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revista boca chega a são paulo

por   /  13/01/2010  /  14:35

a segunda edição da revista boca será lançada hoje na livraria pop, em são paulo. lembram que já falei dessa publicação maravilhosa aqui?

A Boca é uma revista de matérias visuais, sem texto, composta por trabalhos de colaboradores. Por isso, a Boca está aberta para quem ilustra, tatua, grafita, fotografa e para quem mais se expressa visualmente. Iniciativa pioneira, a Boca é um canal de divulgação, e também um suporte para onde artistas possam criar com exclusividade.

e a trupe da boca explica essa segunda edição de forma bem sucinta: uma galeria de arte encadernada em papel fosco e inteiramente dedicada a registrar a produção contemporânea das artes visuais brasileiras. vamos no lançamento?   =)

Quarta-feira (13/01), a partir das 19h
Local: POP, livraria arte café
Rua Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, 597
próximo a Galeria Virgílio
Pinheiros, São Paulo/SP

arte  ·  fotografia

cafofo sessions #1: lulina

por   /  08/10/2009  /  13:27

lulina_cartaz_laurawrona

começa hoje mais uma seção esporádica deste blog: a CAFOFO SESSIONS, que consiste, simplesmente, em entrevistas na sala aqui de casa. quem inaugura a seção é lulina, cantora, compositora, olindense, retirante, publicitária e amiga do coração. a chamei aqui pra conversar sobre “cristalina”, seu primeiro disco oficial, que sai pela yb music.

o lançamento do disco ocorre amanhã, no mis (museu da imagem e do som; av europa, 158), em são paulo. depois de quatro longos anos, finalmente um público maior vai conhecer as maravilhosas canções de lulina. dos disquinhos toscos gravados no computador de casa até hoje, a trajetória foi intensa.

pra mim e pra vários amigos, é muito lindo ter este disco em mãos _ainda mais porque a arte é de juliângela, uma das pessoas mais talentosas deste mundo. a gente que viu lulina tocar em lugares pequenininhos, ainda com vergonha da própria voz, hoje vê uma mulher gigante, carismática e talentosa, que toca suas lindas canções acompanhada por uma banda maravilhosa, formada por léo, zé, firuba e pedro.

todos vocês precisam ouvir lulina, nem que seja uma vez na vida _o que eu duvido que aconteça. “meu príncipe”, “do you remember laura”, “bolhas na pleura” e mais diversas músicas dessa garota vão fazer seus dias mais felizes  =)

o cartaz aí acima foi feito por laura wrona; vejam as outras 12 artes feitas para o lançamento no blog da lulilândia

lulina

na entrevista a seguir, a gente conversa sobre disco, influências, lulilândia, internet e mais um monte de coisa.

agora, prestem atenção: eu nunca editei um vídeo na vida _até a madrugada de ontem. na verdade, só juntei um pedaço da entrevista com outro. então não reparem na tosquice, tá? agradeço a paula reis pelos créditos tão bonitinhos e a icaro matias e cecília torres pelos ajustes durante a correria.

espero que vocês gostem!  =)

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é como tirar os rollers depois de andar um bocado

por   /  06/09/2009  /  19:25

sinuca

ruivo, cabeludo, corpulento (pra não dizer gordinho), com aquele short cotton com a estampa da bandeira dos estados unidos, axl rose se esguelava para minha satisfação infantil. era o começo dos discos de rock na minha coleção. finzinho dos anos 80, começo dos 90. e eu pegava carona nos vinis e cds do guns’n’roses que meu irmão exibia com orgulho, até trocá-los pelos de música erudita. eu gostava mais ainda das baladinhas, que falavam com antecedência daqueles amores que um dia eu viveria.

antônia, personagem principal de “sinuca embaixo d’água”, de carol bensimon, era fã de guns’n’roses _e só isso bastaria para que eu adorasse o livro, por essa identificação com uma coisa tão minha.

“eu olhava para a janela do meu quarto e via a luz da tevê, apenas a luz azul, e então sabia que antônia estava sentada no chão com as costas apoiadas na minha cama e vendo axl rose cantar em tóquio, e quando eu chegasse ele já teria trocado de figurino umas quarenta vezes, que era o número de vezes que ele trocava durante todo o show multiplicado pelo número de vzes que antônia assistira às duas fitas naquela noite. ele poderia estar com o short da bandeira americana agora. poderia estar cantando november rain no piano. poderia estar na parte em que veste a camiseta com jesus cristo, e minha irmã imitaria os seus gestos sobre a cama. quando eu entrasse em casa, eu ia perguntar o que ela queria ser quando crescesse, e antônia queria ser tanta coisa que jamais conseguia se decidir”.

mas “sinuca” é muito mais que guns’n’roses. é uma história sobre amor e perda. a partir da morte de antônia, sete personagens, como o irmão e o amigo apaixonado, tentam lidar com as lembranças da garota tão bonita e cheia de vida e com a ausência que sua morte em um acidente de carro faz questão de preencher. forte e delicado, o livro é um daqueles que você quer ler rapidamente enquanto tenta, ao máximo, prolongar a passagem das páginas.

desde que li “pó de parede”, o primeiro livro de carol, me surpreendi com a capacidade que ela tem de construir personagens. ela não precisa de descrições complexas nem de fichas completas pra fazer a gente entender a sutiliza de cada um. é tudo discreto e certeiro. quando li o primeiro, pensei: isso tudo poderia, facilmente, virar um filme. ou um seriado protagonizado por adolescentes e pós-adolescentes que passam por alguns dos mais importantes acontecimentos da vida.

depois de terminar “sinuca”, pensei a mesma coisa. e ainda fiquei com vontade de ler uma continuação. e quando um livro faz isso com a gente, é porque a leitura é mais que obrigatória   =)

* “sinuca embaixo d’água” será lançado em são paulo na terça-feira, às 19h, na livraria saraiva do pátio higienópolis

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o amor segundo jason molina

por   /  19/08/2009  /  1:18

jason

tonight, little darling, my heart’s with you. bastava essa frase para que jason molina conquistasse meu coração, mais uma vez. mas ele continuou. how long will i miss you? e, jason, vou te falar. faz uns meses que eu penso em quanto tempo a gente leva para deixar de sentir falta de alguém. são tantas as fases que eu encheria o teu saco se as enumerasse aqui. preferia ouvir você tocar violão num lugar perdido de uma cidade sem luz, em que o todo barulho teria virado silêncio.

engraçado como tem coisas que a gente só entende depois de muito tempo. e hoje, no caminho pro trabalho, tive uns dois minutos disso quando ouvi “flor de lis” (sim, aquela música que toca na festa da turma, no espetinho da esquina): será, talvez, que minha ilusão foi dar meu coração com toda força pra essa moça me fazer feliz? e o destino não quis me ver como raiz de uma flor de lis? (…) e o meu jardim da vida ressecou ou morreu, do pé que brotou maria, nem margarida nasceu.

é que quando um amor acaba ou é forçado a acabar, o jardim ficar sem cor. não tem semente fértil ou arranjo de floricultura que faça você ter vontade de transformá-lo. demora um tempo até passar. quando tu descobrir a resposta, jason, canta pra mim? nesse meio tempo, te faço companhia, pra tu não se sentir tão solitário como o primeiro fantasma que existiu.

de repente, tu pega o violão e entoa uma calmaria: well, you take that map of the falling sky and lay it across your heart / and the loneliness between us is right where you are, como em “map of the falling sky”. enquanto isso, little darling, nossos corações vão vagar por aí, em busca de uma esperança que os recomponha.

* “shenandoah”, “map of the falling sky” e mais 12 faixas compõem “josephine”, novo álbum do magnolia electric co., uma daquelas bandas que têm o poder de preencher todos os espaços do coração da gente. jason molina, que um dia foi songs:ohia e hoje é o frontman do magnolia electric co., é capaz de fazer blues e country rock como só alguém que ouviu muito neil young nessa vida consegue. uma das melhores coisas que ouvi neste ano, sem dúvida.

a foto é de kyle johnson

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