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Saudade dos 16 anos

por   /  02/02/2015  /  10:00

@arvidabystrom

Fiquei ouvindo Legião Urbana por uma semana, sem parar, lembrando do dia em que o Renato Russo morreu e eu voltava do colégio ali pela rua Amélia, em Recife, sentindo mais a melancolia dos outros do que a minha própria. Anos depois, ouvir a banda me leva para aquele tempo em que a gente passa horas no quarto ouvindo cada letra de música como se fosse a tradução da nossa vida – ou da vida que a gente queria ter.

Fiquei lembrando de músicas que me lembram essa época. São tantas! Tem “The good life”, do Weezer, que Gui e Mateus levavam em CD pra toda festinha que a gente ia. “Sobre o tempo”, do Pato Fu, cujo clipe eu via na MTV. Tem licença poética pra incluir no meio músicas sem ordem cronológica. De Raimundos, Hanson, Blur e Green Day a Los Hermanos, passando por Sonic Youth, que deu origem ao meu primeiro nickname no mIRC. Depois aparecem Alanis, Jewel, Natalie Imbruglia, Jonny Lang, Bon Jovi… Belle and Sebastian, que marcou a vida toda.

Haja nostalgia! Pra acompanhar, uma foto da @arvidbystrom.

Ouçam comigo!

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3 Comentários Deixe seu Comentário

  • Lorena • 5.02.2015 @ 17:38 responder

    ai, meus 16 anos lá em Aracaju voltaram de vez agora! Que delicia! :))))

  • Fabio Shiraga • 8.02.2015 @ 23:29 responder

    Andei curtindo uma nostalgia boa aqui também. Comprei uma vitrola-mala, dos anos 70, ganhei dois discos da Legião de um colega, ouvi e voltei no tempo. Fazia tempo que não ouvia Legião e mais tempo ainda que não ouvia com o chiado da agulha. Delícia!

  • Tatiana • 9.02.2015 @ 01:48 responder

    Legião, pra mim, foi o começo. E quando você menciona o “ritual” de ficar no quarto ouvindo cada letra resume bem a intensidade que a gente interagia com a poesia do Renato. E [pra mim] foi o começo porque teve uma hora que eu quis saber o que o Renato, o Bonfá e o Dado ouviam. Essa coisa de ouvir as referências da nossa referência leva a gente pra um mundo paralelo. Foi através da Legião Urbana que cheguei aos Smiths. Do Morrissey pro Echo and The Bunnymen. Do Ian McCullech pro Leonard Cohen. Entre eles, um amontoado de gente boa [velha e recém chegada] fazendo a trilha sonora da minha vida. Lembro que eu importava os cds do Belle and Sebastian para poder ter tudo, bem antes da Trama resolver diminuir essa distância.

    Quando escuto Legião [e é tão raro… eu deveria fazer isso mais vezes], eu agradeço por ter começado tão bem. E ler esse post é como sentir junto o que já está aqui há tanto tempo!

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