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Mary Ellen Mark

por   /  03/07/2015  /  11:00

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O que aconteceu com a menina de 9 anos fumando na foto clássica de Mary Ellen Mark?

In 1990, Mark had been sent to rural North Carolina by Life magazine to cover a school for “problem children.” Ellison was one of those children. “She’s my favourite,” Mark told British Vogue in 1993. “She was so bad she was wonderful, she had a really vulgar mouth, she was brilliant.”

Mark added: “I was something of a problem kid. I was emotional, wild, rebellious at school. I’m very touched by kids who don’t have advantages; they are much more interesting than kids who have everything. They have a lot of passion and emotion, such a strong will.”

Ellison openly concedes she was a “wild” child, but she says she was just emulating the adults in her life, all of whom by her memory were drug-addicted, residing in a low-income housing complex nicknamed “Sin City.” It was around that time that she began to smoke.

“If I couldn’t get [cigarettes], if somebody wouldn’t give them to me, yes, I’d steal a pack of cigarettes and be gone,” she says. “I’d sit in the woods and smoke ’til they were gone.”

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Mix Type

por   /  19/06/2015  /  14:32

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Sabe uma daquelas mixtapes que você não tira do repeat? A Mix Type é assim – me acompanhou a semana toda!

É uma criação do selo Easy Tiiger, do querido amigo André Palugan, Guto Nunes e André Sakr. Eles convidaram o artista Pier Paolo para fazer interpretações do alfabeto em 3D.

“Produtores e DJs do selo pinçaram um artista para cada letra, compilando a parte 1 da mixtape (A > L), que traz edits e reworks inéditos de clássicos como The Avalanches, Arthur Verocai, Can, Erkut Taçkın e Idris Muhammad.”

Ouçam, é uma delícia! > http://easytiiger.com/mixtype/

 

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Aço, de Alessandra Leão

por   /  26/05/2015  /  12:00

Alessandra Leão

Música que vale a pena é aquela que me tira do lugar e me faz ter a sensação de viajar só de fechar os olhos. Toda vez que eu ouço Alessandra Leão sinto isso. Desde a época do Comadre Florzinha, até hoje nos shows no Sesc ou na Casa de Francisca. Ela me leva não para um destino conhecido e esperado, e sim para um lugar novo cheio de encontros e sensações que me acompanham por um bom tempo, até mesmo depois de voltar. A viagem às vezes é pra dentro, pra uma história dela em que vejo uma minha reverberar. Em outras, é para um pedaço de Pernambuco que só conheço de ouvir cantar.

Pra nossa sorte, Alê resolveu nos proporcionar várias viagens. Ela está fazendo uma trilogia de EPs, aqueles álbuns menores do que um CD tradicional, com cinco, seis músicas. Primeiro ela lançou “Pedra de Sal”, que é brilhante e ainda tem a maravilhosa “Tatuzinho”. Agora vem o segundo capítulo, “Aço”. Visceral, rasgado, o disco começa assim: “Cortei a carne até sangrar / E o que sai de dentro dela é aço, é aço”. E o que vem depois segue essa toada.

O Don’t Touch foi escolhido para mostrar “Aço” em primeira mão na internet.

Vamos ouvir juntos?

Abaixo, as respostas dela a uma entrevista que fiz:

A escolha em fazer uma essa trilogia, que chamo de “Língua”, parte de algumas questões de ordens distintas: temporal, financeira e principalmente estética. Ela fala de um mergulho íntimo e pessoal, e cada um dos capítulos se relaciona com uma etapa dessa trajetória. “Pedra de Sal”, lançado no fim do ano passado, fala do princípio da jornada, de quando tomamos ar antes do mergulho, de achar que o ar vai faltar, de seguir adiante e tocar o fundo.

“Aço” é a parte mais visceral e profunda, fala do que me constitui, do que sou feita agora. Pra isso, foi preciso “cortar a carne” e me embrenhar por dentro de mim. O que nem sempre é um caminho fácil, e por isso, a presença de cada um que compartilhou esse tempo comigo, tem sido mais do que fundamental: Luciana Lyra (co-direção artística), Vânia Medeiros (projeto gráfico), Kastrup (bateria), Missionário (sintetizador), Mestre Nico (percussão), Kiko Dinucci (guitarra), Rafa Barreto (guitarra e parceria numa das faixas), Ligia Meneguello e Dora Moreira (produção) e principalmente Caçapa (que assina a produção musical e a maioria dos arranjos, além de dividir duas músicas músicas). Essa parceria com ele vem desde o meu primeiro disco e acho que em “Aço” sinto a presença dele mais pulsante e intensa, esse de fato é um disco muito sobre mim, sobre nós dois, e essa parceria, que se ramifica por tantas partes da nossa vida.

Além dessas pessoas que já trabalham comigo há um tempo, a presença de Odete de Pilar, coquista da Paraíba, foi um dos momentos mais emocionantes dessa parte do mergulho. Foi pra ela que compus “Odete”, música que gravei no meu primeiro disco, não nos conhecíamos pessoalmente e esse encontro foi dos mais bonitos e necessários. Em “Aço”, cantamos “Corpo de Lã” juntas e viramos bicho e voltamos melhores do que chegamos, assim são os bons encontros. Assim, me senti com ela e me sinto com esses meus companheiros todos.

Esse é um processo que eu precisava passar – e acho que precisarei outras vezes ainda, outros mergulhos, pois essa nossa profundidade muda dia a dia, e precisamos voltar a tomar ar, dar novos mergulhos e emergir deles. É um caminho profundamente transformador. Essa sou eu agora.

“Aço” vai pro mundo, que bom. Agora, que venha “Língua”!

Acompanhem a Alessandra Leão:

www.alessandraleao.com.br

www.facebook.com/alessandraleaooficial

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