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porra, contardo

por   /  22/11/2007  /  22:17

Problema: em geral, o modelo do amor graças ao qual seríamos “alguém” (que sempre significa “alguém muito especial”) é o momento em que, pendurados ao peito materno, ou melhor, com a mãe pendurada aos nossos lábios, estaríamos ao centro de um mundo controlado por nós: basta chamar, chorar etc. para que ela apareça e nos faça felizes.

Logicamente, com esse sonho narcisista encravado no nosso âmago, torna-se difícil lidar com separações, frustrações etc. E, infelizmente, o mundo é um pouco mais cruel do que a mãe-padrão e sempre muito mais cruel do que a mãe mítica e escrava que gostaríamos de ter tido.

À força de brincar com cobertores e chupetas, a gente deveria aprender a 1) dispensar cobertores e chupetas, 2) lidar com a precariedade da presença e do amor dos outros. Mas não é tão simples assim, até porque, nessa tarefa, o mundo não nos ajuda.

a coluna inteira aqui ó!

2 Comentários Deixe seu Comentário

  • thata • 23.11.2007 @ 16:57 responder

    será q se um dia eu for bem rica, vou poder ter o Contardo como analista?
    jesuis!
    bju

  • daniarrais • 26.11.2007 @ 02:31 responder

    eu quero! haha

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