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na continente multicultural

por   /  27/09/2011  /  11:20

Carol Almeida e Schneider Carpegianni fizeram uma matéria ótima pra Continente sobre O que está no entorno do verbo “curtir”. Falei um pouquinho sobre o assunto, mas só dá pra ver a revista impressa mesmo _é a edição número 129!

Abaixo, um techinho do texto deles:

A receita de bolo de liquidificador, a mais nova linha de esmaltes cintilantes, o popular cachorro Boo, a piada pronta sobre a política nacional, a política nacional, as guerras lá fora, esta revista, seu vizinho, seu amor, seu estranho, a morte daquela celebridade que você “curtiu”, ainda que o verbo não seja condizente com a natureza da notícia… O que nos leva de volta à receita de bolo de liquidificador – esse conjunto de coisas tangíveis e intangíveis, que é possível “curtir” em um dia noFacebook e no Twitter. E não apenas curtir. Mas “curtir” para os outros. O que, na verdade, tem nome próprio e se chama compartilhar.

Um impulso que é natural do homem, esse de compartilhar, mas que até bem pouco tempo não tinha as ferramentas necessárias para que fosse vivenciado numa escala industrial, a ponto de transformar esse gosto dirigido em uma dinâmica social, ironicamente, mais profunda e cheia de camadas. Ironicamente, porque tomamos esses gostos – ou likes, como batizaria Mark Zuckenberg, nome por trás do Facebook –, por trivialidades do cotidiano, escapanos a memória recente de um tempo, não muito lá atrás e ainda presente em diversos setores da sociedade. Um tempo em que nossos gostos eram ditados por esse Godzilla a que se costuma chamar de “grande mídia”.

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