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Jemima Kirke e a honestidade da vida real

por   /  10/08/2017  /  9:09

Jemima Kirke, a Jessa do seriado “Girls”, em uma entrevista tão honesta para o StyleLikeU. O projeto convida mulheres a se despirem em frente a uma câmera – e quando elas fazem isso é tão menos sobre a roupa e tão mais sobre mostrar de verdade, olhando pra dentro, pra toda vulnerabilidade que todas nós carregamos. Fiquei encantada.

“Uma das razões pelas quais fui contratada para o ‘Girls’ era a minha personalidade – e algum tipo de brilho que eles queriam. Não era uma habilidade que eu tinha. Isso me fez me sentir uma merda, e também inflou meu ego.”

Quando perguntada se tem alguma insegurança em que ainda está trabalhando, ela fala: maternidade. “Para muitas pessoas parecia que estava tudo certo na minha vida. A culpa me atingiu no segundo momento em que ela saiu de mim. Eu era sua mãe. ‘Meu deus, o que acabei de fazer? Eles vão me dar um bebê’. (…) Eu não estava pronta para ficar em casa todas as noites. E não tinha paciência porque ainda era muito autocentrada.”

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Rir é o melhor remédio (tá comprovado)

por   /  10/08/2017  /  8:08

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Por que a gente gosta de quem nos faz rir, texto da Suzana Herculano-Houzel na Folha de S.Paulo.

“Ter oportunidades para rir ao longo do dia pode parecer um bônus, uma pausa bem-vinda no meio de um dia de afazeres. Mas um corpo crescente de evidências indicam que o que leva ao riso faz muito mais do que divertir: reduz o estresse, melhora a capacidade do corpo de combater infecções –e ainda promove laços afetivos entre todos os que compartilham a risada. (…)

Ser acariciado ou abraçado por quem se gosta é uma maneira certeira de fazer o cérebro liberar seus próprios opioides –mas que só tem efeito sobre as duas pessoas envolvidas. Segundo o estudo finlandês, rir em grupo também funciona, e aparentemente surte efeitos no cérebro de todos os envolvidos: a liberação de opioides endógenos aumenta nas partes do cérebro que levam ao bem-estar e ao prazer, e junto com isso vêm não só sensações agradáveis de diversão como também de calma e paz interna. Quanto mais intensas as risadas, mais forte é a ativação do cérebro por seus próprios opioides –e mais intensas as sensações positivas.

De quebra, fica no cérebro um registro da associação entre a companhia do momento e o resultado prazeroso. E assim quem riu conosco, ou nos fez rir, ganha valor especial para nosso cérebro. (…)”

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“Canibal Vegetariano”, de Gabriel Pardal

por   /  25/07/2017  /  15:15

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Toda vez que surge no feed um post do @canibal.vegetariano o Instagram fica melhor, mais inteligente, ácido, provocativo. Em meio a tanto conteúdo genérico, igual, o perfil traz humor e sagacidade. Seu autor é o Gabriel Pardal, artista visual, ator e agora também pai do Tomás Zazu.

Por ocasião do lançamento do livro “Canibal Vegetariano”, no fim do ano passado, conversamos um pouco. Só agora (desculpa, Pardal!) publico. Espero que gostem.

– Quando e de onde surgiu o Canibal Vegetariano?

Sempre gostei de quadrinhos, cartuns, mangás, e, principalmente, sempre fui fascinado por tirinhas de jornal e revista, pela característica em ser simples, rápida e ao mesmo tempo dizer um monte de coisa. Há um tempo atrás eu tentei fazer umas tirinhas com personagens e tal, mas meu desenho não me agradava, eu achava feio. Então pensei: “e se eu fizer as tirinhas, mas sem os desenhos, só com o texto?”  Como eu gosto de fazer o que eu não sei fazer, é isso o que me instiga, é assim que desperto a liberdade imprescindível no processo criativo, fui fazendo e percebendo que a palavra escrita no papel já era por si só um desenho. Desenhar com palavras. Daí fica essa coisa meio confusa, as pessoas não sabem se é texto ou desenho e para confundir ainda mais eu respondo que “estou escrevendo uns desenhos”. Tenho sempre comigo um caderno e uma caneta. Escrevo ou faço anotações durante o dia inteiro em qualquer lugar. Eu gosto da simplicidade do processo. Desenho em cadernos, em folhas soltas, com canetas baratas, tiro uma foto e posto na internet. A literatura é a forma de expressão artística que eu mais gosto, justamente pela força da sua simplicidade, e por isso também gosto de considerar o Canibal Vegetariano literatura.
 
Por isso também que… Quando a editora Rocco me convidou para lançar um livro com alguns dos desenhos que eu já havia publicado no instagram e outros inéditos, topei na hora. Achei que ficaria bonito ver os desenhos que faço nos cadernos e publico na web voltar para o papel novamente.

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 – Adoro quando você fala de internet. A gente meio que perdeu a mão com tanta conexão?

Eu aprendi muito na internet, lendo, vendo filmes, trocando ideias nas comunidades, e também é o meio ambiente onde realizo meus trabalhos, é onde existe e funciona o Canibal Vegetariano, O Leitor, o ORNITORRINCO, etc. Considero ter uma relação saudável com o meio digital, não fico neurótico em responder às pessoas ou fazer um determinado números de postagens, respondo quando posso e posto quando quero. A internet é para mim fonte de conhecimento e espaço para minhas atividades, mas isso aconteceu quando aprendi a usar a ferramenta, a selecionar as fontes e montar minha rede de informações. Eu sou um viajante. Assim como no mundo, na internet podemos escolher entre sermos turistas ou viajantes. Os turistas são aqueles que apenas frequentam os cartões postais, os lugares que todo mundo conhece, e acabam tendo a mesma experiência programada para todos. Já os viajantes exploram os lugares, percorrem outras rotas, descobrem novos caminhos, têm uma avaliação mais profunda e diferenciada dos demais.Considero isso importante porque estamos saturados de informação. Diariamente recebemos novidades de milhares de fontes diferentes e para não ficar perdido é preciso escolher o que merece a nossa atenção. Assim como a gente deve escolher o que quer comer, diferenciar o que é porcaria do que é saudável, a gente também deve saber como alimentar a mente. O que merece a nossa atenção e o que é descartável.

O grande lance da internet é que podemos escolher o que queremos ler, ver, assistir. Mas será que estamos mesmo sabendo escolher o que ler? A liberdade nos está sendo útil ou continuamos presos nas manchetes, nas grandes corporações e nas listas dos mais lidos? A maioria dos usuários passa o dia nas redes sociais conversando, atualizando seus perfis, curtindo fotos, vendo vídeos, sendo que o Facebook é a principal fonte de informação deles. Eles acham que a internet é o Facebook. Pensar assim é o mesmo que achar que o mundo acaba no quintal de casa.

O Google diz que nos mostra os resultados mais relevantes e o Facebook nos mostra o que é mais importante. Mas o que é relevante? O que é importante? Eu entro pouco no Facebook e nunca leio a timeline porque não encontro nada que realmente me interesse, que me faça aprender mais. Para mim o Facebook é a nova TV, onde a maior parte do seu conteúdo é mais do mesmo, mais do mesmo, mais do mesmo.

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– Você é escritor, ator, diretor. Conta um pouco como você começou, o que já fez, o que tá fazendo e o que mais planeja?

Comecei há 32 anos atrás… Aquela frase “Levei minha vida toda para pintar este quadro”, quem foi que disse? Clarice? Luis Fernando Veríssimo? Silvio Santos? Não importa, é uma frase batida mas é verdade. Porque a vida toda está incluída nos estranhos caminhos da criação. Publiquei uns livros, faço teatro e cinema, desenho, mas para mim tudo vem do mesmo lugar. O que importa para mim como artista é a substância da obra, que pode ser chamada de ideia, conteúdo, mensagem, etc. Então tanto faz se é um texto, uma peça, um desenho, uma entrevista; o que me interessa não é o formato, é a questão. Além disso, o que aprendo no processo criativo como ator coloco no processo para escrever e vice-versa. Na prática acabei desenvolvendo um jeito próprio de fazer os trabalhos que eu faço. Vou fazer esses desenhos, mas não sou desenhista, e daí? O estilo do artista está justamente nas suas limitações.

No momento estou fazendo uma peça de teatro chamada “As Palavras e As Coisas”, com texto e direção do Pedro Brício. O filme “Tropykaos”, dirigido pelo Daniel Lisboa, vai estrear em 2017 nos cinemas. Os desenhos do Canibal Vegetariano eu continuo fazendo todos os dias e postando no Instagram e no Facebook. E estou terminando de escrever uma narrativa longa, que é provavelmente o meu projeto mais pessoal e a coisa mais importante que já fiz. Esse é o melhor exemplo para o que eu estava falando, porque estou escrevendo há dois anos mas conto sobre algo que aconteceu comigo há nove anos atrás. É daqueles trabalhos que a gente coloca tanto da gente que quando você me pergunta “o que mais planeja?” eu só penso que depois disso nunca mais vou fazer nada. Pode ser mentira, mas sentir isso é um jeito de entender que estou no caminho certo. Pelo menos pra mim.

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Canibal Vegetariano no instagram: instagram.com/canibal.vegetariano
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“Desejo Motivo”, o acontecimento de arte e afeto de Carolina Paz

por   /  23/06/2017  /  18:18

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“Desejo Motivo” é um acontecimento. Surgiu a partir de um pedido da artista plástica Carolina Paz, que fez uma chamada pedindo que as pessoas lhe enviassem cartas. Cartas sobre qualquer coisa, desde que fossem escritas em papel, enviadas pelos Correios. A ideia? Produzir uma pintura para cada uma delas.

O trabalho que vem sendo desenvolvido desde o final 2015. Na primeira semana de 2016, Carolina abriu uma chamada pública em redes sociais (e também na fachada do seu ateliê) para que interessados enviassem histórias, pedidos, desejos, assuntos, motivos para ela. Recebeu 44 cartas, fez 44 pinturas.

O processo se materializa para o público neste sábado, com uma exposição do Auroras, uma conversa sobre o processo com a artista, curador Divino Sobral, o crítico José Bento Ferreira e a artista Rivane Neuenschwander  e entrega dos trabalhos ao seus quase coautores. (Eu mandei uma carta, estou louca pra ver o resultado!)

Conversei com a artista sobre todo o processo, suas referências e tudo mais.

Desejo Motivo: acontecimento, de Carolina Paz
Sábado, 24 de junho, das 14 às 19 horas
Mesa redonda: 16:30 horas
Auroras – Avenida São Valério, 426, São Paulo
Informações: desejomotivo@carolinapaz.com

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– Como surgiu a ideia do Desejo Motivo?

Foi durante uma residência artística que fiz em Nova York, em 2014, acho que por conta da convivência com os outros artistas residentes, tive a vontade de incluí-los de alguma forma nas pinturas que eu estava fazendo. Eu estava procurando abrir mais meu repertório de imagens, não ficar só na figura humana e objetos “domésticos”. Pedi, então, que me dessem um “assunto” para pintar (não uma imagem, um assunto),  para eu pensar e, então, pintar uma imagem que trouxesse meu repertório meio que dando uma continuidade à conversa. Porque meu interesse continuava sendo (e ainda é) os relacionamentos, os contatos mais íntimos, algo de privado, afetivo… Então me empolguei e passei o ano seguinte, 2015, pensando em como fazer isso. Até saiu uma exposição na época, “Teoria dos Conjuntos”, com essas imagens.

Conversa vai, conversa vem (com outros artistas e amigos críticos, curadores), fui lapidando a ideia do “Desejo Motivo”. Desta vez, eu queria algo físico do outro, uma presença. Primeiro pensei nas pessoas virem no meu ateliê para conversar. Tipo consultório! (risos) Mas isso me pareceu que limitaria muito. Daí pensei nos textos, em receber textos, pedidos, histórias, causos, lista de compras de supermercado. E desta vez eu daria uma pintura em troca dessa presença, dessa disponibilidade à pessoa que se manifestasse, em vez de usar sua proposição como insumo de um trabalho que teria outro destino (a galeria, por exemplo). O trabalho neste momento já não era mais a pintura. Ela se tornava parte, uma peça, uma moeda. A obra é a rede de vínculos criada. Isso pra mim era a proposta do “Desejo Motivo” desde o começo, a intensidade disso é que realmente eu desconhecia, ou não me preocupei muito logo de saída.

Enfim… Ah! As cartas! Fazer tudo pela internet não me interessava porque, pra mim, o texto digital não tem a mesma textura do que o texto no papel (e o projeto comprovou isso). Então, cartas! Enviadas por correio ou entregues em mãos, não importa. E realmente valeu a pena, cada carta foi um surpresa. Rolou muita emoção no recebimento de cada uma. Há uma expectativa, uma chegada e uma presença.

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– Como foi a adesão?

Foi alta! Tanto que eu logo que saquei que a coisa ia crescer muito resolvi dar uma data limite muito antes do que eu havia imaginado. Foram apenas 3 meses para receber as cartas pois eu não daria conta. Achei que não haveria tanta gente disposta a ter o trabalho de escrever a mão, caprichar em um envelope, ir até os Correios (que foi o caso da maioria). Essa é uma primeira edição e foi muito experimental todo o processo, por isso quis limitar mais. Nesta recebi 44 cartas. Foram 44 pinturas. Uma parte de pessoas conhecidas, amigas mas uma outra parte de pessoas completamente desconhecidas que passei a me relacionar a partir do projeto. Demais, né?! Haverá outras edições e já penso em estabelecer algum critério diferente de limite, não necessariamente por data. E também, tenho vontade de abrir para outros idiomas que conheço e ampliar ainda mais o espectro dessa rede. Bom, mas isso são ideias ainda a lapidar.

– Conta como foi todo o processo? Da ideia ao recebimento das cartas passando pela produção das peças?

Cada carta, foi uma experiência singular. Eu lia, pensava, passava uns dias convivendo com ela, imaginando uma resposta não verbal e só então pintava. Algumas foram um processo mais suave, outras um embate de algumas idas e vindas. Não foi “pá pum”. Eu me propus viver cada leitura e cada pintura com a máxima intensidade. Apesar de pequenas (até para que todos os futuros transportes delas sejam bem fáceis e ela possam voltar a conviver eventualmente em quantidade e com outras de novas edições) elas deram trabalho. Não foi fácil. É muito mais fácil pintar a partir de uma pesquisa solitária, criando no ateliê o que der na veneta. Quando abri esse vínculo, a coisa complicou. Mas foi um desafio incrível em vários níveis. Foi uma experiência que me transformou.

– Teve algum momento em que você pensou em desistir?

Claro! Muitas vezes! (risos) Teve momento que sofri pra valer. Teve história que até agora não sei se consegui entrar direito nela, sabe? Será que é assim que um psicanalista se sente?! Lembrei muita da minha! Por que será?! (risos)
Mas o compromisso é algo incrível. Esse compromisso em dar uma devolutiva tão precisa e pontual: “uma pintura a óleo e ponto final” dá um super norte e prossegui. Claro que agora no final (dessa etapa) estou surpresa com o tamanho que a coisa toda tomou. Eu consigo perceber sua força e ela é tremenda. Acho que todos os envolvidos percebem ou perceberão, com mais ou menos intensidade, isso também. Passar batido não dá. Tem muita coisa aí.

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– O que você aprendeu com o processo?

Nossa! Muita coisa. Desde mais repertório formal com a pintura como linguagem até essa camada de quarta dimensão que é quando a obra acontece dentro do espectador, dentro dos participantes (eu inclusa). É um lamaçal fértil, infinito, de possibilidades poéticas. É muito repertório, muito desdobramento. Aprendi que arte interessa, que as pessoas desejam conviver com ela e se manifestar através dela. As cartas que recebi são objetos de arte pra mim. Sinto-me privilegiadíssima em ser portadora desses objetos que não são só seus conteúdos. Aprendi também que o amor é o assunto mais universal mesmo e que o sentimos ainda mais presente quando ele parece nos faltar. É muito locou, muito humano. Fico tão contente em ter empreendido com esse projeto em tempos de sérios dramas políticos, ambientais e sociais tão lamentáveis em todo o planeta. É um alento conviver com essa rede do “Desejo Motivo” com tanta doação e entrega. Isso dá ao projeto um caráter político, ele ganha mais força e importância pois trata-se um esforço em ir contra o clima de desconfiança, encapsulamento e discórdia que parece estar dominando nosso cotidiano. Enquanto, ao que parece, vivemos tempos de divergências, neste projeto a gente converge. Mesmo que não vençamos no final, esse esforço em compartilhar sempre valerá a pena.

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– Conta da sua trajetória como artista? Quando você começou, quais suas principais referências, qual legado você quer deixar pro mundo?

Minha formação é em ciências sociais e foi através dos pensamentos sociológico e antropológico que acabei me aproximando das artes visuais. Foi um processo bem sutil de transformação. Ainda me identifico com a cientista social apesar de efetivamente me intitular artista. Meu interesse, desde o começo, são as pessoas na intimidade, na minha intimidade, da minha intimidade, nossas identidades, práticas cotidianas, repertórios (não necessariamente, ou não somente, memórias). Durante meu percurso percebo que sempre mantive a atenção ao pessoal, ao indivíduo, e não à representação de algo mais generalizado socialmente, entende? Claro que o contexto social entra de alguma forma, é inevitável, mas acho que ele é indireto. A pessoa, o sujeito vem em primeiro plano. É um movimento do micro para o macro. Comecei com retratos, fui às cenas domésticas, trabalhei com objetos da intimidade e dos afetos (travesseiros, louças, café e açúcar etc)… Hoje o repertório imagético está bem expandido e as pessoas, que ainda continuam em primeiro plano, são mais integradas e associadas ao trabalho e entre si (acho que cheguei nesse ponto com “Desejo Motivo”), elas são parte da obra e não apenas o assunto ou o espectador num sentido mais tradicional, que seria separado do trabalho.

Minhas referências são muito diversas e não ficam só nas artes. São muitas mesmo. Atualmente, tenho me dedicado aos estudos sobre a ética de Espinosa (a partir de Deleuze) e tenho olhado muito para artistas como Rivane Neuenschwander, Cildo Meireles e Lygia Clark. Isso hoje, essa lista de referências é bem comprida.

Sobre legado não penso nisso. Vou vivendo e só. Acho que a gente pensa em “salvar o mundo” ou “fazer história” até a faixa dos 20 anos, depois a gente descobre que há tanto de relativo e tanto de impotência na própria existência humana que isso fica desimportante. Pelo menos pra mim! (risos) Se eu puder viver o melhor de mim cada dia, ajudar às pessoas a serem o melhor delas, a cada dia, através da arte, da conversa, enfim, do convívio, tá ótimo, excelente, super! Não vivo minha vida pra mim, nem pra minha arte. Cultivo a vida que há em mim a serviço dos vivos, dos demais seres viventes. Vida pela vida? Acho que é por aí… Bom… Melhor deixar em aberto com muita pausa, lacuna, suspensão, esgarçamento e reticência…

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