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Lugares que não mais existem

por   /  25/11/2014  /  15:15

Carl Christian Schmidt 1

Os lugares que não mais existem nas fotos do alemão Carl Christian Schmidt.

Minha tese mostra lugares que são exemplos da economia pós-industrial de serviços em que vivemos hoje no país [Alemanha]. Estruturas logísticas formam a base para a economia de consumo de massa funcional e estruturada. As imagens têm uma visão crítica da gestão do nosso ambiente. Elas mostram sistemas uniformizados em que os indivíduos aparentemente se tornaram irrelevantes. Todos os lugares que eu fotografei são inexistentes

Mais em > http://www.cc-schmidt.com/

Carl Christian Schmidt 3

Carl Christian Schmidt 2

Para ouvir quando for a San Francisco (ou ao karaokê)

por   /  24/11/2014  /  12:12

Luiza Voll

Fiz uma viagem maravilhosa por San Francisco. Trabalho o dia todo, mil coisas pra aprender, karaokê cinco vezes em dez noites – um recorde até pra mim que sou apaixonada pelo assunto!

Fiz uma mixtape pra lembrar sempre dessa jornada. Começa com “Dancing in the moonlight” termina com “California dreamin’”. No meio do caminho tem um monte de música com a temática Califórnia, outras que têm a vibe do lugar (que vibe, aliás!) e mais várias maravilhosas para cantar no karaokê.

Pra ilustrar, uma foto linda da Luiza Voll.

Ouçam!

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É importante não otimizar o tempo

por   /  24/11/2014  /  8:08

Can Dagarslani

Tem um preceito zen que diz que precisamos colocar espaço entre uma coisa e outra. Acredito nisso, espaço entre uma coisa e outra. Espaço físico, por exemplo. Desespero desses projetos arquitetônicos que se gabam de tornar minúsculos cubículos “funcionais”. Viver não é agrupar artefatos de modo funcional. Não é fechar a porta que esconde a cama e abrir a que desdobra uma mesa com cinco minúsculos banquinhos quando as visitas chegam. Me parece que uma casa deveria ser qualquer coisa além disso. Uma casa deve ser mais do que uma cova engenhosa para vivos. Espaço temporal, também. Colocar meses entre os acontecimentos. Espaço entre as pessoas parece um bem necessário. Espaço entre o trabalho e o outro trabalho. Entre o trabalho e o lazer. Não sair do trabalho direto para o bar. Colocar qualquer coisa entre duas atividades. Viver também não devia ser otimizar o tempo. É importante não otimizar o tempo. O fato de as coisas caberem não significa que elas deveriam estar lá. Agendas e apartamentos estão aí para provar a diferença.

Entre as coisas, por Juliana Cunha. Leiam o texto completo em > http://julianacunha.com/nonada/espaco

A foto é de Can Dagarslani.

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Um disco para o domingo

por   /  23/11/2014  /  13:13

Beck

Sábado à noite em casa, de repente ouço uma música maravilhosa. Pensei até que tinha gente tocando ao vivo. Era Albie, como sempre é quando a música é boa na vizinhança. Acordei ouvindo “One foot in the grave”, do Beck, disco que tem 20 anos!

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A montanha mágica de Dani Feder

por   /  12/11/2014  /  16:16

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Tem alguns perfis no Instagram que são capazes de nos transportar para outro lugar – e fazer com que a gente tenha a impressão de que realmente está imerso lá. O da Dani Feder é assim. Idílico, mágico. Quase de cinema, de tão perfeito.

Dani Feder tem 33 anos e 2 filhos. Estudou psicologia e um ano de história. Tenta criar de longe as lindas bijouterias da Steff, marca que tem em parceria com a irmã e um amiga. Há alguns meses, mudou-se para a região de Munique, no sul da Alemanha.

As suas fotos de natureza ganharam novas paisagens. E nós embarcamos juntos para um espaço que nos deixa com outra noção de tempo. Abaixo, uma seleção de fotos, acompanhada pelas respostas dela a perguntas sobre o que gosta de fotografar, o que suas imagens têm em comum.

No Instagram > @danifeder

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A natureza  é o elemento principal nas fotos que gosto de tirar, mas também tenho uma grande fascinação pela luz. E obviamente as cenas perfeitas, que são momentos raros de registrar, são aqueles poucos minutos do dia, especiais, quando eu enxergo o casamento entre a luz e o ambiente.

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O legal de fotografar a natureza é que, como tudo está em movimento, cada dia é uma mudança. O sol, a terra, a vida das plantas, nada é fixo e tudo está sempre mudando, pouco a pouco. A natureza não tem pressa, mas milimetricamente vai fazendo transformações todos os dias.

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Acho tudo incrível, tenho essa visão de achar cada ciclo da natureza, cada semente se abrindo, casa folhinha nascendo, cada florescer, o equilíbrio e a beleza de tudo… Eu paro na rua pra olhar uma teia de aranha, uma raiz de uma árvore, um céu colorido, acho que tudo isso tem uma mágica intrínseca, um mistério. P mais que existam descrições e explicações científicas para toda essa vida micro e macro do nosso planeta, nada nunca conseguirá explicar a beleza disso tudo.

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E é aí que está a magica da vida, nesse arrebatamento. E isso está aí disponível todos os dias das nossas vidas para quem quiser ver, é só ter olhos para enxergar e coração para sentir como tudo é sagrado.

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Sempre gostei de fotografia, pirava nas cameras analógicas dos anos 1990 e início dos 2000, sempre amei, mas era mais algo de viagens e férias. Hoje em dia, com o celular na mão, qualquer momento que eu veja ou sinta algo especial eu posso capturar! E isso é incrível! Poder guardar um segundo no tempo… Com cores e luzes, é lindo.

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Mudei pro sul da Alemanha, estou na Bavária, na região de Munique. Eu já tinha morado em Berlim em 2009/2010, depois fiquei alguns anos no Brasil, e agora voltei pra cá. Só que dessa vez preferi um lugar com mais natureza e perto dos Alpes, tenho as montanhas mais altas da Alemanha aqui perto e consegui uma ligação bem forte com a natureza, porque moro praticamente na floresta, com vista pra montanhas grandiosas e céus mágicos. O que reforça em mim a ligação sobrenatural, espiritual com a natureza.

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Aqui a descoberta é diária porque consigo ver as estações bem marcadas, os ciclos das plantas e do sol e toda a mudança que acontece. Dá pra sentir que nesse mundo nada é definitivo e que, como cada planta, flor, folha e tudo que está vivo está sempre mudando, vivendo e se renovando! É o ciclo sem fim!

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Acho que podemos aprender muito com tudo isso, se começarmos a prestar atenção nas pequenas coisas, afinal, tudo isso está aqui nesse planeta há muito mais tempo que nós, humanos. Se deixar vou longe nessa filosofia… rs

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Pedra de sal, de Alessandra Leão

por   /  11/11/2014  /  14:14

Alessandra Leão

Alessandra Leão é uma das minhas cantoras e compositoras preferidas. Ela acaba de lançar seu novo EP, “Pedra de sal”. “Tatuzinho” não sai do repeat desde que a vi cantar com Kiko Dinucci na Casa de Francisca.

Ouçam e tenham um dia cheio de poesia!

Que vontade de pegar nessa mão
Mas será que eu não paro de olhar tua boca a falar
E eu vou te beijar pra ver como é que fica
Não vou desgrudar pra ver no que é que dá

Que vontade de pegar nessa mão
Mas será que eu não paro de olhar tua boca a falar
E eu vou te beijar pra ver como é que fica
Não vou desgrudar pra ver no que é que dá

Que vontade de pegar
Eu não paro de olhar
Eu vou te beijar pra ver como é que fica
Não vou desgrudar pra ver

Ouçam > http://www.alessandraleao.com.br/novo/

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