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Uma viagem pelo México

por   /  14/11/2017  /  8:08

Graciela Iturbide 1

Fizemos recentemente missões super especiais no @instamission para promover a cultura mexicana. A ideia era falar do Taco Tuesday, movimento gastronômico que tem como desejo trazer a cultura mexicana para São Paulo. Como eles fazem isso? Oferecendo tacos e margaritas em dobro às terças-feiras entre setembro e dezembro. Nossa proposta contemplava uma missão cujo prêmio é uma viagem para o México, uma missão com influenciadores, um guia no @vailasp, além de uma breve pincelada sobre a arte mexicana aqui no @donttouchmymoleskine.

Pra começar, temos playlist. E aqui preciso contar da primeira vez que fui ao México, há uns 6, 7 anos. Fui pela Folha cobrir um evento do Google. Nos intervalos, bati perna, comi todas as delícias, vi uma lucha libre. Passando por uma loja de CDs, adorei a capa de um. Era da Paquita la del Barrio. Um CD triplo, que ouvi muito. Foi ela o ponto de partida dessa trilha, que é composta majoritariamente de mulheres mexicanas – ou que moraram lá, têm alguma relação. Há alguns homens também, porque “Amorcito corazón” é outra música que me acompanha há um tempo.

Vamos ouvir?

Agora vamos conhecer algumas maravilhosas fotógrafas mexicanas?

– Graciela Iturbide

“Aonde quer que nós vamos, queremos encontrar o tema que carregamos dentro de nós mesmos.” A frase é de Graciela Iturbide, um dos maiores nomes da fotografia mexicana. Nascida em 1942, ela percorreu o país para fotografar o papel e as condições das mulheres mexicanas na sociedade. Também fotografou a intimidade de Frida Kahlo em “El baño de Frida”, refugiados na Colômbia e no México, uma vendedora de iguanas que compôs uma imagem tão forte que virou icônica. “A câmera é só um pretexto para conhecer o mundo.”

Sobre Frida, ela disse em entrevista para o LA Times: “Foi muito intenso. O banheiro tinha sido fechado por ordem de Diego Rivera, certamente porque continha todas as coisas dela. E, de fato, havia cartas e outros objetos pessoais. Era muito interessante. Foi como entrar em um espaço proibido, congelado no tempo – com alguns cheiros terríveis. Imagine um banheiro fechado há 50 anos. Eu não era uma Frida-maníaca, nem o sou agora. Hoje em dia ela é praticamente ‘Santa Frida’. Mas lá eu aprendi que ela era uma mulher maravilhosa que suportava muita dor. Eu tenho uma imagem do Demerol – a morfina que ela costumava tomar. Ela teve muita dor. Mas ela continuou pintando. A pintura era sua terapia. Sinto que tenho que conhecê-la melhor.”

Mais em: gracielaiturbide.org

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– Eunice Adorno

Começamos com Eunice Adoro, nascida em 1982, jornalista e dona de um trabalho que mergulha na intimidade de mulheres das comunidades de Nuevo Ideal, Durango e Onda Zacatecas que abriram as portas de suas casas, deixando-a fotografar  seus espaços íntimos e seus eventos diários. “A cumplicidade mútua e os relacionamentos emocionais que se formam entre elas são parte dessa série de imagens em que a vida cotidiana nos distrai da ideia dominante da vida conservadora dessas mulheres. Essas comunidades isoladas foram, para mim, vidas extraordinárias. O mundo dessas mulheres parece fascinante, enigmático. Essa viagem foi para mim, em que eu mesma me isolei do meu mundo cotidiano e, partindo por estradas empoeiradas, encontrei a minha própria história”, diz ela sobre o projeto “Mujeres flores”.

Mais em: euniceadorno.com/work/works/mujeres-flores

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– Mariela Sancari

Mariela nasceu na Argentina em 1976, mas desde 1997 vive no México. Seu trabalho parte de investigações pessoais para desenvolver seus trabalhos. Aqui mostramos “Moisés”, uma série em que ela busca em desconhecidos a figura do seu pai, que se matou quando ela e a irmã gêmea tinham 14 anos. As adolescentes não chegaram a ver o corpo, era como se ele tivesse desaparecido. Restou só o silêncio. As irmãs entraram em negação e procuravam o pai pelas ruas. “Imaginávamos ele com uma nova família, ou como um homem sem casa, vivendo na rua. Eventualmente, decidi fazer essas fantasias virarem realidade”, disse ao Guardian.

Mais em: marielasancari.com

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– Ruth Pietro Arenas

Ruth Pietro Arenas conta as histórias de mulheres que migraram do México para os Estados Unidos na série “Safe heaven”. Ela fotografa intimidade, usa muita cor e faz um retrato de uma das questões mais importantes da contemporaneidade. “O que acontece uma vez que você atravessa a fronteira? Essas mulheres são corajosas. Com a situação social no México, a pobreza, essas mulheres decidiram atravessar, dizendo: ‘Se eu morrer, morro.’ Quando eles não têm mais nada a perder, elas conseguem a força para cruzar. E, uma vez que eles estão aqui, eles têm que ter grande força de vontade de cuidar de tudo.” Forte.

Mais em: lens.blogs.nytimes.com/2013/05/09/across-the-border-live-and-in-color

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1 Comentário Deixe seu Comentário

  • hugo delgado • 14.11.2017 @ 16:23 responder

    Linda homenagem Dani… as musicas e as fotos estão de se cortar os pulsos.. ou seja bem mexicanas… bjs

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