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Posts da tag "jornalismo"

puta é o caralho, por joão wainer

por   /  18/01/2010  /  13:05

O nome verdadeiro é Maria Aparecida da Silva, mas na Central do Brasil é conhecida por Márcia. Aos 42, trabalha como faxineira de manhã em uma firma e prostituta a tarde, em frente a estação de trem mais movimentada do Rio de Janeiro.

Era gostosa, mas depois de tantos anos trabalhando como puta já não é mais. Assim mesmo ainda tem seus clientes fiéis, que não dispensam uma foda “completa” por R$35,00 depois de um dia de trabalho pesado. Como não é mais jovem, quem chegar com R$ 15,00 leva. São pedreiros, pintores, taxistas, eletricistas, porteiros. Usam o corpo de Márcia pra aliviar as tensões do cotidiano embaçado que gente pobre tem.

João Wainer faz mais uma combinação incrível de texto e fotos em Puta é o caralho (cliquem para ler o texto completo)

à flor da pele

por   /  02/09/2009  /  15:49

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o jornalismo emociona. e é por isso que vai existir sempre, não importa em que suporte. “à flor da pele”, reportagem de joão valadares com fotos de alexandre severo, publicada no jornal do commercio, é um desses momentos que fazem a gente parar, suspirar, pensar e se emocionar

vocês precisam ler o texto impecável e ver fotos maravilhosas

confiram: http://www2.uol.com.br/JC/soundslide/flordapele/

a dica é de alexandre belém

40 anos de amor

por   /  25/07/2009  /  21:00

woodstock1

WOODSTOCK13

há 40 anos, woodstock celebrava o verão do amor. nick e bobbi ercoline foram fotografados de supresa por burk uzzle _a foto se tornou símbolo do festival e chegou a estampar o disco oficial de woodstock

dois verões depois, eles se casaram. e estão juntos até hoje

The two didn’t realize the impact their photo had until Woodstock’s 20th anniversary, when the world’s media began seeking them out. In fact, their memories of the original event have more to do with the scene than the music, because they were too far away to hear or see much.

“I remember the rain, the lack of toilets and the body odor,” Bobbi says.

“I also remember an orange haze from the glowing lights of the stage. It was everywhere, lighting up the sky.”

As to why their photo was chosen, Nick has a theory. “It’s peaceful, which is what the event was about,” he says. “And it’s an honest representation of a generation. When we look at that photo I don’t see Bobbi and me. I see our generation.”

vejam a reportagem completa: woodstock’s concert undecover lovers

amor  ·  etc  ·  música

rip michael jackson

por   /  26/06/2009  /  11:23

mj

tchau, michael, descanse em paz de toda a loucura que você escolheu pra sua vida. a gente vai dançar seus hits, lembrar de como sua figura nos impressionava quando a gente era criança e, claro, discutir toda a sua importância na história da música

na folha, michael jackson morre aos 50

no nyt, o obiturário

For his legions of fans, he was the Peter Pan of pop music: the little boy who refused to grow up. But on the verge of another attempted comeback, he is suddenly gone, this time for good.

Michael Jackson, whose quintessentially American tale of celebrity and excess took him from musical boy wonder to global pop superstar to sad figure haunted by lawsuits, paparazzi and failed plastic surgery, was pronounced dead on Thursday afternoon at U.C.L.A. Medical Center after arriving in a coma, a city official said. Mr. Jackson was 50, having spent 40 of those years in the public eye he loved.

amor  ·  música

por onde anda o amor?

por   /  19/04/2009  /  14:02

A bossa nova fez com que os amores ficassem mais leves -nem por isso as pessoas sofriam menos por amor-, mas agora eu não entendo mais nada. Vamos ao fundo da questão: será que as pessoas ainda têm uma dor de corno, daquelas de se enfiar na cama e nem querer saber se está chovendo ou fazendo sol? A julgar pelas músicas atuais, não.

Comecei falando de música, mas agora vou falar de amor. Será que as pessoas ainda se apaixonam, amam como amavam, pensavam no ser amado o tempo todo e fariam qualquer coisa -como diz “Hino ao Amor”, de Piaf, renegariam sua pátria e seus amigos se lhe fosse pedido- pela pessoa que amassem? Vamos falar de coisas bem banais: deixariam de ir a um jogo de futebol, se isso lhes fosse implorado? De ir à praia? Dariam o último pastelzinho da travessa à pessoa amada? Será que o amor está acabando?

Há muito tempo não ouço ninguém me dizer que está morrendo de paixão, nem homem nem mulher. Os homens não são muito de confessar essas coisas, mas as mulheres estão preferindo ir a uma academia de ginástica a sair com um homem com más intenções. O que é uma pena. Porque não há nada melhor do que viver uma paixão, e se ela não der certo, sofrer muito por ela.

danuza, em sua coluna dominical na folha

amor  ·  analyze this

baixo augusta

por   /  05/04/2009  /  23:45

vegas

o baixo augusta é tema de matéria no “new york times”, assinada por seth kugel

The default night life areas in São Paulo’s southwest zone — Itaim Bibi, for the clean-cut moneyed crowd and Vila Madalena, where a (slightly) more bohemian set mobs the open-air bars — are still going strong. But a revival is under way closer to the city center, and more specifically, the “bad” side of Avenida Paulista, the active artery that separates downtown from upscale neighborhoods in the city’s southwest zone.

That’s especially true along Rua Augusta and the two parallel avenues that flank it, Rua Bela Cintra and Rua Frei Caneca — an area that is increasingly being referred to as Baixo Augusta. Well into this decade it was a red-light district, full of streetwalkers and sex clubs. But in the last few years, it has also become a gay-club district, a lounge district, a teenage-hangout district, even an old-ladies-walking-their-dogs district. It’s a pretty interesting place to spend an evening: an anything-goes nuthouse.

veja mais: crazy nights in são paulo