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meu coração é uma rádio am que toca de madrugada #1

por   /  21/08/2009  /  4:26

crying

é o seguinte: 87% de todas as músicas que a gente ama são de sofrimento de amor. patsy cline fall to pieces cada vez que vê o ex-amor novamente, ou quando alguém simplesmente fala no nome dele. muita mágoa acumulada. isso sem falar que ela se acha crazy for feeling so blue… é não, amiga, todo mundo já se sentiu assim em algum momento de sua trajetória amorosa.

dá para fazer um tratado sobre o amor através dos tempos via youtube. mais ou menos o que decidi fazer nesta noite de dda.

tammy wynette, por exemplo, faz drink and dial desde os anos 1960: i hope i won’t disturb you with this call/ i’m just in town for such a little while/and i thought perhaps you’d like to hear the news/ jeannie’s grades were the highest in the school. quando se tem um filho, imagino que deva ser até mais fácil manter o contato. quando não…

você liga só pra dizer uma besteira. força a barra bonito. quem está do outro lado tem duas opções: atender ou ignorar. às vezes a pessoa te atende, te encontra e depois volta a te ignorar. às vezes, silêncio, no hay banda. e aí você quer pular naquele pescoço que você já beijou, mordeu e onde tantas vezes se aconchegou.

daí você tenta sair com alguém. a vida ta aí, né? mas, por um tempo, o fantasma ainda ocupa muito espaço. e sabe que até pra isso existe música correspondente?

sylvia canta your nobody called today: sittin’ in a restaraunt and she walked by/ i seem to recall that certain look in your eye/ i said, “who is that?”/ you said with a smile/ “oh it’s nobody, oh nobody”/maybe that explains the last two weeks/ you called me up dead on your feet/ working late again I ask, “who with?”/ you said “nobody, oh nobody”.

no meio tempo, você faz que nem barbara mandrell: sleeping single in a double bed, thinking over things i wish i’d said /i should have held you but i let you go/ now i’m the one sleeping all alo-oh-one.

e ainda dá um bom conselho para os onipresentes momentos heleninha roitman: i’d pour me a drink, but i’d only be sorry/ ’cause drinking doubles alone, don’t make it a par-arty

* mais uma seção a ser atualizada quando eu tiver vontade. o quadro “crying girl” é de roy lichtenstein

6 Comentários Deixe seu Comentário

  • Lalage • 21.08.2009 @ 05:34 responder

    Uma vez ouvi uma história que lhe conto de memória.
    Um antropólogo estudava as canções de uma tribo de índios da América do Norte e perguntou-lhes porque razão as suas músicas se referiam quase sempre à chuva. Alguém lhe respondeu: “normalmente nós cantamos aquilo que nos faz falta. As canções do homem branco são principalmente sobre amor, não são?”

  • daniarrais • 21.08.2009 @ 12:01 responder

    gente, que lindo. tem onde pra ler? =)

  • Camila • 21.08.2009 @ 12:03 responder

    Música de fossa é bom de ouvir mesmo não estando de fossa!!!!

  • juli • 21.08.2009 @ 16:19 responder

    Que legal o lance dos índios aí. Do comentário.
    Rádio AM de madrugada. Falei esses dias sobre isso, que engraçado. Eu dormia assim com o meu vozinho, quando era criança. Com a persiana entreaberta, a luz da rua entrando no quarto geladinho. Eu ficava brava pq queria silêncio. Hj em dia me dá uma saudade apertada daquele som chiadinho com meu vô dormindo do meu lado…

  • Taís B. • 25.08.2009 @ 03:16 responder

    ai as músicas melancólicas e os corações partidos, triste, mas tão compatível combinação.

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