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a amizade nos tempos da internet

por   /  25/06/2009  /  1:29

onlinefriendship

eu tenho “amigos da internet” desde os anos 2000. eles costumam ter blog, twitter, estão em todas as redes sociais. alguns são nerds. outro são the average guys. não são psicopatas, seqüestradores ou golpistas, como podiam pensar nossa famílias, ainda no começo da década, quando dizíamos “ah, onde conheci fulano? na internet!”.

eles são de carne, de osso e de abraços. conheço a expressão de alegria de cada um _ouvi inúmeros momentos de tristeza de tantos outros. conheci vários pedacinhos que fazem cada um deles ocupar um lugar tão grande no meu coração. e vice-versa. sempre.

eles são parte da minha vida. assim como o são vocês aí _e quem sabe que é, sabe. carne, osso e cervejas “de verdade”. colo quando o choro não se agüenta sozinho no chão do quarto. ouvidos em qualquer momento, ao vivo, por e-mail, por sms ou pelo celular _momento em que contas homéricas acabam aceitas como uma conseqüência inevitável de uma distância puramente física.

não nasci com internet. não sei o que é digitar o meu nome antes de copiá-lo várias vezes a partir daquela letra da professora. e eu lembro que tia amélia, minha professora do jardim dois, tinha uma letra linda, toda desenhada. e numa marcador de texto enfeitado por uma possível borboleta, tinha lá meu nome. só três nomes, ante os quatro nomes do meu irmão _o que me fazia querer ser conhecida como daniela antônia em um dado momento da minha vida (q?).

cresci quando a internet era mirc, icq, cadê? e umas páginas como a de chico buarque, que eu acessava para ler as letras das músicas que ouvia desde que nasci. a internet eram várias conversas de oi-como-é-seu-nome-de-que-tipo-de-música-você-gosta?. música, por muito tempo o assunto que definia o futuro de uma amizade. ou o fim prematuro dela. foi assim que conheci vários “amigos de internet”. foi assim que várias conversas triviais se transformaram em conversas do coração.

e foi com uma grande “amiga da internet”, ao som de neil, chan e ella, que eu descobri quase agora que existem amigos fita k7: são aqueles que você pode deixar de ver ou de conversar por um tempãaaaao, mas, assim que os reencontra, é como se você tivesse parado naquele ponto da fita. e tudo recomeça outra vez. tudo é familiar, tudo é conhecido, mesmo que seja novidade. tudo dá uma sensação de que você esteve sempre ali, por mais que tenha estado distante. tudo é compreensão e conforto, carinho e amor.

e aí vocês me perguntam “o que é o amor para você hoje?”. e é simplesmente isso. amor são amigos fitas k7 _que fazem aquele ruído, aquele chiado, que são a trilha de quem a gente é e que enchem o coração da gente de alegria numa noite friiiiiiiia de inverno.

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a imagem que ilustra tudo isso é de mark arauz

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don’t touch my mixtape #4: be sure to wear some flowers in your hair

por   /  06/06/2009  /  0:31

sea

mixtape, pra mim, não segue linearidade, só coração. e essa aí é bem isso: músicas que eu adoro, músicas que combinam com o clima que eu acho que vou encontrar logo mais, músicas que dão vontade de sair cantando por aí e dizendo “a vida é linda, porra!”

tem ricky nelson, caetano (minha grande obsessão dos últimos dias), vampire weekend, larry tamblyn, van morrison… um monte de música boa, que dá vontade de ficar escutando várias vezes seguidas, até cair no sono, embalada por um clima que já vivi, senti ou imaginei

espero que vocês aproveitem!  =)

para ouvir, cliquem: don’t touch my mixtape #4

a foto é de maría luna

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