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Bagagem emocional

por   /  15/01/2014  /  8:08

Bagagem emocional: todo mundo tem uma, o desafio é carregá-la de maneira elegante.

Quem diz é a The School of Life, que vende a bolsa.

We are all damaged in diverse, stubborn and interesting ways: someone humiliated us a long time ago; we witnessed bitter rows between our parents; we had anxieties around self-worth fuelled by comparison with a high-achieving sibling; an early business venture ended in disaster; we have a tendency to obsessive independence that makes it hard to live with anyone else; we have a rebellious streak which seemed cute at sixteen but now gets in the way of working amicably with others…

Mais em > http://www.theschooloflife.com/shop/emotionalbaggage/

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Procurando sinal

por   /  14/01/2014  /  9:09

Poderia ser a propaganda de todas as operadoras de celular se elas fossem realistas, ou a tentativa de contatos imediatos de terceiro grau, mas é uma foto do John Stanmeyer para a National Geographic.

Impoverished African migrants crowd the night shore of Djibouti city, trying to capture inexpensive cell signals from neighboring Somalia—a tenuous link to relatives abroad. For more than 60,000 years our species has been relying on such intimate social connections to spread across the Earth.

Um pouco de silêncio

por   /  14/01/2014  /  8:08

Ótimo texto que ecoa uma conversa recorrente pra mim nos últimos meses. A imagem tirei daqui.

Um pouco de silêncio, por Michel Laub

Para um cronista de meio século atrás, digamos, o maior temor era a falta de assunto. Hoje é o contrário.

Desde o surgimento da internet, é difícil ler um texto como “A Boa Manhã”, de Rubem Braga, que identifica a felicidade com a ausência do que dizer. Em qual dia de 2013, ano em que houve o julgamento do mensalão, os protestos de junho, o intérprete falso no funeral de Mandela e a glória do rei do camarote, foi possível resistir à compulsão de se expressar?

Não que o mundo seja mais movimentado hoje. O que aumentou foram os veículos para que corram versões dos fatos. O modernismo errou ao decretar a morte da narrativa. Idem quem segue falando da morte da ficção. Pois o que mais há agora são narrativas ficcionais: o tipo de relato sobre nós mesmos, mediado pela idealização –tudo falso, portanto– que fazemos de nossa inteligência, cultura, humor e experiência social.

O pior pecado de um colunista é ser previsível. Caio nele com frequência, como o leitor deve perceber, mas tento fugir do figurino tradicional dos que agem assim: blocos monolíticos de opinião, que alinham qualquer controvérsia –do casamento gay ao modelo de exploração do campo de Libra– segundo um sistema que parece coerente.

Só parece: muita gente defende a liberação das drogas e é a favor de restrições policialescas para o tabaco. Parte dos que condenam o aborto baseados no princípio de proteção à vida apoiam a pena de morte. Parte dos que advogam a separação entre religião e Estado no Ocidente se enchem de tolerância multiculturalista ao analisar teocracias. O paradoxo não impede, claro, que se aponte o dedo para a desonestidade, agressividade e ignorância dos adversários.

(Para não deixar dúvida: sou a favor do casamento gay e da adoção de crianças por pessoas do mesmo sexo. A favor da separação entre Estado e religião sempre. A favor do tratamento de drogas e aborto como questões de saúde pública, e não de polícia. Contra a propaganda de cigarro e a pena de morte. Nada tenho a dizer sobre o campo de Libra.)

O segundo pior pecado de um colunista é se apaixonar pela própria retórica. Como a frase melhora quando tiramos dela as adversativas, não é mesmo? Tudo fica mais irônico e viril. O ritmo do parágrafo anterior, que já não é lá muito harmonioso, ficaria pior se eu incluísse a construção “não acho, todavia, que religiosos são obscurantistas por definição”.

Ou “no debate do aborto, estou mais do lado pragmático –que tenta evitar mortes de mães em partos sem cuidados e desestruturação familiar por gravidezes não desejadas– que no de princípios, pois tenho dificuldade em lidar com o ‘conceito político’ de vida”.

Ou “no das drogas, ao contrário, penso mais na liberdade de cada um usar o que quiser, fazendo mal a si mesmo inclusive, que nas consequências. Tenho dúvidas se o consumo diminuiria com uma flexibilização da lei. E se o crime organizado não mudaria apenas de droga ou de ramo, caso perdesse os atuais lucros com a maconha”.

Ocorre que é nas adversativas que pode estar a precisão. O estilo piora, mas é difícil pensar sobre um tema sem ao menos testar –com a empatia que estiver ao alcance– a viabilidade lógica e moral do argumento contrário.

Algumas coisas são inegociáveis, claro, mas nem toda ponderação é sinônimo de relativismo covarde. Assim como nem toda omissão. Pierre Bayard escreveu um ensaio divertido chamado “Como Falar dos Livros que Não Lemos” (Objetiva).

Gostaria que alguém escrevesse um com a tese oposta: como resistir em falar dos livros que lemos, dos filmes que vimos, do que aparece na TV ou do que comemos no almoço, e do trânsito e da poluição e da péssima qualidade dos serviços na cidade e assim por diante.

Seria um bom final para este longo 2013: um pouco de vazio e tédio em vez do fetiche do registro e do movimento. Uma paisagem à beira da praia sem o filtro de um aplicativo. Nenhuma hashtag comentando o desempenho sexual de ninguém. A experiência fora do alcance do relato, a vida que não precisa ser classificada e explicada nos limites –sempre mais estreitos– da linguagem.

Um pouco de silêncio, portanto.

Feliz Natal. Feliz Ano-Novo. E boas férias para mim (deve dar para perceber que estou precisando).

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Isso sim é amizade

por   /  13/01/2014  /  10:10

Amizade, por Noemi Jaffe

por outro lado, esse “tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”, é bem careta. cativar é tornar cativo, aprisionar. é a definição clássica, grega mesmo, de paixão – uma doença que aprisiona o sujeito. daí que cativar não tem nada a ver com amizade, que é, por natureza, livre. assim sendo, sugiro: “tu te tornas temporariamente irresponsável por aquilo que libertas”. isso sim é amizade.

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A foto é da Olivia Bee.

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Uma mensagem de Tarkovsky para os jovens

por   /  13/01/2014  /  8:08

Uma mensagem do cineasta Andrei Tarkovsky para os jovens:

I don’t know… I think I’d like to say only that they should learn to be alone and try to spend as much time as possible by themselves. I think one of the faults of young people today is that they try to come together around events that are noisy, almost aggressive at times. This desire to be together in order to not feel alone is an unfortunate symptom, in my opinion. Every person needs to learn from childhood how to be spend time with oneself. That doesn’t mean he should be lonely, but that he shouldn’t grow bored with himself because people who grow bored in their own company seem to me in danger, from a self-esteem point of view.

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