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Posts da categoria "amor"

O cotidiano banal de Stephen Shore

por   /  31/03/2014  /  14:00

A capa do livro que reproduz uma guia de revelação de filme analógico me chamou a atenção. Comecei a folhear aquelas páginas e encontrei fotos de um dia a dia sem filtro nem glamour. Pelo contrário: aquelas cenas davam espaço para uma refeição que não apetece aos olhos, um banheiro que acabou de ser usado, uma cama com lençóis sujos.

O livro era “American Surfaces”, de Stephen Shore, 66, fotógrafo norte-americano pioneiro no uso da cor – e um dos primeiros a ter suas fotos de cenas banais do cotidiano reconhecidas pelo mundo da arte.

Ele foi o primeiro fotógrafo vivo (segundo o livro; e o primeiro, segundo a Wikipédia) a ganhar uma exposição individual no Met (Metropolitan Museum of Art). Bem antes disso, Shore já atuava com determinação. Aos 14 anos, telefonou para o então curador do MoMa, Edward Steichen, e conseguiu vender três fotografias. Aos 17, conheceu Andy Warhol, passou a frequentar a Factory e a fotografar seus personagens icônicos.

Em “American Surfaces”, criou um diário visual das road trips que fez pelos Estados Unidos entre 1972 e 1973. O resultado é fascinante porque é muito simples – e nos leva a passar minutos criando histórias para cada uma de suas cenas.

Encontrei uma definição perfeita de Shore sobre o que faz: “Uma frase de que gosto muito chega perto de explicar minha atitude em relação a tirar fotografias. ‘A poesia chinesa raramenta ultrapassa os limites da realidade. Os grandes poetas chineses aceitam o mundo exatamente como eles o encontram em seus termos e sua profunda simplicidade. Eles raramente falam de uma coisa pensando em outra, mas são capazes e seguros o suficiente como artistas para fazerem os termos exatos se tornarem belos termos’.”

Coloco aqui algumas fotografias dele pra gente ver juntos.

Para saber mais sobre o fotógrafo, acessem > http://stephenshore.net/

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Tudo o que eu gostaria de ser

por   /  27/01/2014  /  9:09

Quando a autoajuda ganha relevância. Ken Trogowski fez um grande trabalho de edição em “Everything I Wish I Could Be”. O artista do Brooklyn se debruçou sobre mais de 100 livros de autoajuda para explorar a linguagem, as emoções e o desejo que temos de mudar e melhorar.

“Existe um livro de autoajuda para quase todo momento e problema na vida, de conselhos sobre relacionamento a lidar com a inevitabilidade da morte”, diz o artista em seu statement.

No trabalho, cada fotografia de grande formato reúne imagens de um arranjo de páginas, baseadas em torno de um tema central. “Juntos, os títulos criam narrativas maiores, que se tornam retratos de emoções, pessoas e acontecimentos da vida.”

Bom demais, né?

Vejam o trabalho completo > http://www.kentrogowski.com/projects/everything-i-wish-i-could-be/

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Uma mensagem de Tarkovsky para os jovens

por   /  13/01/2014  /  8:08

Uma mensagem do cineasta Andrei Tarkovsky para os jovens:

I don’t know… I think I’d like to say only that they should learn to be alone and try to spend as much time as possible by themselves. I think one of the faults of young people today is that they try to come together around events that are noisy, almost aggressive at times. This desire to be together in order to not feel alone is an unfortunate symptom, in my opinion. Every person needs to learn from childhood how to be spend time with oneself. That doesn’t mean he should be lonely, but that he shouldn’t grow bored with himself because people who grow bored in their own company seem to me in danger, from a self-esteem point of view.

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2014

por   /  12/01/2014  /  20:20

Feliz ano novo, queridos! ♡

Que 2014 traga o que a gente deseja e muitas surpresas!

A foto que escolhi pra começar o ano é do Ryan McGinley, um dos meus preferidos.

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