua apresentação, em suas características físicas. Isso, a meu ver, está relacionado com a enxurrada de imagens que vem às nossas telas nos dias de hoje e que são materiais. Outra coisa que noto é um interesse dos jovens na história da fotografia, em sua espinha teórica. Tudo isso me dá uma grande esperança para o futuro, porque acredito na relevância da fotografia também como objeto estético. Faz total diferença estar diante de uma fotografia emoldurada do que só vê-la através de uma tela. Por isso, é essencial que os museus existam e as colecionem, para que as pessoas sejam transformadas por elas – ainda que isso soe ingênuo.

Entrevista com a Sarah Meister, curadora de fotografia do MoMa (Museum of Modern Art de Nova York), ao El País

Marcelo Min

Marcelo Min morreu na última quinta-feira (27/8). E eu ainda não posso afirmar que isso de fato aconteceu. Aqueles que amamos morrem devagar dentro da gente, e a qualquer momento eu sinto que ele vai chegar com aquele jeito meio tímido, com aquele sorriso inteiro bom, e dizer: “Oi, Eliane”. E depois faríamos alguma reportagem em que invariavelmente alguém o chamaria de “japonês”. E nós dois riríamos por causa dessa sina de que no Brasil todos os descendentes de orientais viram “japonês.” Min era descendente de coreanos. Mas ele morreu. E quando me pediram para escrever um texto sobre ele, minha reação imediata foi dizer: “não consigo”.  Como escrever sobre o Min quando a morte dele me rouba todas as palavras? Naquele momento, eu me sentia como uma criança que ainda não sabia onde as palavras moravam. Agora, algumas horas depois, volto a ser adulta. Sei onde as palavras moram, mas sei também algo que jamais vou superar: as palavras são faltantes, não dão conta da vida. Então, Min, me perdoa por me faltarem palavras para contar da falta que você nos faz. (…) Ailce, a mulher que acompanhamos no seu morrer, nos ensinou que pensar sobre a morte é pensar sobre a vida. E pensar sobre a vida é pensar sobre o tempo. Ailce havia adiado demais e um dia descobrira que seu tempo tinha acabado. Ensinou, a mim e a Min, que o tempo é a delicadeza inegociável. Acho que Min aprendeu esse ensinamento essencial, talvez o mais profundo, melhor do que eu, que agora me resto a lamentar todas as vezes em que adiei para o dia seguinte o encontro que me levaria até ele. Não há dia seguinte. Não há nem mesmo hoje. Há esse instante, agora, em que tecemos nosso tempo. E sobre isso não podemos negociar, não há o que vender ou comprar. O tempo nem mesmo se aluga. O tempo tem de ser nosso. Já. Tomado de quem nos tomou, para ser tecido em nossos próprios termos.

Rodopiando em Min, texto da Eliane Brum sobre o fotógrafo Marcelo Min

Nick Ut

Artless but honest pictures can still change our perceptions of the world. The self-delusion is to imagine that our own prejudices and desires play no part in their creation or their power. Wouldn’t images of young men with their heads blown off have ended the first world war sooner? Should we have seen pictures of the 116 dead children as they were pulled from the mudslide of Aberfan? Why aren’t there well-known images of the thousands of children who were charred in Dresden and Hiroshima? We pick and choose among the images that might horrify us, always believing that our intentions are good.

Can images change history?

FUTURE

Computational photography draws on all these resources and allows the visual image to create a picture of reality that is infinitely richer than a simple visual record, and with this comes the opportunity to incorporate deeper levels of knowledge. It won’t be long before photographers are making images of what they know, rather than only what they see. Mark Levoy, formerly of Stanford and now of Google puts it this way, “Except in photojournalism, there will be no such thing as a ‘straight photograph’; everything will be an amalgam, an interpretation, an enhancement or a variation – either by the photographer as auteur or by the camera itself.” (…) The twist is that new forces will be driving the process. The clue is in what already occurred with the smartphone. The revolutionary change in photography’s cultural presence wasn’t led by photographers, nor publishers or camera manufacturers but by telephone engineers, and this process will repeat as business grasps the opportunities offered by new technology to use visual imagery in extraordinary new ways, throwing us into new and wild territory. It’s happening already and we’ll see the impact again and again as new apps, products and services hit the market.

The next revolution in photography is coming

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Ed Weston, photographic pioneer of American Modernism, referred to the photograph (in 1932) as a “willful distortion of fact,” and this was long before Photoshop… and the debate as to whether photography was a mechanical reproduction of the real world or whether it was a medium for artists is as old as the technology itself. Photography has always been enmeshed with technology, but it has never been about it. The changes that Mayes is noticing are nothing new, even if they are dramatic and represent some amazing shifts in what photography can be and who can use it. Photography has also always been a very democratic medium, particularly after 1900. It’s one of the beautiful things about it. (…) Photography has always had many practical uses—none of this changes with shift from silver to silicon, or the addition of depth information, LIDAR, biometrics, geotags, and so forth, even as our tools for manipulation of images intensify. If anything it’s just another less gentle reminder that photography has always had the potential for utility, always been malleable in the hands of the photographer. Photography, in addition to all its pragmatic uses, has always been an artform of manipulating and painting with light, where artists show us something true, even if it isn’t always real.

The future of photography

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