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Posts da tag "saudade"

aspas

por   /  09/04/2009  /  9:00

In your life, you meet people. Some you never think about again. Some, you wonder what happened to them. There are some that you wonder if they ever think about you. And then there are some you wish you never had to think about again. But you do.

Autor desconhecido

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salvação

por   /  21/02/2009  /  19:07

you called me after midnight,
it must have been three years since we last spoke
i slowly tried to bring back
the image of your face from the memories so old
i tried so hard to follow,
but didn’t catch a half of what had gone wrong
said “i don’t know what i can save you from”

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gavetinha

por   /  08/02/2009  /  4:07

Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la.
Em cofre não se guarda coisa alguma.
Em cofre perde-se a coisa à vista.
Guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por
admirá-la, isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado.
Guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer vigília por
ela, isto é, velar por ela, isto é, estar acordado por ela, isto é, estar por ela ou ser por ela.
Por isso, melhor se guarda o vôo de um pássaro
Do que de um pássaro sem vôos.
Por isso se escreve, por isso se diz, por isso se publica,
por isso se declara e declama um poema:
Para guardá-lo:
Para que ele, por sua vez, guarde o que guarda:
Guarde o que quer que guarda um poema:
Por isso o lance do poema:
Por guardar-se o que se quer guardar.

Antonio Cicero

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chuvinha

por   /  23/01/2009  /  4:19

guns and roses é uma das trilhas da minha infância. meu irmão ouvindo todos os discos, e eu pegando carona. ele até me deu uns dois que ele tinha repetidos _ou em duplicata, porque me deu vontade de falar que nem antigamente. achava o máximo gostar daquela música que meu irmão gostava. parecia que eu já era adolescente. e, como toda pré-adolescente, imaginava o dia em que ia me apaixonar e viver intensamente aquelas coisas que axl cantava nas músicas

aliás, axl era um caso à parte. de paixonite, praticamente. quando assistia a algum vídeo em que ele aparecia com short cotton estampado com a bandeira dos estados unidos, pensava: que homem lindo, meu deus. hahah lembro que acompanhava a vida dele, na medida do possível _afinal, ainda não havia internet. ele namorou uma modelo que era famosa nos anos 90, stephanie seymour. e ela era a noiva dele no clipe de “november rain”

olhando agora, essa letra não é muito amigável para um casamento, né? “causa nothing lasts forever and we both know hearts can change”. e mudou, né, axl? stephanie deve ter cinco filhos já, com alguém que não é você. mas garanto que ela lembra nostálgica desse clipe que eu adoro, com solos de guitarra que vão sempre me conquistar  =)

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amor

por   /  28/11/2008  /  15:26

i number the friends & the family that love me
i welcome the ring of the moonlight above me
and i wander, and lay in whatever old bed
with good, earthly music singing into my head
there’s a path
there’s a beach
there’s a horseshoe crab
there’s my brothers, my girlfriends
my mom, and my dad
& there’s me
and that’s all there needs to be
now there is just one way
i stretch out my arms & cry to that
just one day

bonnie prince billy, em homenagem ao show lindíssimo de ontem. fiz uma entrevista com ele por telefone. começou meio tenso e depois ficou tão legal que parecia que ele era meu amigo há um tempão  =) leiam na ilustrada

Bonnie “Prince” Billy mostra seu folk misterioso

Cultuado por PJ Harvey e Tortoise, músico americano Will Oldham faz show hoje com seu projeto no Studio SP

Com fama de esquisito e recluso, artista, que gravou música de Milton Nascimento, segue em turnê por Salvador e Porto Alegre

DANIELA ARRAIS
DA REPORTAGEM LOCAL

Para uma pergunta óbvia (“Qual é a sua expectativa sobre o Brasil?”), uma resposta certeira: “Aprendi na minha vida a não criar nenhuma expectativa em relação às coisas sobre as quais eu nada sei”.
A frase de Will Oldham, o Bonnie “Prince” Billy, cantor que se apresenta hoje no Studio SP, serve tanto para dizer o que ele espera em sua primeira vinda ao Brasil quanto para dar pistas sobre a música que faz: letras e melodias que buscam despertar no ouvinte algo até então desconhecido.
“Tento colocar em uma música aquilo que eu sinto e que nunca foi expressado antes. Busco juntar as palavras de um jeito que gostaria que alguém as tivesse colocado para mim”, afirma Oldham, músico com fama de esquisito, recluso, enigmático e avesso a entrevistas. Nascido em 1970, em Louisville (EUA), Oldham é figura cultuada no meio alternativo e tem fãs ilustres como a cantora PJ Harvey e a banda Tortoise.
Entre suas idiossincrasias, está o fato de se apresentar sob diferentes nomes: Palace Brothers, Palace Songs, Palace e Palace Music. Desde 1998, se apresenta como Bonnie “Prince” Billy, inspirado em referências tão dispares quanto Billy the Kid, o lendário fora-da-lei do Oeste americano, e Nat King Cole.

Canções densas e soturnas
Com influências como Leonard Cohen e Everly Brothers, Oldham teve a música “I See a Darkness”, uma de suas mais conhecidas, gravada por Johnny Cash. “Me senti muito recompensado. Foi um momento inacreditável ter uma conexão desse tipo com alguém que tem tanto significado em minha vida”, afirma.
Após SP, o músico segue para Salvador e Porto Alegre. O repertório dos shows, em parceria com Emmet Kelly (voz e violão), é decidido na hora. Mas o foco deve ser em “Is It the Sea?”, seu disco mais recente -também haverá espaço para outras canções, densas e soturnas, que marcam seus 16 anos de carreira, influenciada por música de raiz norte-americana, folk, country e cultura celta. Do Brasil, ouve artistas dos anos 60 e 70, como Novos Baianos e Milton Nascimento, de quem gravou “Cravo e Canela”.
Nos últimos anos, Oldham conta que sentiu urgência em fazer músicas e gravar discos, devido às mudanças proporcionadas pela tecnologia. Ele não se sente 100% confortável com a distribuição de músicas pela internet “porque existem mais pessoas que não têm acesso à internet, que não têm cartão de crédito para comprar músicas”.
“Não tenho certeza se quero fazer parte disso”, diz o cantor.

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