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Por uma vida mais off-line

por   /  21/11/2013  /  16:30

David Baker checa email duas vezes por dia, acha extremamente rude manter uma conversa com alguém que não tira os olhos do celular e só conseguiu usar o Facebook por um mês (e odiou a experiência). O comportamento frugal em relação à tecnologia vem da experiência que ele tem na área: há mais de três décadas ele pensa, escreve, faz consultorias e dá aulas sobre o assunto. Por anos foi editor-chefe da versão inglesa da revista Wired, a bíblia da tecnologia, e hoje é professor na The School of Life, a escola criada por Alain de Botton e Roman Kznaric (“Escola da vida” criada em Londres planeja versão brasileira + Como encontrar o trabalho da sua vida)

Nos anos 1980, Baker deixou o emprego em um escritório de relações públicas e teve que aprender duas coisas: como ganhar dinheiro sendo seu próprio empregador e como lidar com o tempo para tirar o melhor proveito dele. “Acredito muito que devemos trabalhar o mínimo possível, da maneira mais esperta que der. Acho que somos capazes de coisas maravilhosas, mas, especialmente no trabalho, fazemos com que ele dure muito mais que o necessário”, disse ele ao Don’t Touch.

Em uma época em que o lema era “work hard, play hard”, Baker decidiu não ser um yuppie. “Tomei uma decisão de trabalhar menos, ganhar menos e gastar menos. Vivo confortavelmente, não sou um milionário. Entre os meus amigos, provavelmente, sou o que ganha menos, mas sou o que tem mais tempo. E pra mim essa troca foi bonita.”

Viver com menos talvez tenha sido o primeiro passo para que Baker começasse a entender que esse comportamento também poderia ser levado para o mundo digital, que funciona em uma velocidade e com um volume de dados impossíveis de acompanhar. “Precisamos reconfigurar nossa relação com a tecnologia. Em vez de usar toda a tecnologia disponível pra viver nossas vidas, nós temos que viver as nossas vidas e usar a tecnologia como ferramentas extras para isso. Se nós não fizermos isso, nos tornaremos escravos”, diz ele.

Conversei com o David na última terça-feira, ao fim do intensivo que ele deu na versão brasileira da The School of Life, em São Paulo. No próximo sábado, às 11h, ele fala sobre “Tecnologia e Humanidade” no sermão da escola, que acontece no Teatro Augusta. Ainda há ingressos, aproveitem > http://www.theschooloflife.com/shop/david-baker-sobre/

O papo foi daqueles demorados e deliciosos, em que a gente vai ouvindo cada frase com total atenção (e com o celular no modo avião, por favor!), aprendendo com a experiência de quem se dedica ao assunto há muito tempo e pegando dicas para incorporar na vida atitudes que levam a um comportamento digital mais saudável.

Espero que vocês gostem! ♥

– Tem um livro que eu gosto que fala que nós esperamos mais da tecnologia do que uns dos outros. O que você acha disso?

Meu tema para este ano, porque eu trabalho para a Wired e porque ensino na School of Life, é tentar investigar o que acontece quando seres humanos e tecnologia colidem. A tecnologia está se tornando cada vez melhor mais rapidamente e isso não vai parar. E isso nos traz problemas. O primeiro é que nós temos expectativas diante da tecnologia que são despropositadas, temos a ilusão de que a tecnologia vai resolver todos os nossos problemas. E não é verdade. Existe um “solucionismo”. Tenho um problema e penso que vai existir uma tecnologia para resolvê-lo. E não é o caso. Tecnologia é ferramenta. O que nós precisamos é reconfigurar nossa relação com a tecnologia. Em vez de usá-la para viver nossas vidas, nós temos que viver as nossas vidas e usá-la como ferramentas extras para isso. Se nós não fizermos isso, nos tornaremos escravos. Isso aconteceu na Revolução Industrial. Quando as indústrias de fábricas cresceram, as vidas de várias pessoas ficaram piores, mesmo com muita gente pensando que aquilo era sinônimo de progresso. Começamos a descobrir coisas como poluição, o som constante das máquinas. Aí mudamos essa relação. A nossa relação com a tecnologia hoje ainda é adolescente e agora estamos começando a nos tornar adultos.

– Por que você acha que nós estamos tão viciados em likes e comentários?

Por duas razões. É realmente excitante quando as pessoas dão like em alguma coisa que nós postamos. É como ser um ator em um filme, é como se fôssemos famosos. Tem uma platéia ali, de maioria de pessoas desconhecidas. “Estranhos gostam do que eu digo? Que bom!”. E nós podemos ter números. Conheço pessoas no Twitter que entram em competições para ver quem tem mais seguidores. Existe uma idéia de que podemos ser melhores por causa dos números. E o que ferramentas como Twitter e Instagram fazem é o que os psicólogos chamam de reforço intermitente. É como um jogo de azar. Vencer é o like, que vem de maneira randômica. Continuo jogando roleta porque a próxima rodada pode me fazer ganhar. Continuo postando pra ver se vem um prêmio. Pessoas que não podem deixar seus telefones de lado têm um problema psicológico.

– Há estudos que dizem que esse vício é químico também. Quando checamos email e tem uma mensagem nova, o cérebro libera dopamina. Ficamos animados e queremos de novo.

Nós temos que entender onde está a dopamina em outras áreas da nossa vida. Não é certo sentir prazer em checar email. É ridículo. Email é uma coisa prática para comunicação. Nós precisamos pensar: por que estou procurando meu prazer aqui, se poderia fazer isso de uma maneira que me preenchesse mais? Eu checo emails duas vezes por dia, geralmente. E minha vida é ok, não é um desastre. No resto do tempo eu espero encontrar prazer em outros lugares.

– E como você chegou a essa dinâmica de checar email duas vezes por dia?

Quando me tornei o editor-chefe da Wired em Londres, comecei a receber centenas de emails. Eu passava o dia lendo emails, e os projetos que eu precisava fazer, como criar uma edição digital, não iam pra frente, pois eu não tinha tempo. Daí decidi reduzir essa exposição. Sou velho o suficiente para lembrar que a comunicação era feita por correios. Quando comecei a trabalhar, a comunicação vinha duas vezes por dia. Recebíamos alguma coisa, pensávamos na resposta, escrevíamos, enviávamos. E o trabalho funcionava do mesmo jeito. Decidi checar email às 11h, depois às 16h. Também desliguei o voicemail do meu telefone, para que as pessoas não pudessem deixar mensagens. Desliguei as notificações do Outlook. Isso mudou a minha vida completamente.

– Queria conseguir fazer isso.

O que falamos aqui na School of Life é de ir experimentando. Tente por um dia, veja o que acontece. Depois por dois e assim por diante.

– Estamos sempre conectados, mas frequentemente nos sentimos sozinhos. Isso é um paradoxo ou é um sentimento que está se tornando real para cada vez mais pessoas? Qual é a importância de saber ficar sozinho?

É irônico, né? Quanto mais conectados, mais nos sentimos sozinhos. O que acontece é a Fomo (fear of missing out), o medo de perder as coisas é um sentimento muito profundo, principalmente para quem vive em grandes cidades. O que acontece é que na internet vivemos em “megalópolis”. Não consigo lembrar quantos membros o Facebook tem, mas vivemos numa população de bilhões. O que a internet promete é conexão e compartilhamento, mas o que entrega é mais uma sensação do que estamos perdendo. Nós pensávamos que a internet iria aumentar a diversidade, mas, em vez disso, as pessoas tendem a se comunicar com quem já conhecem, a criar pequenos grupos. E também não existe fronteira de tempo. Preciso estar conectado. A idéia de estar sempre conectado é ainda mais jovem que a internet, veio com a conexão banda larga. Nós olhamos como um direito que sempre existiu, mas em 1990, 1992, você tinha que ligar para um número, se conectar na internet, fazer seus negócios, se desconectar. Tínhamos uma atitude diferente: vou me conectar, falar com as pessoas, me desconectar. Mas o “always on” nos dá a ilusão de que temos que estar conectados o tempo todo, o que é um problema, porque, quando a conexão cai, a gente enlouquece.

– E qual é a importância de saber ficar sozinho?

Nós geralmente estamos sozinhos e é importante que a gente entenda que isso vem com coisas boas e ruins. No Brasil a palavra é uma só: solidão. Na Inglaterra, temos duas: loneliness e solitude. A primeira é ruim, a segunda é boa. Uma investigação que podemos fazer é como tornamos o sentimento de nos sentirmos solitários em solidão. Ficar sozinho não precisa ser uma coisa ruim. Porque a internet é baseada em conexão, quanto menos você tem parece que é pior. Mas esses momentos quando estamos sozinhos de uma maneira boa são momentos de pensamentos profundos que podem nos levar a descobertas maravilhosas sobre o que somos capazes de fazer. E pra mim estamos aqui na Terra para descobrir o potencial dentro da gente e crescer e aproveitar para fazer as coisas nas quais somos bons, que nos deixam animados e felizes. Algumas vezes a gente precisa ficar sozinho para descobrir isso. E o que acontece com a internet é que ela está sempre lá, nos chamando.

– Tem um outro livro, “The Information Diet”, que diz que nós estamos ficando obesos não apenas nos nossos corpos, mas em nossos cérebros, devido ao lixo de informação que consumimos. O que você acha disso?

Informação hoje na internet tem que gritar para ser ouvida. Acho que a quantidade de dados que trafega na internet em um mês é de 40 exabyte.

– Eu nem sei o que é um exabyte.

Exatamente. O interessante é que 5 exabytes é número total de palavras ditas pelos seres humanos em toda a história. Oito vezes isso circula na internet todo mês. É astronômico. Para ser ouvido, as coisas precisam gritar. Não é diferente do mundo, onde tem milhões de pessoas que nunca vamos conhecer. O cérebro funciona como uma banda larga doméstica. Não temos como lidar com todos esses dados. Popularizam-se coisas como vídeos de gatos, que são brilhantes. Parece que tudo é muito efêmero. Como eu cultivo solidão na minha vida? A internet é incapaz de responder isso. A velocidade da internet nos desencoraja a pensar mais lentamente. Agora o relógio nos faz pensar em resultados instantâneos. O Google nos dá resultados em frações de segundos. Nós somos encorajados a consumir os dados ruins, mas também a não pausar e resistir e ir procurar outro tipo.

– Me parece que estamos preguiçosos, vivemos numa época em que parece que tudo é o Buzzfeed. Amo o Buzzfeed, mas ninguém lê um texto grande na internet.

Quando lançamos a Wired em Londres, uma publicação impressa, decidimos escrever textos longos, com 4 mil palavras. Eu achava que não ia dar certo, mas se tornou muito popular. A gente queria que as pessoas parassem por 20, 30 minutos e contemplassem, aprendessem alguma coisa. A velocidade também nos deixa preguiçosos para a especulação. Conhecimento vem da especulação, da conversa. Se eu falo pra você que o Azerbaijão é maior que o Cazaquistão, e você diz que não, temos uma conversa. Hoje vamos ao Google e resolvemos a questão muito rapidamente. Paramos de trocar as informações que tínhamos. Podemos até não chegar na resposta, mas na jornada para a resposta, aumentamos nosso conhecimento. Com o Google a gente tem a resposta, mas vamos esquecer no outro dia ou não vamos ter aumentado nosso conhecimento. Sinto falta disso. Quero ser um evangelista da especulação. Quero que as pessoas deixem o Google de lado e investiguem o que têm em suas cabeças.

– Como nós podemos tirar o máximo da internet, de uma boa maneira? Quais são os sites que você costuma checar diariamente?

Não tem nada que eu veja todo dia. O Google eu uso todo dia. Adoro todas as ferramentas deles. Fico muito feliz em dar todos os meus dados para eles em troca dessas ferramentas gratuitas. GDocs, Gmail são coisas incríveis. Eles me ajudaram a pensar melhor, a me organizar, a lidar com colegas. Obrigada, Google! Além disso, amo o Gawker, leio por entretenimento. Amo a Wikipédia, acredito muito nela. O que tento fazer é usar a internet sem usar a internet. Gosto de tirar tempo fora dela, me desconectar. De repente tenho esse tempo incrível em que leio um livro ou uso um pedaço de papel e lápis para colocar meus pensamentos. São sempre tempos melhores.

– Você está no Facebook?

Não. Eu tentei por um mês e detestei. Em princípio não tenho nada contra. Mas velhas informações ficavam aparecendo pra mim, demandando minha atenção. Tenho muitos amigos que eu vejo no mundo real e essas conexões com eles, falando no telefone, indo na casa ou recebendo na minha, são conexões melhores. Eu fazia log in e ficava aterrorizado. Preferi me desconectar, ir pra fora, investigar algo nos meus termos. A ironia é que não fechei minha conta, um pouco tempo depois tive que escrever para um site que estava em beta e eu precisava logar pelo Facebook. Fiz uma página e hoje tenho 0 amigos. Eu sou o loser do Facebook e sou muito feliz com isso.

– Será que temos que criar momentos específicos para usar a internet? Está em tempo de seguirmos uma etiqueta virtual?

Eu odeio quando as pessoas estão olhando para o telefone enquanto estão tendo uma conversa comigo. Eu realmente odeio isso. Parece não apenas rude, mas também meio idiota. Acho que uma das coisas mais bonitas que você pode fazer na vida é dar sua atenção completa a um ser humano, é um ato de amor. E é o que faz a conversa cara a cara tão melhor do que a pelo Skype. Quando estamos na presença de outra pessoa, podemos dar toda a nossa atenção a ela, e eles nos dão de volta. E nós chegamos a um lugar tão mais profundo, que nos preenche, do que quando temos conversas no mundo digital. O que prejudica isso é quando as pessoas são distraídas pelos seus telefones. Um amigo meu lançou uma acampanha em Tel Aviv para deixar os telefones virados pra baixo. Isso está começando a ficar popular por lá. É muito legal pensar: onde está meu telefone agora? O meu está no bolso. E prefiro que as pessoas deixem no bolso ou virado pra baixo, no silencioso. Se não a mensagem fica apitando e você vê os olhos da pessoa procurando. É rude. Sei que pareço um homem velho, mas acho que é rude pra todo mundo, inclusive para um menino de 14 anos. Quando estamos com outra pessoa essa é a pessoa mais importante, não as que estão online.

– Como você organiza sua rotina para dar conta de fazer tudo?

Acredito muito que devemos trabalhar o mínimo possível, da maneira mais esperta que der. Acho que somos capazes de coisas maravilhosas, mas, especialmente no trabalho, fazemos com que ele dure muito mais. É o sistema. Nós pagamos as pessoas por hora, dia, mês. Elas não são encorajadas a trabalhar com rapidez, mas sim devagar. Eu trabalho pra mim. Se alguém me pede pra fazer uma coisa, é uma vantagem se eu fizer rapidamente. Quanto mais espaço você tem na sua vida, mais coisas boas acontecem. Eu tomei uma decisão há alguns anos de trabalhar menos, ganhar menos e gastar menos. Vivo confortavelmente, não sou um milionário. Entre os meus amigos, provavelmente, sou o que ganha menos, mas sou o que tem mais tempo. E pra mim essa troca foi bonita. Como resultado, quando trabalho, faço isso de maneira esperta e satisfatória para mim e para as outras pessoas.

Em casa, meu ritmo. Descobri recentemente que gosto de acodar cedo. Vou para cama às 22h30, acordo às 7h. Sou inglês, preparo um chá, levo meu laptop pra cama, passo umas duas horas, faço o primeiro turno de emails. Escrevo alguma coisa. Está tudo calmo lá fora, não tem ninguém por perto. Como resultado, a maioria das coisas que preciso fazer estão acabadas às 9h. Gosto de, todo dia, estar em um lugar analógico. Gosto de nadar em água fria num lugar aberto. Pego minha bicicleta. Tem água, floresta, pássaros, é o oposto da internet, é analógico. E gosto de passar tempo nesse mundo. Quando volto, faço o segundo turno de emails e o dia chega ao fim. Em escritórios nós perdemos tempo. Não precisamos ser escravos. Especialmente pessoas que todos os dias ficam até tarde no trabalho. Eu não acredito que elas tenham tanto para fazer todos os dias.

– Quem são suas inspirações?

Eu me inspirei em mim mesmo. Trabalhei para duas empresas de relações públicas em Londres, nos anos 1980, numa época yuppie, de “work hard, play hard”. Saí da empresa, tive que entender como funcionava a vida de alguém que se emprega. E me dei conta de que o meu tempo era muito importante. Fiz um trabalho com uma consultoria sobre gerenciamento de tempo. Comecei a pensar em qual é o ponto de estarmos no mundo. E sempre fui atraído por pessoas que vivem de um jeito mais simples, que têm um propósito. Mais do que as pessoas que ostentam. Por necessidade, sem dinheiro, entendi que precisava fazer alguma coisa boa com o meu tempo. E depois se mostrou um valor viver assim. Sou religioso, judeu, tem um profeta que diz: você pergunta o que é ser bom. E eu digo: você deve procurar a justiça, amar a misericórdia e andar humildemente com o seu Deus. Gosto de andar humildemente.

– Você tem um mantra de vida?

Nunca deixe de ser curioso. Existem coisas maravilhosas lá fora prontas para serem descobertas.

Créditos das imagens: 1) The School of Life; 2) do Pinterest; 3) Julien Mauve; 4) Daniela Arrais; 5) Tim Barber.

Agradecimentos especiais a Cris Naumovs, Carol Almeida, Júlia Veras, Raquel Ferraz e Luiza Voll! ♥

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35 Comentários Deixe seu Comentário

  • Aline Macedo • 21.11.2013 @ 17:33 responder

    Boa entrevista, bons olhos de David sobre o mundo. Apaziguou meu desconforto, clareou minha ideia de que, ao se conectar numa rede social, você invariavelmente se desconecta de outra.

  • Joana • 21.11.2013 @ 17:53 responder

    Das coisas que a gente tem que ouvir sempre pra poder internalizar.

  • Gabriela Pires • 21.11.2013 @ 19:39 responder

    Como é bom saber que as pessoas que muitos acham que estão na contra-mão do mundo estão, na verdade, no caminho certo. Texto ótimo! Queria dar um abraço nele (analógico e bem apertado).

  • Thiago Henry Carvalho • 22.11.2013 @ 00:10 responder

    Parabéns pela entrevista. Nós precisamos ouvir pessoas como o David. Estamos entrando em um labirinto sem nos darmos conta. A tecnologia nos proporciona momentos e soluções fantásticas, porém, a essência do contato humano, do olho no olho, da proximidade do sentimento devem ser preservadas para que consigamos viver uma vida com qualidade. Adoraria se a geração mais nova tivesse ouvidos para pessoas como o David.

  • marfisa cysneiros • 22.11.2013 @ 12:50 responder

    muito boa entrevista. Mas, sempre fico perguntando como podemos conciliar a liberdade individual com um mundo onde vivemos e que é burocratizado. E esse mundo, sabemos, é diverso. É mais fácil fazer as coisas que o entrevistado faz na Inglaterra do que no Brasil ou, pior, na África. Tem um sociólogo italiano, o Domenico de Masi, que é o grande defensor do “ócio criativo” e cujas ideias lembram muito a do entrevistado. E continua a dúvida, no mundo ao nosso redor, temos que ter hora pra tudo, para a consulta do médico, para a academia de ginástica, para o pagamento das contas,e haja malabarismo pra conciliar tudo isso com o nosso ideal de liberdade…..

  • Sônia Sobreira Cysneiros • 22.11.2013 @ 17:18 responder

    Que pessoa fantástica é David Baker! Encontrei mais um que pensa como eu a respeito do Facebook , sem contar com as respostas maravilhosas e empolgantes à sua entrevista. Gostei mesmo quando ele disse que quanto mais conectados, mais nos sentimos sozinhos e que o ideal é que devemos trabalhar menos, ganhar menos e gastar menos Estou vaidosa e feliz pela sua sensibilidade, inteligência e tudo mais Dani.

  • Gabriel Pardal • 22.11.2013 @ 18:54 responder

    Mais uma entrevista que vale a pena salvar e compartilhar e reler quando os tempos ficarem macabros como os de agora.

  • Débora • 22.11.2013 @ 21:53 responder

    Grande entrevista, grande pensador de ideias simples e claras. Particularmente, estou tentando aplicar isso na minha vida há alguns meses, mas é uma transição complicada. E sim, seu discurso me lembrou o Domenico de Masi.

  • Henrique Bonfim • 23.11.2013 @ 20:59 responder

    Ótima entrevista, ganhei uns 15 minutos de minha vida lendo, por que esse é o tipo de material que vc não perde tempo ao ler, vc ganha.
    Vou tentar seguir alguns conselhos citados… Será difícil mas, tentarei. 😉

  • Ana • 25.11.2013 @ 11:29 responder

    Fiz um teste no mês passado e fiquei fora do Facebook durante todo o mês de outubro.
    A temida “abstinência” não apareceu. Em vez disso apareceram horas de sobra pra que eu pudesse colocar meus projetos parados em dia, ler mais de um livro por mês, telefonar para amigos em seus aniversários e redescobrir minha câmera fotográfica de filme.
    Por um mês consegui reduzir bem o uso do computador e celular fora das horas de trabalho, reaprendi a ser uma pessoa analógica e aproveito agora o lado bom disso. Esse texto, enviado por uma colega de trabalho, veio bem de encontro ao meu aprendizado, valeu cada linha!!!

  • Fábio Shiraga • 25.11.2013 @ 23:21 responder

    A vontade é de compartilhar agora no face, porque é uma ótima entrevista. Mas seguindo os conselhos dele, vou desconectar agora e curtir minha vida fora da internet.

    Beijo.

  • alemoa • 28.11.2013 @ 02:44 responder

    lindo dani! parabéns pela entrevista e pelo talento em tirar coisas tão incríveis e sinceras das pessoas, amei 🙂

  • Ana Beatriz • 28.11.2013 @ 12:07 responder

    Uma das melhores entrevistas que já li até hoje! 🙂 Vou guardar pra mim e reler e reler… aprendizado muito grande sobre a vida!

  • Débora Nobrega • 28.11.2013 @ 14:42 responder

    Simplesmente amei, inteligente, objetiva, humilde e de personalidade!!!!
    Concordo em todos os pontos….

    Abrç

  • Ana Claudia F. • 30.11.2013 @ 15:03 responder

    Muito bom, muito bom. Talvez mais simples para minha geração, mas não necessariamente tão complicado assim. Parabéns pela entrevista!

  • Denise B. Miranda • 1.12.2013 @ 21:33 responder

    Excelente entrevista. A questão relacionada a mudanças na carga horária de trabalho ainda parece-me muito complexa mas, a quantidade de horas on line é algo que no meu caso pode e deve ser revisto JÁ!!!

  • Nina • 3.12.2013 @ 10:51 responder

    “Tomei uma decisão de trabalhar menos, ganhar menos e gastar menos. Vivo confortavelmente, não sou um milionário. Entre os meus amigos, provavelmente, sou o que ganha menos, mas sou o que tem mais tempo. E pra mim essa troca foi bonita.”
    Fico muito irritada com pessoas que vivem para trabalhar, mas não trabalham para viver. Porque sim, há uma diferença brutal nisso. Uma coisa é quando gostamos do nosso trabalho, o retorno financeiro vem a ser bacana e por aí vai. Mas onde está a qualidade de vida? Acho muito mais válido receber menos e divertir-se mais. Padrões de vida não são tudo – é possível ser feliz com pouco. Grande filosofia a desse cara.
    Abraços.

  • Débora Nascimento • 4.12.2013 @ 11:58 responder

    Muito bom, Dani! Uma das entrevistas mais importantes do ano.

  • Leo Mazmanian • 4.12.2013 @ 16:31 responder

    Trabalho com WEB, sou Gerente de Projetos em desenvolvimento e planejamentos estratégico para E-commerce. As Redes Sociais e a vida online estão presentes no meu trabalho, no meu tempo destinado ao lado profissional, mas amigos mais próximos sabem que assim que chego em casa e jogo meu celular (com no mínimo 50 e-mails não lidos) num canto qualquer. Na agência onde trabalho, todos também sabem que não trabalho além do horário, pois tenho vida social, quero tempo para minha família, meus filhos, meus hobbys, tempo para praticar até mesmo o ócio.
    A vida on line nos ajuda, mas quando falamos de se relacionar ela nos leva para um caminho frio e comodo. Viva a vida, aventuras existem, convívio, abraços, risadas podem ser bem mais engraçadas quando são de verdade e não simples kkkkkkk…

  • Diego Nunes • 6.12.2013 @ 15:18 responder

    Belíssima entrevista! Parabéns pelo conteúdo!

  • Cristiano Borges • 3.01.2014 @ 10:19 responder

    Entrevista muito positiva. Obrigado!

  • Alana • 9.03.2014 @ 17:44 responder

    Qual é o livro a que te referes na primeira pergunta?

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