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mainha

por   /  10/05/2009  /  17:45

mom

danuza fala sobre o dia das mães. parabéns pra minha mãe, pra minha tia-mãe, pras mães que lêem esse blog e pras mães de quem lê esse blog. tenham um domingo bem alegre   =)

HOJE É Dia das Mães, e ficou combinado que os filhos, além de comprarem um presente para suas progenitoras, devem levá-las para almoçar.
Jantar não vale: tem que ser almoço, por isso as filas dobram o quarteirão em volta dos restaurantes, sobretudo das churrascarias, para os que gostam de sofrer. Como nenhum filho ousa sugerir pedir uma pizza para comerem em casa, é a homenageada -a mãe- quem vai para a cozinha, depois de ter passado o sábado fazendo compras para fazer o prato preferido de seu querido filho. Isso é que é um Dia das Mães.
Mas e os que não têm mãe? Existem os que sofrem muito nesse dia, lembrando da mãe, e acho quase uma maldade dar tanto valor a essas datas quando penso nessas pessoas. Elas ficam deprimidas, algumas choram, e não sabem o que fazer num dia como hoje. Mas se esquecem de que, enquanto ela era viva, quantas vezes poderiam ter ido vê-la e não foram, porque estavam com uma namorada nova, quantas vezes poderiam ter levado uns chocolates para ela -mãe adora chocolates- e não levaram, e no dia de hoje ficam amargando uma tristeza de dar dó. E há também as que estão em uma cidade distante, onde o filho não poderá ir, e tudo vai se resumir a um telefonema dizendo “Feliz Dia das Mães, mãe”, e ponto final.
E aqueles que estão brigados com suas mães -ou você acha que isso não existe?- podem aproveitar para telefonar e fazer as pazes, pois briga entre filhos e mãe é ótimo. Eu, como mãe, tenho às vezes vontade de esganar os meus. Aí, passa, nem sei como, a gente esquece -esquece mesmo- e volta a adorá-los tanto quanto adorava antes. E melhor ainda: nunca se toca no assunto da briga, porque tudo já está mais do que esquecido.
Mãe é para se gostar todos os dias; não é preciso ter um dia especial para mostrar o amor que se sente por ela. E depois tem o Dia dos Pais e o das Crianças, e não sei como ainda não inventaram o Dia do Filho, acho que é porque esse não precisa. Qual a mãe que não larga tudo que está fazendo para atender ao telefonema do filho e fazer tudo que ele pedir -sim, porque a maioria deles, quando liga, não é de saudades, mas para pedir alguma coisa, que a gente, aliás, faz correndo, feliz da vida.
Quem não tem mãe pode esquecer do assunto entrando num cinema para ver um musical às 3h da tarde, dando antes uma olhada nos restaurantes, feliz da vida de não estar lá dentro. Porque para festejar o Dia das Mães, os filhos adultos costumam levar também seus próprios filhos, e aí qualquer churrascaria vira a sucursal do inferno.
Mas se você é chegado a uma rebeldia, e tem uma mãe que te entende, proponha festejar o dia almoçando com ela amanhã; vocês poderão conversar em paz e, na saída, antes de levá-la em casa -pelo menos nesse dia você não vai botá-la num táxi, vai?-, passe por uma butique bacana e diga para ela escolher um presente. Quem sabe um biquíni?
Ela vai rir, dizer que não tem mais idade, você vai insistir, ela vai acabar escolhendo uma echarpe, toda feliz, e terão, os dois, escapado da famosa data.

amor

por   /  28/11/2008  /  15:26

i number the friends & the family that love me
i welcome the ring of the moonlight above me
and i wander, and lay in whatever old bed
with good, earthly music singing into my head
there’s a path
there’s a beach
there’s a horseshoe crab
there’s my brothers, my girlfriends
my mom, and my dad
& there’s me
and that’s all there needs to be
now there is just one way
i stretch out my arms & cry to that
just one day

bonnie prince billy, em homenagem ao show lindíssimo de ontem. fiz uma entrevista com ele por telefone. começou meio tenso e depois ficou tão legal que parecia que ele era meu amigo há um tempão  =) leiam na ilustrada

Bonnie “Prince” Billy mostra seu folk misterioso

Cultuado por PJ Harvey e Tortoise, músico americano Will Oldham faz show hoje com seu projeto no Studio SP

Com fama de esquisito e recluso, artista, que gravou música de Milton Nascimento, segue em turnê por Salvador e Porto Alegre

DANIELA ARRAIS
DA REPORTAGEM LOCAL

Para uma pergunta óbvia (“Qual é a sua expectativa sobre o Brasil?”), uma resposta certeira: “Aprendi na minha vida a não criar nenhuma expectativa em relação às coisas sobre as quais eu nada sei”.
A frase de Will Oldham, o Bonnie “Prince” Billy, cantor que se apresenta hoje no Studio SP, serve tanto para dizer o que ele espera em sua primeira vinda ao Brasil quanto para dar pistas sobre a música que faz: letras e melodias que buscam despertar no ouvinte algo até então desconhecido.
“Tento colocar em uma música aquilo que eu sinto e que nunca foi expressado antes. Busco juntar as palavras de um jeito que gostaria que alguém as tivesse colocado para mim”, afirma Oldham, músico com fama de esquisito, recluso, enigmático e avesso a entrevistas. Nascido em 1970, em Louisville (EUA), Oldham é figura cultuada no meio alternativo e tem fãs ilustres como a cantora PJ Harvey e a banda Tortoise.
Entre suas idiossincrasias, está o fato de se apresentar sob diferentes nomes: Palace Brothers, Palace Songs, Palace e Palace Music. Desde 1998, se apresenta como Bonnie “Prince” Billy, inspirado em referências tão dispares quanto Billy the Kid, o lendário fora-da-lei do Oeste americano, e Nat King Cole.

Canções densas e soturnas
Com influências como Leonard Cohen e Everly Brothers, Oldham teve a música “I See a Darkness”, uma de suas mais conhecidas, gravada por Johnny Cash. “Me senti muito recompensado. Foi um momento inacreditável ter uma conexão desse tipo com alguém que tem tanto significado em minha vida”, afirma.
Após SP, o músico segue para Salvador e Porto Alegre. O repertório dos shows, em parceria com Emmet Kelly (voz e violão), é decidido na hora. Mas o foco deve ser em “Is It the Sea?”, seu disco mais recente -também haverá espaço para outras canções, densas e soturnas, que marcam seus 16 anos de carreira, influenciada por música de raiz norte-americana, folk, country e cultura celta. Do Brasil, ouve artistas dos anos 60 e 70, como Novos Baianos e Milton Nascimento, de quem gravou “Cravo e Canela”.
Nos últimos anos, Oldham conta que sentiu urgência em fazer músicas e gravar discos, devido às mudanças proporcionadas pela tecnologia. Ele não se sente 100% confortável com a distribuição de músicas pela internet “porque existem mais pessoas que não têm acesso à internet, que não têm cartão de crédito para comprar músicas”.
“Não tenho certeza se quero fazer parte disso”, diz o cantor.

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mixtape #10: estêvão bertoni

por   /  28/10/2008  /  20:46

estêvão bertoni é o cara que fala de morte quase todo dia. no meio do caminho, ele encontra tempo pra escrever letras e fazer melodias pro bazar pamplona

a gente se conheceu no trainee da folha. em meio a casos “como é que ficou”, falávamos de música, de qualquer besteira, entrevistávamos uns pirralhas que tinham piolho, bicho de pé (aqui, ó)…

bons tempos, bons tempos   =)

pra miguxtape, ele fez uma seleção caprichada, que tem até vinheta de rádio!

“a escolha foi quase toda aleatória, tirando duas faixas: arnaldo baptista e sean lennon, por causa do documentário ‘lóki’. fui motivado pelo filme na hora de escolher as duas músicas. de resto, peguei o que tinha no computador: tom waits, kinks, barbarians, beck, tom zé, wayne hancock e a batida de violão que realmente importa na música brasileira: jorge ben. ah, usei vinhetas toscas também, bem fm”, diz.

a foto é de ben stansall/france presse
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game boys

por   /  27/10/2008  /  11:41

Garotos com olhar de contemplação, iluminados por uma claridade que o espectador não sabe de onde vem. O close no rosto não dá pistas sobre o que eles olham com tanta concentração. A indicação, no entanto, está nos nomes que os acompanham: Halo 2, Enter the Matrix, Crash Bandicoot, títulos de jogos de videogame.

Os retratos fazem parte da série “Game Boys”, da fotógrafa norte-americana Shauna Frischkorn, 46. Por mais de dois anos, ela recebeu em seu estúdio garotos aficionados por videogames, em uma tentativa de captar a expressão deles enquanto jogavam.

“Logo no primeiro dia, soube que tinha algo único. O jeito como os garotos se comportam, a expressão deles enquanto estão jogando… Eles não mudam nunca! Mesmo após três horas jogando o mesmo jogo, eles têm a mesma expressão congelada”, disse em entrevista por telefone à Folha.

“Comecei, então, a prestar atenção nas nuances da expressão deles. Quando faziam alguma coisa que os deixavam alegres, dava para ver um sorriso minúsculo”, afirmou Shauna, que disponibilizou Playstation 2 e Xbox para os garotos.

As fotos -que ilustraram revistas como a “Time” e hoje fazem parte do acervo da Microsoft Art Collection- já foram comparadas a imagens renascentistas. “Disseram que a série tem a ver com êxtase, com pessoas olhando para o céu e esperando a descida de anjos.”

Para Shauna, um dos méritos das fotos é evitar o julgamento. “Qualquer coisa feita com moderação é legal. E, para alguns meninos, videogames são um alívio, ajudam a desenvolver a coordenação. Mas claro que não devem ser usados como babá eletrônica”, aconselha.

texto meu na folha da semana passada. vejam mais na folha online =)

entrevista: bill callahan

por   /  10/09/2008  /  20:06

tem texto meu na ilustrada de hoje, sobre bill callahan: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1009200821.htm

aqui, a entrevista na íntegra   =)

* Você tem mais de 20 anos de carreira. Qual é o segredo para manter um trabalho tão constante, com a mesma essência?

Tenho um desejo de fazer. Como o desejo do sexo, o desejo da comida etc. É realmente natural para mim, não penso muito sobre isso. Está na minha cabeça quando acordo.

* Você já foi descrito como uma das mais importantes figuras do indie rock norte-americano nos anos 90. Como você se sente em relação a isso?

Não sinto que as coisas tenham mudado. Estou no centro do que eu faço. Quando me concentro para fazer uma música, sinto como se fosse a primeira vez, ou a décima vez, ou a quadragésima vez. O lugar e a sensação nunca mudam. Não acho que eu tenha nenhuma honra dentro da indústria. Quando escrevo, estou só. Quando estou no estúdio, toco, junto com a banda, para mim mesmo e para eles e para o engenheiro. Tocar ao vivo é como um sonho, talvez dure tanto quanto um sonho, e não existe nada antes ou depois. Você vai para um lugar onde as pessoas estão e toca, então acaba e as pessoas vão embora. Mas você tem a memória disso, como tem de um sonho. As pessoas vão embora com suas próprias nuvens de memória daquele sonho. Para algumas pessoas é como um sonho bom, para outras é um pesadelo.

* O que você conhece de música brasileira?

Tem muita coisa. Eu meio que tentei focar no Caetano Veloso e no Tom Zé porque eles têm muitos álbuns. Eu amo o “Transa”.

* O que mais influencia você na forma de você contar histórias em suas músicas?

Eu mesmo, acho. Quando você está começando, você presta muita atenção na forma como as pessoas fazem as coisas, como elas contam as histórias. Com o tempo, você acaba achando sua própria voz, seu próprio centro.

* Quais são suas principais influências? Cantores, bandas, escritores…

[O cantor de rap] Lil Wayne tem sido bastante inspirador ultimamente. A maneira como ele é destemido e faz o que quer fazer.

* É a sua primeira vez no Brasil? Você pensa em tomar caipirinhas e ver alguma apresentação de samba, ou tem outros planos?

Acho que não teremos tanto tempo. Acho que passaremos a maior parte do tempo que teremos na América latina dentro de um avião. Na maioria das vezes, o que gosto de fazer em outros países é beber um café ou uma cerveja numa calçada e observar todos os tipos de pessoas que passam, as esquisitas, bonitas, feias, engraçadas, gentis, confusas, solitárias, empolgadas.

* Como você se comporta no show? Qual é a melhor coisa de tocar ao vivo? E a pior?

O mais difícil é, talvez, o fato de você estar à mercê de forças que vão além do seu controle. Estar em turnê é uma coisa muito física, viajar muito pode destruir seu corpo e sua mente. A parte boa é que eu gosto de cantar, gosto de estar com uma banda que toca bem junto. E gosto de ver pessoas sorrindo na platéia.

pra não deixar a cabeça vazia

por   /  30/08/2008  /  16:16

- chega de consumo contemporâno

- scuppies, os neoecochiques que abraçam a natureza sem deixar de consumir bens materiais

- dia de honrar suas amizades, a cama elástica que neutraliza os tombos que você dá de seus sonhos e de seus amores; horóscopo de barbara abramo

- camisinhas poéticas, com proposta de aliar poesia e prevenção (via letícia)

- grazi massafera lê rilke na praia (via letícia também)

- morning after-glory, pra disfarçar a cara acabada depois da baladam (via lalai)

- a baleia do twitter tem muitos fãs

- cadeiras são o centro das atenções (via favoritos)

- casinhas de boneca feitas em papel

- flagras do êxtase: vania toledo mostra fotos de brasileiros e gringos nas baladas dos anos 70, 80 e 90

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